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drops ISSN 2175-6716

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Abilio Guerra comenta a exposição Escola Viva, que comemora os cem anos do curso de arquitetura do Mackenzie e os setenta anos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

how to quote

GUERRA, Abilio. Escola Viva. Exposição “Arquitetura Mackenzie 100 anos / FAU Mackenzie 70 anos”. Drops, São Paulo, ano 18, n. 119.02, Vitruvius, ago. 2017 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/18.119/6650>.



“Escola Viva”, exposição comemorativa “Arquitetura Mackenzie 100 anos / FAU Mackenzie 70 anos”, acontece no Centro Cultural São Paulo de 16 a 31 de agosto de 2017 (1). A mostra conta com a equipe curatorial formada por professores dos cursos de arquitetura e urbanismo, e de design – Lizete Rubano, Marcos Castanha Junior (Kito), Zuleica Schincariol, Angélica Alvim e Afonso Castro – e retrata a atualidade do ensino na FAU Mackenzie, além de homenagear alguns dos arquitetos formados na instituição.

O curso de arquitetura do Mackenzie data de 1917 e a faculdade, de 1947, iniciativas ainda sob a gestão do Colégio Mackenzie, que antecedeu a Universidade, de 1952. Os cem anos do curso e setenta anos da faculdade ganham sua verdadeira expressão quando inseridos dentro do processo histórico que constitui a área no Brasil.

O ensino exclusivo de arquitetura é autorizado no país em 1933, via decreto federal, mas seu ensino se inicia, como uma das artes plásticas, na Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, criada por D. João VI em 1816. Após mudanças de nome, em 1945 se torna o primeiro curso universitário de arquitetura – a Faculdade Nacional de Arquitetura, atual Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fora da universidade, o primado cabe à Escola de Arquitetura de Belo Horizonte, fundada em 1930.

No Estado de São Paulo, a primazia cabe ao Mackenzie, com a fundação de sua Faculdade de Arquitetura e Urbanismo em 1947, apenas um ano antes do surgimento de sua homônima na Universidade de São Paulo, em 1948. Ambas se emancipam de cursos politécnicos e, no caso do Mackenzie, de ensino mais tradicionalista, o processo é gradual e os primeiros títulos exclusivos de “arquiteto” são emitidos em 1939.

O ensino de arquitetura no Mackenzie – à revelia de sua origem e da militância acadêmica do fundador da faculdade, o respeitado arquiteto Christiano Stockler das Neves – se torna a partir dos anos 1940 em efervescente espaço de discussão em sintonia com os rumos da arquitetura internacional. De suas hostes saem importantes nomes das primeiras gerações de arquitetos modernos da cidade – Oswaldo Bratke, Miguel Forte, Plinio Croce, Galiano Ciampaglia, Jacob Ruchti, Roberto Aflalo, Carlos Millán, Roberto Carvalho Franco, Aron Kogan, Carlos Lemos, Jorge Wilheim, Paulo Mendes da Rocha, Fábio Penteado, Pedro Paulo de Melo Saraiva e tantos outros.

A faculdade – que contou com professores excepcionais do nível de Franz Heep e Salvador Candia – tem se ajustado ao longo das décadas às novas demandas e necessidades trazidas pelo tempo. Se enamora da arquitetura norte-americana do segundo pós-guerra, forma arquitetos protagonistas da Escola Paulista dos anos 1950 e 1960, se engaja na discussão do planejamento urbano hegemônico nos anos 1970 e 1980, flerta com o pós-moderno nos anos 1990, assume a responsabilidade de enfrentar os problemas extremos da metrópole, em especial a carência de moradia e a periferização da pobreza, a partir do final do século passado, isso tudo sem perder sua vocação maior de formar arquitetos de edificações requintadas.

A pequena exposição apresentada no Centro Cultural São Paulo – edifício projetado por dois arquitetos formados no Mackenzie, Eurico Prado Lopes e Luiz Telles – não apenas reflete essa trajetória articulada de ensino e prática da arquitetura, como tenta refletir sobre os desafios atuais e aqueles que se avizinham. Uma escola viva, como deve ser toda escola que ensina arquitetura e urbanismo.

nota

1
Exposição Escola Viva, equipe curatorial formada por Lizete Rubano, Marcos Castanha Junior (Kito), Zuleica Schincariol, Angélica Alvim e Afonso Castro. Centro Cultural São Paulo, 16 a 31 de agosto de 2017.

sobre o autor

Abilio Guerra é professor de graduação e pós-graduação da FAU Mackenzie e editor, com Silvana Romano Santos, do portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora.

 

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