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Phrygia Arruda Prezado Marcelo Novelli, Primeiramente gostaria agradecer você ter lido meu pequeno artigo; ele é fruto do meu descontentamento com os eventos que acontecem na orla de Copacabana e Leme (RJ), quase todos os meses, fora, o reveillon; e tb da falta de controle dos orgãos municipal e federal responsáveis pela preservação e conservação dos bens materiais, paisagísticos, naturais, imateriais. Como você deve ter lido meu mini-curriculo eu sou da área das ciências humanas e depois de trabalhar alguns anos dentro da própria psicologia com a vida cultural da cidade, dos jovens e depois ter defendido uma tese de doutorado intitulada "O jeito carioca de ser. Entre a tradição e a modernidade, o imaginário de um Brasil moderno" (2002), no momento, este mesmo projeto desembocou numa pesquisa de estágio de pós-doutorado em memória e patrimônio(iniciado em 2007) - "O jeito carioca de ser. Um patrimônio cultural intangível?", tenho feito um levantamento bibliografico extenso; então quero dizer que a paisagem é um patrimônio cultural sim, e as referências que encontrei estão na "Convenção de Paris", de 16/11/1972; no capítulo sobre "Definições do Patrimônio Cultural e Natural" (artigo 1º, sobre os conjuntos); na "Recomendação Europa", de 11/09/1995; num texto sobre patrimônio natural no Brasil, de Carlos Fernando de Moura Delphin, e na recente Carta de Bagé, que recebi de uma colega arquiteta e te envio em anexo. No site da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Secretaria de Patrimônio, encontrei os bens tombados e dentre alguns está Copacabana/Lido(avenida Atlântica, etc). Eu acredito que a praia de Copacabana, paisagem, o entorno urbano, enfim todo o conjunto é um patrimônio, não só dos cariocas, mas de todo os brasileiros e que culturalmente ela significa um jeito de ser e de viver que é cultural, por isso a razão do título. Abraços [Phrygia Arruda, psicóloga,
é autora do artigo que origina este fórum de debates] |
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