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arquiteturismo ISSN 1982-9930

Fortaleza de Santa Cruz em Niterói, com Rio de Janeiro ao fundo. Foto Victor Hugo Mori

sinopses

português
"Arquivo Portugal 2011-2012" é um trabalho de mais de 4 mil fotografias e 3 mil vídeos, organizando, assim, uma base de documentos visuais da arquitetura portuguesa.


como citar

COSTA, Eduardo. Arquivo Portugal 2011-2012. Documentos audiovisuais da arquitetura portuguesa. Arquiteturismo, São Paulo, ano 06, n. 069.01, Vitruvius, nov. 2012 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/06.069/4584>.


Uma "viagem" sim – quem sabe até um "trabalho" –, pois ela começou no interior do arquivo do Iphan do Rio de Janeiro. Pesquisava sobre a viagem que o Lucio Costa fizera para Portugal, em 1952, e os contatos entre pesquisadores brasileiros e portugueses, uma troca de informações essencialmente visual sobre a arquitetura e o patrimônio de ambos países. Tema este que passei a pesquisar em Portugal, num estágio de doutoramento, vinculado ao CES da Universidade de Coimbra, motivo da minha viagem àquele país.

Para preparar o roteiro desta viagem, tive a contribuição de muitas pessoas. Entre elas, minha orientadora, Iara Lis Schiavinatto, meu orientador em Portugal, Carlos Fortuna e outros professores como os brasileiros José Pessoa, Renata Malcher e André Tavares, mas, também, muitos professores do DArq, em Coimbra. Todos me ajudaram de alguma forma, fosse acompanhando ou incentivando com novas informações.


51. Fortaleza de Peniche
Vídeo Eduardo Costa [Arquivo Portugal: 2011-2012]

Conversei brevemente sobre este trabalho com Francisco da Silva Dias e Alfredo Mata Antunes, dois dos arquitetos responsáveis pela publicação do livro "Arquitectura Popular em Portugal". Eles participavam de um evento sobre os cinquenta anos desta publicação, pela qual tinha um interesse de pesquisa. Finalmente, ao longo de três dias, realizei uma entrevista com António Menéres (também um dos arquitetos responsáveis por esta publicação). Nestes encontros, pudemos debater, uma série de questões envolvendo a fotografia, o patrimônio, a arquitetura, a relação de brasileiros e portugueses, entre os anos 1960 e 1980, e, ainda, algumas cidades que poderiam entrar no meu roteiro. Logo publicaremos a entrevista, com fotos feitas por Menéres, onde Lúcio Costa aparece em sua visita de 1961 a Portugal.

Assim, quando retornava das minhas atividades de pesquisa nos arquivos e bibliotecas, passava a planejar o roteiro das viagens com muito cuidado e de forma bastante sistemática, já que a iniciativa demandava empenho e uma certa rigidez com os horários, que, via de regra, seguiam a disponibilidade da previsão do tempo.

Aos finais de semana, alugava um carro ou partia de comboio para pequenas viagens pelo território português. Foram 41 viagens no total, sendo que deixei de realizar três delas e, portanto, algumas cidades ficaram de fora. A dinâmica de documentação foi favorecida pela programação da pesquisa, que me fez morar dois meses em cada uma das três cidades: Coimbra, Lisboa e Porto, o que muito contribuiu na organização das viagens, que foi, ainda, favorecida pelo cuidado com que os portugueses tratam suas publicações, ricas em informações.

Fotografei e filmei edifícios ou conjuntos urbanos em 111 locais, dentre os quais se encontram cidades, freguesias, vilas e outras localidades. Estes locais foram visitados na seguinte ordem: Coimbra, Vila Cortes da Serra, Linhares, Celorico da Beira, Marialva, Trancoso, Moreira de Rei, Lajeosa do Mondego, Guarda, Sabugal, Covilhã, Castelo Branco, Alpedrinha, Fundão, Pampilhosa do Botão, Lorvão, Penacova, Conímbriga, Alcabideque, Condeixa-a-Velha, Ega, Lisboa, Cabo Espichel, Sesimbra, Palmela, Setúbal, Faro, Lagos, Odiáxere, Estômbar, Lagoa, Armação de Péra, Almancil, Olhão, Luz de Tavira, Tavira, Almodôvar, Castro Verde, Entradas, Beja, Serpa, Portel, Viana do Alentejo, Évora, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Ericeira, Mafra, Vartojo, Torres Verdes, Peniche, Óbidos, Caldas da Rainha, Alcobaça, Batalha, Azoia, Leiria, Pombal, Azambuja, Santarém, Chamusca, Atalaia, Tomar, Constância, Abrantes, Tolosa, Portalegre, Castelo de Vide, Alpalhão, Crato, Flor da Rosa, Alter do Chão, Elvas, Vila Viçosa, Borba, Estremoz, Porto, Povoa de Varzim, Vila do Conde, Azurara, Moreira, Matosinhos, Vila Nova de Gaia, Braga, Guimarães, Santo Tirso, Landim, Antas, Vila Nova de Famalicão, Mire de Tibães, Refunde, Carvalhosa, Pico de Regalados, Caldelas, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Lindoso, Soajo, Arcos de Valdevez, Monção, Melgaço, Valadares, Ceivães, Valença do Minho, Vila Nova de Cerveira, Seixas, Caminha, Viana do Castelo, Barcelos, Aveiro e Viseu.


77. Capela das Almas
Vídeo Eduardo Costa [Arquivo Portugal: 2011-2012]

Dos 18 distritos portugueses, somente não pude registrar nenhum local em Vila Real e Bragança. Escolhi assim, pois o tempo não me permitia muita liberdade e distância dos arquivos em que realizava minha pesquisa.

De qualquer forma, realizei algo próximo de 4 mil fotografias e muitas horas de vídeos captados nos mesmos quadros das fotos, o que um tripé me permitia e o que o tempo me impunha. Os temas são os mais variados e vão desde paisagens naturais, conjuntos urbanos, centros da cidade, infra estruturas, edifícios modernos, militares, mas, principalmente, os religiosos.

A este trabalho tenho chamado de “Arquivo Portugal: 2011-2012” e acabou se tornando um bom exercício para refletir sobre o meu tema de doutoramento, que trata exatamente sobre a questão dos arquivos de fotografia, especificamente o Arquivo de Fotografias do Iphan. Pretendo expor em sua completude esta documentação, juntamente com um conjunto de debates. Projeto que venho desenvolvendo vagarosamente, em paralelo ao meu doutorado.

Espero que este trabalho ou viagem, aqui brevemente relatado, sirva para o Arquiteturismo. Se assim for, espero que instigue intercâmbios de novos pesquisadores.

sobre o autor

Eduardo Costa é arquiteto e mestre em história pelo IFCH-Unicamp, onde realiza seu doutorado sobre a formação do arquivo de fotografias do IPHAN. Como arquiteto, ganhou prêmios em concursos nacionais e trabalha, atualmente, na assessoria técnica USINA-CTAH. Como fotógrafo foi selecionado pelo edital ProAC-14/2009, para documentar as transformações urbanas no Bairro da Luz, e premiado com o XI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, em 2010.

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