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drops ISSN 2175-6716

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Frederico Holanda homenageia o arquiteto e pesquisador Frank Svensson, falecido recentemente em Brasília.

como citar

HOLANDA, Frederico de. Frank Svensson. (Belo Horizonte, 25 set. 1934 – Brasília, 07 fev. 2018). Drops, São Paulo, ano 18, n. 125.03, Vitruvius, fev. 2018 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/18.125/6871>.



Frank nos deixou hoje de madrugada.

Devo muito ao Frank, pessoal e profissionalmente.

Pessoalmente pelo exemplo radical de integridade afetiva, ideológica e política sem concessões.

Profissionalmente, o conheci ainda nos bancos da Faculdade de Arquitetura, no Recife, nas palestras que fez sobre seu belo trabalho no Projeto Bebedouro, em Petrolina. Foi por sua indicação que entrei para a Companhia Hidrelétrica da Boa Esperança – COHEBE, minha primeira experiência profissional, e que também vim para Brasília, por indicação que ele fez a Miguel Pereira.

Dos ensinamentos, me apropriei de uma grande descoberta sua, advinda da arquitetura popular praieira nordestina – a estrutura do telhado em pinhão: uma pirâmide de base quadrada, sem apoio central, que utilizou em Bebedouro, e que depois Alete Ramos utilizaria em Nova York, no Maranhão (1). A estrutura está em nossa casa do Ceará (vejam vídeo nesta postagem), sem apoio central e sem as peças que formam um tesoura tradicional. A casa também se inspira em outros aspectos de sua arquitetura: vocabulário formal enxutíssimo, grandes sombras, cobogós, ventilação farta, transparências. Infelizmente, ele não chegou a conhecê-la. Ao adentrá-la, os amigos (leigos ou nem tanto...) se espantam com o telhado: “como fica em pé?”

Frank fica em nossa memória pela generosidade com que partilhou seu saber e seus afetos. A história de nossa Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de Brasília, muito deve a ele.

Mércia, receba nosso abraço solidário.


Casa do arquiteto no Ceará
Vídeo Frederico de Holanda

notas

NE – o presente texto foi originalmente publicado na página do autor no facebook.

1
Nova Iorque é uma pequena cidade projetada por equipe coordenada pela arquiteta Alete Ramos, que substituiu a antiga Nova Iorque, inundada pelo lago da barragem de Boa Esperança.

sobre o autor

Frederico de Holanda é arquiteto (UFPE, 1966), doutor em arquitetura (Universidade de Londres, 1997), professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, universidade onde é Pesquisador Colaborador Sênior.

 

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