De: Alvamar C. de Oliveira
Data: Monday, January 28, 2008 2:58 PM
Assunto: Minha Cidade

Prezado Prof. Arquimedes,

Sinto-me na obrigação de enviar minha opinião sobre o assunto, já que pesquisei sobre algumas cidades da região sudoeste paulista que também viviam a ferrovia e da ferrovia, no caso, da Sorocabana. A situação de abandono das ferrovias paulistas é sem dúvida motivo de indignação. Uma infra-estrutura importante que, desde os primórdios de sua existência, apresentava a visível intenção de integrar a via férrea com a fluvial e terrestre, inclusive com os países vizinhos.

Em diversos períodos históricos, autores como Teodoro Sampaio – relatório de 1890, Adolfo Augusto Pinto – 1901, assim como matéria do Anuário da Escola Politécnica -1903, demonstram as intenções de integrar os sistemas de transportes. Odilon Nogueira de Matos em “Café e ferrovias”-1974, demonstra a possibilidade de integração latino-americana através da linha férrea.

Adolfo Augusto Pinto em História da Viação Pública de São Paulo, 1901, refere-se a Sorocana que, segundo ele, “(...) poderá prestar, em futuro que talvez não esteja remoto, excellente serviço a toda região meridional d´quele longínquo Estado, assim como o norte do Paraguay e à extrema oriental da Bolívia, excellente sahida para o Atlântico pelo porto de Santos.”

Uma das metas prioritárias no plano de governo do ex-presidente Fernando Henrique – 1994, era a utilização da intermodalidade através dos modais hidroviário e ferroviário reativando, assim, as ferrovias. Por meio da recuperação e ampliação da malha ferroviária, a utilização dos modais hidroviários e ferroviários e as rodovias como alimentadoras, a intenção seria criar corredores de importação e exportação integrando o Brasil com os países vizinhos e com os principais mercados internacionais.

Diversos artigos publicados pelo “O Estado de São Paulo” em 2001 descreviam os investimentos e projetos de empresas privadas intencionadas na união do porto de Santos, no Oceano Atlântico, com o Porto Bayóvar, no Peru, levando a malha ferroviária interligada com rios e rodovias até o Oceano Pacífico. Posteriormente também houve matérias sobre a importância da informatização e de se criar cursos de capacitação em universidades.

Enfim, o descaso, o abandono e a degradação das ferrovias não se justificam. Assim como a reutilização de seu patrimônio edificado para outros fins, apesar da indiscutível importância como documento histórico que originou o processo de industrialização no Brasil. A reativação seria mais adequado, assim como o reaproveitamento do que ainda resta. Talvez recuperar alguns elementos, vendidos no mercado livre da internet. (consulta em 26/01/2008).

Parabéns pelo artigo

[Alvamar C. de Oliveira, São Paulo SP]