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drops ISSN 2175-6716

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português
Almandrade faz poesia inspirado nas esculturas de Sérvulo Esmeraldo, em exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo de junho a agosto de 2011

how to quote

(ALMANDRADE), Antônio Luiz M. de Andrade. A fantasia estilizada dos sólidos. Drops, São Paulo, ano 12, n. 046.01, Vitruvius, jul. 2011 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.046/3951>.



As esculturas de Sérvulo Esmeraldo atraem sorrateiramente o olhar para um confronto entre a objetividade do visível e um equilíbrio essencialmente subjetivo, enigmático. O inconsciente moderno se encarrega dos investimentos culturais destinados à sua apreensão e experimentação. Apesar da precisão quase matemática, a sensibilidade e o devaneio não escapam, estão presentes, condensados na singularidade dos sólidos inspirados por um ideal (problemático) de perfeição e apropriação da luminosidade. Surgem para o olhar, soltas, emancipadas, mas foram inventadas fazendo parte de um sistema, de uma história. É preciso circular em torno delas para perceber suas sutilezas específicas.

O artista trabalha a partir de poucas variações formais, mas intimamente entrosado com o fazer da arte, não só os materiais e a técnica utilizados como também os dados da história. Luz e espaço se articulam como resultado de uma experiência de trabalho, cada escultura é uma soma de volume e luz. Um silêncio estilizado e denso, resistente às falas e definições.

Por trás desse equilíbrio quase imperturbável, existe um processo de saber obcecado em inventar, com os mais simples sólidos do universo da geometria, objetos/monumentos de arte que, além de conviver harmonicamente com a luz e a sombra, acentuam a paixão por uma espécie de “belo clássico”, livre de inquietações, um belo puro e destilado, próximo ao êxtase da perfeição. Momentos de humor.

sobre o autor

Antônio Luiz M. de Andrade (Almandrade) é artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta. Desde 1972 dedica-se ao pensamento da arte concretizado em suas pinturas, esculturas, instalações e poemas visuais, participando de várias mostras coletivas, nacionais e internacionais. Realizou cerca de trinta exposições individuais em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo; escreve em jornais e revistas especializados em arte, arquitetura e urbanismo. Recebeu diversos prêmios, dentre eles o da Fundarte em 1986 e da Copene em 1997 e publicou vários livros dentre os quais “Arquitetura de Algodão" e “Escritos sobre arte: arte, cidade e política cultural”.

Sérvulo Esmeraldo. Sem título, 1985. Escultura em aço, 215 x 84 x 50 cm.
Foto Isabella Matheus [Acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo. Aquisição Governo do Estado de São Paulo, 2001]

 

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