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research

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architectourism ISSN 1982-9930

Praça de São Francisco em São Cristóvão, Sergipe

abstracts

português
O Sítio do Padre Inácio é um imóvel tombado pelo Iphan por representar marco do ciclo bandeirista e da construção de taipa de pilão. Sugere-se, na casa sede, a intervenção de galeria de artes para promover o ecoturismo local e valorizar sua preservação.

english
The Farm of Father Inácio is listed by Iphan as a heritage site due to its representativeness for the bandeirista cycle and example of rammed earth construction. It is suggested for the main house, the intervention of art gallery.

español
La Granja del Padre Inácio aparece por el Iphan como patrimonio debido a su representatividad para el ciclo Bandeirista y el ejemplo de la construcción de taipal. Se sugiere para la casa principal, la intervención de la galería de arte.


how to quote

PETINI, Andrea; RODRIGUES, Bianca Yinli Wu Candido; BERLATO, Elisabeth. A Casa Bandeirista. Proposta de uma ambiência bandeirista para uma galeria de artes. Arquiteturismo, São Paulo, ano 10, n. 115.03, Vitruvius, out. 2016 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/10.115/6231>.


A Casa Bandeirista

Os bandeirantes paulistas, financiados por fazendeiros e comerciantes, desbravaram o território brasileiro em busca de riquezas minerais, novas terras e escravos, entre os séculos 16 e 18.

As casas da época, cujos ornamentos e ambiências remontam a influências dos mamelucos – miscigenação ibérica e indígena – serviam de apoio para essas expedições, predominantemente na região da Bacia do Rio Tietê.

A casa bandeirista é marcada pelo estilo de planta retangular, sala social central, dormitórios distribuídos ao redor da sala, sem corredores, poucas aberturas no qual confere segurança à residência e, consequentemente, seu interior torna-se pouco iluminado. O chão é configurado por terra batida.

Na parte posterior da casa, as cozinhas eram instaladas em puxados construídos em anexos à residência, as chamadas tacaniças. Na parte frontal, a residência era ladeada pela capela, com acesso externo e interno à residência e pelo dormitório de hóspedes, único cômodo isolado, pois, tinham somente acesso externo, independente da área íntima da residência.

Sua fachada é caracterizada pela presença de alpendre, pelos cachorros – colunas entalhadas em madeira de empenas lisas.

A técnica construtiva aplicada nessa edificação era a taipa de pilão, cuja origem árabe foi trazida ao Brasil pelos portugueses (1).

A cobertura era feita de telhas de barro ou cobertas de palha – herança indígena – e conferem, à residência, beirais largos que protegem a taipa da ação corrosiva das águas das chuvas.

Pode-se observar que o ambiente criado pela sala central, sem corredores e dormitórios a sua volta, denotava a preservação da intimidade doméstica da família patriarcal. Os trabalhos domésticos eram realizados pelas mulheres ora nas áreas segregadas da residência, nas tacaniças, ora na sala central.

A preocupação com a manutenção da intimidade da residência se dava, principalmente, devido ao convívio intenso com estranhos. Os bandeirantes, seguiam ao longo de suas viagens em busca de abrigo e comida e hospedavam-se em casas dos moradores da região explorada. E, por esse motivo, o dormitório dos hóspedes era isolado de toda residência, tendo acesso apenas pelo alpendre.

Ao redor da casa sede, havia várias instalações auxiliares, como moendas, estábulos, oficinas e serviçais.

Dentro da residência, o mobiliário era bem simples, distribuído entre redes, esteiras, bancos e banquetas – não havia cadeiras, armários que guardavam tigelas, gamelas, cuias e canecas, e arcas de diversos tamanhos para a acomodação de roupas, ferramentas e armas (2).

O Sítio do Padre Inácio

Casa do Sítio do Padre Inácio, interior
Foto Victor Hugo Mori

O Sítio do Padre Inácio (3), localizado na Estrada do Padre Inácio, bairro Morro Grande, na cidade de Cotia SP, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, em 8 de Outubro de 1951, e pelo Conselho do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat, em 23 de Setembro de 1974, por representar um marco importante do ciclo bandeirista (4).

O conjunto do Sítio é composto pela casa sede e outras edificações de apoio. A casa sede é uma construção da segunda metade do século 17 e seus primeiros proprietários foram o juiz de órfãos Roque Soares de Medela e Luzia Leme, tia do padre Inácio Francisco Amaral, nascido em 1753.

Essa edificação foi a primeira casa a ser reconhecida no artigo Arquitetura Tradicional, pela revista A Cigarra, edição de 31 de março de 1916, de autoria do Arquiteto Ricardo Severo.

Capela do Sítio do Padre Inácio
Foto Victor Hugo Mori

 

A casa do Sítio do Padre Inácio é constituída por construção de taipa de pilão – de origem árabe – em valas abertas diretamente no solo, sem os baldrames de pedras ou tijolos tão comuns à prática ibérica. Desse modo, a casa foi construída em terreno plano e em nível, de modo a permitir o escoamento ideal das águas da chuva.

A edificação apresenta também outros importantes elementos construtivos e arquitetônicos, como telhas de barro, cachorros (em madeira entalhada), grandes beirais (protegendo, assim, a taipa da incidência das chuvas) e alpendre.

Casa do Sítio do Padre Inácio, cachorros da cobertura
Foto Victor Hugo Mori

 

Como programa, são considerados os hábitos de seus moradores, especialmente o convívio com estranhos, a intimidade da família e os trabalhos domésticos, especificamente, a culinária.

A casa bandeirista do Sítio apresenta planta quadrada, frontispício em alpendre ornamentado, paredes externas brancas, poucas aberturas, com interior pouco iluminado e chão de terra batida.

Planta da Casa do Sítio do Padre Inácio
Imagem divulgação [Andrea Petini, Bianca Y. W. C. Rodrigues e Elisabeth P. Berlato, 2016]

O organograma da residência se distribui em sala central, sem corredores e quartos laterais; e, nas laterais do alpendre, estão a capela e o quarto de hóspedes - único cômodo isolado, sem acesso à parte íntima da residência.

A residência possuía mobiliário reduzido, com redes, esteiras, bancos, mesas, armários que guardavam tigelas, cuias, canecas e gamelas, arcas de diversos tamanhos que abrigavam roupas, ferramentas e armas, e o catre – cama de madeira e colchão de palha.

Nos anexos da residência do Sítio, estavam a despensa e a cozinha, conhecidas como tacaniças e o banheiro – para a higiene eram usados o gomil e seu prato, bacias e “bacias de urinar”.

O conjunto do sítio também compreende as instalações ao redor da residência, prédios auxiliares, como moendas, estábulos, oficinas e serviçais.

Do partido arquitetônico observado nesse exemplar da casa bandeirista, destacam-se as características sociais da época histórica em que está inserida e que é refletida ao se projetar a área da residência de forma a preservar a intimidade de seus moradores.

A residência apresenta o fluxograma: Alpendre → Dormitório dos hóspedes → Capela → Grande Sala → Dormitórios → Cozinha em tacaniças → Escada ao fundo → Depósito - andar superior: gêneros alimentícios e outras mercadorias.

A fachada característica é configurada pela capela, dormitório de hóspedes e o alpendre. A partir do alpendre é acessada a grande sala central e a todos os dormitórios distribuídos ao seu redor – não há corredores.

O alpendre tinha função definida pelas atividades administrativas da casa, o patriarca recebia seus convidados e realizava suas reuniões ali. O proprietário e seus parceiros de negócios tinham, então, ao seu lado esquerdo a capela e ao seu lado direito o dormitório dos hóspedes. E, às costas do patriarca, ficava a sala central, de acesso restrito aos visitantes.

Casa do Padre Inácio em 1916, na oportunidade da visita de Washington Luís, Victor Dubugras e Aguiar de Andrade
Foto divulgação [website Casas Bandeiristas]

Nos fundos da casa há uma escada que permite acessar o andar superior, onde se dá lugar a um grande patamar, inicialmente usado como depósito para estoque de alimentos e mercadorias.

Nesse sótão, as janelas foram mantidas ao nível do chão a fim de viabilizar a segurança do perímetro com a característica de fortificação da construção e visibilidade de todo o terreno.

O patamar apresenta uma abertura voltada para a capela, a qual permitia o acompanhamento das cerimônias de forma exclusiva.

A cobertura da edificação em quatro águas está apoiada sobre as altas paredes que ladeiam a sala central. E seus longos beirais – que protegem as paredes externas da residência da corrosão das chuvas – estão apoiados em cachorros de madeira entalhada em formas geométricas que ornamentam também as colunas do alpendre e as almofadas das portas e janelas.

A residência é servida, aos fundos do terreno, por duas minas d’água que, ao mesmo tempo em que abastecia a casa, servia para a irrigação das plantações no terreno.

Intervenção proposta

Sugere-se para uso dessa estrutura do Sítio do Padre Inácio a intervenção de galeria de artes para exposições itinerantes de fotografia e encontros filosóficos – promovendo, assim, o ecoturismo local, da Rota da Harmonia e valorizar o tombamento do Iphan.

Foram feitos estudos dos casos semelhantes ao tombamento listado do Sítio do Padre Inácio e da ação de promoção do patrimônio cultural:

  • Espaço GaleRio, do Instituto EixoRio, a primeira galeria de arte urbana oficial do Rio de Janeiro RJ, que ocupa o segundo andar da casa construída em 1879, cuja fachada foi tombada pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade – IRPH, em 1987.
  • Museu Histórico do Parecis, na Casa da Memória, em Campo Novo do Parecis MT, a qual foi tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, em 2010.
  • Ação de promoção do patrimônio cultural por meio da fotografia, enfatizando o valor atribuído aos bens culturais tombados do patrimônio brasileiro, lançada pelo Iphan, em 2015.

Galeria de Artes, o partido

O Sítio do Padre Inácio está localizado na Estrada do Padre Inácio no bairro Morro Grande, na cidade de Cotia SP, a 6,5 km do acesso à Rodovia Raposo Tavares.

Em 29 de março de 2006, o Iphan entregou o Sítio à Prefeitura de Cotia, através do Termo de Cooperação.

Esse Termo expressa o comprometimento da proteção e valorização dos imóveis; a utilização, conservação e difusão do significado do conjunto arquitetônico como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; pesquisas e estudos da restauração; adequação dos espaços às atividades, programas e ações; a promoção e controle da visitação pública; a elaboração e manutenção de exposições que resgatam a memória das tradições, história e patrimônio cultural e turístico regional.

E a cidade de Cotia está inserida na Rota da Harmonia, que tem como proposta incrementar o turismo receptivo com programa para todos os públicos, com preços acessíveis conjuntamente com outras cidades da região. Outro movimento é o Circuito Taypa de Pilão que objetiva, por meio das secretaria de turismo dos municípios integrantes do programa, propostas de  visitas monitoradas aos bens tombados pelo Iphan – monumentos e edificações nas cidades da região sudoeste metropolitana de São Paulo. O objetivo é promover a cultura, através das Artes Visuais e da gastronomia.

Procura-se nessa intervenção, a proposta de aliar a vocação do ecoturismo de Cotia à importância do bem histórico e artístico tombado que representa o Sítio do Padre Inácio.

A proposta exalta à casa do Sítio, sugerindo o novo uso para a edificação e resgata seu contexto original de ponto de chegadas e partidas em busca do saber, como quando os bandeiristas chegavam e  partiam em viagens de exploração ao território brasileiro.

Soluções

Observamos as considerações gerais das Normas de Quito, onde determina que “A ideia do espaço é inseparável do conceito de monumento e, portanto, a tutela do Estado pode e deve se estender ao contexto urbano, ao ambiente natural que o emoldura e aos bens culturais que encerra” (5).

Dessa forma na intervenção proposta,  optamos por estruturas que causam menos ou nenhum dano ao local e por soluções ecologicamente sustentáveis, de suma importância à preservação do edifício e à implantação da Galeria de Arte.

O conceito do Salão de Exposições é configurado por imagens suspensas em módulos com rodízios, em cavaletes independentes, e, em determinadas áreas, a possibilidade de colagem das imagens nas paredes criando, assim, ambientes dinâmicos e orgânicos, de fácil adaptação para a demanda de cada estilo das exposições itinerantes de fotografias e arte em geral.

Detalhe do cavalete, inspirado na Exposição Gênesis, de Sebastião Salgado, no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 2013. Guia UOL
Imagem divulgação [Andrea Petini, Bianca Y. W. C. Rodrigues e Elisabeth P. Berlato, 2016]

O projeto de luminotécnica está integrado ao conceito do Salão de Exposições, prevendo iluminação pontual e independente de cada peça suspensa nos cavaletes por meio de pontos focais de fibra ótica.

Na estratégia de se resgatar as expedições bandeiristas ao longo do Rio Tietê, o projeto de luminotécnica também foi integrado ao projeto de comunicação visual da Galeria, uma vez que o elemento do rio em fibra ótica (pontos focais autoportantes e moldáveis) e o céu estrelado formado pelo reflexo de suas luminárias no teto da edificação (transição de cores do alvorecer ao pôr-do-sol) conduzem o visitante a explorar todos os ambientes da Galeria ou cômodos da casa – outrora pouco iluminados.

O projeto contempla o aproveitamento do espaço externo exaltando os quatro elementos (terra, água, fogo e ar) em meio à ampla vegetação existente com exposição de parte da amostra de fotografias ao ar livre, fontes d’água e esculturas.

O projeto do complexo do Sítio do Padre Inácio almeja que o visitante se aproprie do espaço em sua totalidade ao vislumbrar o paisagismo exterior a partir do salão de exposições, criando-se, assim, o paisagismo de interiores e tornando completa a ambiência bandeirista na Galeria de Artes.

notas

NA – texto redigido originalmente para a disciplina de Artes plásticas: lugar e contexto, ministrada pelo professor George Rembrandt Gutlich, no curso de especialização em Design de Interiores “Repertório Projetual”, na Faap.

1
Sobre a técnica da taipa, ver: JUSTI PISANI, Maria Augusta. Taipas: a arquitetura da terra. In Website da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba <www.promemoria.indaiatuba.sp.gov.br/arquivos/cefet-arquiteturas_de_terra_no_brasil.pdf>.

2
Sobre o modo de vida dos colonizadores paulistas, ver: MARINS, Paulo César Garcez. Resumo do texto: A vida cotidiana dos paulistas: moradias, alimentação, indumentária. In Website Terra Paulista <www.terrapaulista.org.br/arte/arquitetura/saibamais.asp>.

3
Sobre a casa do sítio Padre Inácio, ver: AMARAL, Aracy. A Hispanidade em São Paulo: da casa rural à Capela de Santo Antônio. São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo, 1980; SALA, Dalton. Padre Inácio. In website Casas Bandeiristas <www.casasbandeiristas.com.br/casa-padre-inacio>; Cotia – cidade das rosas. In Website Cidades Paulistas <www.cidadespaulistas.com.br/cid/?c=146>.

4
Sobre a preservação do patrimônio histórico em Cotia, ver: IPHAN. Presidente do Iphan entrega Sítio do Mandu ao município de Cotia (SP). Brasília, Portal Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 29 mar. 2006 <http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/58/>; AETEC. Programa de Preservação do Patrimônio Histórico de Cotia. Cotira, Associação dos Arquitetos, Engenheiros e Técnicos de Cotia <www.aetec.org.br/programas/preservacao-do-patrimonio-historico>.

5
Normas de Quito. In Portal Iphan <http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Normas%20de%20Quito%201967.pdf>.

bibliografia complementar

LEMOS, Carlos Alberto Cerqueira. Uma nova proposta de abordagem da história da arquitetura brasileira. Arquitextos, São Paulo, ano 12, n. 141.00, Vitruvius, fev. 2012 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.141/4214>.

ZANINI, Walter (Org). História geral da arte no Brasil. São Paulo, Instituto Walter Moreira Salles, 1983.

sobre as autoras

Andrea Petini é arquiteta e urbanista (Univap, 2007) e cursa Pós-graduação em Design de Interiores “Repertório Projetual” na Faap. Atua como Arquiteta em escritório próprio desde 2007 na cidade de São José dos Campos, São Paulo.

Bianca Yinli Wu Candido Rodrigues é arquiteta e urbanista (Univap, 2007), tem MBA Executivo Internacional com ênfase em Gerenciamento de Projetos pela FGV, na Universidade de Tampa, Flórida, EUA (2011) e cursa Pós-graduação em Design de Interiores “Repertório Projetual” na Faap. Atua como Arquiteta na URBAM em São José dos Campos, desde 2010, e como instrutora autônoma do idioma inglês (desde 2003).

Elisabeth Prazeres Berlato é arquiteta e urbanista (Univap, 2007), graduada em Filosofia pelo Instituto de Filosofia Santa Terezinha (2001) e cursa Pós-graduação em Design de Interiores “Repertório Projetual” na Faap. Em 2007, fundou o escritório Elisabeth Berlato – Arquitetura, Interiores e Paisagismo, onde atua em diversos segmentos na área da arquitetura.

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