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drops ISSN 2175-6716

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português
Jaime J. Ferrer Fores, uma homenagem ao arquiteto Jørn Utzon, autor de a Ópera de Sidney, falecido em 29 de dezembro de 2008 aos 90 anos e considerado um dos arquitetos mais importantes e influentes do século XX

english
James J. Ferrer Fores, a tribute to the architect Jørn Utzon, author of the Sydney Opera House, who died on December 29, 2008, 90 years old and considered one of the world's most important and influential of the twentieth century

español
Jaime J. Ferrer Fores, un homenaje al arquitecto Jørn Utzon, autor de la Ópera de Sidney, fallecido el 29 de diciembre de 2008 a los 90 años y considerado uno de los arquitectos más importantes e influyentes del siglo XX

como citar

J. FERRER FORES, Jaime. In memóriam. Jørn Utzon, arquiteto. Drops, São Paulo, ano 09, n. 025.04, Vitruvius, dez. 2008 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/09.025/1776>.


Jørn Utzon, 1918-2008 [The Pritzker Architecture Prize]


A trajetória singular de Jørn Utzon, arquiteto de a Ópera de Sydney, falecido em 29 de novembro aos 90 anos e considerado um dos arquitetos mais importantes e influentes do século XX, conta com um legado inovador onde abundam os traços construtivos e formais de uma arquitetura que reivindica a construção, a honestidade material e a integração na paisagem. A trajetória do arquiteto dinamarquês, reconhecido com o Prêmio Pritzker de 2003, foi forjada sobre duas convicções essenciais: a construção e a paisagem.

Nascido em Copenhague em 1918, sua infância se desenvolveu entre os estaleiros de Aalborg e Helsingør, nos quais seu pai, engenheiro naval, foi diretor. A influência do mundo naval e as lições do pintor sueco Carl Kylberg, que lhe abriu os olhos para a luz peculiar da paisagem escandinava, forjam o itinerário do jovem Utzon. Estudou na Escola de Arquitetura de Copenhague, diplomando-se em 1942. Aos 27 anos trabalha brevemente com Alvar Aalto em Helsinki e aos 29 anos realiza uma longa viagem por Marrocos, aonde descobre a construção essencial vernácula. Em 1949 viajou para os Estados Unidos e para o México, aonde visitou Mies van der Rohe e Frank Lloyd Wright, e conheceu de primeira mão as pirâmides construídas pelos maias.

Sua obra concilia os preceitos universais da modernidade com a tradição vernácula e histórica. Os projetos sucessivos de Utzon, admirador dos mestres Aalto, Asplund, Wright e Mies, não permaneceriam alheios à evolução da arquitetura moderna, mas surgiram invariavelmente a partir de uma rigorosa reelaboração pessoal.

Em 1957 ganhou o concurso daquela que seria sua obra prima, a Ópera de Sydney (1956-1973), um monumental edifício onde combina a tradição das plataformas massivas com a abstração formal das cascas materializadas como fragmentos de uma única esfera. Sem dúvida, após um longo processo de desencontros, Utzon foi obrigado a abandonar, em 1966, a proeza estrutural da construção do edifício que se transformou no ícone de Sydney e Austrália.

Apesar de sua dimensão épica, a Ópera de Sydney não é a única obra de Utzon que forma parte da história da arquitetura. O conjunto de habitações Kingo (1956) e de Fredensborg (1965) são agrupações residenciais criadas a partir de a adição de casas pátio que conciliam a individualidade do modo de habitar de cada família com a valoração geográfica do entorno.

Inovações técnicas

O talento poético de seus desenhos descreve também os numerosos projetos não construídos nos finais dos anos sessenta e anos setenta. Os experimentos plásticos e as inovações técnicas caracterizam o projeto para o Museu de Arte em Silkeborg (1963), onde concebe um conjunto de “bacias” que sobressaem do terreno como clarabóias. Entretanto, rigorosa e poética. A Igreja de Bagsvaerd (1976) é determinada pela plasticidade da cobertura, a sobriedade formal e a contundência geométrica da Assembléia Nacional do Kuwait (1972) constitui uma homenagem à arquitetura islâmica.

A construção dos refúgios insulares em Mallorca abre um processo de distanciamento e balanço. Construído na borda de um escarpado, Can Lis (1968) é um recinto arcaico que olha para o mar e Can Feliz (1994), um amplo mirante no vale de Calonge. Depois de residir varias décadas em Mallorca, encontrou o reconhecimento merecido. Ao arquiteto nonagenário foram feitos tributos em diversos congressos celebrados em Aalborg, Sevilla e, recentemente, Mallorca.

notas

[artigo publicado originalmente no jornal El País, 2 de dezembro de 2008, p. 42]

sobre o autor

Jaime J. Ferrer Fores é doutor arquiteto, professor de Projetos Arquitetônicos na Escola de Arquitetura de Barcelona, autor do livro Jørn Utzon. Obras y proyectos. Works and projects, e comissário do Utzon International Meeting Mallorca 2008.

Jaime J. Ferrer Fores, Barcelona, Espanha

Ópera de Sydney, 1956-1973 [The Pritzker Architecture Prize]

Conjunto de habitações de Fredensborg, 1965 [The Pritzker Architecture Prize]

Igreja de Bagsvaerd, 1976 [The Pritzker Architecture Prize]

Assembléia Nacional do Kuwait, 1972 [The Pritzker Architecture Prize]

 

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