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arquitextos ISSN 1809-6298

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português
Este ensaio objetiva sintetizar a trajetória econômica que culminou na consecução de grandes projetos arquitetônicos, sobretudo os arranha-céus. Para tanto, dividiu-se o processo de verticalização em períodos, que serão detalhados sobre a ótica econômica

english
This article aims to summarize the economic trajectory that culminated in the achievement of major architectural projects, especially those skyscrapers. For this, we divided the process of vertical periods, which will be detailed on the economic perspecti


como citar

CASARIL, Carlos Cassemiro; TÖWS, Ricardo Luiz; MENDES, Cesar Miranda. Arranha-céus: evolução e materialidade na urbanização mundial. Arquitextos, São Paulo, ano 12, n. 133.04, Vitruvius, jun. 2011 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.133/3947>.

Introdução

O trabalho é componente de detalhada assimilação para o desenvolvimento de uma dissertação de mestrado em Geografia que tem como temática a verticalização urbana, juntamente com discussões da temática realizadas por meio do GEUR – Grupo de Estudos Urbanos. Metodologicamente, foi dividido em dois referenciais: O Referencial Teórico-metodológico e o Referencial Empírico. O primeiro teve ênfase principal na aquisição dos dados e resultados teóricos aqui abordados. O segundo, devido à análise ser em escala mundial, ateve-se somente para a aquisição de dados via sistema mundial de computadores.

A discussão que se segue tem como foco o processo de verticalização que, segundo Souza, “é o resultado da multiplicação do solo urbano (...) a resultante no espaço produzido de uma estratégia entre múltiplas formas do capital – fundiário, imobiliário e financeiro que cria o espaço urbano” (1).

A verticalização se apresenta como um processo de construção onde são criados novos solos, que se encontram sobrepostos, dispostos em andares sob a forma de um edifício. Esta configuração permite uma maior extração de lucro do solo, pois dessa forma é possível construir muito mais habitações ou salas comerciais em um espaço relativamente pequeno. Dessa forma é viabilizada a extração de um lucro ainda maior da terra. Configura-se dessa forma como “um processo intensivo de reprodução do solo urbano, oriundo de sua apropriação e produção de diferentes formas de Capital, principalmente consubstanciado na forma de habitação como é o caso do Brasil" (2). Nesse contexto a verticalização, dentro do sistema de produção capitalista passa a ser lógica (3).

Um aspecto importante a ser observado é o fato de que os empreendimentos verticais em geral ocupam áreas nobres e valorizadas. Entretanto, também é importante notar que esses empreendimentos trazem valorização às áreas em que se situam. Nesse sentido é muito significativo o seguinte pensamento:

Verticalizar significa criar novos solos sobrepostos, lugares de vidas dispostos em andares múltiplos, possibilitando, pois, o abrigo em local determinado de maiores contingentes populacionais do que seria possível admitir em habitações horizontais, e, por conseguinte, valorizar estas áreas urbanas pelo aumento do seu potencial de aproveitamento.(4)

Nesse mesmo sentido Machado & Mendes corroboram:

O processo de verticalização modifica o espaço urbano, redefinindo o valor e o uso do solo e alterando as relações sociais entre os homens e o meio ambiente urbanizado. A relação social, que é estabelecida pela verticalização, está intimamente ligada à idéia de ascensão social, de segurança, de conforto e modernidade. Verifica-se também que a verticalização, além de a produção do edifício realizar plenamente a reprodução, através da combinação das diversas formas de capital, valoriza ou sobrevaloriza o espaço onde se instala. (5)

Apreende-se que o tipo arquitetônico torre foi um símbolo utilizado pelo poder, tanto civil quanto militar, desde muito antes da fundação das cidades modernas. Durante os séculos XIV e XV, a torre, embora apenas acessoriamente a serviço de moradia, se erguia junto às fortalezas como um estandarte. Desde então foi um símbolo que substituiu as flechas das catedrais, e os adornos de seu topo eram as flâmulas e bandeiras que identificavam o proprietário: um cavaleiro ou um aristocrata.

Os diferentes vestígios de usos simbólicos da verticalidade (6) – consideradas sobre a condição de espaço físico – ascensional e representada em um objeto de três dimensões – já  estavam contidos em alguns tipos arquitetônicos característicos, tais como pirâmides e zigurates, igrejas e catedrais, castelos e palácios de governo. Diferentes tipos de edificações altas reafirmaram temporariamente o desejo de domínio de grupos religiosos, militares e civis e vem definindo, até os dias de hoje, a silhueta dos agrupamentos humanos tradicionais.

Para Corrêa (7), “as formas simbólicas são representações por meio das quais significados a respeito das diversas esferas da vida são criados e comunicados (...). As formas simbólicas tornam-se formas simbólicas espaciais quando espacialmente fixas, como templos, palácios (...)”. Fernandes (8), por sua vez comenta que “no contexto de um monumento – edifício (hotel, por exemplo) pode se entender que o consumo de um lugar implica na revalorização de sua dimensão, mesmo que abstrata, pela sociedade que o permeia. A constituição de uma nova forma espacial simbólica – alguns edifícios, por exemplo -, aglutinam toda uma série de revisões da perspectiva do olhar sobre a paisagem onde se insere, cuja dinâmica atende a apelos de origens e tempos diversos, mas, sobretudo, assegura novas possibilidades de leitura e de consumo dela própria”.

Uma torre de tipo escalonado, da qual se afirmam ter sido a mais alta e decorada com maior esplendor é citado historicamente como um dos marcos das formas verticais, foi construído na Babilônia (Torre de Babel, com 30 pavimentos e 90 metros de altura) acerca de 500 a.C.

Modernamente representada por cúpulas e torres, a verticalidade também esteve presente nas formas antigas e clássicas de implantação dos edifícios no terreno, conforme se observa na situação e localização dos templos gregos e nas igrejas e monastélios românticos.

Caso se abranja o uso do espaço verticalizado, é possível que na Índia, durante os séculos XII e XIV, foram edificados templos com torres e telhados em forma de pirâmides (Exemplo: Templo em Tiruvanamalai e o edifício do templo de Lingajara, em Blubanesvar).

Nas cidades-estado italianas do século XV, a autonomia e o desenvolvimento da administração pública municipal anteciparam o aparecimento de protótipos de modernos edifícios multifuncionais (Veneza e Florença).

Dentre a arquitetura representativa das cidades livres, destaca-se a sede da prefeitura de Augsburgo, no período de 1615 a 1620. O início da industrialização coincide com a fase final do absolutismo, porém a estética e os métodos construtivos do Barroco prosseguiram dominando a arquitetura e o urbanismo. Eixos monumentais e edifícios públicos foram os principais pontos de referencias das cidades comerciais e industriais.

O rompimento da base reticular, retangular produz-se vertical e horizontalmente. Aos poucos, grandes quadras e blocos homogêneos, junto com monumentais edifícios isolados, alteraram os limites visuais das ruas e as perspectivas.

As invenções no campo da mecânica e da eletricidade trouxeram mudanças nos meios de transporte e nos sistemas verticais de acesso aos vários pavimentos das construções.  Paralelamente ao desenvolvimento do elevador, as inovações na técnica construtiva, aliadas ao uso de novos materiais, foram traduzidas na estrutura denominada esqueleto de aço. Os arquitetos da 1ª escola de Chicago (1888) desenvolveram edifícios - protótipos, que ampliaram as densidades do solo urbano. Hoje, é ainda essa a base da forma que sustenta a face contemporânea dos arranha-céus multifuncionais.

As especificidades do processo: o desenvolvimento a partir do século XIX

O desenvolvimento e o significado da forma arquitetônica denominada de edifício alto, torre ou arranha-céu, esta ligada diretamente com a evolução entre inovações tecnológicas, estruturais, organizacionais e mercadológicas. Tais inovações foram viabilizadas pelo advento do aço, do concreto, do elevador e do capital imobiliário necessário para a concretização do processo de verticalização.

Segundo Lipietz (9) “a partir da primeira revolução industrial até a Primeira Guerra Mundial prevaleceu nas primeiras grandes economias capitalistas um regime de acumulação predominantemente extensivo, centrado sobre a reprodução ampliada dos bens de produção”.

No intervalo acima citado surgem novas transformações capitalistas, identificadas com a gênese da eletricidade, do motor à explosão, da química orgânica, dos materiais sintéticos e da manufatura de precisão, considerada como uma Segunda Revolução Industrial.

A Segunda Revolução Industrial suscitou extraordinárias mudanças técnicas, cujos reflexos transformaram as esferas econômicas, políticas, sociais e culturais. Paralelamente, procederam alguns avanços tecnológicos que possibilitaram novas maneiras de fundir o ferro e modificá-lo, novas técnicas de laminação da madeira e estruturas metálicas, e a fabricação de placas de vidro maiores, além do aço e do concreto armado. Essa gama de novos materiais sendo produzidos maciçamente possibilitou a construção de edifícios com novas funções e, que configuravam a cidade (10). “[...] Desde a Torre Eifel, com 300 metros de altura, construída por Gustave Eifel, em Paris, 1889, a engenharia de estruturas tem desafiado as leis da natureza. As igrejas européias do período gótico fortaleciam a imagem e o conceito de atingir Deus através de altura [...]” (11).

Os arranha-céus do século XIX denunciavam a necessidade do homem de encarar a natureza apresentando seu poder por meio das alturas e da grandiosidade de suas edificações. “[...] O monumento de Washington foi considerado a construção mais alta dos Estados Unidos, em 1884, com 169 metros de altura e foi apresentado para o mundo ao lado dos edifícios mais altos das cidades antigas [...]” (12).

As cidades de Nova Iorque e Chicago no decorrer dos anos (a partir do final do século XIX) “[...] se tornavam cada vez mais escuras, sendo consideradas as duas cidades laboratório na construção dos arranha-céus” (13).

A rapidez das transformações do estilo estético e operacional de componentes e espaços estavam impressos desde o início do século XX, quando os precursores do movimento moderno iniciaram a busca de um estilo para tal tempo.

[...] o modernismo surgido antes da Primeira Guerra Mundial era mais uma reação às novas condições de produção (a máquina, a fábrica, a urbanização), de circulação (os novos sistemas de transportes e comunicações) e de consumo (a ascensão dos mercados de massa, da publicidade, da moda de massas) do que um pioneiro na produção dessas mudanças. Mas a forma tomada pela reação iria ter uma considerável importância subseqüente. Ela não apenas forneceu meios de absorver, codificar e refletir sobre essas rápidas mudanças, como sugeriu linhas de ação capazes de modificá-las ou sustentá-las. [...] (14).

O marco da arquitetura moderna foram as obras dos anos 1920 do arquiteto Walter Gropius, preconizando o uso de produtos pré-fabricados industrialmente em objetos arquitetônicos e, visando expandir-se para serem aproveitados na reconstrução do novo Estado alemão, após ser derrotado na Primeira Guerra Mundial, além de serem adotados na construção das cidades provenientes da civilização industrial (15). Para a difusão de tais conceitos arquitetônicos, fundou-se a Bauhaus (16).

“[...] Bauhaus pôde exercer a influência que exerceu sobre a produção e o design por causa precisamente da redefinição de “ofício artesanal” como a habilidade de produzir em massa bens de natureza esteticamente agradável com a eficiência da máquina”. (17)

A década de 1920 foi um momento de grande entusiasmo para a arquitetura moderna, uma vez que lhe foi atribuído um caráter de utilidade, dada à destruição bélica, principalmente na área da reconstrução das cidades.

O início do século XX, além do surgimento do modernismo, marca também a implantação do taylorismo, introduzido por F.W. Taylor (18), e do fordismo, introduzido por Henry Ford (19). Enquanto o taylorismo prega somente o aumento da produtividade e do lucro, o fordismo,

Acreditava que o novo tipo de sociedade poderia ser construído simplesmente com a aplicação adequada ao poder corporativo. O propósito do dia de oito horas e cinco dólares só em parte era obrigar o trabalhador a adquirir a disciplina necessária à operação do sistema de linha de montagem de alta produtividade. Era também dar aos trabalhadores renda e tempo de lazer suficientes para que consumissem os produtos produzidos em massa. (20)

Em um ponto de vista, mais global, o fordismo designa o modo de desenvolvimento que possui uma articulação entre um regime de acumulação intensiva (21) e um modo de regulação monopolista ou administrado (22), que sinaliza uma determinada etapa do capitalismo nos países centrais, caracterizado pela conjugação de produção em massa, aumentos reais de salário, incremento do consumo, crescimento do investimento em bens de capital e lucratividade efetiva, concebido pelo denominado circulo virtuoso do fordismo (23).

No ano de 1932, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, foi disseminado o Estilo Internacional, que se sustentava em três princípios estéticos segundo o arquiteto Philip Jonhson:

- Arquitetura como um espaço fechado, um esqueleto de concreto e aço, sendo o invólucro exterior apenas uma proteção climática, cujo material ideal era o vidro.

- Estandardização dos componentes do edifício.

- Fachadas sem excesso decorativo. (24)

Os edifícios que marcaram simultaneamente tal época (década de 1930) de Nova Iorque foram os edifícios da Chrysler, o Rockefeller Center e o Empire State.

Edifício Chrysler: construído em 1930 pelo arquiteto Willian Van Alen, representou a habilidade humana, tudo o que o dinheiro poderia comprar, inspirado pela indústria automobilística. Com 77 pavimentos, altura de 319 metros, foi construído em aço e alvenaria de tijolos. Na cobertura um pináculo de sete pisos, revestido em aço especial, coroa os céus de Manhattan.

Edifício Chrysler
Foto David Shankbone [Wikimedia Commons]


Empire State: construído em 1931, pelo escritório de arquitetura dos profissionais Shreve, Lamb e Harmon, cuja estrutura de aço apresenta-se com 381 metros de altura, quebrou o paradigma da simetria. Um edifício repleto de contradições, reflexo do momento econômico, uma transição entre o metal e a pedra, entre o volume monumental e arejado e entre o trabalho manual e máquina industrial.

Empire State
Foto Jiuguang Wang [Wikimedia Commons]


Rockefeller Center: construído em 1940, pelos arquitetos Rinhard e Hofmeister, Coerbett, Harrison And MacMurray, Hood e Fouilhoux, com a mesma tecnologia empregada nos edifícios citados anteriormente, com 250 metros de altura. Foi o único projeto privado executado entre o início da Depressão e o fim da segunda Guerra Mundial, foi construído por Hohn Rochefeller Júnior, o bilionário fundador da indústria de petróleo. [...]. (25)

Rockefeller Center
Foto Ad Meskens [Wikimedia Commons]


Um fenômeno anterior à década de 1930 foi a quebra da bolsa de Nova Iorque (ocorrida em outubro de 1929), que abalou o mundo financeiro arruinando várias carreiras: a confiança na capacidade auto-reguladora do sistema capitalista foi aniquilada e ao mesmo tempo, afetou a continuidade da construção dos edifícios. Os arranha-céus das figuras 1, 2 e 3, foram exclusivamente concluídos porque os contratos já haviam sido assinados, nada mais se construiu de grandeza comparável durante muito tempo.

O governo norte-americano, frente ao aprofundamento da crise, lançou um audacioso plano de reordenamento econômico, o New Deal (1933), que objetivava superá-la, sendo Keynes (26) o primeiro a sugerir alterações de um modo de regulação concorrencial para um modo de regulação monopolista. A eminência de ruptura do tecido social fez com que suas idéias fossem mais facilmente aceitas. (27)

O Keynesianismo se caracterizou pela ampliação da intervenção do Estado na economia, por meio do acréscimo de seus investimentos, objetivando um aumento da demanda geral. Os salários desempenham papel fundamental nesse contexto, pois salários maiores geram demanda maior e consumo crescente, que vão desembocar na maximização de lucros, investimentos e empregos. (28)

A recuperação da economia ocorre após 1945, quando o fordismo chegou à maturidade como regime de acumulação plenamente acabado, formando a base para um longo período de expansão que ficou intacto até mais ou menos 1973. Tal recuperação iniciou-se principalmente no campo de bens de consumo, através de várias indústrias “[...] baseadas em tecnologias amadurecidas no período entre-guerras e levadas a novos extremos de racionalização [...]”. (29)

[...] Os carros, a construção de navios e de equipamentos de transporte, o aço, os produtos petroquímicos, a borracha, os eletrodomésticos e a construção se tornaram os propulsores do crescimento econômico, concentrando-se numa série de regiões de grande produção da economia mundial [...]. (30)

O fordismo nasceu nos Estados Unidos e se difundiu para os países da Europa Ocidental e para o Japão do pós-guerra. Nos EUA, os novos padrões produtivos possibilitaram a redefinição da relação salarial e dos padrões de consumo, enquanto na Europa do pós-guerra, a conformação das normas de produção e de consumo ocorreram simultaneamente.

Toda essa expansão teve como alicerce a hegemonia econômica e financeira estadunidense, sustentada no domínio militar. A moeda americana, o dólar, por intermédio do acordo denominado Bretton Woods, de 1944, transformou-se na moeda reserva mundial. A partir de então, a América passou a agir como banqueiro do mundo em troca da abertura dos mercados de capitais e de mercadorias.

Os Estados Unidos, após os anos de 1950 iniciaram a exportação do estilo internacional da arquitetura, buscando impor um modo de vida, tanto para os países centrais como para os países da periferia do sistema capitalista de produção.

O poder estadunidense de regulamentar o sistema financeiro internacional começou a dar sinais de enfraquecimento a partir da queda da produtividade e da lucratividade corporativas depois de 1966. “[...] A guerra do Vietnã, a pobreza, a moeda de reserva internacional instável, a formação do mercado do eurodólar e a contração do crédito fomentaram os problemas dos anos 60 e decretaram uma crise mundial” (31). “Os ‘anos dourados’ do fordismo, compreendidos entre o final da Segunda Guerra Mundial e o início dos anos 70, propiciaram aos países centrais um crescimento econômico excepcionalmente alto, regular e duradouro”. (32)

É nesse momento que o comércio internacional assume importância fundamental para a manutenção do pleno emprego, a preservação da empresa privada e o desenvolvimento de um sistema internacional de segurança. A lógica anterior do padrão de acumulação fordista, que visava à ampliação dos mercados internos, começa a ganhar contornos diferentes a partir desse momento.

[...] o progresso internacional do fordismo significou a formação de mercados de massa globais e a absorção da massa da população mundial [...] a abertura do comércio internacional representou a globalização da oferta de matérias-primas geralmente baratas (em particular no campo de energia). O novo internacionalismo também trouxe [...] outras atividades – bancos, seguros, hotéis, aeroportos e, por fim, turismo [...]. (33)

O comando dos Estados Unidos no estabelecimento dessa nova ordem econômica mundial se manifestou por uma política que visava regulamentar diversos acordos, como: 1) estabelecer a manutenção cambial, criando o Fundo Monetário Internacional – FMI, estabelecido no acordo de Bretton Woods; b) criação de uma organização internacional para cuidar do investimento internacional de longo prazo, estabelecida como Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento ou Banco Mundial – BIRD; c) instituir medidas internacionais para a redução de barreiras comerciais, traduzidas pelo Acordo Geral de Tarifas e Comércio – GATT, entre outros. Todavia é importante mencionar que esses diversos acordos, que surgiram visando regulamentar as trocas internacionais, permaneceram praticamente restritos ao comércio entre os blocos continentais do centro, América do Norte e Europa Ocidental, ou seja, os países periféricos ou subdesenvolvidos participavam de forma pouco expressiva desse comércio. (34)

Durante o período de 1965 a 1973, o rigor do sistema capitalista de produção estava sendo sufocado pela demasia de recursos financeiros e com insuficientes áreas destinadas a investimentos, provocando uma colossal inflação. A tentativa de minimizar tal inflação ascendente em 1973 disparou antes de tudo uma crise internacional nos mercados imobiliários, financeiros, energéticos (petróleo) de caráter dramático.

[...] A ruptura, em 1971, de acordo de Bretton Woods – de fixação do preço do ouro e da convertibilidade do dólar – foi um reconhecimento de que os Estados Unidos já não tinham condições de controlar sozinhos a política fiscal e monetária do mundo. A adoção de um sistema de taxa de câmbio flexível em 1973 (em relação às maciças variações especulativas das moedas com relação ao dólar) assinalou a completa abolição de Bretton Woods. (35)

As décadas de 1970 e de 1980 foram um conturbado período de reestruturação econômica e de reajustamento social e político. Tais experiências transformaram-se nas primeiras ousadias de passagem para um regime de acumulação inteiramente novo, a acumulação flexível.

[...] o mais interessante na atual situação é a maneira como o capitalismo está se tornando cada vez mais organizado através da dispersão, da mobilidade geográfica e das respostas flexíveis nos mercados de trabalho, nos processos de trabalho e nos mercados de consumo, tudo isso acompanhado por pesadas doses de inovação tecnológica, de produto e institucional. (36)

Dois desenvolvimentos paralelos foram essenciais para um novo regime de acumulação, que são eles: em primeiro lugar, as informações precisas e atualizadas passam a ser uma mercadoria de enorme valor. “[...] A capacidade de resposta instantânea a variações das taxas de câmbio, mudanças das modas e dos gostos e iniciativas dos competidores tem hoje um caráter mais crucial para a sobrevivência corporativa do que teve sobre o fordismo”. (37)

O segundo representou uma completa reorganização do sistema financeiro global e a coordenação financeira foi ampliada de poderes. De um lado ocorreu a formação de conglomerados e corretores financeiros especializados, de outro, “[...] uma rápida proliferação e descentralização de atividades e fluxos financeiros por meio da criação de instrumentos e mercados financeiros totalmente inéditos. [...]”(38)

Podemos então falar de uma cientificização e de uma tecnicização da paisagem. Por outro lado, a informação não apenas está presente nas coisas, nos objetos técnicos, que formam o espaço, como ela é necessária à ação realizada sobre essas coisas. A informação é o vetor fundamental do processo social e os territórios são desse modo, equipados para facilitar a sua circulação. (39)

Iniciou-se, assim, o conceito global, transnacional, cosmopolita, seguido do nascimento do Pós-modernismo, da sociedade pós-industrial, não ao trabalho e mais a informação.

O mesmo raciocínio conduz a admitir que, numa mesma área assim instrumentalizada, a diferença de oportunidades entre produtores tende a aumentar rápida e brutalmente, após a instalação dos novos recursos técnicos-científicos de conhecimento. O conhecimento exerceria assim – e fortemente – seu papel de recurso, participando do clássico processo pelo qual, no sistema capitalista, os detentores de recursos competem vantajosamente com os que deles não dispõem. (40)

O capital financeiro se fortalece a cada instante, pois o poder financeiro e o poder do Estado entram em colapso devido à estagnação do fordismo-keynesianismo. Nesse contexto ocorre intensa redução de custos de comunicação e de transporte, possibilitada pelas inovações tecnológicas que fazem surgir os grandes aviões de carga, a comunicação via satélite, e outros benefícios à sociedade, permitindo assim o surgimento da informação instantânea, a todos os lugares do planeta Terra.

Os espaços assim requalificados atendem, sobretudo aos interesses dos atores hegemônicos da economia, da cultura e da política e são incorporados plenamente às novas correntes mundiais. O meio técnico-científico-informacional é a cara geográfica da globalização. (41)

A gênese dessa transição é profunda e complexa, porém sua consistência de transição do fordismo para a acumulação flexível é objetivamente clara.

[...] o movimento mais flexível do capital acentua o novo, o fugidio, o efêmero, o fugaz e o contingente da vida moderna, em vez dos valores mais sólidos implantados na vigência do fordismo. [...] o individualismo exacerbado se encaixa no quadro geral como condição necessária [...] Afinal de contas, foi principalmente por intermédio da irrupção da formação de novos negócios, da inovação e do empreendimento que muitos dos novos sistemas de produção vieram a ser implementados [...]. (42)

Benévolo (43) ressaltou que o período pós-segunda Guerra Mundial e a década de 1960 correspondeu ao international style, quando se difundiram as formas modernistas (44). Foi o momento de desintegração do movimento, passando a sofrer críticas em relação à distância entre os objetivos propostos e os resultados alcançados, que deu origem ao pós-modernismo. Já Arantes (45) defende que a superação do modernismo não ocorreu pela mudança dos tempos, mas porque este cumpriu fielmente seus princípios de racionalização progressiva da técnica, adequada ao momento pós-liberal do capitalismo. Seria de se esperar, todavia, que o movimento moderno entrasse em colapso, à medida que o capitalismo pós-fordista destruía a utopia técnica do trabalho que animava aquele ideal construtivo.

Os novos arranha-céus, dos anos 70 e 80, se assemelhavam ainda com os existentes, existindo o respeito pelo pré-existente, considerada uma atitude moralmente superior, onde os arquitetos destas edificações, buscavam modelos e referências nas tecnologias empregadas pelos arquitetos da modernidade. Muitos destes profissionais trabalharam e admiraram os “papas” dos anos 50. (46)

No quadro 1 verifica-se a relação dos mais altos arranha-céus das cidades estadunidenses, da década de 1970. Competidores em alturas, estes edifícios se destacavam por um ou outro detalhe, pois utilizavam em sua maioria os mesmos materiais e tecnologias construtivas.

Quadro 1: Alguns Arranha-Céus norte-americanos da década de 1970 [http://en.wikipedia.org, 2007; http://skyscraperpage.com, 2007; http://www.emporis.com, 20]


Após anos de recessão, a partir de 1982, novos regulamentos foram aplicados para Manhattan, em Nova Iorque, visando ampliar a área de aproveitamento dos edifícios. “Os edifícios deveriam avançar até o limite da implantação, mas, então, exigia-se que tivessem entradas pelas estações de metrô. [...] Estabeleceram-se novos processos de cálculos para garantir a iluminação conveniente nas ruas estreitas” (47). A preocupação com o entorno, se tornou secundária e a engenharia estrutural e das instalações iniciaram um novo movimento denominado hich-tech, alta tecnologia.

Na década de 1980, o movimento internacional pós-moderno, enfatizou a geração de arquitetos hich-tech e, todas as cidades do mundo os buscavam, tendo neles uma estratégia mercadológica. Os trabalhos desses arquitetos foram realizados em âmbito global, o que por sua vez, suscitou uma uniformidade arquitetônica, relegando edificações contextualizadas.

Quadro 2: Alguns Arranha-Céus Pós-modernos do mundo da década de 1980 [http://en.wikipedia.org, 2007; http://skyscraperpage.com, Acesso em 01/05/2007; http://www]


Na década de 1990 os arquitetos ao invés de buscarem novas formas, originaram o desconstrutivismo que seria uma suposta ruptura com a pós-modernidade. A qual nada resultou de mudança no curso histórico da Arquitetura, ou seja, a constituição/consolidação de novo paradigma independente e alforriado das influências de modelos já consolidados e/ou superados, ainda permanecia.

Os arranha-céus da década de 1990 surgem em várias partes do mundo, ou seja, verifica-se a descentralização dos edifícios estadunidenses para várias partes do mundo como: Europa, Ásia e América do Sul (Brasil). São principalmente, edificações verticais projetadas com estruturas, envidraçadas, transparentes, translúcidas.

Quadro 3: Relação dos arranha-céus mais significativos da década 1990 [NASCIMENTO, 2000]


Uma explicação para tal situação é a estruturação/consolidação da mundialização do capital e o avanço da tecnologia da informação, novos conteúdos dos edifícios – simbolismo, que de modo geral torna o desenvolvimento atual das cidades e aglomerados urbanos de várias partes do mundo com as seguintes características: “[...] não importa onde dirigimos a visão, sempre aparecerá centros urbanos nutridos de arranha-céus, subúrbios residenciais, periferias urbanas rodeadas de autovias e centro de negócios” (48). Os arranha-céus da década de 1970, como, o Empire State, o Twin Towers e o World Trade Center, simbolizaram Nova Iorque como o lugar de poder e influência. Durante os anos 1990 e até pelo menos o findar da primeira década do século XXI (período atual), alguns centros financeiros do poder estão voltados para o Pacífico e com eles os símbolos dos arranha-céus. Denotando a ampliação da força econômica asiática, como centro de negócios globais.

O arranha-céu mais alto do mundo é o Burj Dubai (em árabe: Torre de Dubai), já inaugurado na cidade de Dubai, Emirados Árabes Unidos. A estrutura vertical mais alta do mundo, com 688 metros de altura construídos, faz parte de uma área de 2 km2 denominada Downtown Dubai (49).

O arquiteto da torre é Adrian Smith que trabalhou com Skidmore, Owings and Merrill - SOM até 2006. A primeira construtora é Samsung Engineering & Construction juntamente com a Besix e a Arabtec. A escolha das construtoras foi feita pela CBM Engineers (50).

O orçamento total para construção do Burj Dubai é de cerca de US$ 4,1 bilhões e para toda a nova Downtown Dubai, US$ 20 bilhões (51).

O segundo arranha-céu mais alto do mundo é o Taipei 101, de Taiwan, localizado na cidade de Taipe, com 509m de altura e 101 andares, datando de 2003.

Com grande destaque aparecem os edifícios da China com sete; Emirados Árabes Unidos com três; Malásia com dois; e, com um edifício, aparecem Coréia do Norte e Taiwan.

Quadro 4: Os 20 arranha-céus mas altos do mundo [http://pt.wikipedia.org/wiki/Arranha-c%C3%A9u, 2007; http://www.burjdubai.com, 2008]


Entre os 20 edifícios mais altos do mundo, os Estados Unidos “grande potência econômica do século XX”, possuí cinco arranha-céus de grande porte. Um detalhe nos chama atenção, o edifício norte-americano mais bem colocado no ranking está em 5º lugar que é o Sears Tower, localizado na cidade de Chicago, possuindo 442m, 110 andares, só que construído em 1974. O próximo edifício da lista dos EUA está em 10º no ranking que é o Empire State Building, de Nova Iorque, com 381m, 102 andares, construído em 1931. Esta básica constatação demonstra que nas últimas duas décadas do século XX e início do século XXI, os EUA não construíram nada de grandioso e vem desde então perdendo a posição de país com os edifícios mais altos do mundo, uma marca que imprime a força econômica do país, já que historicamente esse tipo de edificação foi sinônimo de status e poder.

Os arranha-céus são, sem dúvida, a prova do homem de construir cada vez mais alto, na intenção de alcançar o céu. São também frutos da especulação imobiliária e das estratégias de valorização da terra urbana e um símbolo do sistema capitalista. De todo percebe-se a dificuldade destas edificações se relacionarem com o entorno, com a escala humana, com as leis de uso e ocupação do solo. Geram grandes problemas e integração, de acessibilidade e saturação da trama urbana, causando grandes impactos, trânsito, visual e ambiental. (52)

Representação dos maiores arranha-céus do mundo até 2009
Autor Kryostat [Wikimedia Commons]

Ressaltamos que a discussão sobre o processo de verticalização mundial compreendeu três períodos, a saber: o primeiro concebeu a densidade dos edifícios dos estadunidenses, durante a concentração econômica; o segundo foi o momento da difusão dos arranha-céus nos países europeus e asiáticos; o terceiro refere-se à homogeneização dos edifícios encontrados na Europa e na Ásia com tecnologias construtivas que podem competir com a norte-americana e a presença de significativos arranha-céus no Brasil.

Verificamos que ocorre a articulação entre a evolução do capitalismo mundial e a arquitetura dos grandes edifícios no sistema urbano, A arquitetura arrojada dos majestosos arranha-céus imprimem em algumas cidades uma demonstração de poder econômico e de simbolismo.

notas

1
SOUZA, M.A.A. de.  A identidade da Metrópole: a verticalização da São Paulo. São Paulo: Hucitec, 1994, p. 135.

2
MENDES, C.M. (1992) O edifício no jardim, um plano destruído. A verticalização de Maringá. Tese (Doutorado em Geografia) FFCHL, USP, p.32

3
HOESEL, Patrícia Van; SOMEKH, Nádia. A verticalização em São Paulo: apontamentos metodológicos. Cadernos de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo. São Paulo, v.1, n.1, p. 09-30, 2001.

4
MACEDO, S.S. (1987) São Paulo, paisagem e habitação verticalizada – os espaços livres como elemento do desenho urbano. Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) FAU, USP, São Paulo, p.9.

5
MACHADO, José Roberto; MENDES, Cesar Miranda. O centro de Maringá e a sua verticalização. Boletim de Geografia n.21(1) Maringá, 2003, p.81.

6
GUIMARAENS, Cêça. (2002) Paradoxos Entrelaçados: as torres para o futuro e a tradição nacional. Rio de Janeiro, UFRJ.

CORRÊA, R.L. (2007) Formas simbólicas espaciais e política. In Anais da Conferência Internacional Aspectos Culturais em Las Geografias Económicas, Sociais y Políticas. Buenos Aires, Argentina, UFF/ Universidade de Buenos Aires, 9 a 11 de Outubro de 2007, pg. 05.

FERNANDES, V.da S. (2007) O Hotel Copacabana Pallace e a expressão simbólica da paisagem. . In Anais da Conferência Internacional Aspectos Culturais em Las Geografias Económicas, Sociais y Políticas. Buenos Aires, Argentina, UFF/ Universidade de Buenos Aires, 9 a 11 de Outubro de 2007, p. 42.

7
CORRÊA, R.L. Op Cit, p.5.

8
FERNANDES, V.da S. Op Cit, p.42.

9
LIPIETZ, Alan. Miragens e Milagres: problemas da industrialização no terceiro mundo. São Paulo: Nobel, 1988, p.49.

10
DUARTE, Fábio. Arquitetura e Tecnologias de Informação: da Revolução Industrial à Revolução Digital. São Paulo: ANNABLUME editora; editora da Unicamp, 1999.

11
NASCIMENTO, Isabella Soares. O arranha-céu: produto verticalizado da globalização. Sociedade & Natureza, Uberlândia, 2000, a. 12, n. 23, p. 108.

12
NASCIMENTO, Op Cit, p. 108.

13
NASCIMENTO, Op Cit, p. 109.

14
HARVEY, 2004, p. 32

15
DUARTE, Op Cit.

16
A Bauhaus foi instituída pelo arquiteto Walter Gropius em 1919, em Weimar, Alemanha, fruto da integração da Escola de Belas Artes e Escola de Artes Aplicadas, foi sintetizadora de discussões e propostas, apresentando os problemas arquitetônicos desde o desenho das cidades ao desenho de utensílios domésticos (DUARTE, 1999).

17
HARVEY, Op Cit. p.32.

18
Em 1911 F. W. Taylor publicou – Os princípios da administração científica, “que descrevia como a produtividade do trabalho podia ser radicalmente aumentada através da decomposição de cada processo do trabalho [...] fragmentadas segundo padrões rigorosos de tempo e estudo do movimento”. Esse tratado ficou conhecido como taylorismo (HARVEY, Op Cit., p.121).

19
O fordismo tem sua data simbólica de 1914, quando Henry Ford introduz o dia de oito horas e cinco dólares como recompensa para os trabalhadores da linha automática de montagem de sua indústria automobilística, além de estabelecer inovações tecnológicas, organizacionais, em busca da produção de uma nova sociedade. (HARVEY, Op Cit.).

20
HARVEY, David. Condição Pós-moderna: Uma pesquisa sobre as origens da mudança social. 13ª ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004. Trad. Adail Ubirajara Sobral; Maria Stela Gonçalves, p.122.

21
Um regime de acumulação pode ser principalmente extensivo ou intensivo, vale dizer que a acumulação capitalista é dedicada principalmente à expansão da produção, com normas produtivas idênticas, ou no outro caso, ao aprofundamento da reorganização capitalista do trabalho, geralmente no sentido de uma maior produtividade e de um maior coeficiente de capital (LIPIETZ, 1988, p.48).

22
O modo de regulação é a soma das forças institucionais, procedimentos ou hábitos que agem de forma coercitiva ou incentivadora e que lavam os agentes privados a se conformarem a um determinado regime de acumulação. O modo de regulação monopolista ou administrado é caracterizado pela distribuição de poder entre o capital e o trabalho, ocupando o Estado e a sociedade papéis importantes na definição de normas e condutas dessa relação. (LIPIETZ, 1988, p.49)

23
FERREIRA, C. G. F. O fordismo, sua crise e o caso brasileiro. Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR, 1993.

24
NASCIMENTO, Op Cit, p. 110.

25
NASCIMENTO, Op Cit, p. 110.

26
A Teoria de John Maynard Keynes surge na Grã-Bretanha logo após a crise de 1929, que atingiu as principais nações capitalistas. Sua principal argumentação é a de que o Estado deve funcionar como alavanca para a economia por meio de gastos e investimentos. A Alemanha nazista foi a primeira nação cujo Estado serviu como base para reerguer a economia do país após a crise. Mais tarde, a teoria de Keynes seria um dos suportes teóricos para a instauração do Welfare State. GALBRAITH, John Kenneth. A era da incerteza. 2ª ed. São Paulo: Pioneira, 1980. 379p.

27
ROCHA, Carlos Henrique Maurício da. Fordismo: desenvolvimento e crise. In: Revista Múltipla, Brasília, 2003, a.9, n.15, p. 111-126.

28
ROCHA, Op Cit.

29
HARVEY, Op Cit.p.125.

30
Idem.

31
NASCIMENTO, Op Cit, p. 114.

32
ROCHA, Op Cit.p.116.

33
HARVEY, Op Cit. p.131.

34
ROCHA, Op Cit.

35
HARVEY, Op Cit. p.155-156.

36
Idem, p.150-151.

37
Ibidem, p.151.

38
Ibidem, p.152.

39
SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção. 4ª ed. 1ª reimpr. São Paulo: Edusp, 2004. (Coleção Milton Santos), p.239.

40
SANTOS, Op Cit. p. 243.

41
SANTOS, Op Cit. p. 239.

42
HARVEY, Op Cit.p.161.

43
BENÉVOLO, Leonardo. História da Arquitetura Moderna. São Paulo: Perspectiva, 1976.

44
Os grandes nomes “papas” do Movimento Moderno foram: Le Corbusier (1887-1965); Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969); Walter Gropius (1883-1969); e, Frank Lloyd Wright (1869-1959).

45
ARANTES, Otília. Urbanismo em fim de linha: e outros estudos sobre o colapso da modernização arquitetônica. São Paulo: Edusp, 1998.

46
NASCIMENTO, Op Cit, p. 116.

47
NASCIMENTO, Op Cit, p. 116.

48
NASCIMENTO, Op Cit, p. 121.

49
BURJ DUBAI – Edifício Burj Dubai, o maior arranha-céu do mundo em 2009. Disponível em http://www.burjdubai.com. Acesso em 2008.

50
www.burjdubai.com, 2008.

51
www.burjdubai.com, 2008.

52
NASCIMENTO, Op Cit, p. 126.

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