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architexts ISSN 1809-6298

abstracts

português
O Projeto de Extensão “Arquicriança” realizado a partir de atividades lúdicas com as crianças como oficinas de escuta, para incluir suas vozes: o que querem, pensam, sonham, desejam, nos espaços de moradia e de lazer.

english
The "Arquicriança" Extension Project, based on play activities with children as listening workshops, to include their voices: what they want, think, dream, desire, in the living and leisure spaces.

español
El Proyecto de Extensión "ArquiNiños" realizado a partir de actividades lúdicas con los niños como talleres de escucha, para incluir sus voces: lo que quieren, piensan, sueñan, desean, en los espacios de vivienda y de ocio.


how to quote

SANCHES, Débora. Arquicriança. Estudo a partir das crianças moradoras de cortiços e pensões em São Paulo. Arquitextos, São Paulo, ano 18, n. 210.02, Vitruvius, nov. 2017 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.210/6792>.

Este artigo trata da experiência desenvolvida no primeiro semestre de 2015 (fevereiro a junho) do Projeto de Extensão (ação da Instituição de Ensino junto à comunidade, disponibilizando o conhecimento adquirido com o ensino e pesquisa) – Arquicriança – no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo com alunos da graduação (distribuídos desde o primeiro ao nono semestres) em Arquitetura e Urbanismo e em parceria com a CriaCidade, empresa que presta assessoria em projetos sociais e urbanos, com foco na participação social e neste projeto aplicou a metodologia do projeto CriançaFala. Tem como objetivo ouvir as crianças, por meio de atividade lúdica de escuta, para incluir suas vozes e olhares: o que querem, pensam, sonham, desejam, ideias.

A parceria entre a academia e o projeto Criança Fala ajudou a capacitar os alunos e professores para trabalhar com as crianças nas oficinas lúdicas e extrair elementos para desenvolver as diretrizes de melhorias nas condições de salubridade dos cortiços e pensões na Rua Sinimbu no Glicério em São Paulo, Brasil.

Com o presente artigo, pretende-se refletir sobre a problemática dos cortiços e pensões, bem como, a metodologia para trabalhar com as crianças e o demonstrar o processo para desenvolver as diretrizes de intervenções de melhorias nos cortiços e pensões.

Contexto geral dos cortiços e pensões em são paulo

A forma de moradia “cortiço” ou “pensão” é a mais utilizada pelas famílias de baixa renda nas grandes cidades brasileiras, nos bairros centrais, principalmente em São Paulo, desde o fim século 19. Conforme a legislação Municipal de São Paulo número 10.928/1991, denominada Lei Moura, a definição de cortiço é uma unidade habitacional utilizada como moradia coletiva multifamiliar, contendo as seguintes características: várias famílias subdividem diversos cômodos em local onde antes havia uma única família e são subalugados ou cedidos a qualquer título; cômodos com dimensões pequenas; contém várias funções exercidas no mesmo cômodo (cozinhar, dormir e assistir televisão, gerando falta de privacidade); falta de salubridade em função da insuficiência de ventilação e iluminação; instalações hidráulicas e elétricas precárias; superlotação de pessoas; banheiro coletivo.

A primeira pesquisa sobre cortiços em São Paulo foi realizada pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão – Sempla em 1983 e estimou o número em 2,58 milhões de moradores, representando 29,3% da população do município daquela época. A Fundação Instituto de Pesquisa Econômica – Fipe efetivou, em 1993, pesquisa amostral, que apontou uma população de aproximadamente 595.110 pessoas, morando em 23.688 cortiços nas 20 subprefeituras de São Paulo. Em 2001 a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – Seade concretizou outra pesquisa em área menor da cidade, abrangendo os bairros dos distritos centrais como Barra Funda, Bom Retiro, Bela Vista, Belém, Brás, Cambuci, Liberdade, Mooca, Santa Cecília e Pari, correspondendo a uma estimativa de 38.512 habitantes (1). O Plano Municipal de São Paulo apresentou em outubro de 2011 a previsão de 80.389 domicílios encortiçados nos distritos centrais, conforme dados da Fundação Seade. Abaixo a foto de satélite da região central com a localização dos cortiços em azul na figura abaixo, conforme o site da Prefeitura Municipal de São Paulo em 2015.

Localização dos cortiços na região central de São Paulo
Imagem divulgação [Website Prefeitura Municipal de São Paulo / http://mapab.habisp.inf.br]

Os cortiços no município de São Paulo possuem condições precárias de habitação e sua realidade velada reflete a situação desumana de seus moradores, vivendo em cômodos com menos de doze metros quadrados, único banheiro para várias famílias e sem espaço de lazer, principalmente para as crianças. Contudo, a falta de incentivos e de fiscalização pelo poder público, assim como de uma política habitacional abrangente e eficiente, faz com que a população carente, mantenha esta forma de moradia para viver nas áreas centrais, onde estão localizados a maioria dos empregos e serviços.

As crianças e a moradia

“A moradia e seu entorno são o meio básico da maioria das crianças durante o período inicial e crítico de suas vidas, quando são mais vulneráveis e se desenvolvem mais rapidamente. O lugar deve ser seguro e saudável, deve facilitar os cuidados infantis e deve satisfazer as necessidades básicas físicas, sociais, culturais e psicológicas”.
Declaração dos Direitos da Criança e Habitação – Istambul 1996

As crianças e o espaço escolar são estudados pela arquiteta Mayumi Souza Lima no livro “A Cidade e a Criança”, de 1989, a obra evidencia o significado dos espaços para as crianças, constituindo a relação com o mundo e as pessoas. As casas, os caminhos, as cidades são espaços da criança que transcendem as suas dimensões físicas e se transformam nos entes e locais de alegria, de medo, de segurança, de curiosidade, de descoberta (2). A autora realiza experiências em escolas de São Paulo na década de 1970 com as crianças a partir dos “projetos falados” que passam ao projeto desenhado e depois para as maquetes de papelão. Conclui que a construção do espaço relaciona e articula o pensar e o fazer, onde um interfere e modifica o outro.

A tese de Luiz Kohara realizada em 2009 estuda a relação das condições de moradia e o desempenho escolar de crianças que moram em cortiços e pensões na escola Duque de Caxias na região do Glicério em São Paulo e conclui que há prejuízo no aproveitamento escolar em função das precárias condições dos espaços onde vivem.

“Para as crianças, a precariedade da moradia é traduzida pela falta de privacidade na casa e no cortiço, intranquilidade ou medo dentro da casa, falta de lugar adequado para fazer a lição, e um lugar para brincar em casa, possibilidade de ter os materiais escolares molhados pela chuva que cai dentro de casa, ou de perdê-los nos despejos, necessidade de fazer as refeições no chão, falta de condições para dormir bem à noite, exposição a riscos de envolvimento em situações ilícitas” (3).

Arquicriança

O método utilizado para a elaboração do projeto de extensão – Arquicriança – em parceria com a Criança Fala, partiu da capacitação com os alunos e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo para aprender a trabalhar com as crianças nas diferentes atividades lúdicas das oficinas de escuta com as crianças que moram na pensão (4) da Rua Sinimbu no Glicério em São Paulo. Assim, a metodologia dividiu-se em dois módulos, da seguinte forma:

1º módulo – oficinas de preparação

As oficinas de preparação e sensibilização foram as primeiras ações realizadas para instrumentalizar os alunos envolvidos no projeto de extensão Arquicriança para as futuras oficinas com as crianças, ministrada pela CriançaFala e professores. Iniciou-se com atividades lúdicas e divertidas, como cantigas, músicas e brincadeiras, atividades com desenho, com o objetivo de mostrar à necessidade de se criar as relações de confiança com as crianças, conforme figura abaixo.

Oficina de preparação e sensibilização na Belas Artes
Foto Débora Sanches, 2015

2º módulo – oficinas de escuta com as crianças

Na fase seguinte foi realizada a oficina com as crianças na escola infantil municipal localizada ao lado da pensão, ministrada pelos alunos da extensão, cujo objetivo principal foi de conhecer e se aproximar das crianças, conforme as fotos abaixo:

Oficina de escuta com as crianças, leitura do livro
Foto Ana Carolina Passos, 2015

A segunda oficina com as crianças da pensão foi realizada no salão paroquial da Igreja da Missão Paz, localizada no bairro do Glicério, com o objetivo de escutar e captar das crianças, quais os problemas das condições de moradia e quais os principais desejos para realizar o projeto de intervenção na pensão.

A estratégia utilizada foi a confecção da maquete da pensão como facilitador de expressão em função das dificuldades encontradas na oficina anterior, onde as crianças apresentaram dificuldades para falar do local onde moram. Assim, a oficina dirigida pelos alunos da extensão iniciou-se com a leitura do livro “Se criança governasse o mundo...” para gerar a concentração na dinâmica de trabalho. Em seguida, a brincadeira com maquete e os bonecos, animais e móveis, fez com que as crianças falassem mais do ambiente onde moram no primeiro momento, na sequência, iniciaram uma brincadeira com desenhos e massinhas de como seria a casa ideal, conforme pode se ver nas quatro fotos abaixo. A aluna Nicoly Moralta relata como se desenvolveu a oficina:

“As crianças imaginavam casas com divisórias de cômodos, como: banheiro, cozinha, sala, quarto, ou seja, muito diferente da realidade na qual elas estão vivendo. Lembro-me bem que a Nicole (umas das crianças) reforçou bastante o quanto ela queria um chuveiro bem grande no banheiro que seria só dela (sem ter que dividir como ela fazia na realidade). Os meninos reforçavam bastante a questão de terem animais de estimação em casa... muitas crianças colocaram camas de casal em suas casas, alegando dormirem em camas assim dividindo o espaço com outras pessoas da família” (Depoimento de Nicoly Moralta).

Oficina de maquete, leitura de livro
Foto Débora Sanches, 2015

Oficina de maquete
Foto Débora Sanches, 2015

Oficina de maquete
Foto Débora Sanches, 2015

Oficina de maquete
Foto Débora Sanches, 2015

A partir da oficina, os alunos conseguiram entender com as falas das crianças, quais são os desejos e as necessidades para o desenvolvimento do projeto de diretrizes de melhorias na pensão. A ação seguinte foi a confecção de prateleiras de livros para as crianças desenvolvidas no laboratório de prototipagem para estimular a leitura e o cuidado com os livros.

Resultados

Acredita-se que o projeto de extensão – Arquicriança – é necessário e importante para a formação dos futuros arquitetos e urbanistas, pois os alunos aprendem a lidar com as questões da cidade real e também, com métodos de projetos realizados de forma participativa. Assim, deixamos alguns depoimentos dos alunos sobre a sua participação:

“Foi importante no meu crescimento pessoal para conhecer mais a dificuldade dos outros e ver como são problemas maiores do que aqueles que temos, tive um amadurecimento significativo nessa questão. No meu crescimento profissional, pude notar a descoberta em nossas atividades que engloba arquitetura” (Depoimento de Marcelle Piotto, junho de 2015).

“Participar do projeto foi uma experiência intensa, pois foi a oportunidade, talvez única, de entrar em um universo que a gente sabe que existe, mas que não queremos enxergar. Reforçou para a mim a importância da função Social do arquiteto para sociedade, que vai muito além do belo, do luxo, e do físico em si, mas a partir do olhar de todos, sem indiferenças, pois moldamos a cidade, e uma cidade para todos! E nessa extensão foi especial, pois foi um olhar a partir da criança, a descoberta de um olhar expressivo, sensível, lúdico, e enxergar a arquitetura de uma outra forma” (Depoimento de Aryel Batista, junho de 2015).

Percebe-se que a partir das atividades lúdicas com as crianças, as relações no espaço de moradia são decifradas nos desenhos, nas maquetes e principalmente, nas falas. Mayumi Souza Lima interpreta a compreensão dos desenhos de crianças para entender as relações com os espaços. Destaca que é um processo evolutivo em cada faixa etária, cada criança começa a ter uma linha de raciocínio diferente e um distanciamento do lúdico ao real (5).

Nas oficinas as crianças de seis ou sete anos desenham a casa onde moram a partir da planta baixa, sem domínio ou sensação nenhuma de espaço, faziam o que imaginavam. O banheiro representado com quatro linhas jogadas no canto da folha com apenas um circulo para representar o vaso sanitário. O banheiro e para todos usarem não só nós de casa. As crianças de sete a dez anos desenham a rua com bonecos (representando as mesmas) com bolas, pipas simbolizando o lugar que se sentem livres para poder brincar (uma vez que não há uma área ou espaço de lazer).

Conforme Mayumi Souza Lima a impotência do espaço revelado no desenho fala do “espaço-ambiente, caloroso, alegre, e divertido, contrastando com o espaço físico acanhado, escuro e estreito da realidade em que vivem” (6).

As crianças a partir das atividades lúdicas com os alunos de arquitetura e a CriaCidade, despertam para os sonhos, o que querem, os desejos para a formação cidadã de cada indivíduo e para a colaboração quem sabe, no desenho de futuras de políticas públicas.

Considerações finais

O método utilizado para desenvolver as diretrizes de melhorias nas condições de salubridade da pensão, desenvolveu-se a partir de duas fontes: a primeira empírica em função dos resultados obtidos com a proximidade com os moradores da pensão e principalmente, nas oficinas com as crianças. A segunda fonte de pesquisa é a teórica, a partir das orientações da Lei Municipal (10.928/91) conhecida por Lei Moura que definem padrões mínimos de salubridade.

O projeto de melhorias nas condições de salubridade da pensão da Rua Sinimbu é desenhado a partir das necessidades das crianças principalmente, no espaço para estudar e brincar, melhorar as condições dos banheiros aumentando o número para atender a quantidade das famílias, instalarem os botijões de gás fora dos cômodos e aumentar a área de iluminação e ventilação das janelas. São diretrizes mínimas e emergenciais, uma vez que as condições de moradia são desumanas e não há política habitacional efetiva para resolver este problema recorrente nas grandes cidades brasileiras.

A continuidade deste projeto de extensão foi o desenvolvimento do projeto de melhorias na pensão no segundo semestre de 2015 e também a elaboração do workshop sobre habitação transitória.

Acredita-se que este projeto é um sonho de um futuro melhor, tanto para as crianças, que precisam de melhores condições de moradia e educação, como para os alunos de arquitetura que precisam sair da sala de aula e vivenciar os problemas reais das cidades brasileiras em direção a função social do arquiteto.

notas

NA – Artigo apresentado no 1° Encuentro “La formación universitária y La dimensión social del profesional” a 46 años del Taller Total, 2015. Colaboraram para este artigo os alunos do Projeto de Extensão: Amanda Peron, Fernanda Mesquista, Leonardo Ocampos, Luisa Rico, Marcele Piotto, Raphaela Mello e Yasmine Pimenta. Participaram do Projeto de Extensão os seguintes colaboradores: Arquiteta Beatriz L. Kehdy , Arquiteta Marilia Mesquita, Arquiteta Juliana Rosa, Estudante Fernanda Mesquita, Estudante Paula Carlos de Souza, Fotógrafo Daniel Alves de Moura. Alunos da graduação em arquitetura e urbanismo: Amanda Santana Guiráo Peron, Aryel Batista, Bruno C. Lima, Carolina Almeida de Molon Mendes, Claúdia de Magalhães Scalli, Isabella de S. Meneses, Iolanda Carvalho dos Santos, Jacqueline Zara, Jean Labanca, Leonardo Ferreira Ocampos, Luisa Arruda Rico, Marcela Cristina Fernandes de Abreu, Marcele Lemos Liotto, Marcus Vinicius Miguel,Monica Soares Maragno, Nicoly Attolini Costaño Moralta, Raphaela Rodrigues de Mello, Renata Farias Niero, Sabrina Bach,Tuane Amaro de Oliveira e Yasmine Pimenta Lopes. Coordenadora da Central de Extensão: Professora Mestre Denise Xavier. Coordenadora do projeto – Arquicriança: Professora Doutora Débora Sanches. Coordenadora projeto Criança Fala e Criacidade: Socióloga Mestre Nayana Brettas. Professores colaboradores: Denivaldo Pereira (mestre), Luiza Naomi (doutora), Aline Nasralla (doutora), Cristina Ecker (mestre).

NE – Sob a coordenação editorial de Abilio Guerra (editor do portal Vitruvius), esta edição especial da revista Arquitextos sobre Ensino de Arquitetura e Urbanismo contém textos selecionados dos artigos  apresentados em dois eventos ocorridos na Universidade Nacional de Córdoba, na cidade de Córdoba, Argentina: 1° Encuentro “La formación universitária y la dimensión social del profesional” a 45 años del Taller Total (2, 3 e 4 de setembro de 2015; eixos temáticos: 1. O ensino da arquitetura. 2. O primeiro ano universitário: expectativas, conquistas e frustrações. 3.A formação universitária e o compromisso com os problemas sociais, políticos, econômicos e culturais  da  região); 2° Encuentro “La formación universitária y la dimensión social del profesional” a 46 años del Taller Total (31 de agosto, 1 e 2 de setembro de 2016; eixos temáticos: 1. Hábitat, cidadania e participação. 2. A formação universitária e o compromisso com os problemas sociais,políticos, econômicos e culturais da  região. 3. O papel do estudante universitário no seu processo de formação professional  e cidadã). Em ambos os encontros o processo de avaliação dos artigos foi realizado por pareceristas, membros da comissão cientifica, especialistas na área de submissão, pelo sistema duplo cego, para garantir o anonimato e sigilo tanto do(s) autor(es) como dos pareceristas. Os eventos tiveram como objetivos a reflexão, debate e a recuperação da memória do Taller Total, experiência que se desenvolveu na  Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da  Universidade Nacional de Córdoba, FAU UNC, entre os anos 1970 e 1975. Avançou-se na discussão sobre o papel social do profissional universitário e suas capacidades para analisar integralmente e contribuir à solução dos problemas sociais locais e regionais que a presente realidade demanda. Dentre os eixos temáticos correspondentes aos dois encontros, se realizou um processo de seleção dos artigos referentes ao tema Ensino de Arquitetura e Urbanismo que resultou nos textos presentes na edição de Arquitextos. Foram responsáveis por esta seleção, Sylvia Adriana Dobry e Nora Zoila Lamfri (participantes do Comité Organizador e Cientifico de ambos encontros). Considerou se importante dar um panorama do assunto em vários países da América Latina privilegiando critérios de qualidade e pertinência ao tema. Para tanto, selecionaram-se artigos de autores provenientes de Argentina, Brasil e México, que foram convidados a adequá-los às normas da revista; os que responderam à solicitação são os seguintes artigos que formam o número especial de Arquitextos sobre os 1° e 2° Encuentro “La formación universitária y La dimensión social del profesional” a 45 y 46 años del Taller Total/ 2015 e 2016:

DOBRY, Sylvia Adriana; LAMFRI, Nora Zoila. Ateliê Total, um olhar desde o século 21. Arquitextos, São Paulo, ano 18, n. 210.00, Vitruvius, nov. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.210/6790>.

GOROSTIDI , Roberto Enrique; RISSO, Marta Teresa. Formación y docencia en la Universidad de hoy. Desafíos y Realidades. Arquitextos, São Paulo, ano 18, n. 210.01, Vitruvius, nov. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.210/6791>.

SANCHES, Débora. ArquiCriança: estudo a partir das crianças moradoras de cortiços e pensões em São Paulo. Arquitextos, São Paulo, ano 18, n. 210.02, Vitruvius, nov. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.210/6792>.

GIRÓ, Marta; FRANCO, Rafael; PELLI María Bernabela; PACE, Elizabeth; CAMPOS, Mariana; DEPETTRIS, Noel; OLMEDO, Rosario; PONCIO, Diego. La Cátedra Gestión y Desarrollo de la Vivienda Popular. Arquitextos, São Paulo, ano 18, n. 210.03, Vitruvius, nov. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.210/6793>.

PORTER, Luis; MIGLIOLI,Viviana. La enseñanza de la arquitectura hoy, las limitaciones del modelo de taller de proyecto y alternativas posibles. Arquitextos, São Paulo, ano 18, n. 210.04, Vitruvius, nov. 2017 < www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.210/6794>.

PEDRO, Beatriz. Formación para el proyectar con la comunidad en la producción social del hábitat – Articulación de saberes populares y disciplinares. Arquitextos, São Paulo, ano 18, n. 210.05, Vitruvius, nov. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/18.210/6795>.

1
CARICARI, Ana Maria; KOHARA, Luiz (org.). Cortiços em São Paulo – soluções Viáveis para Habitação Social no Centro da Cidade e Legislação de Proteção à Moradia. São Paulo, Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, 2006.

2
LIMA, Mayumi Souza. A Cidade e a criança. Coleção Cidade Aberta. São Paulo, Nobel, 1989, p. 14

3
KOHARA, Luiz Tokuzi. Relação entre as condições da moradia e o desempenho escolar: estudo com crianças residentes em cortiços. Tese de doutorado. São Paulo, FAU USP, 2009, p. 254.

4
A pensão possuía em fevereiro de 2015 torno de 90 moradores, sendo 70 adultos e 20 crianças.

5
LIMA, Mayumi Souza. Op. cit.

6
LIMA, Mayumi Souza. Op. cit.

sobre a autora

Débora Sanches. Arquiteta e Urbanista pela FAU PUC-Campinas (1994). Mestre em Habitação pelo IPT (2008). Doutora pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2014). Docente de Arquitetura e Urbanismo no Universidade Presbiteriana Mackenzie e no Centro Universitário de Belas Artes de São Paulo, onde também é docente no programa de Mestrado em Arquitetura, Urbanismo e Design.

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