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architexts ISSN 1809-6298


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JOHSTON, Lindsay. Cabanas de Turistas "Quatro Horizontes". Arquitextos, São Paulo, year 01, n. 007.12, Vitruvius, dec. 2000 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/01.007/952>.

Localizadas em cerca de 100 acres de propriedade florestal, a mesma da Four Horizons House, as cabanas foram previstas para passeios de férias eco-turísticas (Stutchbury 1998). Projetadas em 1997, duas delas foram terminadas e estão operando desde meados de 1998, enquanto a terceira está em construção. As cabanas receberam o prêmio do Royal Institute of the Architects da Irlanda na categoria "Além-mar" em 1999 (Graby and O’Regan 1999).

As cabanas têm dois andares para ganhar a vista por cima das árvores do topo de uma escarpa – uma exigência do planejamento. O projeto de dois pavimentos tem o benefício de reduzir a área de ocupação das construções, que foram delicadamente situadas em floresta natural desenvolvida, com o mínimo de modificação da vegetação existente.

O projeto precedeu o concurso da Casa Maitland, mas foi desenvolvido após a Casa Williamsz em Eagle Reach. O desenho da cobertura é um desenvolvimento mais aprofundado do telhado duplo – ou tipo "Fly roof" – usado nos dois projetos mencionados. Neste caso poderia ser descrito como um telhado "parassol".Ele é curvo para propiciar um dossel sobre o prédio e é formado por duas amarrações de treliça de aço de 300mm de profundidade, de construção similar aos componentes do sistema "colorpanel" usando 50X50 RHS e para reforçar barras zig-zag de 20mm. As amarrações estão a 2,6 m centrais e são sustentadas por colunas 75X50 RHS que estão dentro da parede (a estrutura não é independente).

O telhado principal é sustentado por "topspan 60-1.0 mm" fixado nas amarrações do topo do telhado e tem acabamento com placas "zincalume Custom Orb" padrão, folhas de aço elástico curvado com raio de 12,5m. O sub-telhado secundário é formado com "Topspan 60-0.75m" fixado a 600mm centrais no lado de baixo das amarrações do telhado, e também com acabamento com placas de aço ondulado padrão com reboque no teto, na parte interna. Há livre movimento de ar acima do sub-telhado, que pode sair abaixo do topo do telhado principal, o qual também sombreia (protege do sol) as principais janelas da face nordeste, protegendo-a do forte sol de verão.

Paredes de bloco de concreto sustentam uma laje piso de matacões de concreto sobre preenchimento compactado (compacted fill). As paredes externas do piso térreo são de uma única camada de 90mm de blocos de concreto, engrossada por fora com secções de aço "Tophat" 22 mm,mantas de isolamento "R.1,5 anticon", com folhas de alumínio e manta de fibra de vidro, folhas de aço ondulado "Zincalume Custom Orb" padrão recobridoras, fixadas com ondulações horizontais. Esta construção novamente mantém a massa térmica no interior e tanto o isolamento quanto o recobrimento refletor de calor é mantido do lado de fora. O acabamento das paredes internas é de tinta a base de cimento sobre os blocos expostos. As paredes do andar superior são de pré-fabricado de aço leve de 75mm, isolados e recobertos na face externa, com forro interno de reboque.

A eletricidade para as cabanas provém de instalações de energia solar na casa principal. Cozinhar e refrigerar se dão através do GLP. A água é coletada do telhado e armazenada em tanques sobre a cozinha e o banheiro, que podem ser suplementados por água transferida da casa principal. A água quente vem do aquecedor instantâneo de água GLP, pelo fato da abundante vegetação existente ao redor impedir o uso do aquecimento solar. Coberturas/dosséis de estrutura retrátil são ajustados sobre o deck norte e no piso do pavimento principal. As mesmas são ajustadas como venezianas que também atuam como sombreadoras no verão, feitas de "Zincalume Custom Orb" perfurada.

Nenhum monitoramento térmico sistemático ainda foi instalado. Pode ser verificado que os andares inferiores são frios em um dia de verão devido ao bom sombreamento e a massa térmica efetiva. Os andares superiores não são tão agradáveis, mas são aceitavelmente confortáveis em condições de verão, mesmo sem resfriamento mecânico. No inverno, fogões de madeira de alta combustão são muito eficientes para aquecer o prédio todo. Não houve problemas com pássaros ou outro tipo de vida selvagem ocupando o vazio do telhado.

O uso de energia consiste em: eletricidade para iluminação, bombas d’água, rádio,etc; GLP para cozinhar, refrigerar, aquecer água e aquecer espaços de apoio; e madeira colhida no local (entulho da floresta) para aquecimento no inverno. O consumo total de energia, baseado numa suposta ocupação de período integral, é projetada em um nível de 33GJ por cabana por ano o que representa 500MJ/m2/ ano. Transformando em GGE (greenhouse gas emissions/emissão de gás de estufa) isso representa aproximadamente 60kg co2/m2/ano (a ser confirmado), cerca de quatro vezes mais elevado por m2 que a casa principal, devido à pequena área de implantação, e por não ter aquecimento solar de água.

notas

1
[tradução de Ana Paula Pedro]

2
Leia sobre Lindasy Johston: ["Four horizons: a casa auto-suficiente", de Ana Rosa de Oliveira].

sobre o autor

Lindsay Johnston é arquiteto e atual diretor da Faculdade de Arquitetura e Design da Universidade de Newcastle, Austrália.

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