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drops ISSN 2175-6716

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A casa JK, projeto de Oscar Niemeyer, fica nos arredores do Parque da Pampulha, Belo Horizonte. Segundo Cêça Guimaraens, a modernidade da casa o paisagismo de Burle Marx vai merecer em breve o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco.

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GUIMARAENS, Cêça. Casa JK. Memória e sedução. Drops, São Paulo, ano 16, n. 096.01, Vitruvius, set. 2015 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/16.096/5674>.



O bairro novo da Pampulha é o lugar de exceção onde Juscelino Kubistchek encontrou Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx para promover o estilo republicano e modernista de viver e de morar. Pampulha: conjunto arquitetônico e paisagístico, inscrito nos Livros do Tombo do Iphan em 1997, foi criado em 1942 para atrair turistas e expandir a cidade de Belo Horizonte.

O programa das construções destinadas ao lazer e ao entretenimento incluiu lotes para habitações, onde se destacava a residência de fim-de-semana do então prefeito da cidade projetada por Niemeyer em 1943. Em 1950, Joubert Guerra, amigo e colaborador do presidente, tornou-se proprietário da casa e conservou a arquitetura, os jardins e o mobiliário, no qual se encontra mesa de telefone, cujo desenho é atribuído a Lina Bo Bardi. A reconhecida Casa JK, foi restaurada, museologizada e aberta ao público em 2008.

Na Casa JK, seguindo o vocabulário moderno, Oscar Niemeyer experimentou as suas ideias de integração e permeabilidade espacial sem, no entanto, deixar de aderir às exigências funcionais da tradicional família brasileira. Ao configurar-se em espaços distintos que enfatizam a separação dos ambientes de convívio social, íntimo e de serviços, o projeto articula o aclive suave do terreno e os diferentes níveis dos espaços interiores. A entrada em rampa, o pequeno lago e os jardins de linhas curvas − imaginados pelo arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx com palmeiras imperiais, ipês, paineiras e bromélias −, agregam-se ao telhado em forma de asa de borboleta para evidenciar a modernidade. O hall de entrada, as salas de estar e jantar se fundem à varanda e ao mezanino que, além de estabelecer a transição com a área íntima, permite a visão panorâmica da lagoa. Azulejos formam painel de Alfredo Volpi, ampliando a perspectiva da parede do fundo da varanda aberta sobre o jardim. A galeria-corredor, com tijolos de vidro que deixam passar a luz natural, é generosa em dimensões e conforma os acessos aos aposentos da família. O pátio interno, expandindo a sala de estar, cozinha, lavanderia e quartos dos empregados, concentra e dispersa as atividades da vida pública e familiar do dono da casa. Situado em nível mais alto, o Pavilhão de lazer – ora em restauro – no fundo do lote onde se localizam ainda o pomar e a piscina dá sequência ao percurso.

Os materiais, texturas e cores da Casa JK mesclam pedra, madeira, ferro e vidro. Azulejos e pastilhas brancas adoçam paredes e pisos frios de banheiros e cozinhas. Sofás, mesas e cadeiras com pés de palito estão vazios e plenos de esquecimento. O caminhar no quase zigue-zague da rampa que organiza o jardim, a luz e a brisa da tarde animam o visitante a, junto com as flores, palmas e pássaros, relembrar dourado passado.

A idealizada paisagem cultural do conjunto moderno da Pampulha parece recuperar-se da degradação físico-funcional e da utilização inadequada de trechos da orla da lagoa. Portanto, será indicada ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Desejada conquista, a ser confirmada em 2016, a outorga da láurea máxima da Unesco também abrangerá a Casa JK. Nota preciosa em prelúdio de sinfonia, a casa de Juscelino Kubistchek, à maneira dos edifícios isolados do conjunto, será, enfim, som virtuoso a celebrar, mais uma vez, o singular modernismo niemeyreano.

sobre a autora

Cêça Guimaraens, arquiteta e pesquisadora do CNPq.

Residência Juscelino Kubistchek, pátio, Belo Horizonte. Arquiteto Oscar Niemeyer
Foto Rose Guedes

Residência Juscelino Kubistchek, jardim, Belo Horizonte. Paisagista Roberto Burle Marx
Foto Cêça Guimaraens

 

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096.01 patrimônio moderno
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