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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Olivia Marra fala sobre a 13ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza - "Common Ground", que acontecerá de agosto a novembro desse ano e contará com 111 participantes - arquitetos, fotógrafos, críticos e pesquisadores - de 55 países

english
Olivia Marra talks about the 13th edition of the Venice Architecture Biennale "Common Ground", which will take place from August to November 2012 and will feature participants – architects, photographers, critics and researchers – from 55 countries

español
Olivia Marra habla de la 13 ª edición de la Bienal de Arquitectura de Venecia "Common Ground", que se llevará a cabo entre agosto y noviembre de 2012 y contará con 111 participantes – arquitectos, fotógrafos, críticos e investigadores – de 55 países

how to quote

MARRA, Olivia. 13ª Bienal de Arquitetura de Veneza. Common Ground. Drops, São Paulo, ano 13, n. 058.02, Vitruvius, jul. 2012 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/13.058/3875>.



A 13ª Bienal de Arquitetura de Veneza (1) acontecerá entre os dias 29 de agosto e 25 de novembro de 2012, no Giardini della Biennale e no complexo Arsenale. Contando com 55 países, a exposição convida 111 participantes – arquitetos, fotógrafos, críticos e pesquisadores – a apresentarem trabalhos originais especialmente elaborados sob o tema Common Ground, proposto pelo curador dessa edição, o arquiteto britânico David Chipperfield.

É interessante notar a escolha precisa do termo common, ao invés de shared ou collective, com uma intenção de ampliar o olhar sobre a arquitetura da cidade além da esfera pública, uma vez que o comum precede o público e o privado. Nesse sentido, common é colocado como um ideal, uma produção de conhecimento que compreende o particular e o universal, ao mesmo tempo. Enquanto que ground reporta-se ao meio material sobre o qual todos os fatos e artefatos urbanos são construídos. Inegavelmente, a combinação ambígua dessas duas palavras incita um deslocamento do olhar sobre a arquitetura que, nos últimos anos, vem sendo marcado por um apreço hegemônico por diversidade, iconicidade e ineditismo na paisagem da cidade contemporânea. Diferente das bienais anteriores, cujos temas relacionavam arquitetura com outras disciplinas, a presente busca por um common ground evoca uma arquitetura voltada para si mesma enquanto propriedade coletiva – não somente pelos objetos materiais que produz, mas pela formação de história e de linguagem próprias e, portanto, comuns aos arquitetos de diferentes gerações.

Seguindo essa reflexão disciplinar, a curadoria privilegia trabalhos de co-autoria que dialogam conscientemente com o legado arquitetônico que os antecede. David Chipperfield encorajou os arquitetos convidados a se exporem francamente à fortuna crítica que a ocasião oferece, ao invés de se exibirem como talentos individuais em uma feira. Assim, a montagem enfatizará a afinidade entre os projetos que, embora sejam diferentes em seus resultados aparentes, têm em comum a relevância de seus significados no fio contínuo da história da arquitetura. Isto é, que compreendem a palavra projeto como a construção de um ideal que não se encerra no desenho do edifício, sendo fundamentalmente motivado por uma atitude crítica diante das circunstâncias político-econômicas e tecnológicas das quais arquitetos são freqüentemente coadjuvantes.

Em paralelo à exposição de 63 projetos, a 13ª Bienal de Veneza organizará dois seriados de eventos – Biennale Sessions and Conversations about Architecture, abertos a estudantes, educadores e grupos de pesquisa de diversas universidades. Segundo o chairman Paolo Baratta, essas iniciativas confirmam o papel da Bienal como uma instituição “aberta ao conhecimento e ao espírito de pesquisa”. Em contraste com as recentes edições das Bienais de São Paulo e de Rotterdam, que se reportaram ao público leigo exibindo estudos de urbanismo participativo com um viés mais simplificado, a exposição em Veneza será endereçada à audiência específica. Tal posicionamento pode ser entendido como um lúcido contraponto ao lugar comum do arquiteto que vulgariza a representação gráfica e literária do projeto, sob o ilusório pretexto de torná-lo acessível ao público.

Felizmente, portanto, pode-se esperar que a seguinte bienal abrigará autores cujas trajetórias são pautadas por um compromisso intelectual com a prática de arquitetura e que, então, produzem textos como uma parte significativa de suas obras. Entre os exemplos destes, estão o arquiteto Peter Eisenman, o escritório Dogma, os ensaístas da revista San Rocco, o crítico e historiador Kenneth Frampton, os arquitetos Rafael Moneo e Juan Herreros. Na pré-estréia, aberta somente aos arquitetos participantes e aos fotógrafos credenciados, o Júri internacional dessa edição premiará as melhores interpretações do tema Common Ground nas formas de ensaio crítico e de fotografia.

nota

1
13th International Architecture Exhibition – Common Ground. Curadoria de David Chipperfield. Veneza, de 29 de agosto a 25 de novembro de 2012. Pré-estréia: 27 e 28 de agosto de 2012. Cerimônia de prêmios e abertura: 29 de agosto de 2012. Agendamento de visitas guiadas: Tel. +39 041 5218828; Fax +39 041 5218732; promozione@labiennale.org. Websites: www.labiennale.org; www.labiennalechannel.org.

sobre a autora

Olivia Marra é arquiteta formada pela FAU/UFRJ desde 2009 e, atualmente, trabalha como pesquisadora pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura do Berlage Institute, em Rotterdam.

 

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