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architectourism ISSN 1982-9930


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WANDERLEY, Junancy. Faróis marítimos portugueses. Arquiteturismo, São Paulo, ano 02, n. 018.07, Vitruvius, ago. 2008 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/02.018/1452>.


É atraente o livro lançado pelo CTT “Correios de Portugal” sobre o tema “Faróis, a terra ao mar se anuncia”, escrito por J. Teixeira de Aguilar, com farto material fotográfico de Filipe Jorge, bem como gravuras históricas, cartas náuticas, mapas e cartas hidrográficas. Justifica os correios de Portugal que tal iniciativa se deu pelo fato de que em um breve distante passado, mais exatamente entre 1880 e 1892, a gestão dos faróis de Portugal esteve pelos correios de Portugal, hoje está sobre a tutela do ministério da marinha e do Ultramar. Junto com o livro foi lançado 12 selos alusivos aos faróis de Portugal que também fazem parte desta publicação.

Além de sua função de ajustar a direção das embarcações e as proteger, a importância dessas edificações e seus equipamentos derivam também de seu valor artístico perceptível, e até realçado mesmo por fotos aéreas, fantásticas. Outras fotos externas e internas de cada um dos representados mostram a belíssima implantação física dessas torres luminosas em pontos estratégicos e extremos, quase sempre solitários e em ambientes hostis.O tema sugere um fascinantes roteiro turístico, histórico, cultural e natural.

Entre os mais de 50 faróis existentes em Portugal, destacam-se alguns, por seus valores estéticos, históricos ou arquitetônicos. O farol do Cabo de São Vicente teria sido o primeiro a ser implantado em terras lusas, por volta de 1515, foi doado aos frades da então província do Algarve, para que esses a pedido de Dom Manuel viessem ilumiar o dito farol para salvação e guias daqueles que no dito cabo vem ter. Para defesa da barra do Tejo, derivado da pequena ermida de S. Gião, em 1556 foi construído o farol de São Gião. Já em 1571, sentiu-se a necessidade de se erguer uma fortificação, com o farol que hoje se chama Bujio.

O farol do Cabo da Roca, situado no ponto mais ocidental do continente europeu, debruçado sobre o Atlântico colossal, é datado de 1772. Fantástica é a edificação e localização do farol de São Lourenço, na ponta de São Lourenço, na ilha da Madeira. Sua construção, solicitada há muito, foi iniciada apenas em 1867, após o naufrágio do vapor inglês Forerunner, em 1854, quando morreram três passageiros e onze tripulantes.

Não menos agradável aos olhos é o farol de Ínsua, inserido no convento medieval de Santa Maria da Ínsua. Com sua estética de grande fortaleza, foi visitado por D. Manuel em 1548, ocupado pela armada galega em 1580, atacado por corsários ingleses em 1602, ocupado pelas forças espanholas em 1807, antes de ter o primitivo farolim instalado em 29 de agosto de 1886. Devido às necessidades impostas no principio do século XIX, na região entre o cabo Mondego e a enseada de Paderneira foi instalado o farol de Penedo da Saudade. Sobre a função primitiva dos mais de 50 faróis existentes em Portugal superpõem-se história, arquitetura, artes plásticas, paisagem e cultura típicas de cada localidade onde foram construídos. Fica a sugestão para se fazer esse roteiro monumental, seja por terra, água ou ar – de dia ou de noite, sob o sol ou sob a neblina.

Lista geral dos faróis

Faróis na Madeira: Farol do Ilhéu de Cima, 1901; Farol de São Lourenço, 1870; Farol da Ponta do Pargo, 1922; Farol de São Jorge, 1959.Faróis no Continente: Farolim da Ínsua, 1886; Farol de Montemor, 1910; Farol do Castelo de Santiago, 1878; Farol da Senhora da Agonia, 1888; Farol de Esposende, 1866; Farol de Leça, 1927; Farol de Aveiro, 1893; Farol de cabo Mondego, 1858; Farol do Penedo da Saudade, 1912; Farolim de Nazaré, 1903; Farol da Berlenga, 1842; Farol do Cabo Carvoeiro, 1790; Farol do Cabo da Roca 1772; Farol do Cabo Raso, 1894; Farol da Guia, 1537; Farol de Santa Marta, 1868; Farol de São Julião, 1775; Farol do Bugio, 1775; Farol Gibalta, 1914; Farol do Esteiro, 1914; Farol do Cabo Espichel, 1790; Farol do Cabo Sines, 1880; Farol do Cabo Sardão, 1915; Farol do Cabo de São Vicente, 1515; Farol da Ponta da Piedade, 1913; Farolim da Ponta da Piedade, 1913; Farolim da Ponta do Altar, 1893; Farol de Alfanzina, 1920; Farol de Vilamoura, 1981; Farol do Cabo de Santa Maria, 1851, Farol de Vila Real de Santo Antonio, 1910. Faróis nos Açores: Farol de Gonçalo Velho, 1927; Farol do Arnel, 1876; Farol da Ponta da Garça, 1957; Farol de Santa Clara, 1945; Farol da Ferraria, 1901; Farol dos Contendas, 1934; Farol da Ponta do Topo, 1927; Farol dos Rosais, 1954; Farol do Carapacho, 1956; Farol da Ponta da Barca, 1930; Farol da Ponta da Ilha, 1946; Farol dos Capelinhos, 1903; Farol da Ribeirinha, 1919; Farol da ponta das Lages, 1910; Farol do Albarnaz, 1924.

Livro resenhado

AGUILLAR, J. Teixeira de. Faróis a terra ao mar se anuncia. Fotos de Filipe Jorge. Lisboa, Edição do Club do Colecionador dos Correios / CTT Correios de Portugal.


sobre o autor

Junancy Wanderley, arquiteto (FAUPE), artista plástico e fotógrafo, pós-graduado em Gestão e Controle Ambiental, pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco. Autor da Lei dos ruídos de Pernambuco. Produtor Cultural, foi gerente da divisão de planejamento e obras da Diretoria de Preservação Cultural e gerente do Espaço Cultural Torre Malakoff, ambos em Pernambuco

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