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architexts ISSN 1809-6298


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REIS-ALVES, Luiz Augusto dos. O que é o pátio interno? – parte 2. Arquitextos, São Paulo, ano 06, n. 064.05, Vitruvius, set. 2005 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.064/425>.

O centro do mundo: a representação do jardim do Éden?

O edifício fundamental da arquitetura islâmica é a mesquita. No seu modelo primitivo é constituído por um grande pátio (zam ou shan) com chafariz central octogonal (sabil) para as abluções, às vezes rodeado por um pórtico coberto (azaquifas), e uma grande sala (baram) orientada para Meca (2).

Já entre os edifícios de caráter civil destacamos o palácio, que costuma ser dividido em 3 partes, cada uma com o seu respectivo pátio: o mexuar, destinado à administração, justiça e audiências extraordinárias; o diwan ou serralho, parte oficial reservada para as cerimônias e atos importantes; e o harém, que compreende os quartos e as dependências privadas do palácio. Completam este conjunto os banhos e os jardins (3). Como exemplar arquitetônico temos o palácio de Alhambra granadina (Espanha), que demonstra a extraordinária evolução da casa com pátio ajardinado na cultura árabe, pois simbolizam o Paraíso terrestre (4). “Para os muçulmanos, jardim é sinônimo de paraíso; uma única palavra para nomear um e outro: janna” (5).

No mundo ocidental, como exemplo da fusão entre os espaços residencial e religioso, temos o mosteiro que é o edifício mais característico do Românico, sendo que em seu interior a Igreja constitui a parte essencial, permanecendo assim ainda no período Gótico (6).

Como centro da vida monástica, encontramos o claustro. Situa-se, geralmente, num dos lados da nave, na maior parte das vezes a Sul. É, ao mesmo tempo, um lugar de oração, meditação, repouso e plantio de alimentos e ervas, assim como uma passagem entre as diversas dependências da vida cotidiana. Normalmente, os espaços que eram orientados para os claustros tinham como função a permanência e o repouso. O claustro apresentava-se como um pátio com pórticos, cuja forma quadrada ou trapezoidal deriva do átrio da casa romana e da basílica da Antigüidade tardia (7).

O pátio interno, tanto no mundo oriental como no ocidental, estava ligado aos universos residencial e o institucional. Questiona-se então: qual é o simbolismo e o significado do pátio interno nas residências?

Muito evidente nas residências e muito mais nos claustros monásticos e mesquitas, o pátio interno é a representação do próprio Éden, o Paraíso terrestre onde o homem foi expulso. A criação deste espaço tenta resgatar este Paraíso perdido em razão das faltas cometidas pelo homem.

Mas o que é o jardim do Éden?

Qual é a representação deste jardim?

Quais são os atributos para que um espaço seja o jardim do Éden?

Tomemos como suporte as Escrituras Sagradas da Bíblia:

“IHVH-Adonai Elohîms planta um jardim em Éden,
na direção do levante.
Põe ali o terroso que havia formado.
IHVH-AdonaiElohîms faz germinar do terreno toda árvore cobiçávelpara a vista e boa de comer,
a árvore da vida, nomeio do jardim,
e a árvore da penetração do bem e do mal.
Um rio corre do ‘Édèn para regar o jardim.
de lá ele se separa: em quatro fontes.
Nome de um, Pishôn, que contorna
toda a terra de Havilla,
lá onde há ouro.
O ouro dessa terra é bom
e lá se encontram o bdélio e a pedra de ônix.
Nome do segundo rio: Guihôn,
que contorna toda a terra de Koush.
Nome do terceiro rio: Hidèqèl
que segue a levante de Ashour.
O quarto rio é o Perat.
IHVH-Adonai Elohîms toma o terroso
e o depõe no jardim de ‘Édèn,
para o servir e para o guardar.
[...]
IHVH-Adonai Elohîms forma, a partir do terreno,
todo animal do campo,
todo volátil dos céus,
ele os faz vir ao pé do terroso
para ver o que ele lhes clamará” (8).

Segundo as Escrituras Sagradas, o jardim é uma parte de uma região maior conhecida como Éden. Deus planta-o no levante desta região, isto é, no Leste onde o Sol amanhece, como símbolo do nascer. Lá, Deus se incumbe da tarefa de criação do seu jardim, plantando os vegetais, inclusive 2 árvores: a árvore da vida no centro do jardim, e a do bem e do mal. Para regar e manter a sua obra, Deus faz correr rumo ao jardim um elemento que simboliza a pureza, a fertilidade e a abundância: a água. Este rio se abre em 4 afluentes que simbolizam não somente o caráter fértil do elemento água, mas também a delimitação física do jardim, conferindo-lhe um sentido privado.

A Bíblia esclarece que Deus põe Adão no jardim e que, através do jardim, Deus o servirá e o guardará. A função primeira do jardim seria então possuir elementos para a sobrevivência e proteção da criatura de Deus. O jardim do Éden em uma escala macro é o universo, o Caos ordenado por Deus, tornando-se o Cosmos, e em uma escala micro, a morada primeira do homem, o seu abrigo, a sua casa.

Na pintura, vários artistas retrataram o jardim do Éden, um deles foi o holandês Hieronymus Bosch (? – 1516). Tomemos duas de suas obras, os trípticos O Jardim das Delícias (c.1485) e O Paraíso e o Inferno (c.1510). No painel esquerdo do tríptico O Jardim das Delícias (c.1485) está o jardim do Éden, que é representado como o Paraíso, com a fonte da vida (a árvore da vida) no centro rodeada por animais fabulosos. Deus apresenta Eva à Adão. Ao centro está a árvore da vida. Em seu outro trabalho, O Paraíso e o Inferno (c.1510), Bosch retrata a guerra nos céus. Deus expulsa os anjos rebeldes. A cena segue com a criação de Eva, a tentação, a queda de Adão e a perda do Paraíso.

A característica de um lugar sagrado com natureza exuberante é relatada tanto na Bíblia como na pintura de Bosch. O jardim do Éden é simbolizado como o Paraíso terrestre, o Paraíso Perdido, que é o Centro do mundo. O Centro é o umbigo da Terra, onde tudo começou. Foi lá onde o homem foi criado. A relação entre o Céu e a Terra, a presença da água, de animais e a bela vegetação compõem o cenário. A delimitação espacial do jardim é identificada nas Escrituras como os quatro rios, e na pintura por um portal em pedra. Consoante Norberg-Schulz (1971), a imagem do homem em relação ao Paraíso foi sempre a de um jardim cercado. Nele, os elementos naturais reúnem-se: árvores frutíferas, flores e a fluidez suave da água, conferindo ao lugar um aspecto sagrado e natural. Do avesta (9), Paraíso vem de pairidaeza, que significa […] “cercado. De modo geral, lugar de felicidade imaginado para os primórdios e para o fim dos tempos, caracterizado por abundância, ausência de sofrimento e proximidade de Deus.” (10).

Tanto os quatro rios (Bíblia) como o portal em pedra (pintura de Bosch) que limitam o jardim podem ser traduzidos para o espaço arquitetônico como o edifício que envolve o pátio, ou sejam, as faces do pátio interno. E a água, tão importante neste universo criado por Deus, aparece no claustro monástico sob a forma de uma fonte (cantharus ou fiala) e nas residências e mesquitas muçulmanas através dos lagos, chafarizes e córregos. A vegetação pode estar presente ou representada através de pinturas e/ou baixos relevos. A relação entre o Céu e a Terra se faz através do contato entre os dois mundos, pela não-presença de cobertura no pátio.

O pátio árabe e o claustro cristão como representações do jardim do Éden, um imago mundi, é uma tentativa de que o homem se aproxime da sua condição primeira sobre a Terra, isto é, o homem santo junto a seu Deus; “essa nostalgia religiosa exprime o desejo de viver um Cosmos puro e santo, tal como era no começo, quando saiu das mãos do Criador” (11). Deus criou o mundo a partir de um ponto central, por isso é importante morar no centro do mundo, pois foi dali que tudo começou.

Um lugar de encontro, um lugar seletivo

Em uma residência, inclui aqui também o universo doméstico nas igrejas e mesquitas, o pátio interno é o lugar privado, seletivo. Podemos perceber esta principal característica em um trecho do Novo Testamento. A posição e postura de Simão Pedro à porta do pátio em oposição à do outro discípulo que é qualificado duas vezes pelo mesmo termo: “ser conhecido do sumo sacerdote, dono da residência” afirmam esta experiência de seletividade.

“Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote, porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar” (12)

Após a Revolução Industrial, com o crescimento e concentração demográfica, o modelo de habitação unifamiliar foi substituído pelo multifamiliar nas cidades. Na 2ª metade do século XIX e início do XX, a vida urbana na cidade do Rio de Janeiro gravitava na área central, local onde concentrava-se moradia e trabalho (13). Não acompanhando a demanda, criaram-se as habitações coletivas, em especial os cortiços.

Azevedo descreve, em sua obra O cortiço (1890), o cortiço como um imenso emaranhado de casinhas, 95 ao todo, cercando um pátio: “E os quartos do cortiço pararam enfim de encontro ao muro do negociante, formando com a continuação da casa deste um grande quadrilongo, espécie de pátio de quartel, onde podia formar um batalhão” (14). Desses pequenos e abafados quartos a vida extravasava para o pátio, que acolhia atividades profissionais, domésticas, circulação, festas e lazer; era o lugar dos encontros:

Como lugar de encontros, o pátio interno inserido em uma instituição, como exemplo a escola, ele pode tornar-se o espaço do tempo social ipsativo (15), isto é, o lugar onde os indivíduos extravasam as suas emoções, onde o lazer ganha corpo. O edifício escolar é composto, basicamente, por dois espaços dicotômicos: a sala de aula e o pátio para recreação. O primeiro caracteriza-se pela concentração e aprendizado, é o lugar onde as emoções espontâneas dos alunos são contidas. Em contraposição a este espaço, temos o pátio escolar, lugar onde as emoções libertam-se, não há um controle rígido dos comportamentos, das ações.

O ver e o ser visto

Outro significado acerca do pátio interno remete ao conceito do Panóptico: “um lugar que permite tudo ver” (16). O Panóptico é uma torre circular oca, com um pátio central, rodeado por pequenas celas orientadas para o centro do círculo. Mesmo fazendo parte do mesmo conjunto, as celas não se comunicam entre si, são separadas por paredes. Na superfície que dá para o exterior, cada cela apresenta uma vasta janela, permitindo entrar a luz. Seu lado oposto é gradeado, permite quem está dentro estar continuamente visível para quem se situe no meio. Dentro desta torre há outra torre, localizada no centro. Lá, ficam os vigilantes observando através de seteiras. O esquema é tal que nunca os confinados sabem se estão sendo vistos ou não. Na incerteza, se vigiam a si mesmos (17).

Quartéis, prisões, hospitais, escolas, centros de educação e reabilitação e construções religiosas irão se inspirar no Panóptico de Bentham (18). Na escola, os pátios internos permitem aos funcionários a capacidade de controle visual do espaço e, conseqüentemente, dos seus alunos. Mas, o ponto de observação aqui não é o central como o de Bentham, mas sim o periférico, proporcionado muitas vezes pelas varandas e corredores que circundam o pátio interno escolar.

Os edifícios renascentistas utilizaram os pátios internos como meio de observação da arquitetura, como forma, e os seus elementos decorativos. As edificações profanas, como os palácios, em sua maioria foram concebidos tendo como base o quadrado, cubos sólidos, de tendência horizontal e com não mais de três pavimentos. Em seu interior sempre havia um pátio central (cortile), quadrangular ou circular, com complacências lineares indicavam um itinerário visual circular, cêntrico. Mesmo atuando no conforto ambiental da edificação, este aspecto em relação à sua concepção não era muito contemplado, o caráter estético era predominante.

Com o sentido conotativo, à luz do pátio interno podem ser revelados as mensagens dos deuses. Segundo Humphrey e Vitebsky, o templo egípcio era composto basicamente por uma avenida de esfinges que conduzia a uma entrada monumental que se fazia através de um portão (19). A seguir, existia uma série de setores cada qual com seu respectivo pátio ou salão coberto, sendo que o primeiro, um pátio a céu aberto era rodeado de estátuas do faraó. O santuário interior abrigava a estátua do deus e era a sua residência. À medida que o caminho conduzia para o interior do templo, os tetos tornavam-se progressivamente mais baixos, o que aumentava a idéia de mistério. A cada setor do templo não era permitido o acesso a todos, sendo que a última sala somente o faraó poderia entrar. Lá os deuses revelariam os seus segredos e desejos, para que ele, como deus encarnado, retornando ao pátio revelasse-os a todos os seus súditos. Também era no pátio que os sacerdotes desenvolviam as cerimônias cósmicas e místicas.

O arquétipo no simbolismo do pátio interno

Toda consciência, diz Husserl (20), é sempre “consciência de”, isto é, toda consciência é um ato pelo qual visamos um objeto, um fato, ou uma idéia. A consciência os representa, e cada representação pode ser construída por um percurso que nossa consciência faz à volta de um objeto. Essas representações são individuais, e o objeto delas, o representado, também é individual.

Por exemplo, quando tomo como objeto do pensamento o pátio interno, posso representá-lo de diversas formas, como o Paraíso terrestre nas mesquitas e claustros, como o lugar de recreação nas escolas, como o de vigília nas prisões, como o espaço bioclimático nas residências, etc. Mas, cada uma dessas representações é singular; por um lado, cada uma delas é um ato singular que eu realizo (um ato de lembrar, um ato de ver a foto de um pátio num livro, um ato de estar num pátio, etc.) e, por outro, cada uma delas possui uma representação singular (um pátio com fontes, árvores, flores e frutos, um pátio com espaço livre para atividades, um pátio controlado visualmente, etc.). No entanto, embora sejam singulares e, por vezes, distintas umas das outras, todas elas possuem o mesmo representado, ou a mesma essência: o pátio interno. Ao colocar de lado a singularidade de cada representação e a singularidade de cada um dos representantes, resta-nos apenas a idéia do pátio interno.

Daí, é que Husserl (1859-1938) nos diz que devemos recuperar a intenção primeira que animou uma ciência, voltar à experiência do mundo quando foi gerada, quando ocorreu a inquietação do primeiro geômetra, do primeiro filósofo, do primeiro arquiteto (21). É necessário remontar aos arquicomeços que deram sentido a todo o seu desenvolvimento posterior, reativando-os, pois, foram as fontes de sentido para toda etapa ulterior.

O pátio interno como símbolo do abraço materno

O homem ao produzir o seu abrigo, buscou proteger-se das intempéries, dos animais e de outros homens. Cabia à ele produzir um espaço que o protegesse desse meio hostil e inseguro.

Ao desenvolver técnicas para o manejo da terra, passando progressivamente do ato coletivo de alimentos e caça para a agricultura de subsistência e, por último, a de excedentes, criou condições propícias para o seu estabelecimento definitivo na terra. Schoenauer (22) nos informa que este processo foi muito lento, e a adaptação das moradias rurais as novas condições urbanas foi gradual. Tuan (23) destaca a transição da cabana subterrânea ao surgimento da casa com pátio.

Nas eras neolíticas, o abrigo básico era uma cabana semi-subterrânea, um refúgio semelhante ao útero que contrastava nitidamente com o espaço lá fora. Mais tarde, a cabana foi construída, acima do solo, abandonando o modelo usado no chão, mas conservando e até acentuando o contraste entre interior e exterior através da retilinearidade agressiva de sua paredes. Ainda em uma etapa posterior, que corresponde ao começo da vida urbana, aparece o pátio domiciliar retangular. Devemos ressaltar que essas etapas na evolução da casa foram observadas em todas as áreas em que a cultura neolítica se transformou em vida urbana.

A presença deste espaço descoberto era extremamente necessário para a sociedade, pois como visto, servia como um meio natural de climatização, espaço de vigilância, sagrado, de encontros, de plantio e preparo de alimentos. Na realidade, todos estes aspectos poderiam ser satisfeitos no espaço externo às edificações. O contato com a natureza poderia ser feito através das aberturas da edificação, tais como as portas e janelas, porém tais elementos a deixariam vulnerável. A concepção arquitetônica do pátio interno supre a carência de proteção sentida pelo homem; ele agora está seguro dentro do seu mundo, pode ‘fugir’, se ‘defender’ dos olhares curiosos, pode viver com os seus semelhantes e usufruir dos aspectos da natureza.

A essência do pátio interno não é simplesmente o contato com a natureza, pois isso já ocorreria através das aberturas do edifício ou mesmo no seu exterior, mas um espaço seguro relacionando-se com a natureza. O pátio interno é a construção de um lugar protegido e relacional. Este conceito remete à imagem da mãe ao conter o seu filho no aconchego de seus braços, junto ao calor de seu corpo.

“Este mito da casa e de seu pátio está próximo do arquétipo materno, que é o símbolo feminino” (24).

Como nos informa Klimowsky (25), em sua atividade de caçador, o homem pré-histórico encontrava na caverna a mãe que, como ao lactente, lhe proporcionava calor e proteção das intempéries, representando a imagem do útero. Já para o homem agricultor, a terra era a mãe que o orvalho e a chuva, como o sêmen masculino, a fertilizava, estimulando-a gerar frutos. Esta imagem é freqüente nas diversas mitologias (26).

O pátio interno não é o útero materno, pois este não está em contato com o Sol e com a chuva, mas sim ao abraço materno.

O pátio interno apresenta várias facetas: estratégia bioclimática, lugar de encontro, lugar privativo, espaço de controle, lugar sagrado, etc.; porém algumas de suas características estão sempre presentes, como um lugar protegido e relacional. Apesar de toda a riqueza desse espaço, dentre todos os seus atributos o seu caráter como espaço de defesa e de relação com a natureza são os mais importantes. É nele que o homem poderá desenvolver as suas atividades ao ar livre, abraçado pelo edifício.

notas

1
O presente trabalho é uma versão resumida da pesquisa registrada na Biblioteca Nacional conforme a referência a seguir: REIS-ALVES, Luiz Augusto dos. O que é o pátio interno? Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 2004. il., 28p.. Mimeografado. ISBN 332545. A primeira parte do artigo está disponibilizada em: REIS-ALVES, Luiz Augusto dos. “O que é o pátio interno? – parte 1”. Arquitextos, Texto Especial nº 322. São Paulo, Portal Vitruvius, ago. 2005 <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp322.asp>.

 

2
HUMPHREY, Caroline; VITEBSKY, Piers. Arquitetura sagrada. [S.l.]: Evergreen/Taschen Gmbh, 2002; SCHOENAUER, Norberg. 6.000 años de hábitat. De los poblados primitivos a la vivienda urbana en las culturas de oriente y occidente. Barcelona, Gustavo Gili, 1984; MUSEU DEL PRADO (org). História geral da arte. Arquitetura. Museu del Prado. Madrid, Carroggio, 1996.

 

3
MUSEU DEL PRADO. Op. cit.

 

4
Idem, ibidem.

 

5
MANSOURI, Seyed-Amir. “L’esprit du paysage dans l’ambience architecturale”. In: ECOLE D’ARCHITECTURE DE TOULOUSE. Paysage & Ambiences. 3eme Rencontres des doctorants des écoles d’architecture. Toulouse, Ministère de la cuture, 1996. p. 214.

 

6
ZEVI, Bruno. Saber ver a arquitetura. São Paulo, Martins Fontes, 5ª ed, 1996.

 

7
BARRAL i ALTET, Xavier. O mundo românico: cidades, catedrais e mosteiros. Nova Yorque: Benedikt Taschen, (edição original s/d.) 2001.

 

8
CHOURAQUI, André. No princípio. Rio de Janeiro, Imago, Coleção Quid, 1995, p. 29-53.

 

9
”vesta são os textos sagrados primitivos dos povos iranianos”. In FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini-Aurélio século XXI escolar: O minidicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 4ª ed, 2001, p. 78.

 

10
LURKER, Manfred. Dicionário de simbologia. São Paulo, Martins Fontes, 2ª ed, 2003, p. 518.

 

11
ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo, Martins Fontes, 1992, p. 61.

 

12
Jo 18, 15-16

 

13
VAZ, Lilian Fessler. “Aspectos simbólicos da moradia – do cortiço ao arranha-céu”. In: PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Cadernos do patrimônio cultural. Caderno especial nº 3. Rio Janeiro, out. 1992. p. 29-40.

 

14
AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. Rio de Janeiro, Ediouro, coleção Prestígio p. 18.

 

15
DUMAZEDIER, Joffre. A revolução cultural do tempo livre. São Paulo, Studio Nobel / SESC, 1994.

 

16
BENTHAM,1977 apud SANTOS, Carlos Nelson Ferreira dos. A cidade como um jogo de cartas. Niterói: Universidade Federal Fluminense: EDUFF; São Paulo: Projeto Editores, 1988, p. 23.

 

17
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis, Vozes, 26ª ed., 1987.

 

18
FOUCAULT, Michel. Op. cit.

 

19
Humphrey e Vitebsky

 

20
1859-1938 apud CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo, Ática, 12ª ed., 2002, p. 19.

 

21
Apud OLIVEIRA, Beatriz Santos de. O que é arquitetura? In: DEL RIO, Vicente; DUARTE, Cristiane Rose; RHEINGANTZ, Paulo Afonso (Org.). Projeto do lugar: colaboração entre psicologia, arquitetura e urbanismo. Rio Janeiro: Contra Capa/PROARQ, 2002, p. 135-142.

 

22
SCHOENAUER, Norberg. Op. cit.

 

23
TUAN, Yi-fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo, Difel, 1983, p. 120.

 

24
SPALT in BLASER, Werner. Pátios: 5000 años de evolución desde la antigüedad hasta nuestros días. Barcelona, Gustavo Gili, 1997, p. 9.

 

25
In LURKER, Manfred. Op. cit.

 

26
BAUER; LURKER in LURKER, Manfred. Op. cit. p. 210-211.

sobre o autor

Luiz Augusto dos Reis-Alves, arquiteto e urbanista, mestre em arquitetura na área de Conforto Ambiental (PROARQ/FAU/UFRJ), doutorando em arquitetura (PROARQ/FAU/UFRJ) e pesquisador da
EAT/GRECO (Ecole d'Architecture de Toulouse / Groupe de Recherche Environnement Conception / França)

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