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architexts ISSN 1809-6298


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TELES, Luís. Doze pontos para uma leitura e compreensão da obra de Francisco Portugal. Arquitextos, São Paulo, ano 07, n. 080.00, Vitruvius, jan. 2007 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.080/275>.

1.1

No quotidiano de um atelier está implícito, um forte sentido de grupo. Capacidade de dar e receber. Responsabilidade. Criatividade. Energia. Confiança. Coerência, etc. Mas é igualmente necessário – liderança, continuidade, competitividade, determinação, fundamentação teórica, etc.

A nossa história profissional é coincidente com a história dos ateliês que quase sempre tiveram um papel tão ou mais relevante que as próprias escolas, pelo menos no que se refere ao fato de criarem, uma linha bem definida de orientação, que em momentos de crise de referências, acabam por validar algumas formas de estar na profissão.

Do atelier de Fernando Távora, sai Siza Vieira e do atelier deste sai Souto Moura e Gonçalo Byrne sai do atelier de Nuno Teotónio Pereira, Manuel Mateus sai do atelier de Gonçalo Byrne, Manuel Graça Dias, sai do atelier de Manuel Vicente, Carrilho da Graça colabora com João Paciência e Gonçalo Byrne, etc.

Analisadas as suas obras, no durante e no após, a sua passagem nestes ateliês, percebe-se que há contributos fundamentais de parte a parte; – quer por parte de quem dirige, quer da parte de quem colabora. As passagens são quase sempre, por um período de tempo limitado e os tempos de projeto e obra, são longos. É impossível imaginar um outro cenário que assim não fosse.

1.2

O Francisco Portugal (2), ainda como estudante, inicia em 1988, a sua atividade, no atelier de Jorge Gigante, Francisco Melo, José Gigante e João Álvaro Rocha. A esta fase do atelier, que une duas gerações na liderança, associamos sem dúvida – A Ampliação da Central Telefônica da Maia de João Álvaro Rocha, publicada na Quaderns 178 de 89, a Ampliação da Central Telefónica da Boa Vista, de José Gigante, de 1987 – publicada nas Páginas Brancas em 91 (ou seja 4 anos depois), a Habitação em Mesão Frio, Valpedre em Penafiel, de João Álvaro Rocha, de 1988, também publicada nas Páginas Brancas de 91. Nesta obra aparece já como colaborador Francisco Portugal.

Estes trabalhos, confirmam de um modo geral, a coerência de um linha de orientação do atelier Jorge Gigante/Francisco Melo, caracterizada por um forte pragmatismo, grande rigor de desenho e de processos construtivos e coerência de materiais. Estes atributos encontravam-se já presentes em trabalhos anteriores: – Habitações do Fundo Fomento em Lamego, de 77/82, Banco Borges e Irmão de Braga de 78/83, ou da Central Automática dos TLP, Arcozelo, de 1974 publicada nas primeiras Páginas Brancas de 1986.

2

Em 1993, a ainda Associação dos Arquitetos Portugueses, atribui pela sua última vez, o Grande Prêmio Nacional de Arquitetura. O primeiro prêmio é a atribuído a Siza, com a Escola Superior de Educação de Setúbal. Álvaro Rocha recebe o Prêmio "Primeiras Obras" (embora um pouco tardiamente) com a Casa de Mesão Frio – José Gigante recebe igualmente uma menção honrosa no Grupo "Recuperação/Reabilitação" com o Teatro de Belmonte.

Jorge Gigante recebe o seu último prêmio – Menção Honrosa "Relação com o Sítio" com a Ampliação do Centro Social da Sé Catedral do Porto.

3

A fase do atelier em que José Gigante e Álvaro Rocha desenvolvem em parceria projetos públicos, é marcado por dois importantes trabalhos ao nível da complexidade e dimensão: – o projeto do LNIV – Laboratório Nacional de Investigação Veterinária em Vairão – Vila do Conde e o projeto do ICP – Instituto de Comunicações de Portugal/ Nova Delegação do Norte no Porto.

Entre 1992 e 1994, Francisco Portugal participa nestes projetos que acabam por valer dois importantes prêmios – o Projeto do ICP – Instituto de Comunicações de Portugal/ Nova Delegação de Norte obtém o Prêmio Architecti/Centro Cultural de Belém em 1995 e o LNIV – Laboratório Nacional de Investigação Veterinária em Vairão, Vila do Conde, é premiado em 2001, com o prêmio da secção européia do Institute of Arquitects (AIA).

Este período denota uma fase de reflexão e de inflexão teórica, no grupo de trabalho do atelier José Gigante/Álvaro Rocha.

O trabalho redireciona-se num sentido menos local. Há preocupações semelhantes às que caracterizam, o trabalho de outros arquitetos europeus: – os arquitetos austríacos Baumschlager e Erbe, os suíços Jacques Herzog e Pierre Meuron, Peter Zumthor, Annette Gigon, Mike Guyer (o primeiro colaborador de Herzog e Meuron o segundo colaborador de Rem Koolhaas), ou ainda o Inglês John Pawson e o belga Stéphane Bell.

4

Com efeito com o desaparecimento de Rossi em 97 e em 99 e com a atribuição do Pritzker a Venturi, com a Ampliação da Nactional Gallery, 25 anos após a publicação do livro Complexidade e Contradição na Arquitetura a Arquitetura internacional procura novos alicerces teóricos.

Livros como por exemplo o S,M,L,XL de Rem Koolhas e Bruce Mau ou Minimum de John Pawson, são novas referências teóricas – o minimalismo passa a ser como que uma doutrina oficial européia.

Nos projetos de Álvaro Rocha e Francisco Portugal, aparecem novos textos de justificação teórica, tais como – "Pureza/Impureza 2000" a propósito por exemplo do projeto da Central de Compostagem, apresentado na exposição "Contaminantes/Comunicantes" ou a citação de Mies "Nem o passado, nem o futuro, só o dia de hoje se pode fixar " a propósito dos Edifícios de Exploração em Lever. – Damos conta de novas motivações no trabalho deste atelier, que ultrapassam o pragmatismo que caracterizou trabalhos anteriores.

Talvez a citação de Heidegger usada por Álvaro Rocha num outro contexto, a propósito da casa Dr. Mário Lourenço, na Maia de 85/86, se aplique casualmente, a este momento de viragem "O limite não consiste no fim de algo mas, como já haviam entendido os gregos, no ponto a partir do qual qualquer coisa começa a afirmar a sua presença".

5

Mas é também neste novo contexto, que na obra de Álvaro Rocha, contrariamente talvez a José Gigante e Francisco Portugal, surge uma grande necessidade para a expressão autobiográfica: – a Casa de Carreço de 94/97, ou a Casa do Cabedelo de 96/97 são claramente um manifesto minimalista do autor, escrito na sua terra natal (Viana do Castelo), onde as maquetas fazem lembrar as esculturas de Donal Judd, ou as caixas de Joseph Beuys.

Enquanto isso, José Gigante no projeto da Casa José Topa, na Casa de Atães – Gondomar 95/99, ou mesmo na reconversão do Moinho de Vilar de Mouros, 89/96 denuncia um claro desejo, quase nostálgico, do pragmatismo, que caracterizou o seu trabalho anterior, com Jorge Gigante/Francisco Melo.

6

Colaborador de ambos entre 91/95, Francisco Portugal, demarca-se também do trabalho destes, com a Casa Milhundos em Penafiel 1996/2002, demonstrando vontade de expressão própria, claramente solta de qualquer tipo de preconceitos em relação ao trabalho desenvolvido em parceria.

Com esta casa, localizada num loteamento próximo de Penafiel, num contexto peri-urbano ou de urbanização difusa, Francisco Portugal chama a atenção da crítica. A obra faz parte das obras escolhidas para a exposição itinerante da Ordem dos Arquitetos, Geração 90.

João Rodeia, enquadra a obra num conceito assente na identidade de uma geração, conceito comum a outros críticos seus contemporâneos, mas obviamente discutível e que lembra o livro de Douglas Coupland, da geração X ou os amigos de Alex.

Diferente, Rui Barreiros Duarte, traça analogias entre esta casa de Francisco Portugal e a Casa Koshino de Tadao Ando. Apesar das soluções e as imagens serem distintas, poder-se-ia igualmente encontrar analogia deste projeto com o da casa de Vila Marim em Vila Real, de Jorge Figueira de 2002/2003, se seguirmos o mesmo tipo de raciocínio da identidade de uma geração ou os contextos e os conceitos que dão origem ao projeto. Ambas se encontram em loteamentos, ambas separam a zona diurna da zona noturna etc. Ambas procuram uma expressão própria, num local onde nada existe.

Creio contudo, que a expressão individual plástica mereciam aqui uma outra atenção. Francisco Portugal, marca sempre com grande rigor, cada detalhe que propõe.

Visitei esta casa de Milhundos com o Francisco Portugal. Quando chegamos fica-se impressionado pelas proporções entre os diferentes elementos e pela escala utilizada, que nos aproxima duma dimensão doméstica e humanizada e nos remetem para a Arquitetura vernácula portuguesa, ou para os contemporâneos da primeira geração – Távora, Siza, Tainha, Teotónio Pereira, etc. Francisco Portugal ao aplicar uma placagem em xisto imprime medidas rigorosas ao espaço, estabelece proporções, cria uma ordem. A entrada na casa faz-se a partir de uma "caixa" toda em madeira, baixa e iluminada zenitalmente por um lanternim quadrado. É a partir desta caixa que se efetua toda a distribuição interior. Quando se entra, deparamos com uma segunda porta igual á que acabamos de transpor e que abre para o lado oposto do jardim. A casa pertence à irmã e cunhado do Francisco Portugal. Entramos para a cozinha, comemos pão-de-ló e bebemos vinho do Porto. Uma janela abre-se para a paisagem. – Tive a sensação que me encontrava na Casa de Corseaux-Velvey que Corbusier construiu para a sua mãe.

7

Francisco Portugal cria dois volumes em H. A caixa negra de ardósia da Região, representa contraditoriamente o dia, enquanto que uma caixa branca representa a noite. Esta tem mais um piso, é revestida a reboco branco. Relaciona-se com a paisagem, enquanto que a caixa negra, com um piso enterrado e revestida a ardósia, se relaciona com o jardim. Portugal desenha com a luz, quer no exterior quer no interior, controlando-lhe os limites ao mínimo necessário, tal como Campo Baeza, propõe "uma Arquitetura essencial de idéia, luz e espaço".

Creio que nesta obra de Francisco Portugal, existe uma expressão oriental, que transforma o antagonismo do "Less is More" de Mies com o "Less is only more when more is no good" de Wright, em algo comum e semelhante. Portugal executa o "mais com menos" como propõe, Campo Baeza.

O projeto desenvolve-se num universo de grande essencialidade, onde uma janela é uma janela e apenas uma janela, uma porta, apenas uma porta e assim sucessivamente. Cada rasgo no muro é único, essencial e voltado aonde é imprescindível. Não existe garagem. Cada espaço é o espaço imprescindível a quem o habita.

Como diz Heidegger "Nós só somos capazes de construir casas se formos capazes de viver nelas". Francisco Portugal habita o espaço, logo enquanto o constrói.

Esta casa denota grande envolvimento do autor, envolvimento que vai desde o fato de intervir sobre o próprio loteamento, corrigindo aspectos que salvaguardem a casa de um futuro, à partida desconhecido.

8

Na história da Arquitetura há obras paradigmáticas – Aalto na vila Mairea, baseou-se na casa da cascata de Wright. Siza na casa de Ovar, baseou se na casa Steiner de Loos, etc. A Gugalun House, de Peter Zumthor consegue unir passado e presente, edifício e paisagem.

Para mim, esta obra constitui o paradigma da nossa relação presente com o passado. Ela só por si exprime quase tudo o que está escrito no Livro Pensar a arquitetura deste mesmo autor.

A nossa relação com alguns edifícios, leva-nos a imaginar que provavelmente sempre estiveram alí. Por vezes pouco mais há a fazer que retocar ou acrescentar pequenos detalhes. É uma atitude como esta, que vejo estar presente na "Casa num palheiro de Cortegaça" de João Mendes Ribeiro 200/04, ou na "Reabilitação de um Moinho em Vilar de Mouros" de José Gigante ou ainda na "Casa de Tino Flores" também de José Gigante e Vítor Silva.

Esta é uma outra via da arquitetura contemporânea, que procura restabelecer a ligação entre passado e presente, entre patrimônio e contemporaneidade, entre o erudito e o vernáculo, entre a arte e o ofício, entre construção e paisagem.

É nesta linha que se encontram também algumas das intervenções de Adalberto Dias e igualmente também Francisco Portugal.

9

No projeto da Quinta da Senhora da Guia 1996-2005, Francisco Portugal recupera uma antiga construção existente, refazendo o espaço interior e alguns dos detalhes construtivos que nos remetem para uma atmosfera shaquer. Igualmente as intervenções na Quinta de Santiago são projetos que nos remetem para o universo da land art.

Destas duas obras, sublinho o Pavilhão da Quinta de Santiago que visitei igualmente com o Francisco Portugal. As primeiras imagens de obra, remetem –nos para imagens históricas de Asplund. Mas à medida que a construção evolui, o edifício ganha novas complexidades que lhe vão sendo conferidas pela conjugação entre os materiais propostos: a pedra de revestimento dos pilares associada às grelhas horizontais continuas, que procuram retomar a horizontalidade, proposta nos muros de vedação da propriedade que acompanham o terreno e a caixilharia em ferro, que no interior propõe diversas leituras da paisagem.

Quando se entra, sobe-se por um caminho estreito, que num jogo hábil de direções concordantes, desafiam como na arquitetura clássica as regras da perspectiva. Chega-se ao velho diospireiro, contorna-se a construção e entra-se por um pequeno pátio em pedra de granito, construído depois de levantadas com as paredes da velha casa, criteriosamente numeradas e repostas no seu lugar.

É impossível ficar indiferente às imagens magníficas da construção dos muros, que refletem uma grande sensibilidade do arquiteto, na forma como possibilita este confronto sublime entre a construção atual e os materiais do passado, entre memória e presente. – Imagens que me lembram o arquiteto veneziano, Francesco Venezia.

Antes de chegarmos a esta obra Francisco Portugal mostrou-me a Quinta da Aveleda uma obra da segunda metade do século XIX, da autoria do arquiteto Manoel Pedro Guedes. Uma casa magnífica, com os seus igualmente magníficos, muros e pavilhões.

Francisco Portugal consegue neste projeto da Quinta de Santiago, exprimir esta atmosfera que existe neste belo exemplo do nosso patrimônio, traduzindo-a igualmente, numa obra de grande tranqüilidade, rigor e descrição.

Creio que em trabalhos como este, que Francisco Portugal ganha ânimo para intervenções que exigem maior esforço de síntese, como tem sido da sua regular participação em diversos concursos. Cabe aqui referir o esforço que é exigido nestas prestações de prova.

Entre alguns, destes concursos, desenvolvidos conjuntamente com João Álvaro Rocha, sublinham-se: – o Parque de Lazer de Moutidos em 1997-2001 e que constitui uma atitude, em todo muito diferente, daquela que Álvaro Rocha, tem em relação ao Complexo da Quinta da Gruta 1998/2001. De qualquer modo, quer num caso quer no outro, o que é interessante é a forma de ver o lugar e o modo como tranqüilamente se lhe restitui vida.

Na quinta da Senhora da Guia, a antiga casa rural, volta a exclamar como Peter Zumthor refere em Paisagens Completadas. "Sou como tu me vês, pertenço a este lugar".

10

Francisco Portugal, consegue tratar cada detalhe, com a sensibilidade, elegância e a delicadeza que cada espaço onde os mesmos se integram, exige.

Na clínica de Vila Nova de Gaia, de 2002 consegue uma atmosfera de luz num espaço profundo, utilizando o azulejo artesanal e madeira de sicómoro. Madeira bíblica referida no Evangelho segundo S. Mateus, o mesmo do qual Bach transcreve a "paixão". Zaqueu (provavelmente o próprio Mateus) cobrador de impostos, sobe para esta árvore para ver Jesus, e Este dirige-se a ele, fazendo-o descer e dizendo-lhe: – hoje vou jantar a tua casa. Tal como Johann Sebastian Bach, é possível seguir um a um os elementos que compõe o todo.

Nesta clínica, Francisco Portugal, consegue criar como que uma atmosfera religiosa, que dá um outro sentido á vida, transformando uma rotina clínica, em algo mais elevado para a condição humana. O tema, remetem-nos para a musicalidade de Zora, das Cidades Invisíveis de Italo Calvino, a que se refere João Álvaro Rocha, a propósito da casa do Cabedelo, de Francisco Brito, architécti 42 de 98 "E assim é, de tal maneira, que os homens mais sábios do mundo, são os que conhecem Zora de cor".

Visitei também esta obra da clínica, já praticamente concluída. No corredor longitudinal que estrutura o espaço deparamo-nos com duas caixas de madeira como se fossem duas casas numa rua. Uma imagem que nos remete para um imaginário que nos lembra o cenário do Teatro Olímpico de Vicenza de Andrea Paládio, ano de 1584.

O acabamento que a madeira de sicómoro permite e o modo como difunde a luz, faz com que a madeira se assemelhe a seda e leva-nos o imaginário para uma atmosfera oriental.

11

Do mesmo modo, no projeto da casa de chá da Rua Vasques Mesquita, Francisco Portugal, transforma em Arquitetura, o ritual do chá "The Book of Tea de Kazuzo Okakura" que Wrigt leu e que Balthus e Setsuko transformaram em arte e filosofia de vida.

12

Em projetos mais recentes, como é exemplo a Casa no Lugar da Costa em Lousada 2004, com projeto ainda em elaboração, Francisco Portugal, deixa-nos com alguma expectativa e com o desejo de em breve, vermos o resultado de um trabalho desenvolvido com grande rigor, e entusiasmo.

Na forma como Francisco Portugal habilmente adapta a Arquitetura à morfologia do terreno, prevê-se um relação forte com a paisagem, um grande cuidado na sua "domesticação" criando imagens subtis que me recorda Laugier 1753 ou Sir William Chambers 1759.

Francisco Portugal concilia a pedra dos muros de suporte que se prevê nos embasamentos, com materiais mais ligeiros, inclusive a terra do solo, que nos transportam, como Francisco Portugal refere, para universos, que nos recordam Marcel Breuer.

Muito mais haveria a falar, com um maior rigor e detalhe, tal como Francisco Portugal, executa os seus projetos e como a sua obra exige. Fica contudo aqui, simplesmente a minha tentativa de o procurar compreender e enquadrar.

notas

1
O presente artigo é o texto de conferência sobre 10 anos da atividade profissional do arquiteto Francisco Portugal e Gomes (Arquitetura, 1996-2006), na Escola Superior Gallaécia, Vila Nova de Cerveira, Portugal, em 28 de Abril de 2006.

2
Francisco Portugal e Gomes nasceu no Porto em 1963. Arquiteto pela FAUP em 1989. Colabora com Jorge Gigante, Francisco Figueiredo Melo; José Gigante e João Álvaro Rocha em 1989. Assistente da disciplina de Construção III, 4º ano no Curso de Arquitetura FAUP 1995-96. Participa na Exposição Itinerante "Geração 90" 2000. Desenvolve a atividade no Porto em atelier próprio, 2001. 2º Prêmio no Concurso Limitado para a Biblioteca Pública de Santo Tirso em 1991. 2º Prêmio no Concurso Limitado para o Empreendimento Turístico da Quinta do Vale Côvo, Pessegueiro do Vouga, 2003. Em co-autoria com João Álvaro Rocha, recebe a Menção Honrosa no Concurso para o Edifício Cultural no Recinto do Palácio de Cristal, Porto 1994. 1º Prêmio no Concurso Limitado por Prévia Qualificação para as Residências Universitárias do Polo do Alto da Ajuda, Lisboa 1995. 1º Prêmio no Concurso de Concepção Construção para o Parque de Lazer do Moutidos, Maia 1997. É finalista nos Prémis FAD/ Secção de Arquitetura – Barcelona com o conjunto habitacional do Outeiro, Maia 2000. É finalista dos Premis FAD/Secção de Espaços Exteriores, com o Parque Urbano de Moutidos, Maia 2002. É atualmente docente da cadeira de Reabilitação Urbana e Rural do 5º ano do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Escola Superior Gallaecia.

sobre o autor

Luís Teles, arquiteto pela ESBAL (Lisboa) em 1979. Professor do 4º ano de Projeto na Gallaecia. Tem Atelier em Viana do Castelo e executou várias obras no Norte de Portugal. Entre as mais recentes destacam-se o Auditório e a Casa Sacerdotal da Diocese de Viana (2005) e a Igreja da Correlhã em Ponte de Lima (2006).

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