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architexts ISSN 1809-6298


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SCHERER, Fabiano de Vargas. Aspectos urbanísticos da Exposição Internacional de Lisboa 1998. Arquitextos, São Paulo, ano 04, n. 038.02, Vitruvius, jul. 2003 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.038/666>.

Este artigo faz parte de um estudo mais amplo que procura estudar as exposições universais através de seu viés urbanístico. Estudo que através de uma dissertação de mestrado analisa as exposições de maior destaque no século XX, dentre as quais destaca-se a Exposição Internacional de Lisboa 1998 (1), e suas correlações urbanísticas, ou seja, das teorias e das práticas urbanas aplicadas em um evento inicialmente de caráter efêmero, mas com grandes possibilidades e repercussões posteriores. Ou seja, em termos urbanísticos, elas possuem algumas características peculiares: a periodicidade freqüente, com a noção de mudanças e permanências, a possibilidade de atualização constante e as grandes intervenções, no interior de centros urbanos ou em áreas limítrofes. Desta forma, busca-se aqui evidenciar alguns aspectos dos planos urbanísticos da Expo’98, assim como rever o acontecimento e seus desdobramentos cinco anos após o encerramento.

As referências

As exposições universais, um emblema da modernidade, foram o palco para vários acontecimentos. Elas surgem em um mundo onde desponta a cidade moderna, a grande metrópole que tem, inicialmente, em Londres e Paris os seus maiores expoentes. Todo este clima, a aglomeração de pessoas, de produtos e de serviços, a frenética agitação da massa, do transporte e dos desejos, refletem-se nelas (2). A primeira exposição universal foi “A Grande Exibição dos Trabalhos da Indústria de Todas as Nações” em 1851 no Hyde Park de Londres. A cidade de Paris foi sede para a segunda exposição e firmou-se como palco de grandes e memoráveis realizações no século XIX. O grande sucesso incentivou outras nações a sediar exposições em moldes semelhantes.

No século XX, a Primeira Guerra Mundial corresponde a um momento de ruptura, que tem suas implicações também sobre o próprio conceito de exposição universal. Até aqui elas eram concebidas, em princípio, como exposições industriais e comerciais, com pretensões enciclopédicas. A partir daqui começa-se a notar às mudanças de sentido quanto a diminuição do poder de difusão tanto no seu caráter essencialmente industrial quanto no seu anseio universalista. Isto em razão das mudanças ocorridas na sociedade e dos limites que estas mudanças impõem à crença na ideologia do progresso. Após a Segunda Guerra Mundial as exposições universais adquirem contornos cada vez mais humanistas.

O urbanismo, por sua vez, pode ser definido como uma transformação do território, definindo relações e interligando elementos construídos e estruturando as diferentes partes. Ainda, implica a condução de um plano no tempo e no jogo de agentes e atores políticos, econômicos e sociais, assim como a mediação e resolução dos conflitos entre interesses públicos e privados que disputam a fruição do espaço.

O urbanismo nas exposições universais insere-se, então, na problemática que implica lugares e momentos de memória sujeitos a uma poética específica: aquilo que, pelo fato de ser efêmero, facultará para a criatividade a vir. Por ser um evento de caráter efêmero e festivo, as exposições possibilitam uma certa liberdade, autorizam inovações, experimentações, ou seja, permitem um discurso de caráter subjetivo para com os espaços e as edificações que irão compô-la. O urbanismo está presente e interfere diretamente no aspecto e na configuração da exposição, pois se trata de sua estrutura física Ainda, os planos urbanísticos configuram anseios e desejos dos planejadores e organizadores e como tais, podem ou não corresponder aos pensamentos urbanísticos da época. A peculiaridade e a periodicidade do evento, a extensão progressiva das implantações, a ampliação constante das construções, o desenvolvimento de concursos, a participação dos mais renomados arquitetos são fatores que expõem as características urbanísticas das exposições universais.

A Exposição Internacional de Lisboa 1998

A Exposição Internacional de Lisboa teve como tema: Os Oceanos, Um Patrimônio para o Futuro – considerando-os uma importante reserva natural e um mundo ainda a ser descoberto, necessário para a sobrevivência da humanidade. O maior objetivo dos países participantes deveria ser, então, a busca de soluções e iniciativas a respeito que pudessem despertar a consciência ecológica nos visitantes do evento.

Porém, a concepção da Expo’98 revela-se um projeto mais amplo, um projeto global, estratégico para Portugal e para Lisboa, porque nele se incluem dois projetos intrínsecos: a realização da Exposição Internacional de Lisboa e a regeneração urbana de uma área de cerca de 340 hectares, localizada privilegiadamente na parte oriental da cidade de Lisboa, junto ao rio Tejo.   Os objetivos de Portugal quanto a realização da exposição mostram-se bastante parecidos com os objetivos da Espanha e a realização da Exposição Universal de Sevilha em 1992. Isto na medida em que Portugal também entrava para a Comunidade Européia e queria mostrar aos demais países e ao mundo sua capacidade econômica e cultural. Desejava celebrar igualmente sua posição geográfica e seu legado histórico. E, por que não, também, toda sua capacidade urbanística e arquitetônica. O projeto de regeneração urbana permitiu criar uma estrutura organizativa e econômico-financeira capaz de acolher todos os valores implicados na realização da exposição.

Aspectos antecedentes

A Exposição Internacional de Lisboa teve sua candidatura apresentada em 1989, dando continuidade a um grande trabalho de planejamento, concepção, construção e gestão que procurava, entre outros objetivos, promover o encontro da cidade com o seu rio. A aprovação por parte do BIE (Bureau International des Expositions), órgão encarregado de organizar as expsoições, deu-se em 1992 já com o estudo preliminar urbanístico aprovado.

Para a empreitada os organizadores da exposição basearam-se em alguns exemplos de transformações urbanas antecedentes que, de certa forma, tornaram-se paradigmáticos: positivamente, Barcelona e a celebração dos Jogos Olímpicos de 1992, que foi capaz de transformar a cidade e sua imagem com êxito através de uma política hábil e da participação efetiva de seus cidadãos; por outro lado, negativamente, Londres e as Docklands, onde o uso do solo apresenta-se pouco ou nada miscigenado e o investimento em infra-estrutura de transportes foi bastante tímido; e Sevilha e a Exposição Universal de 1992, onde a opção de transformar-se num novo Silicon Valley mostrou-se frustrada e o seu método de financiamento, não muito claro.

Ressalta-se a excelente oportunidade do país mostrar sua aptidão nas áreas do urbanismo e da arquitetura. O primeiro através da realização do plano e do projeto de ocupação da área da exposição e de todo seu entorno e a importância de revitalizar uma área da cidade, de grande potencial, esquecida e degradada. Assim como a organização da exposição que permitiu a cidade impulsionar a transformação urbana através de grandes infra-estruturas. O segundo nas inúmeras obras provocadas pela realização do evento, sejam elas de infra-estrutura, como a nova linha do metro e todas as suas estações, ou no recinto propriamente dito, com obras do porte do Pavilhão de Portugal, projeto de Álvaro Siza.

Aspectos urbanos

Escolha do sítio

A candidatura de Lisboa para sediar a exposição esteve acompanhada do que se pode designar como uma opção periférica e aquática, ou seja, sua localização deveria estar distante do centro histórico da cidade e junto ao rio Tejo. Assim, as alternativas encontravam-se ou a leste, na Doca dos Olivais, uma zona industrial decadente, ou a oeste, entre a Doca de Alcântara e a Doca de Pedrouços, uma área onde se encontram importantes pontos referenciais da cidade, como a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e a Ponte 25 de Abril.

A disponibilidade imediata de mais de 200 hectares do solo público, acessos facilitados do norte do país e da Espanha e mesmo do aeroporto tornaram-se fatores preponderantes para a escolha da área situada no leste. Assim como a possibilidade de regeneração da área constituída por instalações industriais poluidoras e obsoletas.

A área metropolitana de Lisboa conheceu um acelerado processo de crescimento entre os anos de 1950 e 1980, sendo uma das últimas entre as capitais européias a passar por tal processo que resultou em grande déficit de moradias, falta de infra-estrutura urbana e degradação do meio ambiente. Tais características representam o argumento reformista, prontamente invocado pelos organizadores da exposição quando da opção pela Doca dos Olivais. O entorno da área apresenta também um verdadeiro mosaico de ocupações. Desde a presença de conjuntos habitacionais, como Olivais e Chelas, até parques industriais petrolíferos. Os primeiros consistem em verdadeiros bairros construídos entre os anos de 1970 e 1980 que disponibilizavam bons espaços coletivos, apesar de sua monofuncionalidade residencial. Os segundos representam algumas empresas estatais e outras privadas, na sua maioria grandes poluidoras, que tomavam parte da zona ribeirinha.

A dificuldade em limpar a área, configurada além de antigas refinarias por velhos depósitos e uma central de resíduos sólidos metropolitanos, apresentava-se como o primeiro problema a ser resolvido. Dificuldade que deveria ser encarada com ou sem a existência da exposição. Assim, a quase imediata melhora ambiental foi também o primeiro benefício da exposição.

Neste contexto, o recinto da Expo’98, em torno de 60 hectares e 2 quilômetros de frente ribeirinha, forma parte de uma área muito mais extensa, de mais de 340 hectares e com 5 quilômetros de frente para o rio Tejo que contribuiu para a criação de uma nova centralidade.

Relação com a cidade

Ao longo deste último século, Lisboa consolidou sua interiorização em relação ao rio, bastante acentuada pela metropolização. Da mesma maneira que a zona ribeirinha foi sendo tomada por estradas ferroviárias e rodoviárias, por atividades que dependiam desta acessibilidade e pela disponibilidade de terrenos baratos, criando uma forte segmentação urbana. Vários acontecimentos – Concurso de Idéias (1988), projeto e construção do Centro Cultural de Belém (1988-92), os Planos Estratégico e Diretor de Lisboa (1990-94), o Plano de Ordenamento da Zona Ribeirinha (1993-94), culminando com a realização da Expo’98 - provocaram uma mudança na maneira de ver a relação cidade-rio. A área da exposição constituiu a terceira abertura de Lisboa ao contato com o rio, a terceira janela sobre o Tejo (3), juntamente com Belém-Alcântara e o Cais do Sodré-Terreiro do Paço.

O projeto urbanístico da Expo’98 culmina, assim, uma virada cultural e política que vinha se preparando ao longo das últimas décadas e permite, por um lado, sustentar novas propostas urbanísticas para virar Lisboa para o rio, mas obriga, por outro lado, a pensar globalmente os seus efeitos no conjunto da cidade e, em particular, sobre as áreas envolventes e sobre o centro tradicional (4).

A implantação do recinto da Expo’98 configura-se como dentro da cidade, em contra ponto aquelas que se encontram fora do tecido urbano consolidado. Porém esta exposição apresenta uma situação peculiar, apesar de estar dentro da zona urbana, apresenta-se quase que como um elemento divorciado, separado do restante por barreiras, cujo maior exemplo constitui a linha do trem. Ainda que seu projeto urbanístico tenha traçado linhas de integração interceptando-a, sua independência é quase plena. Desta forma, seu projeto pode ser feito de forma mais ou menos livre, levando em consideração, além das intenções dos organizadores e dos aspectos urbanísticos históricos da cidade, apenas estas ligações em pontos estabelecidos com o trama urbana do entorno.

Sem dúvida, este grande projeto, como outros realizados nas últimas décadas em diferentes países, tendeu a privilegiar as infra-estruturas de transporte de grandes distancias e capacidades, o que contribui significativamente para a melhora das condições da periferia próxima. Contando com a proximidade do aeroporto internacional, da marina e das principais estradas de acesso a cidade, e também a construção de grandes infra-estruturas novas como a Estação do Oriente, estação intermodal, e a nova Ponte Vasco da Gama, segunda ligação entre as margens do rio Tejo, Lisboa configurou um novo centro para a sua área metropolitana que está em relação direta com o rio e com a cidade existente. Ainda que esta relação sofra de alguns problemas, tal como a mencionada falta de maior integração com o entorno.

Implantação

O Plano de Urbanização da área foi realizado em duas etapas: o primeiro, em 1991, a cargo de Carlos Duarte e José Lamas, que garantiu a eleição de Lisboa para sediar a exposição junto ao BIE, e o segundo e definitivo, em 1993, sob o gerenciamento de Nuno Portas, com colaboração de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira. Ambos objetivavam criar uma cidade através do desenho do espaço público e da construção de infraestruturas de qualidade que garantissem os investimentos imobiliários (5).

Ressalta-se, porém, que em 1993 foi lançado um concurso de idéias com participação de arquitetos de Portugal e de fora. Foram premiadas propostas como a de João Ganhão, que combinava racionalidade e domínio do acaso em uma proposta de sistemas separados, cada um com sua própria lógica e destino; de Sua Kay e Norman Foster, que apostavam em uma única enorme cobertura que abrigaria todas as funções, baseados na tradição do edifício único das primeiras exposições universais; e Manuel Vicente, que aproveitava navios de grande porte abandonados para abrigar a exposição sobre as águas do Tejo. Todas abordavam preferencialmente questões relativas ao projeto arquitetônico. Mas ao final, nem as cinco propostas premiadas, nem as muitas outras foram retidas ou aproveitadas. A opção foi mesmo pelos estudos já estabelecidos.

O Plano Urbanístico teve como objetivos a recuperação e a reconversão da área e a concretização da Expo’98 como realização prioritária. O conjunto, limitado pelo rio e pela estação, foi dividido nos chamados Planos de Pormenor (PP), em um total de seis, designados a diferentes arquitetos. Estes são instrumentos de administração e gestão que servem para um estudo mais detalhado de cada parte que compõe o todo, indispensável à formalização da divisão do terreno em lotes urbanos e sua alienação, e podem ser assim, resumidamente, descritos quanto a sua concepção filosófica:

A Zona Central ou plataforma panorâmica desenvolve as morfologias das preexistências ambientais de Lisboa e explora novas formas ligadas à antropologia cultural meridional. Compreende a área da Estação do Oriente e seu entorno e sua estruturação é feita sobre a praça do Oriente de onde partem plataformas nas quais se encontram as edificações multiuso que não necessariamente seguem o alinhamento das ruas. Projeto da equipe de Tomáz Taveira;

A Zona Sul revaloriza as singularidades morfológicas locais e afirma os modelos urbanos de referencia já enraizados na cultura urbanística portuguesa. É configurado pela área mais perto do centro da cidade e mantém o conceito de estrutura mediterrânea de parcela (6) na zona ribeirinha, e recorrendo a edifícios sobre pilotis na área mais acerca dos trilhos dos trens, sempre apelando a diversidade arquitetônica. Projeto de Troufa Real;

A Zona Norte revaloriza o espaço público, tornando-o diverso e informal, sem, contudo destruir sua disciplina global. É formada pela área entre o recinto da exposição e a ponte Vasco da Gama, onde os espaços exteriores demarcam o que se denomina quarteirão. Esta área já estava com sua primeira fase consolidada quando do acontecimento da exposição. Projeto de Cabral de Mello e Manuel de Almeida;

A Zona Sacavém constitui um plano que valoriza a singularidade da sua localização e enquadramento. A estreita área tem como limites a nova ponte construída, os trilhos, o Parque Urbano e o rio Trancão, que desemboca no Tejo, e apresenta-se bastante isolada do contexto urbano envolvente. Projeto de Manuel Cruz e Ricardo Parrinha;

O Parque do Tejo e do Trancão marca esteticamente a paisagem na frente ribeirinha, compreendida pelos rios de mesmo nome. Visa na sua concepção a criação de uma zona verde bem caracterizada, especialmente organizada para acolher uma grande variedade de atividades: lazer, esporte e educação ambiental. Projeto de Hargreaves e João Nunes;

O Recinto Expo’98, por sua vez, articula segundo a malha urbana modulada da cidade, o efêmero com o definitivo da exposição, de forma a assegurar sua identidade visual. Projeto inicial de Muramatsu e desenvolvimento de Manuel Salgado.

O resultado é uma verdadeira collage de morfologias (7) aplicada sobre a área. Isto implica em aspectos positivos, na medida em que os Planos de Pormenores apresentam-se extremamente maleáveis para atender as especificidades de cada situação. E apesar das soluções que propõem para suas respectivas áreas deixam margem a soluções específicas e a implantação de elementos pontuais para enriquecer e qualificar os espaços. Mas também implica em alguns pontos negativos como incongruências ao introduzir diferentes critérios para parcelas vizinhas, além da falta de continuidade provocada em algumas áreas da intervenção.

O projeto urbano da Exposição Internacional de Lisboa foi concebido para ser executado em duas velocidades distintas. A primeira tendo como meta 1998, o recinto e os acessos, e a segunda, 2010, com o desenvolvimento global da área.

Concentrada em 60 dos 340 hectares afetados pela operação urbanística, a Expo’98 implantou edificações de dimensões e conteúdos diversos, dos quais apenas uma parte foi demolida ao final do evento. A maioria recebeu um outro uso na segunda etapa de ocupação da área. Ressalta-se, porém, que a grande maioria destas edificações que permaneceram, já foram projetadas levando-se em conta seu uso futuro e a que instituição estará ligada. Por exemplo, a Área Internacional Sul abrigou a Feira Internacional de Lisboa e Oceanario foi conservado com a mesma finalidade.

Pelo seu programa, quando o projeto estiver concluído, a área contará com habitações, centros comercias, escolas e hospitais, edifícios de escritórios, hotéis e equipamentos de cultura e lazer. Nesta etapa deverá estar abrigando em torno de 25.000 habitantes e 18.000 trabalhadores.

Recinto

O recinto da Exposição Internacional de Lisboa foi concebido essencialmente para a circulação de pedestres, e o seu desenho se assentou na idéia chave de uma estrutura urbana que fosse de fácil memorização pelos visitantes, numa referência forte ao tema da exposição e numa imagem articulada para toda a exposição, em que as diferentes arquiteturas fossem integradas num discurso coerente.

O desenho da Expo’98 retoma a grande praça sobre o rio, um pouco maior que o Terreiro do Paço e uma quadrícula, na tradição da Baixa lisboeta. A praça, a rua coberta, as portas da exposição, a doca dos Olivais, o percurso junto ao rio, a ilha da gastronomia, os pavilhões temáticos, são outros elementos que, dentro de uma disciplina geométrica, organizam o espaço público e a ocupação construída (8).

Apesar da descrição acima se referir ao plano urbanístico do estudo preliminar, pode-se perceber que a mesma guarda grande similaridade com a proposta implantada. Esta é composta por dois eixos ortogonais, um na direção norte-sul, coincidente com a Alameda, nos extremos dos quais se localizavam as Portas do Norte e do Mar (atual Porta Sul), e o outro, que passa pela Estação do Oriente, na direção leste-oeste, que tinha como extremos as Portas do Sol (atual Centro Vasco da Gama) e do Tejo. O plano do recinto da exposição apresenta-se apropriadamente convencional (9), e cumpre com sua função de organizar as edificações que nele se inserem sem tornar-se monótono.

Neste contexto a Alameda dos Oceanos configura-se como a espinha dorsal do espaço, paralela aos trilhos do trem e a costa, cruzando a área e organizando as diversas edificações. No centro ficam o Pavilhão de Portugal, o Oceanario, junto da Doca dos Olivais, e outros Pavilhões Temáticos, também a Área de Organizações Nacionais e a Estação Oriente. Ao sul ficam a Área Internacional Sul, que abriga alguns dos países participantes, o Teatro Camões e a marina com os moles e as réplicas de embarcações históricas. E ao norte a Área Internacional Norte, com o restante dos países participantes, a área de serviços administrativos, a Área das Organizações Internacionais, a Praça Sony, espaço de diversão noturna, e a Torre Vasco da gama, de onde era possível obter uma vista panorâmica de todo o recinto, além da ponte de mesmo nome cruzando o rio Tejo. Figuravam também no recinto espaços de lazer e animação cultural, zonas de alimentação e espaços comerciais, serviços públicos, bem como diversos serviços de apoio ao visitante.

A água, como era de se esperar, constituiu o elemento chave da Expo’98, assumindo funções lúdicas e estéticas, manifestando-se em jogos de água, fontes e lagos, integrados em alamedas, largos e jardins.

Dentre as edificações, a intermodal Estação Oriente, principal meio de chegada a exposição, através do metro, trem ou ônibus, compreende uma grande estrutura que delineia um dos principais acessos ao recinto da Expo´98. O projeto, de autoria de Santiago Calatrava, consiste em uma espécie de viaduto interrompido que possibilita a relação da cidade com rio, da Lisboa existente e o novo bairro que surge. Sobre o vestíbulo principal, com toda sua plástica estrutura em concreto, situa-se a cobertura em ferro e vidro, com formas que sugerem um conjunto de árvores.

As peças mais emblemáticas da exposição são as que foram construídas de forma a permanecerem. Ao contrário de Sevilha, onde cada país construiu seu próprio pavilhão de maneira mais ou menos livre, em Lisboa as representações estrangeiras ficaram abrigadas em duas grandes construções, as Áreas Internacionais Norte e Sul. A primeira é uma macro-estrutura de tubos de ferro, de forte cunho descontrutivista, em torno de 100.000 m2, projetada por António Barreiros e França Doria, cujo destaque é a cobertura ondulada das quatro grandes naves interceptadas no perímetro por uma passarela de seção circular. A segunda, por sua vez, foi concebida através de uma modulação de 18x18 metros e 9 de altura, projeto do escritório Risco. A primeira permaneceu abrigando a Feira Internacional de Lisboa (FIL).

Os pavilhões temáticos, por sua vez, compreendem as seguintes edificações:

O Pavilhão do Futuro, projeto de Paula Santos, Rui Ramos e Miguel Guedes, apresentou o futuro dos oceanos examinando o atuais problemas e as possíveis soluções numa edificação que usa a estratégia da articulação de diferentes formas para distintos usos. É o único dos pavilhões temáticos que já foi projetado com a intenção de ser desmontado após o evento.

O Pavilhão do Conhecimento dos Mares apresenta uma área em que os portugueses foram reis, a descoberta dos mares. Seu projeto ficou a cargo de João Carrilho da Graça. A edificação consiste em uma forma tectônica em que um volume vertical, assentado diretamente no solo, é interceptado por outro, horizontal, que é acessado através de uma grandiosa rampa.

O Oceanario, ou Pavilhão dos Oceanos, consiste numa das edificações que não terá seu uso modificado após o encerramento da exposição. Projeto do arquiteto Peter Chermayeff, a edificação levanta-se sobre as águas da Doca dos Olivais e tem como planta um tanque central em torno do qual se distribuem quatro espaços expositivos que abrigam a reconstrução dos ecossistemas dos Oceanos Atlântico, Pacífico, Índico e Antártico, configurando-se no maior aquário da Europa. Sua arquitetura tem clara referencia náutica.

O Pavilhão da Utopia, que compreende um grande edifício multiuso, a exemplo do Palau Sant Jordi, construído para os Jogos Olímpicos de Barcelona, 1992, que abriga desde shows de música até competições esportivas, e que veio a preencher uma carência da cidade. Seu projeto, vencedor de concurso, é do escritório norte-americano Skidmore, Owings e Merril (SOM), com a participação de Regino Cruz, e é formado por duas salas, com capacidade para 17.500 e 2.500 pessoas, respectivamente. O prédio é arrematado por uma cobertura arredondada sustentada por uma bela estruturada em madeira, numa alusão a um navio.

O sóbrio e elegante Pavilhão de Portugal, projeto de Álvaro Siza, consiste em duas partes claramente diferenciadas, um corpo em torno a um pátio, dividido em uma área de exposições e outra de serviços, e uma grande praça coberta por uma delgada camada de concreto protendido preso a dois pórticos laterais, de grande beleza plástica. Seu espaço interior foi concebido pelo também arquiteto português Eduardo Souto de Moura.

Entre as construções efêmeras destacam-se os equipamentos urbanos, projetos do escritório Risco e de Manuel Salgado além de João Carrilho da Graça. São exemplos os pequenos pavilhões que abrigam restaurantes e outros serviços e que apresentam a necessária descrição e unidade para não sobrecarregarem e nem poluírem visualmente o recinto.

Os espaços públicos foram realizados para cada área de acordo com os planos pormenorizados. Todavia, os elementos de arte urbana e de sinalização mereceram atenção especial. A arte urbana contou com a colaboração de diversos artistas portugueses e estrangeiros, de diferentes correntes, e teve um de seus maiores destaques nos jogos de água. A sinalização ficou a cargo, após concurso, de Pedro Silva Dias e procurou apresentar uma imagem que fornecesse uma clara identidade para a Expo’98 e fosse de fácil compreensão.

A arquitetura da Expo’98 sobressai-se mais pela qualidade média de todos os projetos do que pela particularidade de algum em especial. Apesar da justaposição de estéticas dominantes tão distintas como a tecnológica, a metafórica ou a minimalista, a arquitetura assegurou um resultado global. Isto foi conseguido em grande parte pela distinção feita entre os edifícios de caráter permanente e as estruturas desmontáveis, especificas para o tempo de duração do evento.

Segundo Nuno Portas (10), a estratégia arquitetônica da exposição não podia repousar sobre a singularidade de seus edifícios e sim na dualidade que coloca de um lado o espaço público, claro e expressivo, e de outro as seqüências expositivas dos espaços interiores, que jogam continuamente com a complementaridade e ambigüidade do real e do virtual. Isto pode ser observado em algumas construções onde um arquiteto, ou uma equipe, realizou o projeto do edifício e outro, sua cenografia. Exemplo pode ser encontrado no Pavilhão do Conhecimento dos Mares, com projeto de Carrilho da Graça e interior do escritório ARX Portugal.

A arquitetura urbana do recinto foi um dos principais atrativos para os visitantes e neste caso pode considerar-se um ganho que existam menos marcos arquitetônicos por metro quadrado que em outras exposições. Uma exposição temática, e assim especializada, desenvolvida de forma série e austera, não estimula a busca de originalidade, mais ou menos espetaculares, tão corrente na atualidade. Isto favorece que, tão logo encerrada a exposição, as edificações com fins temáticos incorporem-se como equipamentos urbanos no espaço público normalizado, que por esta mesma razão não podia ser configurado como parque urbano e sim como trama ordenada de ruas amplas e terraços públicos frente ao rio.

Assim mesmo, estas edificações, definitivas ou provisórias, reproduzem as tendências arquitetônicas da sua época. Situação esta que remete a épocas anteriores ao racionalismo, em que as formas pragmáticas do urbanismo dos traçados de ruas e avenidas enquadravam e encaixavam, domando os excessos do ecletismo revivalista, protomodernista ou art déco. Mas existem diferenças importantes entre estas duas situações históricas, as dimensões das parcelas e das edificações concebidas como organismos complexos e independentes, interiorizando os sistemas distributivos e os equipamentos, subtraindo sentido e animação do espaço coletivo da rua.

Contribuição urbana e geral

A capital portuguesa construiu algo mais que uma exposição internacional. A recuperação do bairro do Chiado e outros bairros degradados, a transferência das atividades industriais pesadas para o porto de Setúbal, a multiplicação das linhas de trem, o prolongamento do metro, a criação de uma nova entrada para a área metropolitana de Lisboa, através da Ponte Vasco da Gama, a remodelação das redes de tratamento de água, a implantação da rede de gás natural e de uma central incineradora de resíduos sólidos indicam transformações mais profundas do que simplesmente as ocorridas no recinto da exposição. É nesse contexto cultural e com um objetivo concreto, que se opera a transformação pela qual passa a cidade, transformação que só encontra paralelo em Lisboa quando da sua fundação – o sítio – quando da sua reconstrução – a Baixa pombalina – quando da sua expansão – as avenidas novas (11).

A EXPO URBE (12), o projeto urbano da Expo’98, apresenta-se como uma oportunidade de qualificar o espaço urbano, aproveitando as excepcionais infra-estruturas legadas pela exposição. Tudo isto na área que passará a denominar-se Parque das Nações, em uma referência ao evento ali acontecido.

Tendo por alicerce a primeira fase da urbanização - concepção do espaço público e edificado para a realização da Expo'98, incluindo os seus apoios urbanos (áreas residenciais, equipamentos, serviços, infra-estruturas urbanas, estacionamentos, zonas verdes) - o conceito urbano corresponde a revalorizar a relação da cidade com o rio, recuperar o ambiente e a paisagem, reconverter o uso, assegurar a integração deste espaço no tecido da cidade e a participação na sua identidade, de forma a constituir uma nova centralidade na área metropolitana de Lisboa. Assim a Expo'98 constituiu não só a oportunidade de requalificação urbanística e ambiental, mas também de modernização e internacionalização da cidade de Lisboa - para o que contribuem as ações concertadas de planejamento dos municípios da região metropolitana e as intervenções nas áreas das acessibilidades e transportes, dos equipamentos, dos serviços e infra-estruturas, do tecido urbano e dos eventos que projetam a sua identidade.

Com efeito, o desenvolvimento e a qualificação das cidades pressupõe a capacidade delas enfrentarem os desafios da sua modernização, com respeito pelo ambiente e as suas características intrínsecas, sem contudo deixarem de ser competitivas na captação dos investimentos e realizações que o viabilizem.

O fato da área global do Parque das Nações ter sido totalmente liberto de todas as atividades que ali se encontravam, permitiu que o planejamento urbano fosse traçado em termos das necessidades da cidade ideal. Identificadas estas necessidades através de extensos estudos de mercado dirigidos, quer às empresas, quer aos futuros habitantes do Parque das Nações, delineou-se a melhor forma de as satisfazer. A estratégia adotada foi a de criar um espaço urbano de elevada qualidade, integrando as mais diversas funções urbanas de forma a obter uma vivência equilibrada.

Neste contexto, e de acordo com as intenções iniciais dos organizadores e dos planejadores, várias edificações construídas para a exposição permanecem como legado qualificando e polarizando, algumas com a mesma função, outras através de novas funções. Referente ao primeiro caso pode-se destacar o Oceanario, o Pavilhão Multiuso, o Teatro Camões e a Torre Vasco da Gama. Já ao segundo caso, destaca-se o Pavilhão de Portugal, que abriga departamentos governamentais, o Pavilhão do Conhecimento dos Mares, sede de um museu com a mesma temática.

Segundo Nuno Portas (13), em termos de política urbana, esta exposição prometeu uma metamorfose menos dolorosa que suas precedentes (Osaka 1970, Sevilha 1992, por exemplo), porém, em troca, foi menos espetacular quanto a sua imagem urbana, já que esteve destinada a dissolver-se em um conjunto muito mais amplo. Razão pela qual as edificações refletem a dualidade de ter que representar o efêmero e o duradouro, ainda que se tenha privilegiado sua condição futura.

Esta seria a contribuição da intervenção da Expo’98 para criar uma nova centralidade periférica. O objetivo desta nova centralidade não está, ainda, claro. Se se pretende uma concentração de equipamentos de lazer e cultura, algo similar ao que acontece no bairro de Belém, os valores pós-exposição apresentam-se seguros e a única limitação pode ser o excesso de oferta de áreas destinadas a essa ocupação. Seguindo esta linha, o recito da exposição será, assim, o núcleo de uma nova centralidade. Aspectos de ocupação comerciais, residenciais e de lazer, além dos espaços verdes, confluem para a miscigenação e animação da área, assim como para sua a efetivação de seus objetivos.

No que se refere ao aspecto comercial, este é representado pelas áreas comerciais dispersas pelo recinto e a área do Centro de Negócios. Tudo apoiado por um conjunto de hotéis e pelo Centro Comercial Vasco da Gama. Problemática parece ser a aparente opção pelo modelo de grandes áreas concentradas para escritório. Dentre vários exemplos, pode-se destacar La Défense, em Paris, e Postdamer Platz, em Berlim, entretanto Lisboa não apresenta as mesmas características, principalmente econômicas, destas duas grandes cidades.

O aspecto residencial comparece em áreas junto à marina e ao Parque do Tejo e do Trancão. Nestas a disposição das edificações, detalhadas através dos Planos de Pormenores, configuram espaços que ora liga-se diretamente a orla, ora encontra-se rodeado por espaços verdes. Ao redor localizam-se equipamentos, tais como escolas e postos de saúde, necessários ao dia-a-dia dos residentes.

Quanto ao lazer, aspecto de grande importância para promover o elevado padrão de qualidade de vida pretendido, estão a disposição através de uma marina, com lugar para seiscentas embarcações, complementada com restaurantes, bares e comércio especializado. Ainda se faz necessária uma referência aos espaços verdes presentes no parque das Nações através do Parque do Tejo e do Trancão, do Parque Cabeço das Rolas, contando com 6 hectares no ponto geograficamente mais alto da área, e dos Jardins Garcia Orta, localizado no passeio ribeirinho. Existe ainda uma vasta zona verde de 84 hectares, composto por diversos equipamentos desportivos, como campo de golfe, centro hípico, piscinas, pistas e quadras.

Conclusões

A Exposição Internacional de Lisboa 1998 mostra uma das grandes possibilidades que acompanham a realização de um evento desta estatura – a qualificação, decorrente da intervenção e revitalização, de determinadas áreas urbanas. O Parque das Nações consiste então no legado da Expo’98. Um legado que vem sustentado por grandes infra-estruturas e pelas edificações excepcionais deixadas entre as ruas e avenidas e que dinamizaram o processo de ocupação e usufruto. Ressalta-se, porém, que desde os estudos urbanísticos este novo bairro da cidade foi feito tendo em vista um público alvo, que tivesse condições financeiras para residir e aproveitar as oportunidades desta nova área. Mas que, segundo os promotores, sempre esteve e estará aberto a todos, portugueses e cidadãos do mundo.

Por meio de um detalhado e cuidadoso plano de urbanização, depois devidamente dividido em setores, estruturou-se uma intervenção que se baseou no futuro do recinto e não no acontecimento efêmero em si. Assim, distribui-se as edificações do evento compatibilizando sua futura utilização. Neste contexto, não se procurou que as edificações sobressaíssem demasiadamente, mas que as mesmas fizessem parte de um conjunto harmônico, compondo os equipamentos de um bairro integrado a cidade. Não se assemelhando a um parque urbano cheio de elementos cujo destaque poderia interferir na unidade do conjunto.

A imagem que fica após o encerramento da exposição mostra-se altamente positiva para ambos. Portugal demonstrou a Comunidade Européia, bem como aos demais países, que possuía capacidade para abrigar uma exposição internacional e ainda promover uma operação urbana de grande envergadura. Constituindo um exemplo a ser estudado e seguido. Lisboa, por sua vez, ganhou com esta intervenção na criação e no melhoramento de um grande número de infra-estruturas e equipamentos. Além da implantação de uma, ecologicamente correta, extensa área verde.

Mas que acima de tudo proporcionaram um reencontro da cidade com o rio, dos visitantes do evento com a aprendizagem e o lúdico da exposição, dos moradores da cidade com as qualificadas áreas urbanas, mostrando que grandes eventos, ainda que efêmeros, possuem a capacidade de promover profundas mudanças na maneira pela qual a cidade relaciona-se com seus cidadãos e vice-versa.

Assim, a Exposição Internacional de Lisboa 1998, assim como as exposições universais do século XX, ajudam a entender melhor as transformações pelas quais passam os espaços e as cidades através do surgimento de novas formas e formatos de urbanização ao redor do mundo. Elas trazem as características do seu tempo, são espelhos de sua época.

notas

1
A exposição ficou aberta de 22 de maio até 30 de setembro, configurando 132 dias de celebração, e a visitação chegou a mais de 10 milhões de pessoas, acima do esperado pelos organizadores.

2
PESAVENTO, Sandra Jatahy. Exposições universais – espetáculos da modernidade do século XIX. São Paulo: HUCITEC, 1997.

3
LAMAS, José M. Ressano Garcia. Morfologia urbana e desenho da cidade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian / Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnologica, 1992.

4
SOARES, Luís Jorge Bruno. A Expo’98 e o retorno de Lisboa ao rio. In: VILLALOBOS, Bárbara; MOREIRA, Luís (Orgs.). EXPO’98: exposição mundial de Lisboa – arquitetura. Lisboa: Blau, 1998.

5
GARCÍA-HERRERA, Adela. Vísperas de feira. Lisboa y los retos de la Expo 98. Arquitectura Viva, Madrid, V. 57. , p. 24-27, nov/dez 1997.

6
Com referencias à Barcelona de Cerdá, aos quarteirões do Porto Olímpico e Barcelona, às divisões da Baixa Pombalina de Lisboa e aos planos de fundação das cidades Ibero-Americanas.

7
PORTAS, Nuno. Capital del Futuro. La Expo 98 y el desarrollo urbano de Lisboa. Arquitectura Viva, Madrid, V. 59, p. 28-39, mar/abr 1998.

8
LAMAS, José M. Ressano Garcia. Op cit.

9
DAVEY, Peter. Redefining Expo. Architectural Review, London, V. 1217, p. 26-39, jul. 1998.

10
PORTAS, Nuno. Op. cit.

11
ROSA, Luís Vassalo. A urbanização da zona de intervenção. In VILLALOBOS, Bárbara; MOREIRA, Luís (Orgs.). EXPO’98: exposição mundial de Lisboa – arquitetura. Lisboa: Blau, 1998.

12
EXPO URBE. Lisboa: Parque EXPO’98, 1998. Folheto promocional.

13
PORTAS, Nuno. Op. cit.

14
Estudo sobre figura de VILLALOBOS, Bárbara; MOREIRA, Luís. (Orgs.). EXPO’98: Exposição Mundial de Lisboa – Arquitetura. Lisboa: Blau, 1998.

sobre o autor

Fabiano de Vargas Scherer, arquiteto e urbanista (UFRGS/1999), mestre em planejamento urbano e regional (PROPUR/UFRGS/2002), professor na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

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