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interview ISSN 2175-6708

abstracts

português
Roberto Converti, ex-presidente da Corporação Porto Madero e atual coordenador da renovação do Porto de Santa Fé, Argentina, apresenta em entrevista a estratégia de reabilitação portuária em curso

english
Roberto Converti, former president of the Corporation Puerto Madero and current coordinator of the renovation of the Port of Santa Fe, Argentina, presents in the interview the strategy of rehabilitation taking place at the port

español
Roberto Converti, ex presidente de la Corporación Puerto Madero y actual coordinador de la renovación del Puerto de Santa Fe, Argentina, presenta en la entrevista la estrategia de la rehabilitación portuaria en curso

how to quote

ABASCAL, Eunice Helena Sguizzardi; GUERRA, Abilio. Roberto Converti. Entrevista, São Paulo, ano 07, n. 025.03, Vitruvius, jan. 2006 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/07.025/3306>.


Porto de Santa Fé, Argentina, instalações existentes
Foto Susana Valansi

Roberto Converti, coordenador da renovação do Porto de Santa Fé
Eunice Helena Sguizzardi Abascal

As cidades contemporâneas passam hoje, sem distinções de geografia e história, por processos de transformação desencadeados pelas feições próprias à nova economia mundial. A partir dos anos 80 do século XX assistiram a mudanças do modelo de produção industrial e fordista, transitando a um patamar inusitado no que diz respeito à organização das relações de produção e trabalho.

Esse trânsito, ao qual estão vinculados outros fenômenos tais como a retração do emprego industrial e avanço do setor terciário, nova organização produtiva graças à introdução de tecnologias informáticas e logísticas, vem sendo acompanhado de transformações significativas da estrutura espacial urbana. Áreas que tradicionalmente se destinavam a funções industriais ou de apoio à indústria vigente, centros urbanos deslocados e substituídos por outras centralidades, vazios urbanos e áreas portuárias degradadas e obsoletas, desconectadas das relações produtivas atuais surgem como problemas à espera de solução.

Santa Fé na Argentina é uma cidade de tradição portuária, o primeiro porto ativo do país, desde a data de sua fundação, em 1573, por Juan de Garay. A partir de então e do translado da cidade ao seu atual sítio em 1650, esse porto estratégico para o país e a Província do mesmo nome realizou a comunicação necessária entre o interior e o Oceano Atlântico, servindo ao escoamento de bens e matérias-primas. Embora a região de Santa Fé seja historicamente pastoril, com a industrialização ocorrida no século XX o Porto cumpriu desde então o papel crucial de conectar as Províncias mais distantes aos países vizinhos, permitindo as relações econômicas intra-continentais da Argentina e também o de voltar o interior às rotas internacionais de comunicação.

A partir dos 80, problemas relativos à necessidade constante de correção da profundidade da calha navegável, a fim de permitir a penetração de navios de grande calado se fizeram sentir, por onerar de maneira sistemática o Estado. Planos de mudança de situação das instalações portuárias foram realizados, com o objetivo de sitiá-las de forma a atender às crescentes demandas de abertura à economia internacional e globalizada, agilizar e modificar a logística de circulação, aprovisionamento e escoamento de cargas, bem como evitar investimentos em infraestruturas para navegabilidade. O sistema de conteinerização, prática e tecnologia que triunfaram substituindo a necessidade de extensas áreas para armazenamento (retraindo plantas destinadas a galpões e armazéns) colocou-se como uma das variáveis fundamentais dessas transformações, que afetaram várias cidades portadoras de problemática similar à de Santa Fé (tais como Buenos Aires, com Porto Madero e Bilbao, na Espanha).

A existência de um projeto de requalificação da área historicamente consagrada como portuária em Santa Fé se apresenta hoje como a resultante desta política de deslocamento do Porto, desocupando assim os terrenos que foram tradicionalmente ocupados pelas instalações que serviram à sua logística de operação. A retomada e a projetada funcionalização dessas áreas constituem um movimento de intensa valorização de solo urbano, ao agregar valores provenientes da pretendida qualidade de ambiência, equipamentos e arquitetura nelas inseridos.

Ao mesmo tempo, cabe lembrar que este projeto proposto e que se discute na entrevista realizada, insere-se num ambiente de liberalização da economia, desregulamentação e retração do Estado como promotor de obras públicas e de interesse social ocorrente na Argentina, desde a data assinalada como marco de transformações.

No sentido de melhor compreender as propostas urbanísticas e arquitetônicas para o Porto de Santa Fé, procurando entende-las de maneira a inseri-las no complexo ambiente político, econômico e social da Argentina contemporânea, que realizamos a entrevista com Roberto Converti.

Converti dedica sua atuação profissional ao planejamento físico-territorial e estratégico das cidades, dirigindo atualmente dois projetos na Argentina, um deles em Santa Fé e outro em Neuquen. Coordena o Projeto Comum de Estratégias para o Desenvolvimento de Cidades Portuárias na América Latina e Europa, o qual congrega cidades tais como Marselha, Valparaíso, Montevidéu, Bilbao e Rosário. A entrevista que se segue foi realizada pela Internet, entre novembro e dezembro de 2005, e gerou o interessante debate que segue.

Porto de Santa Fé, Argentina, território do projeto
[fonte: Ente portuário de Santa Fé]

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