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Neste artigo, Alberto de Sousa analisa a igreja franciscana de Cairu, interior da Bahia, edificada em meados do século XVII, pioneira manifestação da arquitetura barroca no Brasil


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SOUSA, Alberto. Igreja franciscana de Cairu: a invenção do barroco brasileiro. Arquitextos, São Paulo, ano 06, n. 070.02, Vitruvius, mar. 2006 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.070/368>.

A igreja do convento franciscano de Cairu, situada a uns 90 quilômetros ao sul de Salvador, é um marco da arquitetura luso-brasileira cuja excepcional importância não foi ainda devidamente percebida.

Projetada nos meados do século XVII, sua frontaria foi a primeira construída no Brasil que se afiliava ao barroco – em razão do seu caráter cenográfico, da agitação dos seus contornos, de sua dramaticidade, do papel que a decoração nela desempenha (Fig.1). Ela foi, mesmo, duplamente pioneira, pois surgiu antes que uma fachada barroca aparecesse em Portugal.

Criação de grande originalidade em que se mesclam traços provenientes da renascença italiana, do maneirismo alemão e do classicismo seiscentista lusitano, ela foi uma invenção brasileira que não tinha similares em Portugal e nos países europeus de arquitetura renomada. Foi ainda a primeiro alçado de igreja de concepção erudita erguida no Brasil que não seguiu nenhum modelo português. E foi também, dentro do universo das frontarias originais de igrejas do Brasil colonial, a que foi mais imitada, gerando uma verdadeira escola arquitetônica.

Apesar de todos esses méritos, para os quais nossa historiografia ainda não atentou, quase nunca a imagem dessa igreja é mostrada nos livros brasileiros de história da arquitetura. Normalmente referem-se a ela simplesmente para dizer que ela foi um dos protótipos da arquitetura franciscana nordestina e o modelo a partir do qual foi traçada a magnífica fachada da igreja franciscana da Paraíba (Fig.2), obra esta que tem tido presença obrigatória em tais livros, mas que deve grande parte da excelência do seu desenho ao seu partido compositivo, que foi tomado emprestado da sua ancestral de Cairu.

O autor da obra

Só poderia ter traçado a igreja do convento de Cairu alguém com audácia, inventividade, talento e cultura arquitetônica – e esta pessoa foi um dos mais qualificados membros da ordem franciscana no Brasil, Frei Daniel de São Francisco.

Nascido em Penafiel, no norte de Portugal, provavelmente entre 1600 e 1610, ele veio para o Brasil ainda jovem e fez de nossa terra a sua, aqui vivendo três quartos ou mais de sua longa vida. Fixou-se inicialmente em Pernambuco, onde se tornou frade, no convento de Olinda. Com a ocupação holandesa, em 1630, mudou-se para Salvador, Bahia, onde ensinou Filosofia e Teologia durante muitos anos. Suas qualidades fizeram com que, nos anos 1640, ele fosse escolhido para negociar, primeiro em Portugal e depois em Roma, a separação dos conventos franciscanos brasileiros da Província portuguesa à qual eles estavam subordinados, que foi autorizada pelo Papa em 1647 – e que daria origem, em 1657, à primeira província franciscana brasileira.

Nos anos 1650, ocupou os cargos de superior do convento de Salvador e custódio (então o mais alto posto da hierarquia franciscana no Brasil), e nesta última condição teve o privilégio de acompanhar João Fernandes Vieira no ato histórico em que os pernambucanos retomaram, em 1654, a posse da vila do Recife, devolvida pelos holandeses derrotados. Nessa mesma época, e ainda no cargo de custódio, ele projetou a nova igreja da ordem em Cairu. Pouco depois, fez o traçado da igreja do convento de Santo Antônio do Paraguaçu (Recôncavo baiano), com frontispício nos mesmos moldes do da igreja de Cairu. No início da década seguinte, ele transferiu-se para Pernambuco, para dirigir o convento de Olinda. Entre 1673 e 1677 ele foi, outra vez, superior do convento de Salvador. Faleceu, bastante idoso (na certa octogenário), em 1692, no convento do Recife.

O pioneirismo do projeto

A igreja franciscana de Cairu, cuja pedra fundamental foi lançada em 1654, representou uma verdadeira revolução na arquitetura religiosa brasileira, marcando o início de uma escola compositiva que durou mais de um século e que, com meia dúzia de edifícios marcantes, constituiu um dos pontos culminantes dessa arquitetura.

No Brasil, os principais projetos de igreja dos anos 1650 continuavam afiliados ao estilo chão – aquele classicismo geométrico e simplificado que os portugueses criaram na segunda metade do século XVI (por muito tempo chamado impropriamente de maneirismo) e que até então havia prevalecido em nossas edificações –, embora alguns deles incluíssem na fachada uma ou outra manifestação maneirista.

A igreja franciscana de Ipojuca, Pernambuco (Fig.3), era severamente chã, com seu desenho externo conservador que mais parecia pertencer ao começo do século. As duas grandes volutas da frontaria do templo jesuíta de Salvador, a atual Sé (Fig.4) e a organização pouco ortodoxa da fenestração e modenatura da igreja da Misericórdia, na mesma cidade, eram traços maneiristas, mas não eram suficientes para retirar os frontispícios desses dois edifícios do universo da arquitetura chã. E seria igualmente chã a fachada da igreja de Santa Teresa, em Salvador (apesar das duas curvas vignolescas a ela acopladas), seguindo um partido concebido na Espanha várias décadas antes.

Em Portugal, uma evolução mais significativa tinha ocorrido, com a conclusão da frontaria da igreja jesuíta de Coimbra, detentora de um evidente caráter maneirista, proporcionado principalmente por seu inovador coroamento na forma de três frontões curvos (inspirado em desenhos de Dietterlin) e também pela fenestração heterodoxa do primeiro andar e pelas volutas deste (derivadas daquelas da famosa igreja romana de S. Susanna, de Carlo Maderna).

Imune a tal contexto estilístico (talvez por não ser um arquiteto profissional) e guiado por suas preferências e intenções estéticas, Frei Daniel traçou um frontispício nitidamente barroco para a igreja de Cairu, na mesma década em que Bernini e Cortona projetavam duas obras-primas do barroco (igrejas de S. Andrea al Quirinale e S. Maria della Pace) e muitos anos antes que esta linguagem arquitetônica se difundisse no Brasil – já no século seguinte. E deixando claro que a sua criação pioneira não fora um mero experimento ou um produto acidental, e sim um projeto cuidadosamente planejado, de cujo valor ele estava convicto, ele repetiu a fórmula dela na igreja franciscana de Paraguaçu, iniciada em 1658.

Também em Portugal, pelo que registra sua historiografia arquitetônica, nenhuma fachada barroca de igreja foi erguida antes da do convento de Cairu. A possibilidade existe de que a magistral frontaria barroca da igreja dos Grilos, no Porto (de desenho muito peculiar e que vários analistas portugueses hesitam em reconhecer como barroca), tenha sido concebida antes de 1654, já que as obras deste templo foram começadas em 1614; mas é sabido que a construção dela só foi principiada por volta do final do século, e não se sabe se ela foi executada a partir de um projeto novo ou de um traçado dos anos 1610. De qualquer maneira, em termos de obra construída, tudo sugere que Frei Daniel precedeu também os arquitetos de Portugal na introdução do barroco na arquitetura religiosa do país.

O caráter barroco da frontaria

Geralmente os historiadores arquiteturais brasileiros têm evitado classificar o estilo da fachada da igreja franciscana de Cairu, talvez desnorteados pelo fato de que, apesar de sua aparência barroca, ela foi concebida várias décadas antes da época que tem sido tradicionalmente considerada a do florescimento do barroco no Brasil. Já o francês Germain Bazin não hesitou e emitiu o julgamento de que tal frontaria constituiu um “pródromo” do barroco brasileiro.

Mais do que um simples prenúncio, na verdade ela foi o marco inaugural desse estilo, uma vez que ela é inegavelmente barroca e não foi um evento isolado e sem continuidade, pois foi seguida por três outras fachadas dela derivadas (as das igrejas franciscanas de Paraguaçu, Igaraçu e do Recife), que formaram, com ela, o primeiro capítulo do barroco no Brasil.

Cinco características da frontaria em questão fazem dela uma composição nitidamente barroca: seu caráter atectônico ou cenográfico; o fato de sua aparência ser determinada pela decoração; o movimento de linhas curvas que define seus contornos; o forte efeito ilusionista nela presente; e a sua dramaticidade compositiva.

Tal fachada não é, ao contrário daquelas no estilo chão, um reflexo da solução volumétrica e das exigências construtivas. Ela não é sincera, não é tectônica; é um cenário inventado por motivações puramente estéticas e habilmente traçado de forma a poder ser sobreposto sem incongruências à face frontal do volume da igreja.

Assim, no térreo, o tramo extremo à esquerda da foto é desnecessário pois tem detrás de si apenas a torre, e o outro tramo extremo não precisaria ter sido construído, já que ele não está diante do corpo da igreja e apenas cobre a entrada da portaria, que noutros conventos não é coberta e que poderia ter sido coberta de maneira mais sincera (com um alpendre, por exemplo). No primeiro andar, as volutas não disfarçam contrafortes nem telhados de naves colaterais ou capelas, sendo tão somente um supérfluo componente cenográfico (Fig. 5). E o retorcido coroamento sobre esse andar é uma forma dramática de esconder uma banal empena de duas águas – que poderia ter sido arrematada com um sóbrio e honesto frontão triangular.

Uma solução sincera para nossa fachada, no espírito do estilo chão, poderia ter sido aquela mostrada na Fig. 6. Ela lembraria, no seu aspecto global, a da igreja franciscana de Ipojuca, igualmente um edifício dos anos 1650, cujo arquiteto preferiu o caminho seguro de seguir fórmulas arquitetônicas já consagradas. Ela lembraria também a frontaria da igreja do Carmo, em Salvador (se não levarmos em conta o frontão curvilíneo desta), construção bem posterior, das primeiras décadas do século XVIII.

Admitindo-se o recurso cenográfico do nártex com cinco arcos, em vez do com três, para proporcionar à portaria a comodidade de uma entrada abrigada, um desenho tectônico para nossa frontaria seria algo nas linhas daquele esboçado na Fig. 7.

Tal ilustração mostra também como seria a fachada sem a marcante carga decorativa formada pelas volutas, pelos pináculos e pelo tabernáculo, deixando claro que a fisionomia dela foi determinada por essa decoração – sem a qual ela teria um aspecto acentuadamente diferente, sem os contornos agitados e o formato tendente a um triângulo que lhe dão identidade.

Outra importante característica barroca presente no frontaria é o movimento de curvas e contracurvas numa superfície plana. Enriquecido pela inserção de pináculos e de uma cruz, ele se apresenta com uma amplitude tal que percorre quase todo o contorno da frontaria – situação esta com raríssimos paralelos em nosso barroco setecentista.

Barrocos são também os efeitos ilusionistas que nossa fachada exibe. Ela dá a impressão de compor-se de um frontão curvilíneo escalonado assente sobre um nártex reentrante com cinco arcos – o que é uma ilusão, habilmente arquitetada pelo seu projetista. Na realidade, só a parte central do nártex, com seus três vãos, é reentrante, estando embutida no volume da igreja; suas duas porções extremas, cada uma com um arco, são salientes, estando antepostas, uma, à torre e, a outra, à portaria. Tal não é percebido, pelo observador frontal, graças às volutas do primeiro andar, que fazem essas porções extremas parecerem embutidas.

Ademais, só a parte superior daquilo que parece ser um frontão (a situada acima da cimalha apoiada em quatro pilastras) é realmente um frontão. Sua parte inferior é, de fato, a face externa da metade superior do corpo da igreja, acrescida de duas volutas simétricas. São as seis volutas, gerando dois eixos visuais oblíquos e dando unidade à silhueta do frontispício acima da galilé, que geram o efeito ilusionista que percebemos – um artifício extremamente criativo e de forte repercussão estética.

A quinta característica barroca de nossa frontaria é a dramaticidade de sua composição, atributo que é a tradução do fato de que ela foi projetada para impressionar a emoção do observador, através da ilusão, do contraste, da agitação e da liberdade formal – e não a sua razão, através da regularidade, do respeito à regra, da sinceridade e da lógica projetual.

A combinação dessas cinco características faz do frontispício da igreja franciscana de Cairu uma criação inquestionavelmente barroca. Na verdade, ele é muito mais barroco do que numerosas fachadas setecentistas brasileiras que nossa historiografia reconhece como tal.

Outros méritos da fachada e fontes inspiradoras dela

Ao pioneirismo estilístico da frontaria em foco junta-se o fato de ela ter sido o primeiro alçado de igreja brasileira de concepção erudita que não seguia um modelo português. Até o surgimento dela, todos os alçados desse gênero de edifício tinham derivado de partidos empregados na arquitetura portuguesa. Já no traçado dela, não se recorreu à prática da derivação, mas sim à invenção. Foi no Brasil que foi inventado o seu partido compositivo, que combina um nártex reentrante de cinco vãos com um corpo superior de formato tendente a um triângulo e ornado com três níveis de volutas. Para o nártex, existiu um antecedente em Lisboa, na igreja de São Bento (1598-1615), o qual, contudo, integrava um partido completamente distinto, sendo encimado por um retângulo dividido em cinco tramos, que era coroado por um frontão triangular. Quanto ao corpo superior da fachada, este não tinha antecedentes em Portugal – o mesmo acontecendo com a combinação dele com o referido nártex.

Intimamente ligada à inventividade presente em nossa frontaria está a grande originalidade desta, que fica evidenciada pelo fato de que o partido dela era inédito não apenas em relação a Portugal, mas também em relação às principais arquiteturas européias. Tal originalidade resultou da audácia de Frei Daniel de juntar numa composição dois componentes muito diferentes, que os projetistas europeus dificilmente misturariam (e não misturaram), por não apresentarem afinidades aparentes que justificassem sua união. Já o destemor do franciscano de ser audaz pode ter sido estimulado pela constatação, feita durante sua estadia em Roma, de que na capital do catolicismo eram ousadas e inovadoras fachadas de igreja que estavam sendo então construídas, projetadas por Borromini e Cortona.

O nártex reentrante com cinco arcos era uma versão da loggia, um dos elementos mais característico da arquitetura italiana. Logge parecidas com a galilé de nosso frontispício existiam em Roma já no terceiro quartel do Quattrocento, como a da Bênção (com quatro arcos), na antiga basílica de São Pedro. Mas o modelo que deve ter inspirado Frei Daniel foi provavelmente o nártex da fachada norte que se acrescentou à basílica de São João de Latrão em 1586, por ter cinco arcos e ocupar toda a extensão da frontaria, e porque Frei Daniel deve tê-lo visto em Roma (tal fachada tinha formato retangular, com uma loggia de cinco arcos no primeiro andar). Uma outra frontaria italiana, bem mais antiga (século XI) e renomada por sua beleza, deve ter dado ao arquiteto franciscano a certeza de que uma galilé com cinco arcos casaria bem com um primeiro andar mais estreito – com apenas três tramos – e centralizado: a da igreja de San Miniato, em Florença.

Já o corpo superior escalonado derivou muito provavelmente de um tipo de frontão usado no maneirismo alemão (geralmente na arquitetura civil), como o da Leisthaus, em Hameln, mostrado na Fig. 8. Frontões com tal aparência surgiram, a partir do final do século XVI, em várias localidades alemãs, coroando edifícios marcantes, como a Gewandhaus, em Braunschweig (Baixa Saxônia), a Rathaus, em Paderborn (Vestefália) e a Baumeisterhaus, em Rothenburg (Baviera). O singular e movimentado desenho deles era uma conseqüência da iniciativa de vestir com uma roupagem renascentista o alto frontão pontiagudo medieval, para o qual não servia a solução do frontão triangular classicista, com ângulo central muito aberto; o que se fez então foi dividir tal frontão alto em faixas horizontais, aplicar nelas ordens superpostas e esconder com volutas os segmentos inclinados correspondentes às águas do telhado.

Frei Daniel deve ter sido cativado pela beleza desses frontões e decidiu adaptar o desenho deles à frontaria que ele ia projetar para Cairu, mesmo sabendo que isso iria demandar engenhosidade, pois tal frontaria não ia ser sobreposta a uma empena pontiaguda, mas sim a um retângulo vertical encimado por um triângulo de pouca altura.

Ele deve ter visto tais frontões em gravuras (como a mostrada na Fig. 9) ou pinturas, talvez quando de sua estadia em Portugal e em Roma, ou talvez mesmo no Brasil (lembremos que ele era um homem muito culto e que muitos alemães viveram em Pernambuco durante a dominação holandesa, entre 1630 e 1654, um dos quais foi o próprio Maurício de Nassau).

Uma outra possível influência alemã que ele assimilou foi a forma das volutas que ele utilizou na sua frontaria, bastante diferente dos modelos italianos, bem mais difundidos. Ela era uma adaptação de um formato de voluta que se tornou conhecido graças ao famoso livro de gravuras do decorador alemão Dietterlin (que na certa o concebeu), publicado em 1598 – no qual ele aparecia no projeto para uma portada, retratado na lâmina 102 (Fig. 10). Note-se que tal formato de voluta já havia sido usado na arquitetura portuguesa, no altar-mor da igreja de São Domingos de Benfica (Lisboa, anos 1620) e numa porta do forte do Bugio (arredores de Lisboa, anos 1640). No Brasil, ele foi adotado quase simultaneamente na igreja jesuíta de Salvador e nas igrejas franciscanas de Cairu e Paraguaçu.

Num esforço de síntese, poderíamos dizer que Frei Daniel compôs o frontispício em foco juntando, numa perspectiva barroca, uma loggia classicista italiana a uma reinterpretação barroca de um frontão maneirista alemão – e unificando-as com um tratamento parietal característico do estilo chão português.

Finalizaremos enfatizando o fato, mencionado no início do texto, de que a composição aqui estudada foi, dentro do universo das frontarias originais de igrejas do Brasil colonial, a que foi mais imitada, gerando uma verdadeira escola arquitetônica. Foram cinco as fachadas que derivaram dela: as das igrejas franciscanas de Paraguaçu, Igaraçu, Recife, Olinda e João Pessoa. As de Igaraçu e Recife seguiram o modelo de Cairu talvez por influência direta de Frei Daniel. Note-se que em Igaraçu e em Olinda o corpo superior escalonado foi adotado mesmo na ausência de uma galilé com cinco arcos, o que sugere que ele é que era a parte mais admirada de tal modelo. Igual número de descendentes não foi gerado por nenhuma das outras frontarias originais acima qualificadas, como as das igrejas da Conceição da Praia (Salvador), de São Pedro dos Clérigos (Rio de Janeiro) e de São Francisco de Assis (Ouro Preto).

nota

1
Este artigo é uma versão revisada de um trabalho, de igual título, publicado em: PEREIRA, Sonia Gomes (org.). Anais do VI Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte. Rio de Janeiro, CBHA/PUC-Rio/UERJ/UFRJ, 2004, v.1, p. 39-49.

sobre o autor

Alberto Sousa é professor adjunto da UFPB. Doutor pela Universidade de Paris I, escreveu “Arquitetura neoclássica brasileira: um reexame” e outros cinco livros

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