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architexts ISSN 1809-6298


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Autor vincula a atuação do escritório Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda à instauração de políticas públicas promovidas pelo Estado industrialista brasileiro

english
The author relates the work of the office Rino Levi Arquitetos Associados Ltda to the public policies promoted by the Brazilian government towards industrialization

español
El autor vincula el trabajo del estudio Rino Levi Arquitetos Associados Ltda a las políticas públicas promovidas por el Estado brasileño hacia la industrialización


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VILLELA, Fábio Fernandes. Rino Levi: Hespéria nos trópicos. Arquitextos, São Paulo, ano 06, n. 061.04, Vitruvius, jun. 2005 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.061/452>.

Este artigo tem como objetivo mostrar um pouco da história das relações entre Arquitetura e Estado no Brasil e especialmente na cidade de São Paulo. O título Rino Levi: Hespéria nos trópicos é uma metáfora da presença italiana no Brasil; deste intelectual formado na Itália que desenvolve suas atividades na cidade de São Paulo, “Hespéria Nostra”. Este trabalho tem como base minha dissertação de mestrado (1), cujo objetivo foi compreender a racionalização dos processos de trabalho em escritórios de arquitetura. Algumas conclusões da minha dissertação de mestrado só foram possíveis devido à oportunidade, da qual sou imensamente grato, de colaborar na organização e digitalização de imagens do acervo de Rino Levi na FAU PUC-Campinas, quando o escritório encerrou suas atividades. O Escritório Rino Levi Arquitetos Associados contratou os melhores fotógrafos de sua época para registrar, da planta no papel à obra construída em canteiro, preocupados com a preservação da memória e cientes de que lidavam com construções inovadoras (2).

Esta dissertação de mestrado possibilitou retraçar, entre outros aspectos, uma outra história da relação entre “Arquitetura e Estado” no Brasil a partir da industrialização em São Paulo. Baseados na noção de intelectuais de Gramsci, discutimos a concepção ampliada de Estado e vislumbramos um determinado tipo de Estado que, em nosso caso, é o Estado Industrialista. E nos interessava relacionar as políticas públicas desse Estado para a industrialização às indústrias projetadas pelo escritório “Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda”, que desenvolveu, ao longo de suas atividades das décadas de 20 a 90, muitos projetos na cidade de São Paulo e sua macro-região. A relação ora proposta é inédita. Alicerçados nesta relação, pudemos colocar em cena uma outra acerca dos intelectuais e a industrialização de São Paulo.

O que foi o Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda? No ano de 1928, abria seu escritório em São Paulo um arquiteto que tinha se formado na Itália e que devia ocupar um lugar notável na Arquitetura Moderna Brasileira. Tinha nascido em São Paulo, mas os pais eram italianos. Estudou primeiramente na Academia de Brera em Milão, depois na Escola Superior de Arquitetura em Roma, onde conseguiu o diploma em 1926, tendo por professores Giovannoni, Piacentini, Del Debbio e Foschini.

Suas primeiras obras de impacto em São Paulo foram o edifício Columbus, na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, o cinema UFA-Palace, na Avenida São João, a residência Médici, em Santo Amaro, o edifício Sarti, na Praça da República, entre outros. Todos edifícios elaborados de forma racional, com clareza, simplicidade de volumes, estrutura evidente e plantas detalhadas com esmero. Discreto, sem polemizar, com seriedade, tenacidade e a profundidade de seu preparo, Rino Levi combatia o “bom combate” em favor da Arquitetura Moderna, desenvolvendo uma obra paralela àquela de seu colega de estudos em Roma: Gregori Warchavchik. A arquitetura de Rino Levi não nos seria de todo clara, sem considerar as influências sutis e duráveis que a cultura italiana exerceu sobre sua formação.

E a “essência” da cultura italiana presente na formação do arquiteto é capturada por Salmoni e Debenedetti quando as autoras afirmam que “há, em todos os trabalhos de Rino Levi, mesmo naqueles que melhor se harmonizam com as experiências e com as pesquisas da moderna escola brasileira de arquitetura, a fundamental ‘substancialidade’ comum à escola arquitetônica italiana; ‘substancialidade’ que é o reflexo da bagagem de uma tradição secular, da cultura clássica, de um profundo e cuidadoso preparo técnico. E há também, talvez, em alguns trabalhos de Levi, uma diversidade entre ‘peso’, que a tradição italiana lhe comunicou, impelindo-o a equilibrar os volumes, a escandir ritmicamente as superfícies, a instituir relações dimensionais, e o imprevisto, o estro, a audácia, a leveza que caracterizam a arquitetura moderna do Brasil. De 1928 até sua morte em 1965, Rino Levi trabalhou sem descanso, contribuindo grandemente na criação do aspecto moderno de São Paulo. Seus antigos colaborados no escritório conservam, até os dias de hoje, o espírito de seu fundador” (3).

O arquiteto Roberto Cerqueira César juntou-se, em 1941, ao escritório como assalariado, passando pouco depois a sócio. O arquiteto Luiz Roberto Carvalho Franco, após estágio de 2 anos, foi convidado em 1951 a participar do escritório como assalariado passando também pouco depois a sócio. Com o falecimento de seu fundador, o escritório continuou suas atividades sob a denominação de “Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda”. Em 1972, o arquiteto Paulo Bruna, que iniciara suas atividades como estagiário, foi convidado a associar-se como diretor. Em 1986, o arquiteto Antônio Carlos Sant'Anna Jr., que também começara a trabalhar no escritório como estagiário em 1974, tornou-se sócio-diretor.

O Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda cobriu praticamente todas as áreas do trabalho profissional, em mais de 80 anos de atividades ininterruptas, desde casas isoladas até complexos industriais, edifícios comerciais, escritórios, apartamentos e hospitais. Além do desenvolvimento de projetos, o escritório sempre procurou estar na vanguarda de seu tempo em outros aspectos da arquitetura como produzindo pesquisa em pré-fabricação de canteiro, utilizando estruturas metálicas, implementando a racionalização dos processos construtivos e das práticas de escritório, fazendo uso de computadores aplicados à arquitetura, ensino e participando de atividades públicas e profissionais. No final da década de 90, o escritório se divide entre os antigos diretores continuando Antônio Carlos Sant'Anna e Luís Roberto Carvalho Franco com a denominação “Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda” e, logo depois, encerrando suas atividades. Cerqueira César e Paulo Bruna continuaram suas atividades sob a denominação de “Paulo Bruna Arquitetos Associados SC Ltda”.

A influência de Rino Levi na configuração urbana de São Paulo é impressionante. Caminhando pelo centro de São Paulo, observando atentamente os prédios ao nosso redor, chega-se ao reconhecimento do arquiteto Rino Levi como um dos artífices da verticalidade e da configuração moderna que a capital paulista ganhou no decorrer do século 20. A assinatura do Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda está em projetos dos edifícios residenciais e comerciais, Guarani, Higienópolis, Trussardi, Schisser, Porchat, Prudência, Companhia Seguradora Brasileira no Cine Ipiranga e Hotel Excelsior, no Teatro Cultura Artística, no Instituto Sedes Sapientiae, na sede do Banco Paulista do Comércio, no Hospital Central do Câncer e no Hospital da Cruzada Pró-Infância, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, na residência Olivo Gomes, em São José dos Campos e no Centro Cívico de Santo André.

Rino Levi projetou o Edifício Columbus, primeiro condomínio de apartamentos da metrópole (demolido em 1971), onde foram instaladas pesadas cortinas nas sacadas, pois os moradores temiam uma invasão de privacidade, mesmo estando isolados nas alturas. Na Avenida Paulista e adjacências reluzem os prédios Plavinil-Elclor, do Banco Sul Americano e o da Fiesp-Ciesp-Sesi. Ademais, muitas obras de Levi foram copiadas e disseminadas por arquitetos, engenheiros, mestres-de-obras, exatamente como ele pretendia ao optar por um projeto-padrão relacionado à finalidade do prédio.

A importância de Rino Levi para a Arquitetura Moderna Brasileira já rendeu importantes estudos, tais como os de Anita Salmoni e Emma Debenedetti (3), Nestor Goulart Reis Filho (4), Jorge Marão C. Miguel (5), Lúcio Gomes Machado (6), Maria Beatriz de Camargo Aranha (7), Renato Anelli (8) e Célia Helena C. Gonsales (9). Uma abordagem ainda inédita, contudo, refere-se ao peso do arquiteto no próprio processo de industrialização paulista, visto que ele e seus sócios de escritório projetaram perto de 80 indústrias, sendo inúmeras multinacionais e boa parte na região do ABCD.

Rino Levi pode ser considerado o arquiteto da industrialização em São Paulo. Ele estava vinculado a intelectuais da iniciativa privada que criaram um projeto de industrialização para o país, principalmente Roberto Simonsen, articulador do movimento. O grupo tinha: comerciantes, industrialistas, banqueiros, agricultores, economistas, funcionários do governo, professores universitários e técnicos, tais como, Gastão Vidigal, Eugênio Gudin, Octavio Gouvêa de Bulhões, Glycon de Paiva, Gileno de Carli, Euvaldo Lodi, João Daudt d'Oliveira entre outros.

Rino Levi formou-se em Milão e Roma, e seu mestre Marcello Piacentini, com quem chegou a trabalhar, influenciou toda a Arquitetura Moderna Italiana – o Razionalismo e se tornou arquiteto oficial do regime fascista de Mussolini. Levi foi aluno, mas não um adepto de Piacentini. Ainda na Itália, defendia a modernização da arquitetura brasileira, em detrimento da escola neoclássica preconizada pelos fascistas. Ao longo da carreira, porém, sua obra jamais perderia certa “substância” do razionalismo italiano. Ao retornar em 1926 ao Brasil, foi contratado pela Companhia Construtora de Santos, pertencente a Roberto Simonsen, o qual nunca participou diretamente do governo Vargas, mas era o que Gramsci (10) chamou de “intelectual orgânico” da criação de um Estado Industrialista. A relação entre Levi e Simonsen é imprescindível para compreendermos a interação entre “Arquitetura e Estado” no Brasil especialmente em São Paulo.

Roberto Simonsen foi um industrial, historiador e político brasileiro. Nasceu em Santos em 1889 e faleceu no Rio de Janeiro em 1948. Foi diretor-geral da prefeitura de Santos, fundou em 1912 a Companhia Construtora de Santos, participando desde então da direção de várias companhias industriais (artefatos de cobre, frigoríficos, borracha e combustíveis líquidos). Liderou, em 1928, uma cisão na Associação Comercial de São Paulo e, juntamente com outros industriais, fundou o Centro das Indústrias (que, mais tarde, transformou-se na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP).

Na vida pública, além de cargos municipais em Santos, Simonsen foi deputado pelo Partido Constitucionalista à Assembléia Nacional Constituinte (1934-1935) e depois ao Congresso Nacional (até 1937). Foi o idealizador do Senai e do Sesi e fundador da Escola Livre de Sociologia e Política (1933), da Faculdade de Engenharia Industrial (ambas em São Paulo) e do Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT). Deputado federal pelo PSD paulista em 1945, foi senador (1946), membro do Conselho Federal de Comércio Exterior.

Defensor da industrialização do Brasil e da proteção governamental às indústrias, Roberto Simonsen polemizou vivamente com partidários do livre-cambismo, particularmente com Eugênio Gudin, que defendiam a "vocação agrícola" do país e atacavam a instalação de indústrias locais. Escreveu vasta bibliografia de História Econômica, onde se destacam: História econômica do Brasil (1937), As conseqüências econômicas da abolição (1938), Evolução iIndustrial do Brasil (1939), A indústria em face da economia nacional (1937) e Ensaios sociais, políticos e econômicos (1943), entre outros.

O grupo de intelectuais, do qual Roberto Simonsen e Rino Levi fizeram parte, engendrou um “projeto industrialista” a partir dos anos vinte, destinado a inaugurar uma nova fase na história do Brasil, defendendo o direito de conduzir o país à modernidade, através da superação do subdesenvolvimento e da conquista de um papel diferenciado no cenário internacional. Simonsen transformou-se em líder e porta-voz de poderosa parcela do empresariado e Levi e seu escritório teve papel fundamental na execução desse “projeto”. Ambos são “intelectuais orgânicos”, cujas práticas expressam essa “vontade coletiva” de racionalização e planificação deste “Estado Industrialista”, e, portanto, agentes privilegiados da industrialização em São Paulo.

Do projeto para o Edifício da Companhia Construtora de Santos de 1926 (não construído), passando pelas 80 indústrias projetadas pelo escritório (11) e pelo projeto do Edifício de Apartamentos para Roberto Simonsen em 1945 (não construído), ao Edifício Sede da FIESP-CIESP-SESI de 1969 na Avenida Paulista, há uma profunda identificação entre os “projetos” desses intelectuais. O vínculo com Simonsen foi fundamental para que Rino Levi construísse, a partir do escritório montado em 1928, na Capital, uma carreira voltada essencialmente para a “sociedade civil”, termo utilizado especialmente por Antonio Gramsci (12). Simonsen foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a defender o trabalho racional dentro da indústria cuja expressão é o Americanismo descrito por Gramsci (13), e apresentado magistralmente no filme Tempos Modernos por Charles Chaplin.

Rino Levi levou esse processo de produção para dentro de seu escritório de arquitetura. Chamado de “racionalista dos trópicos” de onde vem a metáfora do título de nossa dissertação: Hespéria nos trópicos (Hespéria era como os gregos chamavam a Itália), Rino Levi procurou racionalizar os processos de trabalho em escritório, padronizando seus projetos, criando, por exemplo, “programas” para prédios residenciais, comerciais, indústrias, hospitais, garagens verticais. Seus funcionários ficavam incumbidos de racionalizar todos os detalhes de determinado “programa” arquitetônico de forma a permitir que ela fosse reproduzida ad infinitum. Formou-se assim, um dos maiores escritórios do país, com mais de 30 profissionais, entre arquitetos, desenhistas e estagiários, constituindo o que Gramsci (14) chama de “aparelho privado de hegemonia” do recém constituído Estado Industrialista do pós-anos 30.

Em síntese, acreditamos como Carlos Martins que não é possível pensar as relações entre Arquitetura e Estado “sem considerar a exigência de seu enfrentamento com as questões que marcaram o clima ideológico do período de sua afirmação no Brasil: o processo de modernização, o projeto de construção de uma identidade nacional e o papel específico do Estado nos processo de transformação social e cultural” (15), e conforme exposto em nossa dissertação de mestrado, sem desvendar a contribuição da Arquitetura Moderna Brasileira para a problemática da constituição da hegemonia burguesa no Brasil.

Com o falecimento de Rino Levi e, especialmente, com a reestruturação produtiva (16) ocorrida no Brasil, o Rino Levi Arquitetos Associados SC Ltda teve dificuldades de acompanhar as mudanças nos processos de trabalho, com seus sócios saindo em meados dos anos 1990 para abrir seus próprios escritórios. A introdução da informática, por exemplo, tornou desnecessária a manutenção de tantos arquitetos para o detalhamento das plantas. Atualmente, uns poucos profissionais, em seus pequenos escritórios, tem à disposição ferramentas computacionais para projetar, por exemplo, complexos industriais. O mega-escritório sucumbiu ante a chegada das novas tecnologias, marcando o início da nova era da produção em geral e especialmente na arquitetura, de uma nova forma civilizatória, a nova civiltà “pós-moderna”.

notas

1
VILLELA, Fábio Fernandes. Rino Levi – Hespéria nos Trópicos: A Racionalização dos Processos de Trabalho em Escritórios de Arquitetura e a Interação entre Intelectuais, Estado Desenvolvimentista e a Industrialização em São Paulo. Campinas: UNICAMP, 2003. 324 p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2003.

2
O projeto de digitalização “Acervo Digital Rino Levi – FAU PUC-Campinas” contou com financiamento da FAPESP e foi coordenado pelos professores Abilio Guerra, Maria Beatriz de Camargo Aranha e Wilson Roberto Mariana. O acervo conta com mais de 3.500 imagens em alta resolução, que estão hoje depositadas na FAU PUC-Campinas e na FAU-USP. Os originais do escritório (negativos, diapositivos e ampliações fotográficas) que serviram de base para as imagens digitais, são hoje parte integrante do acervo da FAU-USP. Dentre as publicações que se utilizaram do acervo digital, destaque para os seguintes livro: ANELLI, Renato; GUERRA, Abílio; KON, Nelson. Rino Levi: arquitetura e cidade. São Paulo: Romano e Guerra, 2001; ADRIÀ, Miquel; COMAS, Carlos Eduardo Dias. La casa latinoamericana moderna. 20 paradigmas de mediados del siglo XX. Editorial Gustavo Gili, Barcelona / México DF, 2003.

3
SALMONI, Anita; DEBENEDETTI, Emma. Arquitetura Italiana em São Paulo. São Paulo, Perspectiva, (1953) 1981, p. 142.

4
REIS FILHO, Nestor Goulart. Arquitetura de Rino Levi. In: Rino Levi. Milano, Edizioni di Comunità, 1974.

5
MIGUEL, Jorge Marão C. As Casas de Rino Levi: Um Estudo de Concepção Espacial. São Carlos: EESC-USP, 1985. 225 p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 1985.

6
MACHADO, Lúcio Gomes. Rino Levi e a Renovação da Arquitetura Brasileira. Tese de doutorado. São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1992. 256 p.

7
ARANHA, Maria Beatriz de Camargo. Rino Levi: Arquitetura como Ofício. Dissertação de mestrado. São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003, 214 p.; ARANHA, Maria Beatriz de Camargo. “Rino Levi: Arquitetura como Ofício”. Óculum. Campinas, n° 3, mar. 1993, p. 46-52.

8
ANELLI, Renato. Arquitetura e Cidade na Obra de Rino Levi. Tese de doutorado. São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1995, 319 p.

9
GONSALES, Célia Helena C. "Residência e cidade – Arquiteto Rino Levi". Arquitextos, Texto Especial nº 050. São Paulo, Portal Vitruvius, jan. 2001. <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp050.asp>; GONSALES, Célia Helena C. Racionalidade e contingência na arquitetura de Rino Levi com ênfase na verificação do diálogo normativo-espacial no processo de projeto. Tese (Doutorado). Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona, Universidad Politécnica de Catalunya, Barcelona, 2000, 125 p.

10
GRAMSCI, Antonio. Cadernos do Cárcere. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001, v. 2, p. 13.

11
Dentre as cerca de 80 indústrias projetadas pelo escritório poderíamos destacar algumas: 1943 – Companhia Jardim de Cafés Finos. Av. do Estado, 5748 – São Paulo; 1956 – Laboratório Paulista de Biologia. R. Maria Cândida, 1693 –São Paulo; 1963 – Usina de Leite Parahyba – São José dos Campos, SP; 1972 – Jornal “O Estado de São Paulo” – São Paulo; 1977 – Ind. Gessy Lever Ltda – Fábrica de Detergentes em Pó Industrializado – Indaiatuba, SP, entre outras.

12
GRAMSCI, Antonio. Op. cit., p. 11.

13
Idem, ibidem, p. 237.

14
Idem, ibidem, p. 15.

15
MARTINS, Carlos Alberto F. Arquitetura e Estado no Brasil: Elementos para uma investigação sobre a constituição do discurso moderno no Brasil – A obra de Lúcio Costa 1924/1952. Dissertação de mestrado. São Paulo, Programa de Pós-Graduação em História Social, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1987, p. 16.

16
Para melhor compreensão dos processos de Reestruturação Produtiva no Brasil ver o livro-dossiê do grupo de pesquisa: ANTUNES, Ricardo; et al. O avesso do trabalho. Idéias. Campinas, ano 9 (2) – 10 (1), 2003.

sobre o autor

Fábio Villela é sociólogo, mestre e doutorando em Sociologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas – IFCH/UNICAMP, é professor de Sociologia junto ao Instituto de Biologia, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – IBILCE/UNESP e às Faculdades Integradas Dom Pedro II – FIDOPE em São José do Rio Preto.

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