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A Brasília apresentada neste artigo é uma cidade que se redesenha ativamente, reinventando seu passado modernista, e não uma ruína modernista circundada por acampamentos de inúmeros sem-teto


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WILLIAMS, Richard J.. Brasília depois de Brasília. Arquitextos, São Paulo, ano 07, n. 083.00, Vitruvius, abr. 2007 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.083/251>.

A construção de Brasília, capital brasileira, é uma história heróica, equiparada aos pousos na superfície lunar: desde 1989 e com bons motivos, a cidade é considerada Patrimônio Mundial. Mas o decreto da Unesco cobria apenas a área do Plano Piloto, o projeto premiado de Lúcio Costa em 1957; ou seja, o decreto celebra tudo o que o urbanista havia imaginado aquele ano, mas nada muito além disso.

A cidade, portanto, tende de ficar congelada no tempo; suas imagens, mesmo em publicações recentes, em grande parte datam dos dias de sua inauguração, abril de 1960. São fotos fantásticas, mas tendem a apelar para um gosto estrangeiro para o exótico, e particularmente, para a ruína. Fora do Brasil, pouco se falou da cidade, enquanto esta se desenvolvia, além de alguns poucos estudos antropológicos da periferia informal que, nas descrições de cidades decididamente não planejadas, violentas e pobres, contribui para o caráter exótico da cidade (2).

Neste clima, os poucos relatos sobre a cidade fora do Brasil apresentam Brasília como algo bizarro e levemente desagradável, esquecido e fora de lugar, como um tipo de dinossauro.

No Brasil, a capital está congelada na história, mas por diferentes (e relatadas) razões, sobretudo sua associação com o regime militar depois do golpe de 1964. Projetada por comunistas liberais, Brasília se converteu no paraíso do exército, com muito espaço para paradas militares. A crítica de arquitetura brasileira Ruth Verde Zein disse que, quando era estudante em São Paulo, na década de 1960, os professores ensinavam, de forma desonesta, que “depois de Brasília, nada acontecera”. Enquanto construíam furiosamente na capital, os mesmos professores inculcaram nos alunos a visão de que Brasília estava contaminada, um lugar que só interessaria aos fracos e reacionários (3).

Contudo, Brasília é um fato concreto, uma vasta e complexa região metropolitana, com 100 km de extensão e população de três milhões de habitantes, em expansão. O que quero, portanto, é lidar com um aspecto da cidade atual, concentrando-me no modo como sua periferia – durante anos, local de angústia sobre o aparente fracasso da cidade – se tornou normal. Mostrarei, com imagens, como algumas partes da periferia assumiram a linguagem arquitetônica do, hoje, centro histórico – mas agora essa periferia o modificou (alguns dirão corrompeu) nestes tempos menos idealistas. A capital que represento aqui não é aquela geralmente encontrada no discurso anglo-saxônico, ou seja, uma ruína modernista circundada por acampamentos de inúmeros sem-teto, uma distopia definida por uma periferia violenta e desordenada. Pelo contrário, é uma cidade que se redesenha ativamente, reinventando seu passado modernista.

Águas Claras

Para esta contra-história, vamos nos debruçar sobre o caso de Águas Claras, bairro de classe média, oficialmente incorporado ao Distrito Federal em maio de 2003, mas em construção desde o início da década de 1990. Situa-se algo em torno de 15 km a sudoeste do Plano piloto, e é tecnicamente um satélite da cidade de Taguatinga, estabelecida há muito mais tempo e hoje com 500 mil habitantes. A incidência de novas construções é extraordinária sob qualquer aspecto: a área é uma floresta de gruas. Novos edifícios surgem daquela terra vermelha, em todo lugar, – as autoridades municipais falam em 2500 apartamentos novos por ano - e onde não há novos edifícios, há estoque de terras para futura construção (4). A cidade conta com 40 mil habitantes, com um aumento em torno de 10 mil por ano, e foi projetada para atingir 240 mil pessoas em dez anos. Em termos populacionais, a cidade logo vai ultrapassar o estagnado Plano Piloto enquanto que, como visual, algumas partes de Águas Claras já têm escala e densidade de novos empreendimentos de cidades como São Paulo ou Belo Horizonte. É uma visão surpreendente, talvez porque seja inesperado o surgimento de uma enorme cidade do cerrado, sem grandes comemorações, sem assinatura de arquitetos, sem muita atenção da mídia, se é que existe alguma, exceto os inevitáveis anúncios na imprensa local. Até agora, a cidade escapou da discussão acadêmica. Como o geógrafo John Dickenson observou, a tendência dos estudos sobre o urbanismo latino-americano focalizar questões de marginalidade social significa que grande parte da experiência urbana, com freqüência, tem sido ignorada. Empreendimentos como os de Águas Claras se incluem nesta categoria (5).

Águas Claras teve início em 1991, em um plano diretor solicitado pelo Governo do Distrito Federal para o arquiteto Paulo Zimbres (6), baseado em Brasília. O arquiteto tinha sido chamado para planejar um bairro dormitório; no entanto, em vez disso, ele trabalhou para que o novo assentamento fosse um denso elemento de urbanismo na tradição européia, projetando com base na experiência dos centros urbanos tradicionais de cidades brasileiras e européias. De forma bem otimista, nomeou o plano de “Um exercício na urbanização do Distrito Federal”. Como o Plano Piloto da capital, o de Águas claras era um plano em grande escala, claro, legível, e contido. A nova cidade se estendia entre duas avenidas de 4,5 km de extensão, levemente curvas, e entre elas, uma linha de metrô correndo no subterrâneo. As duas avenidas abrigariam lojas e instalações culturais no nível térreo, e residências nos andares superiores. Haveria um total de 45 praças públicas e um parque ecológico; em outras palavras, haveria um domínio público coerente.

As referências visuais do plano de Águas Claras incluem Nova Iorque, Milão e Edimburgo, sendo esta a cidade onde Zimbres estudou no início dos anos 70. Incluem ainda o próprio Plano Piloto, que o arquiteto considera como espaço fundamentalmente urbano, ainda que um tipo de espaço que raramente ratifica sua urbanidade. Zimbres defende a densidade, a mistura de usos, a movimentação de pedestres, a restrição a carros particulares, a centralidade do transporte público e a vida nas ruas. Utilizando as tradições continentais européias e a história de Brasília, ele defende uma ‘mistura de usos em uma densa ‘rede’ (7); outros elementos significativos que auxiliariam esta conquista incluíam comércio de rua e uma futura universidade. Em termos puramente locais, Águas Claras pode ser vista como um bolsão protegido do urbanismo europeu, contudo, em uma expansão basicamente indiferenciada. Mas a ambição foi maior: a consolidação e elaboração do urbanismo existente na metrópole, mesmo que em menor escala, reivindicando o futuro mais ou menos da mesma forma que o Plano Piloto.

Na condição de plano, contudo, Águas Claras tem uma explícita política de classes que a diferencia e muito do Plano Piloto. A cidade é explicitamente da classe média, e seu domínio público é construído para enquadrar a exposição pública do burguês pró-Europa em seus momentos de lazer: o passeio com a família, o café do bar da esquina, o bate papo solto com conhecidos na rua, o burburinho da multidão urbana. As ‘boas maneiras’ essenciais deste lugar e o plano racional são, por assim dizer, representantes um do outro. Os principais referenciais urbanos europeus de Zimbres – os jardins da Rua Princes em Edimburgo e a Galeria Vittorio Emmanuele em Milão – expressam claramente esta política de classe, como também a freqüente menção a Curitiba, única cidade brasileira que conseguiu cultivar um urbanismo neo-tradicional em sua área central (8). É também um reconhecimento da real condição do Plano Piloto, que, de fato, é um gueto de classe média, uma comunidade fechada em tudo, menos na aparência (9).

Este atributo de classes de Águas Claras é a única coisa que sobrevive à implantação da cidade; na verdade, é reforçada. Tudo mais emerge, de alguma maneira, deste plano diretor (10). O perfil básico do plano é conservado, mantendo-se as avenidas paralelas, o metro e os parques. A diversidade de usos nas ruas sobrevive sem grandes entusiasmos. Mas o desenvolvimento hoje em dia é impelido por incorporadores, e não por planejadores e o plano começa a falhar em seus detalhes. Por questões financeiras, o metrô corre na superfície, em um viaduto visualmente pesado e intrusivo, de modo que o parque linear inicialmente previsto sobre a linha do metro não existe. Nas avenidas, há ainda previsão para instalação de lojas e cafés, de modo que o domínio público burguês ainda sobrevive como memória. Mas, no mais das vezes, os cafés remanescentes deram lugar a estacionamentos. Aliás, pode-se dizer que a segurança dos veículos no Brasil é um assunto mais urgente que a renovação dos burgueses rituais sociais europeus.

Da mesma forma, a rede de espaços públicos sobrevive só no papel, mas sua implementação detalhada nega seu objetivo original. Os espaços existem e podem ser encontrados nos interstícios entre torres residenciais, mas são privatizados, localizados atrás de portões de segurança.

O que temos, portanto, em Águas Claras é a corrupção da linguagem e dos princípios do modernismo arquitetônico, enquanto aparentemente o que existe é uma reiteração desses princípios (11). Observe-se, então, detalhadamente o Portal das Andorinhas, da MB Engenharia, escritório instalado em Goiânia (12). Este é um dos inúmeros grandes empreendimentos existentes, e fica justamente bem próximo à avenida sul. É formado por quatro – de acordo com os duvidosos prospectos da empresa – torres de 17-18 andares, dispostas em um conjunto cercado, que privilegia o esporte. Há uma quadra de futebol, duas piscinas externas, uma quadra de tênis, parques infantis para crianças, uma sauna, duas salas de ginástica, vários salões de festas, área de churrasco, e amplos jardins. Os edifícios têm um esquema decorativo gritante, onde predomina a cor branca, com faixas de verde, azul e vermelho e um tipo de falso xadrez. Os apartamentos individuais são grandes, com mais de 154 m², duas salas, quatro quartos, não menos que cinco banheiros, varanda e aposentos de empregada. A linguagem dos prospectos é entusiasmada: uma das dez maravilhas de Águas Claras (13).

Superficialmente, este empreendimento utiliza a linguagem do modernismo arquitetônico: os altos edifícios em grandes áreas abertas remetem, sem dificuldades, a Le Corbusier (14). A decoração neste caso tem um quê de barroco – as faixas verticais da cobertura continuam além da linha do telhado e, no processo, transformam uma área bidimensional em parte tridimensional da estrutura, um efeito trompe l’oeil claramente proibido pelo modernismo ortodoxo. Além disso, até onde se pode dizer, os edifícios têm um aspecto surpreendentemente funcional; e neles há muito pouco que os identificaria como do início do século 21, em vez de dos anos 60. O pano de fundo nesta vaga imagem preenche a paisagem urbana com uma série de torres e blocos esquemáticos, tudo muito simples, tudo implantado em um grande parque.

Em um nível básico, portanto, há certa continuidade com o modernismo de Brasília. Mas a impressão se dissipa nos detalhes, de modo que na prática esta não é uma extensão da Brasília original, como os urbanistas queriam, mas uma repetição das comunidades isoladas ou condomínios fechados que agora definem as periferias das cidades brasileiras. Vamos aos detalhes então: no nível térreo, os espaços públicos do plano de Zimbres existem e, no desenho, eles são contínuos com o espaço no entorno – aparentemente a cidade no parque. Ao olhar de mais perto, no entanto, as quatro torres do empreendimento são circundadas por um muro de alvenaria de dois metros de altura, pelo menos. Esta não é então a cidade–parque de Le Corbusier, mas algo mais: um acampamento, a invocar o filósofo Giorgio Agamben, um espaço de exceção, isolado do mundo (15).

Prosseguindo com a metáfora do acampamento: na imaginação modernista, o parque tem usos múltiplos, possivelmente ilimitados. E se coloca em contradição com os espaços públicos formalizados, ritualizados da cidade européia do século 19, espaços entendidos como meios de controlar a vida social. O espaço modernista poderia ser definido precisamente pela falta de definição. Aqui, no Portal das Andorinhas, todo espaço público é denominado, e seu objetivo é definido: aqui você joga tênis, lá futebol, aqui você toma uma caipirinha ou uma sauna. Toda atividade é indicada e regulada e um bom número de regras triviais vai estar, ou já está, em funcionamento para tentar manter as atividades dentro de suas fronteiras, com guardas de segurança, porteiros e comitês de moradores para supervisionar sua implantação. É um local de inúmeros e triviais tipos de autoridade, exceto a própria autoridade – e é essa a que existe apenas dentro dos muros que separam o empreendimento do mundo exterior.

Há ainda a questão das classes. Na Brasília, de Lúcio Costa, o nivelamento social não teria lugar no mercado do Portal das Andorinhas, cujo paisagismo, ao enfatizar lazer e segurança, para não mencionar o preço, sugere – se não confirma – um apelo aos valores de classes (16). Mas esta característica é vista ainda mais concretamente na disposição física dos apartamentos individuais. No Plano Piloto de Brasília, como James Holston já observou, os apartamentos individuais eram eficientes em vez de generosos, otimizavam luz e espaço dentro de uma área relativamente modesta, uma prova do valor modernista da economia (17). Parte disso foi a eliminação das dependências de empregados, que nas residências de classe média costuma ser substancial – não apenas quarto e banheiro, mas todo um sistema de circulação separado da casa e, mais importante, uma zona de transição informal – a copa – geralmente junto com a cozinha, na qual moradores e empregados confortavelmente se encontram. Em Brasília, tais espaços simplesmente foram abolidos, simbolicamente para a esperada – embora irreal e não realizada – transformação em uma sociedade igualitária (18).

Em Águas Claras, entretanto, as dependências de empregados, pelo menos neste empreendimento, reaparecem com vigor renovado. Aqui, no Portal das Andorinhas, há uma suíte de dimensões razoáveis para empregados, 15 m² ao todo, 30 se a cozinha for incluída; mas não só isso: esta área tem sua entrada separada no apartamento, o que cria, com efeito, uma circulação diferenciada para os empregados. O apartamento individual, portanto, estabelece novamente as hierarquias sociais tradicionais dos moradores da classe média de Brasília – supostamente abolidas por Brasília em 1960.

Se este empreendimento for indicativo, a implantação de Águas Claras é, portanto, claramente, antiutópica. Onde o vocabulário arquitetônico e o plano sugeriam um reforço do modernismo, o projeto carece totalmente das bases utópicas da capital.

A retórica dos autores de Brasília era tanto libertadora quanto niveladora, e a arquitetura pretendia causar uma revolução social. Boa parte desta visão permanece: ainda se caminha por quilômetros, sem obstáculos, pelas superquadras no Plano Piloto. Os espaços públicos e os privados se misturam, e raramente competem. Em grande parte, isto é uma ilusão, pois os controles existem, mas eles são furtivos e pouco atuantes. Tudo isso ainda parece preferível aos espaços altamente privatizados de Águas Claras.

notas

[tradução de Anita Di Marco, arquiteta e tradutora]

1
Texto apresentado para Associação Européia de Historiadores Urbanos, Estocolmo, ago. 2005.

2
Ver: HOLSTON, James. The modernist city: an anthropological critique of Brasília. Chicago, Chicago University Press, 1989; EPSTEIN, David. Brasilia: plan and reality. A study of planned and spontaneous urban development. Berkeley, University of California Press, 1973.

3
ZEIN, Ruth Verde. "O Lugar da Crítica. Ensaios Oportunos de Arquitetura". Porto Alegre: Editora Ritter dos Reis, 2003, p. 102.

4
http://www.Águasclaras.info/index.php?option=com_content&task=view&id=12&Itemid=49, acessado em 30 maio 2006.

5
DICKENSON, John. “The Future of the Past in the Latin American City: The Case of Brazil”. Bulletin of Latin American Research, 13, 1, maio 1994, p. 13.

6
ZIMBRES, Paulo. Águas Claras: um exercício de urbanismo no Distrito Federal (1991). Apresentação baseada no plano diretor, discutido com Zimbres em 26 jun. 2006.

7
O sistema de valores de Zimbres, no final das contas, não é tão diferente do empregado por Leon Krier, ou outros arquitetos europeus neo-tradicionais, embora o caráter dos edifícios isolados seja claramente diferente. Para um comentário sobre a renovação do urbanismo tradicional no início dos anos 1990. Ver WILLIAMS, Richard. The Anxious City. London, Routledge, 2004, p. 25-53.

8
O urbanismo de Curitiba foi idealizado pelo seu prefeito-arquiteto Jaime Lerner. Para uma exposição de seus princípios, ver: Jaime Lerner, Acupuntura Urbana, Rio de Janeiro e São Paulo: Editora Record, 2005). Lerner é citado de modo bastante positivo por Richard Rogers em Rogers (1996), p. 59-61.

9
QUINTO JR., Luiz de Pinedo; IWAKAWI, Luiza Naomi. “O canteiro de obras da cidade planejada e o fator de aglomeração”. In PAVIANI, Aldo. (ed.) A conquista da cidade: movimentos populares em Brasília. Brasília, Editora UNB, 1991, p. 56.

10
Agradeço particularmente ao arquiteto Fred de Holanda pelas observações sobre a implantação de Águas Claras.

11
A análise do desenvolvimento comercial em Águas Claras deve ser comparada com a análise de Caldeira em São Paulo. Ver CALDEIRA, Teresa. City of walls. Crime, segregation, and citizenship in Sao Paulo. Berkeley, University of California Press, 2000, p. 285-289.

12
Ver http://www.mbengenharia.com.br/ Acessado em 28 ago. 2006.

13
Material publicitário do Portal das Andorinhas, reunido em 24 jun. 2006.

14
Ver a “cidade contemporânea”. In CORBUSIER, Le. The city of tomorrow and its planning. New York, Dover, 1987, p. 164.

15
AGAMBEN, Giorgio. Homo sacer: sovereign power and bare life. Stanford, Stanford University Press, 1998.

16
Da mesma forma, Caldeira observa o apelo direto à identificação de classes em sua análise de São Paulo. Cf. CALDEIRA, Teresa. Op. cit., p. 285-289.

17
Le Corbusier era, com certeza, um dos muitos a exaltar as virtudes da economia. Ver o “manual da habitação”. In CORBUSIER, Le. Towards a new architecture. Oxford, Architectural Press, 1989, p. 122-123.

18
HOLSTON, James. Op. cit., p. 177-178. Holston argumenta que a eliminação das dependências de empregados teve conseqüências inesperadas (e, para eles, negativas). Os empregados domésticos não desapareceram com a eliminação de suas dependências. Foram ou forçados a morar fora de casa e arcar com altos custos de transporte diário, ou acomodados em locais inadequados nos próprios apartamentos – quase pequenos armários ou closets, destinados a abrigar objetos e não pessoas.

sobre o autor

Richard Williams, professor da Escola de Arte, Cultura e Ambiente da Universidade de Edimburgo.

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