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JHONES, Keyce. Severiano Mário Porto. Homenagem ao arquiteto e preservação da memória de sua obra. Drops, São Paulo, ano 14, n. 078.01, Vitruvius, mar. 2014 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/14.078/5077>.



"Como ninguém, Severiano Porto apresenta nos seus traços arquitetônicos a essência da nossa identidade regional. Nas obras dele percebo o nosso rosto caboclo humanizado" Celdo Braga (1)

Mesmo não morando mais em Manaus, Severiano Porto é ainda uma das grandes personalidades que marcou o desenvolvimento da cidade de Manaus, principalmente por projetar grandiosas obras que levaram o nome do estado a nível internacional.

É necessário homenagear este grande arquiteto da floresta, ainda mais agora quando se encontra esquecido por grande parte da sociedade, que desconhece o valor de suas obras, principalmente pelas técnicas desenvolvidas como um das mais eficientes aos termos atuais sobre sustentabilidade, no qual o arquiteto já projetava muito antes dessa onda sobre construção verde. Conforme suas palavras,

"a arquitetura deve responder às necessidades e às circunstâncias locais, esquecendo modelos importados de outras regiões ou de outras culturas dominantes. À medida que assumimos a nossa época, com tudo o que isso implica – uma imensa quantidade de informações sobre o que já foi realizado, conhecimento de técnicas regionais, de novos materiais etc. –, alcançaremos a liberdade para elaborar projetos mais belos e mais nacionais, adequados ao clima onde serão executados, às regiões e a seus usuários” (2).

Grandes obras de autoria de Severiano Porto, premiadas no Brasil e no exterior, foram demolidas, ou estão hoje abandonadas e esquecidas na memória coletiva:

O Estádio Vivaldo Lima completou quatro anos de sua demolição e nada foi resolvido sobre a criação de um memorial na arena da Amazônia; a polêmica sobre o desmonte da casa do arquiteto que até hoje não foi solucionada; o Centro de Proteção Ambiental de Balbina está em processo de ruínas há dois anos, e nenhuma autoridade tomou partido em querer proteger esta importante obra para o Estado (e para a arquitetura brasileira); uma de suas últimas obras demolidas, o Parque Ambiental e Urbano da Ponta Negra, não foi reformado para implantar o partido original que respeitava os aspectos ambientais de um dos mais importantes balneários da cidade de Manaus.

As duas homenagens – em seu aniversário e a outorga da medalha Ruy Araújo – foram os dois únicos momentos durante o ano de 2013 que se pôde celebrar e reviver a importância de manter a memória ainda viva deste grande arquiteto da floresta. Esperamos que 2014 seja um ano promissor e compromissado, pelos gestores públicos e instituições (CAU, IAB e Iphan), para manter preservado o restante de suas obras.

Um apelo para a criação do “Instituto Severiano Porto” ainda é uma de minhas causas para que o seu conceito de arquitetura, suas obras, acervo e memória sejam amplamente valorizados na cidade de Manaus, onde o arquiteto dedicou mais da metade de sua vida e foi reconhecido como cidadão amazonense pelo valor de suas obras.

A ideia de um lugar para a memória do arquiteto é antiga (3). Desde a demolição de sua residência, na rua Recife, foi cogitado a possibilidade de reconstruir a sua casa em um parque de Manaus, mas pelo visto isso nunca será possível. Então o viável agora seria aproveitar uma de suas obras, para que alguma instituição ou poder público possa abraçar a causa e montar este centro de referência sobre o arquiteto da floresta, trazendo para Manaus boa parte de seus projetos, podendo compor um imenso acervo que possa ser consultado por todos.

O Centro servirá também de ponto para discussões sobre sustentabilidade na região, tomando como premissas os estudos de casos que o arquiteto desenvolvia para aplicar em suas obras. Oferecer cursos, palestras, exposições e até uma área técnicas composta por profissionais de restauro, e arquitetura para que possam trabalhar sobre o inventário de suas obras e promover a permanente conservação dos mesmos.

Também com este espaço, seria promovido a cada ano, um concurso para as melhores práticas sobre a construção sustentável, obedecendo algumas diretrizes baseadas nos estudos que o arquiteto desenvolvia.

Nada mais justo para continuar a homenagear um dos grandes arquitetos da arquitetura brasileira. Esperamos que um pedido de tombamento para algumas obras de grande relevância histórica e cultural para o Amazonas seja feito.

Estas ações buscam a preservação da memória viva deste grande mestre da arquitetura brasileira e o seu reconhecimento constante para a valorização de todo o seu conjunto de mais de 300 obras realizadas.

Que possamos resgatar a identidade da nossa cidade, através da preservação das obras deste grande mestre da arquitetura.

notas

1
Citação do poeta, cantor e compositor amazonense Celdo Braga feita em 2013, em homenagem ao arquiteto Severiano Porto no dia de seu aniversário.

2
SABBAG, Haifa Yazigi. A casa aberta à natureza. AU, São Paulo, n. 3, nov. 1985, p. 38.

3
Página sobre o arquiteto no Facebook, no qual é possível acompanhar algumas obras que estão sendo levantadas para um possível cadastro de bens imóveis de valor arquitetônico e cultural, acesso no endereço.<https://www.facebook.com/pages/Severiano-M%C3%A1rio-Porto/241852639159383>.

sobre o autor

Keyce Jhones é estudante de arquitetura e Urbanismo, e desenvolve trabalhos voltados à pesquisa, sobre patrimônio, mobilidade, cidade e meio ambiente.

 

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