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architectourism ISSN 1982-9930


abstracts

português
Atenta a um fenômeno que ocorre no inverno, a reunião de todas as borboletas monarcas da América do Norte no centro do México, a autora escreve sobre o ciclo de vida da espécie e a sensação de adentrar em nuvens de borboletas em seu santuário

english
Attentive to a phenomenon that occurs in winter, the gathering of all Monarch butterflies from North America in central Mexico, the author writes about the life cycle of the species and the feeling of entering into clouds of butterflies in their sanctuary

español
Atenta a un fenómeno que ocurre en el invierno, la reunión de todas las mariposas monarcas de América del Norte en el centro de México, la autora escribe sobre el ciclo de vida de la especie y la sensación de adentrarse en nubes de mariposas en su santuar


how to quote

BARONE, Sandra. Arquiteto gosta de natureza?. Arquiteturismo, São Paulo, ano 02, n. 013.06, Vitruvius, mar. 2008 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/02.013/1406>.


Elas são centenas e centenas a sair voando em pleno inverno, no mês de fevereiro, à busca de néctar e água. Fazendo um barulhinho quando batem as asas – flep, flep, flep, flep… –, as borboletas monarcas sobrevoam o céu azul e ensolarado do centro do México, como se fossem nuvens de confete.

Elas voam rapidamente à nossa volta, pousam sobre nos, no meio do caminho ou perto de poças de água par matar a sede. São tantas que devemos tomar muito cuidado para não tocá-las quando caminhamos.

No ano passado quando o arquiteturismo lançou um pedido de artigos pela internet, me questionei se arquiteto gosta de natureza. Achei que gosta, e escrevi para o Michel Gorski que se entusiasmou com a idéia de publicar a visita ao santuário das borboletas monarcas no México.

As borboletas mais lindas e majestosas que vi foram na Amazônia, mas apesar das borboletas nativas do Canadá serem pequenas e menos coloridas que as da Amazônia, a borboleta monarca não deixa de ser uma das mais lindas que temos aqui na América do Norte.

Elas nascem no Canadá durante o verão e em setembro começam a voar em direção ao México. Não se sabe como, mas todas as borboletas monarcas da América do Norte voam para o mesmo lugar passar o inverno, no centro do México. São milhares de borboletas que chegam e pousam nos troncos e galhos das arvores que estes às vezes cedem e quebram com o excesso de peso de tantas borboletas.

Foi somente em 1975 que o canadense Fred Uquhart descobriu onde as borboletas monarcas (les papillons monarques) passavam o inverno. Foram mais de 15 anos de pesquisa para ele descobrir a localização dos santuários situados nos vales montanhosos do centro do México.

Pouco tempo após ter nascido, a geração de verão de monarcas se prepara para a grande migração em direção aos locais de recolhimento situados no estado do Michuagan.

Todas as monarcas da América do Norte voam para passar o inverno nessas florestas repletas de flores multicolores em pleno inverno.

Na primavera as monarcas voam novamente para o norte, rumo as suas áreas de reprodução. Embora elas consigam voar mais de 2.200 km durante a migração, não serão estas, mas sim a geração seguinte que chegara ao Canadá para se reproduzir.

Não se compreende como as Monarcas espalhadas pela América do Norte convergem todas para uma área tão pequena no centro do México. Existem ainda muitas questões sem respostas com relação a migração e a população das monarcas na América do Norte.

E ate hoje, segundo os ecologistas, a migração da borboleta monarca é considerada como sendo um dos mistérios mais fascinantes da ecologia animal, pois embora se conheça o ponto de partida e o ponto de chegada, não se sabe ainda de que maneira milhares de borboletas monarcas se encontram todas na mesma região.

O ciclo das borboletas monarcas é iniciado com as fêmeas que desovam nos campos de asclepias (Asclepia syriaca), nativa da América do Norte e planta hospedeira para essa espécie de borboleta.

As larvas da monarca se alimentam unicamente dessas folhinhas tenras de asclepias durante mais ou menos 14 dias e durante esse tempo aumentarão sua massa corpórea cerca de 2000 vezes. Difíceis de serem vistas, a pupas de cor verde-água com pontinhos dourados que brilham como ouro, são bem camufladas na parte inferior das folhas das asclepias.

Os santuários das monarcas são reservas da biosfera em três municípios do estado do Michuagan: Zitácuaro, Ocampo e Angangueo. A cidade mais próxima desses santuários é a cidade histórica Morelia. A excursão para visitar o "Santuário de la Mariposa Monarca del Rosario" no município de Ocampo dura um dia inteiro.

Milhões de borboletas chegam nessa região em outubro e permanecem no santuário até abril do ano seguinte quando inicia a época de migração para o norte. A melhor época para visitar o santuário das monarcas é a partir de meados de fevereiro até o fim de março.

Nenhuma borboleta monarca voa quando faz frio ou quando o céu esta nublado, por isso deve-se escolher dias ensolarados para visitar o santuário e viver a maravilhosa experiência de penetrar nessas nuvens de borboletas.

sobre o autor

Sandra Barone, arquiteta (FAU Mackenzie, 1979), arquiteta paisagista e mestre em Sciences de l’Aménagement (Universidade de Montreal). Co-autora do livro ‘’Les graminées” (Éditions de l’Homme, 2001). Autora do jardim Thirsry? Not Me! no Jardim Botânico de Montreal (2003), constituído unicamente de plantas adaptadas ao ambiente seco, seu paisagismo fundamenta-se no design ecológico e design vegetal, com trabalhos realizados em jardins residenciais, parques públicos e corredores de transportes (estradas e vias exclusivas de ônibus).

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013.06 Paisagem natural
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