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interview ISSN 2175-6708

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português
Nesta entrevista, Renato Viégas fala sobre sua formação, o início da carreira e seus dilemas, a opção pelo trabalho no Estado e as possibilidades de realizar grandes obras de infra-estrutura em São Paulo

how to quote

JEREZ, Clarissa Turin; MELLO, Joana. Renato Viégas. Entrevista, São Paulo, ano 09, n. 035.02, Vitruvius, jul. 2008 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/09.035/3286>.


Residências Jardim Cordeiro. Arquiteto Renato Viégas
Foto José Moscardi

Clarissa Turim Jerez: Como foi sua inserção no mercado de trabalho?

Renato Viégas: Complicada. Ia dizer que foi assim para a minha geração. Creio que todas têm suas encrencas. E também não é a mesma coisa para todos.

Entrei na escola sonhando com o trabalho de profissional liberal, com escritório próprio.

Nem bem terminei o 1° ano e veio o golpe de 64. Nos primeiros meses houve muito exibicionismo de truculência, até mesmo dentro da universidade – depois arrefeceu.

O golpe assumiu sua fase mais tenebrosa a partir de 68, poucos meses após minha formatura.

Em contrapartida houve uma gradação ascendente na importância da participação política, que chega à resistência armada, como opção, eclipsando a prática da arquitetura.Ao me formar montei escritório com mais dois remanescentes do ateliê estudantil – o Roberto Mac Fadden e o Aieto Manetti. A nós juntou-se o Waldemar Hermann, um pouco mais velho, que havia sido do grupo do Sergio Ferro e do Rodrigo Lefévre. Não chegamos a formalizar a sociedade. O escritório mantinha um certo espírito amador. Emprestávamos o espaço a uma equipe de estudantes, em fim de curso, para desenvolver o projeto que iria representar o Mackenzie na Bienal de Arquitetura. O orientador era o Rodrigo Lefévre. Participávamos, também, das discussões.

Nessa época o escritório desenvolveu o Plano Diretor para Valinhos, agora completo, contando então com consultoria do Engenheiro Celson Ferrari – professor de urbanismo. O trabalho havia sido repassado pela PROURBA. Chegamos também a ter duas pequenas casas construídas. Para pagar as contas, dava aulas. No IADE, de projeto e desenho, e na FAAP no curso de Comunicação. O IADE era uma escola de 2° grau que pretendia transformar-se em técnica. Os cursos da FAAP não tinham uma estruturação muito clara. Os alunos do 3° ano (o penúltimo), já segmentado em várias especialidades (jornalismo, cinema, rádio e TV, etc.), reuniam-se todos só para a minha aula. A cadeira tinha a estranha e imprecisa denominação de Comunicação Visual e Oral. Então inventei desenvolver, em grupos, um trabalho sobre a linguagem da cidade tendo como fulcro o livro do Henri Lefebvre – O Direito à Cidade. No começo de 71, nasceu meu 1° filho. Precisava dar uma guinada na vida. Decidimos fechar o escritório, deixei de dar aula no IADE e fui procurar emprego. O Metrô estava formando seus quadros técnicos e era uma boa alternativa. Abria a possibilidade de trabalhar, em equipe multidisciplinar, na modernização e expansão da infra-estrutura do país. Procurei o recrutamento, passei por dois dias de psicotécnicos e fui admitido. Em meu currículo constava a atuação como professor de Comunicação da FAAP. A vaga era para desenvolver projetos de Comunicação Visual. Na verdade nada tinha a ver com o curso que eu dava na FAAP.

Desenvolvi, assim, no início de minha carreira no Metrô, o projeto de Comunicação Visual para a Linha 1 – Norte / Sul. Havia um projeto básico de autoria do Ludovico Martino e do João Carlos Cauduro e um contrato com uma empresa com sede em Chicago, que havia elaborado o projeto para o Metrô de Milão, recém inaugurado. Com isso fiz minha primeira viagem internacional e passei 10 dias nos Estados Unidos. Participei da elaboração final do projeto. Nossa indústria encontrou uma série de dificuldades técnicas na produção de algumas peças, o que me levou a redesenhar várias delas: os marcos das estações, as luminárias de plataforma, as bilheterias e outras.

Fui convidado a trabalhar nessa empresa de Chicago, a Unimark. Recebi uma boa proposta, mas acabei recusando.

Residência Jardim das Bandeiras. Arquiteto Renato Viégas
Foto José Moscardi


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