Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
O Prêmio APCA 2011 – Categoria “Obra de arquitetura em São Paulo " é um reconhecimento a obra arquitetônica, urbanística, de infraestrutura ou de mobiliário urbano construída no Estado de São Paulo e inaugurada entre 2010 e 2011.

how to quote

VILLAC, Maria Isabel. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Obra de arquitetura em São Paulo”. Premiado: Biblioteca São Paulo / Aflalo e Gasperini + Dante Della Manna + Univers Design. Drops, São Paulo, ano 12, n. 051.06, Vitruvius, dez. 2011 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4152>.



O Prêmio APCA 2011 – Categoria “Obra de arquitetura em São Paulo " é um reconhecimento a obra arquitetônica, urbanística, de infraestrutura ou de mobiliário urbano construída no Estado de São Paulo e inaugurada entre 2010 e 2011 (1).

O tema biblioteca é caro aos arquitetos e o edifício da Biblioteca São Paulo, projetado pelo escritório Aflallo e Gasperini, o arquiteto Dante Della Manna e a empresa Univers Design tem interesse pelas referências que atualiza da arquitetura erudita.

O projeto propõe: a volumetria da caixa acristalada, onde está presente a horizontalidade, a planta de geometria regular e a tipologia de pátio interior presentes no projeto do arquiteto Mies van der Rohe para a Biblioteca e Administração do Illinois Institut of Technology – IIT, em Chicago (1944); o forro de forma orgânica e a iluminação natural indireta que proporciona uma luz difusa e sem sombra da Biblioteca de Viipuri de Alvar Aalto (1927-1935), também situada em um parque público; a animação e controle da luz na impressão de imagens e/ou textos nos vidros das fachadas propostos pelos arquitetos Herzog e De Meuron na Biblioteca da Escola Técnica de Eberswalde (1999).

A arquitetura da Biblioteca São Paulo propõe a visualização do espaço como um todo e privilegia a participação e a integração dos usuários. Não há nesta obra uma inovação na forma ou no conceito de ambiente da biblioteca, cujo projeto se desenvolve em espaços fluidos e integrados e entende que o tema “biblioteca”, além de cuidar da iluminação, da acústica, da vistas da paisagem exterior, do mobiliário, deve ser catalizador ou mediador entre a informação e as pessoas, e outros eventos que possam suceder. Mas esta obra se distingue de possíveis referências, já que o programa arquitetônico não se encerra no sólido que a contém, mas se amplia em direção ao espaço público do Parque da Juventude. Este diferencial marca a escolha da Biblioteca São Paulo como obra de arquitetura indicada ao prêmio APCA deste ano.

Premiar uma obra de arquitetura em São Paulo não tem significado critico do ponto vista da beleza, da citação erudita e/ou da magnitude do objeto isolado, mas sim da sua contribuição às questões da complexa sociedade em que se insere. A megacidade, como sabemos, tem como tradição abrigar pessoas de inúmeras etnias e das mais variadas regiões do Brasil. Uma condição de generosidade advinda do vigor e da capacidade em gerar riquezas e, consequentemente, emprego. Mas esta vocação produtiva não significou necessariamente a humanização dos espaços, a inclusão social através da condição digna de moradia e, principalmente, da educação para todos os que aqui vieram tentar a sorte e colaborar na construção da cidade.

O prêmio na categoria “Obra de arquitetura em São Paulo”, portanto, acarreta considerações sobre a condição de urbanidade e de cidadania na metrópole paulistana. Urbanidade que propõe a ampla experiência da vida urbana compartilhada. Cidadania que valoriza o habitante comum da cidade – todos nós – e promove laços entre indivíduos e coletividade.

A reconversão do uso da área prisional do Complexo do Carandiru em parque mostra a vontade de uma metrópole mais humana. A inclusão de uma biblioteca neste território reinaugurado como Parque da Juventude alberga condições dignas de inclusão a partir do respeito e o incentivo à educação e à cultura.

“Um país se faz com homens [mulheres] e livros” é uma máxima atualizada de Monteiro Lobato. O livro é produto e instrumento indispensável na formação cultural e construção do saber. A biblioteca, por sua vez, aberta e vinculada ao parque, é o espaço facilitador e propiciador do acesso à leitura, reflexão e construção do pensar, mas também lugar de encontro e prazer.

A Biblioteca São Paulo, que alia instrução e vida pública ao congregar memória e imaginação, espaço individual e território coletivo, é compreendida como espaço político apropriado a uma condição contemporânea de vida nova na metrópole do planalto de Piratininga.

nota

1
Este texto é parte da Ata de Premiação APCA 2011, assinada pelos críticos de arquitetura filiados à Associação Paulista de Críticos de Arte. Os prêmios outorgados nas sete categorias – Homenagem pelo conjunto da obra; Cliente/promotor; Difusão; Urbanidade; Obra de arquitetura em São Paulo; Obra de arquitetura no Brasil; e Projeto referencial – foram selecionados por unanimidade ou maioria a partir de critérios discutidos coletivamente. A responsabilidade de redação final coube a um determinado crítico, mas os argumentos foram discutidos coletivamente pelos críticos de arquitetura Abilio Guerra, Fernando Serapião, Guilherme Wisnik, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira de Camargo, Nadia Somekh e Renato Anelli. Os textos que complementam a Ata de Premiação APCA 2011 são os seguintes:

WISNIK, Guilherne. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Homenagem pelo conjunto da obra”. Premiado: Marcello Fragelli. Drops, São Paulo, n. 12.051.02, Vitruvius, dez. 2011 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4148>.

SERAPIÃO, Fernando. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Cliente /promotor”. Premiado: Otávio Zarvos / Idea!Zarvos. Drops, São Paulo, n. 12.051.03, Vitruvius, dez. 2011 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4149>.

SOMEKH, Nadia. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Difusão”. Premiado: Raul Juste Lores / Folha de S. Paulo. Drops, São Paulo, n. 12.051.04, Vitruvius, dez. 2011 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4150>.

GUERRA, Abilio. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Urbanidade”. Premiado: Mauro Munhoz e Casa Azul / Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. Drops, São Paulo, n. 12.051.05, Vitruvius, dez. 2011 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4151>.

VILLAC, Maria Isabel. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Obra de arquitetura em São Paulo”. Premiado: Biblioteca São Paulo / Aflalo e Gasperini + Dante Della Manna + Univers Design. Drops, São Paulo, n. 12.051.06, Vitruvius, dez. 2011 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4152>.

ANELLI, Renato. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Obra de arquitetura no Brasil”. Premiado: João Batista Martinez Corrêa / Mirante da Paz – Complexo Elevador Rubem Braga, Rio de Janeiro. Drops, São Paulo, n. 12.051.07, Vitruvius, dez. 2011 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4153>.

CAMARGO, Mônica Junqueira de. Prêmio APCA 2011 – Categoria “Projeto referencial”. Premiado: João Filgueiras Lima, Lelé / Projeto alternativo para o programa “Minha Casa, Minha Vida”. Drops, São Paulo, n. 12.051.08, Vitruvius, dez. 2011 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.051/4154>.

sobre a autora

Maria Isabel Villac é arquiteta, professora e pesquisadora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie.

 

comments

newspaper


© 2000–2019 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided