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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Francesca Ferguson, curadora da exposição da Suíça na 7ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, Arch/Scapes, uma interpretação do “público” como a essência da paisagem cultural da Suíça

english
Francesca Ferguson, curator of the exhibition in Switzerland at the 7th Architecture Biennale in São Paulo, Arch / Scapes, an interpretation of "the public" as the essence of the cultural landscape of Switzerland

español
Lea el texto de Francesca Ferguson, curadora de la exposición de Suiza en la 7ª Bienal de Arquitectura de San Pablo, Arch/Scapes, una interpretación del "público" como la esencia del paisaje cultural de Suiza.

how to quote

FERGUSON, Francesca. Arch/Scapes. Negociando arquitetura e paisagem. Drops, São Paulo, ano 08, n. 020.03, Vitruvius, nov. 2007 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/08.020/1730>.


Undend - Marc Droz


Na exposição Arch/Scapes, a contribuição da Suíça à 7ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, o foco é a negociação entre o público e o privado em um aspecto da produção arquitetônica vital para a Suíça de hoje.

Arch/Scapes é uma interpretação do “público” como a essência da paisagem cultural da Suíça – as áreas urbanas, periurbanas, as tipologias dos vilarejos das regiões alpinas e a urbanização crescente. O “privado” é o objeto construído e se concentra na nova arquitetura suíça realizada nos últimos cinco anos ou a ser terminada em breve.

As paisagens suíças – em particular as tipologias rurais e alpinas – são consideradas terreno público e um bem precioso. A nova arquitetura a ser desenvolvida nessa paisagem é o resultado de processos democráticos complexos, nos quais não apenas os Cantões – as unidades da Confederação Suíça – mas também numerosos órgãos públicos que protegem as tradições suíças, têm uma opinião decisiva. As iniciativas orquestradas para preservar os tipos de construções tradicionais – do chalé ao curral para o gado, às cabanas de esqui – significam que, com poucas exceções, a arquitetura que pretenda uma relação radical com um dado contexto, não sobreviverá a um referendo público.

Como pode o arquiteto modernizar, adaptar e aprimorar o design da arquitetura suíça além das restrições legais definidas pela sociedade em geral?

A ampla diversidade dos edifícios apresentados foi escolhida com base na técnica, por meio da qual formas inovadoras foram concebidas e novas posições negociadas. A maneira sutil com que os obstáculos legais foram reinterpretados para favorecer as formas não-familiares e novos materiais é um processo de definição que mantém o equilíbrio entre as necessidades e desejos do cliente e a opinião pública. Nós nos concentramos particularmente nos processos por meio dos quais os edifícios criaram um novo destaque dentro de um contexto, em diálogo com a paisagem, estabelecendo assim um senso incomum de escala ou reinterpretando tipologias tradicionais.

Entrevistas com os arquitetos envolvidos e diversos clientes descrevem a cultura específica da produção e design, que está altamente harmonizada com as realidades contemporâneas da paisagem suíça em transformação. Pelas declarações, um subtexto fundamental da produção arquitetônica dentro deste contexto se torna tangível: a negociação entre a preservação e a inovação, entre agradar as sensibilidades tradicionais e impor uma ruptura necessária nas tipologias convencionais, que resulta de adaptações engenhosas das regulamentações de planejamento.

Os depoimentos individuais são tão heterogêneos quanto o próprio terreno público suíço. Novas formas foram geradas por meios tradicionais e sustentáveis para se harmonizarem com o contexto dos arredores. A arquitetura industrial pode ser projetada para se fundir de forma invisível com a paisagem. O clássico chalé da montanha é parodiado com um submundo altamente modernizado, até mesmo irônico. Pelo uso de construções modulares e leves, o redesenho de um abrigo de esqui promove uma transformação da forma tradicional para uma auto-suficiência de vanguarda. Métodos de construção notadamente tradicionais são adaptados para se ajustarem às necessidades contemporâneas, mantendo, ao mesmo tempo, sua especificidade cultural. A paisagem pode integrar-se de tal forma à arquitetura que o mundo interior e o exterior se fundem e se inter-relacionam através da interação da transparência com a abstração. Muitas vezes a resposta a um contexto restritivo é levar a natureza para um mundo interior em forma de introspecção arquitetônica.

Por toda a exposição, os projetos apresentados são complementados com as fotografias de Joël Tettamanti, que contrastam as excepcionais paisagens alpinas com a urbanização dispersa, desafiando assim, o clichê da Suíça como um idílico cenário rural cercado de lagos. O objetivo de apresentar a arquitetura com essas imagens de topografias fragmentadas em grande escala é enfatizar a realidade suíça contemporânea. Dentro dessa realidade, as cautelosas negociações entre o privado e o público, basicamente para manter as normas e tradições, estão cada vez mais comprometidas. A erosão gradual da paisagem suíça, causada pela urbanização, indica que a nova arquitetura precisará no futuro vislumbrar novas tipologias que considerem formas não características do terreno público.

notas

1
A participação da Suíça na 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, representada pelo Ofício Federal da Cultura, com curadoria de Francesca Ferguson, é uma iniciativa do S AM – Museu de Arquitetura da Suíça (Swiss Architecture Museum).

sobre o autor

Francesca Ferguson, curadora da ARCH/SCAPES, é diretora do S AM – Museu de Arquitetura da Suíça.

Francesca Ferguson, Basel Suíça

Joël Tettamanti

Joël Tettamanti

Joël Tettamanti

EM2N - Hannes Henz

Pool Architekten - Andrea Helbling

Sophie Ambroise

Graber Steiger - Dominique Wehrli

Snozzi - Filipo Simonetti

Giraudi Wettstein - Gaston Wicky

Zumthor - Laura Padgett

Gion Caminada

Localarchitecture - Milo Keller

Bonnard Woeffray - Hannes Henz

Olgiati - Archive Olgiati

Conzett - Wilfried Dechau

Menn - Franz Rindlisbacher

 

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