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drops ISSN 2175-6716

sinopses

português
A designer gráfica Marise de Chirico comenta sobre a 8ª edição da Bienal Brasileira de Design Gráfico, realizada pela Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG Brasil)

english
The graphic designer Marise de Chirico talks about the 8th edition of the Brazilian Biennale of Graphic Design, produced by the Association of Graphic Designers of Brazil (Brazil ADG)

español
La diseñadora gráfica Marise de Chirico comenta sobre la 8º edición de la Bienal Brasileña de Diseño Gráfico, realizada por la Asociación de Diseñadores Gráficos de Brasil (ADG Brasil)

como citar

DE CHIRICO, Marise. 8ª Bienal Brasileira de Design Gráfico. Melhora da mostra expressa desenvolvimento do setor. Drops, São Paulo, ano 06, n. 015.08, Vitruvius, jun. 2006 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/06.015/1690>.


A primeira impressão de quem integra a 8ª Bienal Brasileira de Design Gráfico e vai conferir a mostra é ser mais um na multidão. É um pequeno embate: afinal, figurar entre os 309 selecionados, dentre um número de inscrições – pagas – que a cada edição bate seu próprio recorde estimula a vaidade. No entanto, no momento seguinte, podemos crer que estamos somente em boa companhia. O eixo que percorre grande parte da mostra, segundo a comissão curatorial, corresponde aos trabalhos que se firmaram como produtos de excelência. Há ainda aqueles que foram considerados inovadores, em relação à pesquisa de linguagem.

Uma outra ida à mostra, a leitura do catálogo e uma visita rápida aos websites dos designers revelam que a produção é intensa, realmente. E, sem dúvida, a visibilidade dessa produção é resultado dos 16 anos de Bienal da ADG. Acompanho a Bienal desde que ocupava as paredes do MIS – Museu da Imagem e do Som –, e, de lá para cá, muita coisa mudou, além de seus números fabulosos. Nessa edição, em especial, amadureceu e ficou mais arrojada. Esse ano as peças gráficas já selecionadas pelo júri foram identificadas e agrupadas pelos curadores em núcleos de tendências, e não mais em categorias de produtos (marcas, livros, websites, tipografias), o que é extremamente significativo.

Os 12 “conceitos” surgidos nomeiam os núcleos que organizaram a mostra e propõem novo enquadramento do trabalho realizado pelo designer que visto agrupado com seus pares, favorece novas leituras e a fortalece a percepção de que uma peça de design gráfico pode revelar várias facetas de sua natureza plural. Mas, sobretudo, a bienal incentiva o comprador de design à análise, à comparação, à discussão e, finalmente, à interlocução, fator imprescindível para o amadurecimento do nosso mercado.

Isso significa, mais exatamente, que o investimento em design gráfico existe – algo que já havia sido concluído em bienais passadas. O que parece novo é a possibilidade de acesso do empresariado às discussões dos designers quanto à pesquisa de linguagem, à consagração ou ruptura de procedimentos e métodos, e ainda à excelência tecnológica que tanto nos envolve e nos motiva. Os empresários, infelizmente, não irão ao Memorial da América Latina visitar a bienal, mas o fato de as peças serem apresentadas em categorias tais como “renovando o mercado”, “ampliando o moderno”, “investigando o Brasil” ou “acumulando signos” demonstram que há algo a ser aprofundado na hora de aprovar (comprar) um projeto gráfico (em tempo: os verbos no gerúndio respondem à questão “o que a produção contemporânea de design gráfico brasileiro vem fazendo?”).

Assim, a 8ª edição dessa bienal cumpre seu papel de promover a formação da cultura do design entre seus fazedores – clientes e designers, que juntos abordam um problema, transformam-no em solicitação, e, finalmente, em proposta – e o público em geral. Este desempenha não só seu papel de cliente final, consumidor e público-alvo de uma ação específica, mas também de cidadão, de usuário, que com mais recursos e reflexão exerce conscientemente seu papel de agente nesse processo. Afinal, toda ação de comunicação inicia-se pautada pelo repertório do intérprete.

Outros aspectos acertadíssimos dessa edição são também o alcance nacional, com muitos trabalhos de cidades como Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife; a inclusão de projetos de final de curso das escolas de design; e trabalhos reflexivos, cujo objeto de estudo é o próprio design. além da legítima homenagem a Rubem Martins.

Particularmente, senti falta dos trabalhos de grandes escritórios (o decano Cauduro Martino, o avassalador Gad e a Oz), embora em uma mostra seus projetos sempre pareçam já esgotados pela superexposição midiática. O contraponto dessa situação é a presença da novíssima geração de designers e projetos idealizados para clientes de pequeno porte, de modo geral, sinônimos de frescor. já os destaques, ou seja, trabalhos agraciados com a atenção especial do júri – o que alimenta nosso momento Oscar, na cerimônia de abertura –, apontaram lugar ainda para os consagrados Kiko Farkas, Vicente Gil, Rico Lins e Simone Mattar, para deleite visual do público que visita a bienal.

notas

[publicação: agosto 2006]

sobre o autor

Marise De Chirico é designer gráfico, sócia do estúdio Estação Design Gráfico e professora de projeto no curso de Design da ESPM

Marise De Chirico, São Paulo SP Brasil

Rótulo para Vinícula Salton
Simone Mattar / Mattar Design, São Paulo

Projeto gráfico para revista da Fotosite
Estúdio Tostex / Rodolfo Rezende e Criaturas Estúdio Web, São Paulo

Marca para banda de rock Mula Manca & Triste Figura
Mooz, Recife

Marca para Espaço Culural da Fundação Cultural de Curitiba
Marco Minini, Curitiba

Fonte tipográfica para Foco Design by Type
Fabio Luiz Haag, Porto Alegre

Cartaz promocional
Vicente Gil, São Paulo

Cartazes promocionais para Orquestra do Estado de São Paulo
Kiko Farkas / Máquina Estúdio, São Paulo

Cartaz promocional para Les Silos, Musée du Livre et l’Affiche Festival
Rico Lins + Studio, São Paulo

 

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