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Urbanismo em fim de linha

Urbanismo em fim de linha

E outros estudos sobre o colapso da modernização arquitetônica

Otília Beatriz Fiori Arantes

Edusp, São Paulo; 1ª edição, 1998
CDD 724.6981 A662u

edição em português
brochura
224 p
18 x 26 x 1 cm
600 g
ilustrado
preto e branco
fotos
desenhos
ISBN 85-314-0465-7

arquitetura e urbanismo (história do urbanismo, teoria do planejamento urbano e regional)

Urbanismo em fim de linha

sobre o livro

Nos ensaios reunidos neste volume, escritos entre 1988 e 1997, Otília Arantes reflete sobre as razões do esgotamento do Movimento Moderno, processo talvez difícil de analisar no Brasil, dado o sucesso da modernidade arquitetônica entre nós. Partindo da análise e refutação dos principais estereótipos sobre o colapso da Arquitetura Moderna, procura mostrar como esse esgotamento ocorreu por absoluta conformidade às promessas de nascença daquela arquitetura, no centro e na periferia do sistema mundial. Modernidade e pós-modernidade não são propriamente pólos alternos, mas seguem um mesmo processo de ajuste da sociedade às reviravoltas que dá o capitalismo para continuar o que sempre foi, e de cujas metamorfoses a paisagem urbana - tema central da segunda parte do livro - é a fachada mais visível.

Na Idade de Ouro do Movimento Moderno, ninguém duvidava do lugar da arquitetura numa sociedade em mudança: na linha de frente do progresso. Chegamos hoje ao fim da linha. À medida que o programa funcional moderno definhava, consumido pelas suas mais autênticas realizações, até sucumbir ao sempre-igual das formas esvaziadas, aquela antiga certeza foi se apagando e por fim extinguiu.

Deu-se então uma nova reviravolta, como aliás era de se prever num programa de resistência impregnado pelos ares do tempo, que eram de franca apologia neoconservadora. Assim, tanto a preservação do patrimônio arquitetônico, quanto a renovação respeitosa do entorno, acabaram se transformando numa espécie de alegação ideológica dos gestores urbanos, em princípio empenhados na recomposição do tecido social; de fato, apertando os controles do mando e das segregações, suavemente legitimados pela inflação muito econômica de uma panacéia chamada cultura.

sobre o autor

Otília Beatriz Fiori Arantes
É mestre em filosofia pela FFCLH/USP e doutora pela Universidade de Paris I. Lecionou Filosofia na PUC/SP e Estética na FFLCH/USP. Fundou o Centro de Estudos de Arte Contemporânea (CEAC).

como citar

ARANTES, Otília Beatriz Fiori. Urbanismo em fim de linha. E outros estudos sobre o colapso da modernização arquitetônica. Edusp, São Paulo; 1ª edição, 1998.

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