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architexts ISSN 1809-6298


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O artigo apresenta algumas recentes estratégias paulistanas de revitalização urbana envolvendo subculturas apresentadas dentro de um contexto internacional


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NEFS, Merten. Incubadoras urbanas. Políticas de revitalização urbana através de subculturas. A experiência paulistana e o contexto internacional. Arquitextos, São Paulo, ano 05, n. 058.03, Vitruvius, mar. 2005 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/05.058/487>.

Este artigo apresenta algumas recentes estratégias paulistanas de revitalização urbana envolvendo subculturas. Para avaliar essas estratégias será útil colocá-las ao contexto internacional. Experiências em outras cidades, mesmo que não tenham dado certo, podem indicar novos caminhos (1).

Como muitas cidades, São Paulo está realizando projetos de revitalização urbana através da cultura. Especialmente nos centros históricos das cidades, a cultura pode ser um instrumento poderoso para a valorização de terrenos e imóveis. Já nos anos 70 Mitterand implantou os “Grands Projets” em Paris, como por exemplo o Centre George Pompidou, para atrair investimentos à região. Um exemplo mais recente, também desenhado por um arquiteto famoso, é o museu Guggenheim em Bilbao que atraiu turismo, serviços e yuppies.

Na última década houve uma tendência de revitalizar áreas desindustrializadas, docas e um retorno aos centros antigos. Tomemos por exemplo os Docklands em Londres, Friedrichstrasse em Berlim e Porto Madero em Buenos Aires. O restauro de prédios tombados no centro antigo da Cidade México e Santos também pode ser considerado parte desta tendência.

No centro de São Paulo encontram-se várias ilhas de investimentos culturais, como a Pinacoteca do Estado, a Estação da Luz e a Sala São Paulo. A última, uma obra muito cara para servir a orquestra do Estado, já foi criticada por ser um gentrificador, que não teria nada ver com os atuais moradores da região. Muitos arquitetos, sociólogos e políticos já escreveram sobre o paradoxo da gentrificação, que traz cultura, melhoramento do espaço urbano e ao mesmo tempo promove exclusão social.

Há pouco tempo o Estado de São Paulo iniciou o projeto “Ateliê Amarelo”, no centro. O prédio, no Largo General Osório, deve se tornar “uma oficina de criação que servirá de morada artística para profissionais das belas-artes” (2). O objetivo é desfazer a imagem negativa da área, chamada Cracolândia, pela presença e circulação dos artistas. Apesar de fazer parte da mesma idéia de revitalizar o centro, não é difícil perceber diferenças fundamentais nesta iniciativa. Ela lembra os movimentos subculturais e coletivos artísticos nos anos 80 e 90 em Nova York, Berlim e Amsterdã, onde lugares deteriorados foram ocupados e se tornaram incubadoras urbanas. Em Nova York, chamados breeding places, em Berlim, Brutkasten, e em Amsterdã, broedplaatsen.

Qual é exatamente a diferença entre estes lugares e os institutos formais da cultura? Uma primeira observação poderia ser que estas iniciativas, contrárias a um museu, não só divulgam ou conservam cultura, mas também incluem o processo do nascimento e da criação de nova cultura. Uma segunda observação seria que não se trata de cultura de massa ou consumo, mas de minorias culturais, representando grupos específicos com seus próprios valores e idéias, que chamamos de subculturas. No ateliê Amarelo há uma estrutura mais formal. Não foi invadido e os artistas são selecionados por curadores. Porém a iniciativa busca os mesmos efeitos.

Os conceitos do termo subcultura variam e às vezes ele tem o significado bastante negativo de uma cultura obscura, ilegal ou inferior. Este artigo discute especificamente as subculturas que são vistas como vanguardistas ou inovadoras, que não se opõem à cultura, mas, pelo contrário, são atividades de onde nasce a cultura, atividades que geram revitalização urbana e promovem a participação da comunidade local. Essas estruturas informais, contudo, são muito frágeis e podem ser facilmente destruídas por regulamentação excessiva e planejamento.

No artigo “Subculturas e revitalização urbana. Experiências recentes em Amsterdã, Berlim e São Paulo”, que será publicado em junho/2005 na Revista Pós, escrevo mais teoricamente sobre os grupos subculturais. Neste texto pretendo mostrar um pequeno panorama de projetos e lugares para que o leitor chegue às suas próprias conclusões. Porém seria bom introduzir alguns termos em relação a essas iniciativas. Na literatura sobre arquitetura e política urbana encontramos o emprego de três categorias: pioneiros, catalisadores e incubadoras urbanas (3).

A primeira iniciativa que tenta operar numa área deteriorada é entendida como sendo o pioneiro urbano – é ela que corre o risco ou faz o descobrimento. Por analogia com o significado na química, o catalisador urbano é um agente que acelera um processo urbano. Este potencial das subculturas é bem conhecido e às vezes usado deliberadamente em estratégias urbanas do governo e especuladores imobiliários. A mistura mágica que causa esta revitalização local contém:

(I) espaço vazio, por exemplo áreas industriais disponibilizadas pelos donos ou por intervenção política;

(II) os usuários e atividades temporárias; e

(III) seus efeitos no ambiente, o enriquecimento visual, cultural e funcional da região.

Iniciativas subculturais numa área decadente podem funcionar como uma incubadora urbana, laboratório ou terreno de testes para novos tipos de atividades. Os desenvolvimentos mais novos na cultura popular, arte e novas mídias nascem nessas áreas, segundo Philipp Oswalt.

Recentemente, o papel de subculturas e coletivos de jovens na revitalização urbana tem merecido bastante atenção/reconhecimento. Suas iniciativas são capazes de, localmente, reforçar estruturas sociais, gerar novos empregos e novas possibilidades econômicas nas áreas de turismo, arte e vida noturna. Isto, por sua vez, ajuda a evitar os efeitos negativos da gentrificação. Se um novo urbanismo é possível em cidades como São Paulo, diz Koolhaas (4), não se tratará mais da disposição de objetos mais ou menos permanentes, mas da irrigação de territórios. Ele não buscará mais configurações estáveis, mas a criação de campos que acomodem processos que resistam à cristalização em formas definitivas.

Não é coincidência que o reconhecimento destes grupos como atores urbanos se desenvolveu na época de desindustrialização seguido do abandono de terrenos e prédios perto do centro que depois se tornaram áreas de produção cultural alternativa ou moradia. Os governos (especialmente de esquerda) agora tendem mais a escutar e apoiar pequenas iniciativas, brotando na própria sociedade, em vez de impor grandes projetos à comunidade local. Em vários países isso levou a políticas diferentes. Nos exemplos seguintes veremos que a maneira de criar acesso a espaço para as iniciativas é crucial.

Amsterdã tem uma tradição de intervenções por coletivos artísticos no centro e conhece uma cultura de ocupação de prédios vazios desde os anos 70, quando havia grande carência de moradia para estudantes e recém-formados. Nas décadas seguintes os movimentos invasores estabeleceram relações com a prefeitura que resultaram em leis sobre a invasão e ocupação de prédios. A aliança da prefeitura e um grupo previamente anti-institucional mostra que a distinção entre governo e empreendedores alternativos está começando a desaparecer. Durante algumas décadas a rede dos invasores se transformou, de um grupo de pressão que lutava por habitação acessível e um estilo de vida alternativo, em uma entidade respeitada da vida cultural de Amsterdã.

Em 1999 a cidade adotou uma política de criação de incubadoras de criatividade, que oferecem espaço às atividades na área de artes plásticas, arquitetura, artes cênicas, desenho, filme e outras disciplinas. Os espaços oferecidos têm dimensões grandes e aluguéis baixos para dar possibilidades a quem não consegue uma posição no mercado imobiliário para espaços comerciais (5).

Através de uma competição pública foi criado acesso temporário ao cais da empresa naval NDSM. Os vencedores, um grupo de ex-invasores de propriedade chamado Kinetic North pôde começar a usar o terreno de uma forma experimental e mais flexível que atrairia atividades urbanas para as docas decadentes e, por conseguinte, geraria a desejada vitalidade cultural e social.

Uma avaliação do projeto depois de dois anos revela grandes dificuldades para alcançar os objetivos. “As políticas imobiliárias neoliberais estão destruindo mais diversidade [cultural], criatividade e acesso da cidade do que pode ser salvo pelas políticas das incubadoras” (6). Só algumas incubadoras foram realizadas e parece difícil adquirir mais edifícios. Estes são sempre vendidos aos maiores compradores e a posição financeira do grupo de projeto é muito precária para competir com as instituições comerciais.

Em outras palavras, para o projeto se tornar um sucesso será necessária mais intervenção do governo. Contudo, obviamente há um limite na proteção institucional de algo supostamente espontâneo. Às vezes a preservação dessas incubadoras a qualquer custo, por exemplo Ruigoord, apenas leva a um resultado superficial. Esta área incubadora perto de Amsterdã foi em parte demolida, para a construção do Afrikahaven, e em parte preservada, como vila de artistas. Porém a cena cultural inovadora já tinha se mudado para um outro lugar.

Na Holanda, onde tudo é planejado, então finalmente chegaram ao planejamento do inesperado. O Atelier van Lieshout divulgou isto internacionalmente em 2001 com o projeto ‘AVL-ville’ em Rotterdã, quando a cidade era capital cultural da Europa (7). A vila temporária, ao lado de uma zona de prostituição semi-ilegal no porto, tinha leis próprias e se manifestou como ícone da beleza da marginalidade (pago pelo poder público!). Depois de fechar as portas em novembro de 2001, o projeto se mudou para um terreno contaminado ao lado do aeroporto. Essa região do porto está sendo revitalizada atualmente por iniciativas municipais de cultura e comércio, por exemplo Designdock, uma série de ateliês para empresas iniciantes de design.

Berlim nos anos 70 e início dos 80 afirmou sua posição de ilha alternativa na Alemanha e se tornou famosa internacionalmente por sua cena subcultural, o movimento de invasão em Kreuzberg e estilo de vida alternativo e punk. Depois da queda do Muro em 1989 uma cultura de clubes de música eletrônica e uma nova cena de arte se desenvolveram. Os prédios industriais vazios, terrenos baldios e áreas que circundavam o Muro eram excelentes ambientes para as raves ilegais. A partir desta cena underground uma rede informal de clubes de música eletrônica surgiu.

Nos anos 90 subculturas ocuparam prédios vazios e terrenos industriais nos bairros Mitte, Prenzlauerberg e Friedrichshain. Muitos clubes em Berlim têm relações fortes com o lugar ou edifício onde está localizado. Muitas vezes usam um interior típico ou nome relacionado ao lugar ou à função anterior do prédio. Estas iniciativas subculturais atraíam outras atividades e traziam investimentos públicos e valorização do bairro. Depois dos artistas e da vida noturna vinham os yuppies.

Dessa maneira, partes de Mitte foram gentrificadas. A população original, pequenas lojas locais e iniciativas subculturais tiveram que se mudar por causa do aumento dos aluguéis e controle de barulho. A cena dos clubes foi deslocada pelos desenvolvimentos que ela mesma tinha estimulado com seu sucesso.

Hackesche Höfe, no centro de Berlim, o maior complexo de pátios públicos na Europa, se tornou atraente para yuppies e turistas pela política municipal de escolher só certos tipos de lojas no conjunto: galerias de arte, roupas e móveis usados.

Estratégias políticas de revitalização urbana se desenvolveram, criando acesso a espaços para cultura em áreas deterioradas. Empresas imobiliárias e a prefeitura colaboravam dando acesso a alguns galpões na região Arena. Também existia um sistema especial na subprefeitura de Friedrichshain para alugar edifícios vazios a empresas iniciantes de desenho, como arquitetos, que podem se permitir apenas um aluguel baixo.

‘Haus des Lehrers’ é um exemplo de uma iniciativa subcultural com objetivos tanto comerciais como culturais, baseada na cooperação criativa de vários tipos de empresas no mesmo edifício resultando em relações interdisciplinares e troca de idéias e idéias. Depois que o edifício tinha sido limpo para ser renovado, o grupo se mudou.

Parece que um excesso de regulamentações a respeito de som, administração e impostos destrói a vida subcultural e sua diversidade, diz Bem de Biel, dono do clube Maria am Ostbahnhof, numa entrevista em 2002. Se o governo quiser tratar subculturas como instrumento para revitalização urbana no futuro, deverá facilitar os eventos temporários reduzindo a burocracia ao redor deles. Como reação (necessária) a este desenvolvimento, o Club Commission de Berlim (8) foi formado. É um corpo representativo de casas noturnas em Berlim que negocia e media questões entre autoridades municipais e os clubes, tenta acelerar e simplificar o processo de aprovação de eventos e consegue pressionar melhor o sistema político, além de algumas outras atividades de caráter mais cultural.

Enquanto os clubes tinham um papel importante na vida subcultural no centro de Berlim, em São Paulo a maioria deles não tem este status inovador. Clubbing é uma das atividades mais caras da vida noturna em São Paulo e, portanto, é considerada lazer para ricos. Estes clubes se mudaram pela cidade nas últimas décadas, seguindo o desenvolvimento econômico da cidade, em vez de fugir dele, como aconteceu em Berlim.

A maioria dos jovens em São Paulo mora na periferia, assim como a maior parte da população negra e pobre. A população da região central é principalmente branca e está envelhecendo. Em Berlim vemos o contrário: jovens morando no centro enquanto a periferia está envelhecendo. Não é surpresa, então, encontrarmos muitas manifestações subculturais na periferia de São Paulo.

Os tipos de organizações alternativas em São Paulo são diferentes daquelas ocorridas em Amsterdã e Berlim durante os anos 90. Enquanto em Berlim os movimentos subculturais têm a forma de coletivos profissionais ou artísticos, lutando por expressão e experimentando novos conceitos de produção ou gerenciamento de uma empresa, em São Paulo normalmente lutam por reconhecimento e contra os problemas da vida do dia-a-dia, como violência, desemprego, drogas e falta de habitação acessível. “Eles [os funkeiros e rappers] parecem construir, por uma via sinuosa e por constantes tensões, conflitos e negociações, um conjunto de códigos e estilos ´híbridos´ (com referências locais e internacionais) que lhes têm permitido ocupar, ao mesmo tempo, uma posição periférica e central na cultura contemporânea” (9). Desde o fim dos anos 90 estes movimentos vêm chamando a atenção de pesquisadores e políticos, resultando em livros como HipHop, a periferia grita, Abalando os anos 90 e várias palestras sobre a função dos movimentos na vida social-cultural (10) (11).

A gestão Marta Suplicy reconheceu a importância desses movimentos para o melhoramento da periferia no combate às drogas e à violência. Foi inaugurada uma nova coordenadoria para Juventude, cujo coordenador, Alexandre Youssef, acredita totalmente na revitalização urbana pelas subculturas. Em 2004 o órgão publicou uma pesquisa chamada Mapa da Juventude que dá um panorama dos movimentos e coletivos dos jovens na cidade, como os de HipHop e skate, e tinha como objetivo a participação deles nas políticas culturais municipais. A Secretaria Municipal da Cultura lançou um projeto, que na verdade é uma nova lei, para apoiar pequenas iniciativas culturais.(12) E as programações culturais/educacionais das unidades do SESC e CEU contêm cada vez mais influência da cultura HipHop, grafite e skate. ONG’s na periferia, por exemplo HipHop posses, também trabalham com elementos subculturais em seu trabalho social (13).

A presença forte na periferia significa que a cultura alternativa está evitando o centro? Não, pelo contrário, o centro antigo ainda é ponto de encontro para grafiteiros e pessoal do HipHop. A Galeria do Rock e o Centro Cultural São Paulo são exemplos disso.

No Centro várias organizações lutam para uma revitalização urbana que também cuide dos atuais moradores e do patrimônio histórico (14). Uma grande diferença entre a operação urbana do Centro e as outras, como Faria Lima e Água Espraiada, é a âncora de investimento colocado pelo Estado: serviços culturais e espaço público, em vez de apenas infra-estrutura. Isso motivou investidores como grandes hotéis executivos a virem para a região pela primeira vez em 20 anos.

Embora no Centro haja acessibilidade e 29% dos empregos formais na cidade (15), as classes média e alta evitam o centro por medo da violência e por sua imagem decadente. A prefeitura fez um investimento importante no Centro mudando o coração da administração e alguns departamentos para o Vale do Anhangabaú. Isto pode levar outros investimentos à área. Mas os impactos rápidos em termos de gentrificação e renovação urbana como vimos no centro de Berlim não são encontrados em São Paulo.

Espaço vazio não é algo difícil de se achar em São Paulo, por causa das imensas especulações de terrenos e o processo de desindustrialização. O problema na verdade é que a maioria deles não está disponível. Eles podem ser disponibilizados por intervenção do governo. O aumento dos impostos para lotes vazios na zona central já estimulou um uso mais intensivo. Há alguns anos também existe a possibilidade de ocupar um prédio caso o dono não pague os impostos por mais que um ano. Ao contrário de cidades européias, há pouca reutilização de fábricas, galpões e terrenos industriais. O setor imobiliário não vê mercado de lofts em galpões de verdade. É mais comum seu uso para cultura. Por exemplo, o Espaço das Américas na Barra Funda e as unidades do SESC na Pompéia e no Belenzinho.

Os desenvolvimentos recentes no projeto de um shopping do empresário Silvio Santos perto do teatro Oficina, na Bela Vista, mostram que está crescendo a idéia de consciência cultural nas intervenções nos vazios centrais. Dois projetos de Julio Neves não consideraram a existência do teatro Oficina ou de seu projeto de expansão. A atual proposta, pelos arquitetos Marcelo Ferraz, Marcelo Suzuki e Francisco Fanucci, incorpora e aumenta o teatro, cuja vida cultural vai tornar o conjunto mais atraente que um shopping padrão(16).

Também devemos considerar a ocupação de prédios no centro por movimentos sem-teto e estudantes, como a antiga Faculdade Politécnica, que já estava vazia havia mais de 10 anos. Os movimentos HipHop, skate e Sem-Teto parecem ter pouca relação com os movimentos intelectuais artísticos dos teatros e ateliês que conhecemos dos casos europeus e norte-americanos. Assim como há uma divisão entre região central e periferia em São Paulo, os movimentos alternativos culturais também parecem ser divididos. Porém no centro antigo eles se encontram e enfrentam o mesmo desafio: a revitalização urbana pelas próprias intervenções culturais com a participação da comunidade local.

notas

1
Em 2002 Lieuwe Conradie e Merten Nefs iniciaram um estudo sobre o assunto em Berlim e continuaram com um projeto de intercâmbio em São Paulo em 2004. Orientação: Sueli Schiffer e Vera Pallamin da FAU-USP e Marisa Carmona da TU Delft.

2
FIDALGO, Janaina. “Ateliê no centro acolhe artistas plásticos”. Jornal Folha de São Paulo, 21 jan. 2005, p. E5.

3
O Pioneiro Urbano é mencionado em relação à revitalização urbana do centro comercial da cidade Sacramento (EUA) num artigo por Terri Hardy no Sacramento Bee Online, dia 2 de Janeiro 2005. O Catalisador Urbano e a Incubadora são mencionados no seu livro Berlin Stadt ohne Form.

4
KOOLHAAS, Rem; MAU, Bruce. S, M, L, XL. Monacelli Press, 1998.

5
TOPALOVIC, Milica; NEELEN, Marc; DZOKIC, Ana (Stealth Group). From squatter to cultural entrepreneur decade of transformation of Amsterdam squatting network, 2003 

6
Progress Report of two years Policy of Breeding Places in Amsterdam, dez. 2001. In Woonwerkpanden 

7
Website Atelier Van Lieshout <www.avl-ville.nl> (acesso em 13 fev. 2005).

8
Website Club Commission <www.clubcommission.de> (acesso em 01 nov. 2004).

9
HERSCHMANN, Micael. Abalando os anos 90, Funk e Hip-hop. Globalização, violência e estilo cultural. Rio de Janeiro, Rocco, 1997, p. 8.

10
Ciclo de Debates – Música – Fnac Paulista 19h30 02/12/2004. O rapper paulistano Xis, DJ Marlboro, embaixador do funk carioca, e Mr. Catra, funkeiro carioca, falam da vida do morro e da periferia e sua influência na música. O encontro é comandado por Cláudia Assef, autora do livro Todo DJ Já Sambou.

11
Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), Departamento de Cultura.

12
Por exemplo HipHop posses em Embu, e ONG Casulo no Real Parque.

[revisão do texto em português de Lucia Dossin]

sobre o autor

Arquiteto Merten Nefs (MscA) é formado em 2003 pela Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, onde trabalhou com escritórios de planejamento urbano e desenho de espaço público. Realizou uma pesquisa na FAU-USP em 2004 e atualmente trabalha e estuda em São Paulo

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