|
|
||||
| De:
Wilton de Araujo Medeiros A arquitetura em tempos de "cidades genéricas", na era da predominância da gestão sobre o planejamento, não subsiste sem antes ser um apelo iconográfico. Em plena era da Gestão, o que foi a arquitetura do planejamento tornou-se um "oxímoro da paisagem" ("Liquefazendo Brasília", Carlos Moreira Teixeira. Minha Cidade n. 91), um "malogro" (idem), "irresponsabilidade social" ("Notas de uma indignação profissional: o PT e Oscar Niemeyer em Ribeirão Preto, duas faces da mesma irresponsabilidade social", Rodrigo Faria. Minha Cidade n. 45), "autofagia", "espasmo criativo", "riscos incontinentes", "criatividade infantil" ("Brasília, a capital, e Oscar Niemeyer, o autofágico", Gabriela Izar dos Santos. Minha Cidade n. 129), "implante" ("Projeto de Oscar Niemeyer para João Pessoa. Turismo e degradação da paisagem natural", Arthur Marcel Brasileiro Guimarães. Minha Cidade n. 141), "identidade postiça", "grife cobiçada", "produto turístico", "sonho simplório" ("A modernidade anacrônica: Goiânia com cara de Brasília". Elane Ribeiro Peixoto e Márcia Metran de Mello. Minha Cidade n. 202). Para Henri-P. Jeudy (Espelho das Cidades. Casa da Palavra-2005), trata-se de estratégias de uma comunicação bem conduzida que leve à coesão social (pg. 144) e da produção da distinção (cf. Bourdieu. La Distinction. Critique Sociale du Judgement. Minuit), um labirinto de imagens e de escritas da imagem que se torna "um espaço de projeção (...) que é a razão mesma do nosso trabalho" (Gabriela Izar, op. cit. Minha Cidade n. 129, fórum de debates). Em certo sentido, vivemos da crítica. [Wilton de Araujo Medeiros, São Paulo SP] |
||||
|
||||