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interview ISSN 2175-6708

abstracts

português
Político e diplomata, no "olho do furacão" por décadas, Ronaldo Costa Couto fala do excelente livro "Brasília Kubitschek de Oliveira"

english
Politician and diplomat, the "eye of the storm" for decades, Ronaldo Costa Couto speaks of the excellent book "Brasilia Kubitschek de Oliveira"

español
Político y diplomático, en el "ojo del huracán" por décadas, Ronaldo Costa Couto habla del excelente libro "Brasilia Kubitschek de Oliveira"

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BARBOSA, Antônio Agenor. Ronaldo Costa Couto. Entrevista, São Paulo, ano 03, n. 010.01, Vitruvius, abr. 2002 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/03.010/3342>.


Avenida Central, Núcleo Bandeirantes
Foto Postal Colombo [fonte: Acervo do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do DF]

Antônio Agenor de Melo Barbosa: O senhor que já exerceu cargos importantes aqui no Estado, qual é a sua relação com o Rio de Janeiro atualmente?

Ronaldo Costa Couto: Sou apaixonado pelo Rio. É minha cidade do coração. Desde a adolescência, nunca perdi o contato com ela. Referência de vida inteira. Tenho um filho carioca de nascimento e outro de coração. Parte muito querida de minha família vive no Leblon. Alguns dos meus melhores amigos e amigas são cariocas. Nascidos ou não no Rio. E muitas das melhores lembranças e esperanças. Portanto, ainda me resta o direito de opinar. Mesmo sem certezas e com muita humildade.

AAMB: Sendo assim, o que lhe parece mais importante para o Estado do Rio de Janeiro hoje?

RCC: O crescimento continua fundamental. Mas acima de tudo é preciso combater a pobreza. Não é apenas por razões de justiça social, aliás mais do que suficientes. É também por inteligência, pela qualidade de vida, por tudo. Não há nada mais importante. Vivemos numa sociedade perigosamente doente. É preciso mudar isso. Há também as graves questões de segurança pública, ambientais, urbanas e outras.

Permito-me radicalizar uma vez na vida: sem educação, não há salvação.

AAMB: O Senhor participou ativamente de um importante período da história recente do Brasil que foi a transição do Regime Militar para a abertura democrática, durante a década de 80. Como o senhor avalia o atual cenário político do Brasil?

RCC: O que há de melhor é a certeza de que a democracia chegou para ficar. Há liberdade política. O pior? Não tenho dúvida: o mar de pobreza do país, o subdesenvolvimento, a péssima distribuição da renda social, o alto grau de desemprego aberto e disfarçado. Somos a décima economia do mundo, mas ainda há milhões de brasileiros na miséria e sem esperança. Mais? O diabo danado da impunidade, da corrupção, da violência urbana e outras desgraças. Ufa!

AAMB: Como economista e historiador, qual o futuro que o senhor vê para o Brasil? O Brasil vai obter a projeção que tanto almeja ou ainda estamos longe de um desenvolvimento?

RCC: O país pode ser muito melhor. Isso depende mais de nós brasileiros do que dos outros. A questão política é fundamental. Por isso é tão importante votar bem (quando dá: às vezes as opções são terríveis). Amor ao Brasil, competência e dedicação são fundamentais. Seriedade também. O grande Capistrano de Abreu certa vez propôs uma Constituição assim: “Artigo 1º. Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara. Artigo 2º. Revogam-se as disposições em contrário”.

AAMB: O que o senhor julgaria como um assunto interessante para um próximo livro? Existem planos concretos para um próximo trabalho?

RCC: Estou trabalhando agora no fenômeno Matarazzo, história do maior conglomerado empresarial brasileiro de todos os tempos. Uma baita história. Tem de tudo. Uma delícia.

Mercado livre, Núcleo Bandeirantes
Foto de autor desconhecido [fonte: Acervo do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do DF]

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