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interview ISSN 2175-6708

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Entrevista com o paisagista Haruyoshi Ono sobre a relação entre Roberto Burle Marx e os arquitetos de São Paulo, em especial Rino Levi, Marcello Fragelli, Hans Broos, Miguel Juliano e Ruy Ohtake.

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GUIMARÃES, Marília Dorador; GUERRA, Abilio. São Paulo na vida de Roberto Burle Marx. Entrevista com Haruyoshi Ono. Entrevista, São Paulo, ano 15, n. 060.01, Vitruvius, dez. 2014 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/15.060/5386>.


Hans Broos, Burle Marx e Haruyoshi Ono no jardim da casa de Broos no Morumbi
Foto divulgação [Arquivo Hans Broos]

A vida profissional de Haruyoshi Ono foi definida no gesto simples de pedir estágio para Roberto Burle Marx na segunda metade dos anos 1960, quando era estudante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ. Foi ao escritório do paisagista com o colega de curso José Tabacow, que também conseguiu uma colocação. Inicialmente estagiários, ambos se tornaram colaboradores e, posteriormente, sócios do grande paisagista. “José Tabacow partiu para uma carreira solo, após 17 anos de muitos projetos e aprendizado prático”. Haruyoshi Ono “continuou ao lado do mestre até seu falecimento e tornou-se o herdeiro do seu legado” (1).

A presente entrevista não teve originalmente como foco o pensamento e obra de Ono. Ela foi motivada pela pesquisa de mestrado desenvolvida por Marília Dorador Guimarães, sob orientação de Abílio Guerra. O tema geral da dissertação – a obra paisagística de Roberto Burle Marx em São Paulo – levou a pesquisadora até o escritório Burle Marx & Cia., no tradicional bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, onde pôde pesquisar os originais dos projetos. Como continua ativo, a presença de pesquisador no escritório traz inevitáveis contratempos, mas os contatos estabelecidos anteriormente pelo orientador com Ono e sua filha e sócia, a arquiteta Isabela Ono, possibilitou a pesquisa e a entrevista, ocorrida em maio de 2012.

Jardim de Burle Marx para a Residência do Arquiteto, do arquiteto Hans Broos
Foto divulgação [Arquivo Hans Broos]

A entrevista com Haru, como é conhecido, foi a decorrência natural do processo de pesquisa, motivada pelo interesse específico por algumas obras de Burle Marx em São Paulo, em parceria com arquitetos atuantes no Estado: as residências Olivo Gomes, Irmãos Gomes e Clemente Gomes, e o Centro Cívico Santo André, projetos de Rino Levi; os edifícios São Luiz e Macunaíma, e o restaurante da SEW Fábrica de Motores, de Marcello Fragelli; a Abadia de Santa Maria e a residência do arquiteto Hans Broos; o Parque Anhembi e o edifício Promenade, de Miguel Juliano; e as residências Luiz Izzo e José Egreja, de Ruy Ohtake. A dissertação, defendida em 20 de setembro de 2011 (2), analisa alguns jardins públicos e privados no Estado de São Paulo projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx, tendo como pano de fundo seu desenvolvimento intelectual e suas referências artísticas.

A decisão em publicar a entrevista tem uma explicação simples: nas respostas de Haru temos em um primeiro plano sua visão sobre o trabalho do seu mentor, com esclarecimentos sobre decisões específicas em algumas obras como também princípios que nortearam a atuação geral de Roberto Burle Marx. Mas nas suas respostas é possível também verificar suas próprias ideias e a amplitude de sua participação na obra do mestre.

Jardim de Burle Marx para o Centro Cívico de Santo André, do arquiteto Rino Levi
Foto Nelson Kon

Com memória excelente de fatos ocorridos há anos ou mesmo décadas, Haru observou, ao ser confrontado a fotos atuais do jardim do Edifício Macunaíma, que o atual estado do canteiro lateral é uma livre interpretação do sindico ou jardineiro, pois ali deveria estar uma forração para fazer composição com as árvores. De qualquer modo, segundo ele, os jardins particulares estão mais bem mantidos e bonitos que os jardins públicos, caso do Centro Cívico de Santo André, que citou como em estado ruim de conservação ao observar as fotos mostradas durante a entrevista.

A edição da entrevista, publicada a seguir, respeita a transcrição da gravação original, mas se optou por uma edição de texto que mantém a fluência da oralidade, evitando algumas repetições e corrigindo alguns erros gramáticos e sintáticos oriundos da oralidade ou da transcrição. Também foram eliminados alguns poucos trechos, por estarem excessivamente enigmáticos ou sem sentido na ausência da entonação ou gesticulação. As perguntas estruturadoras foram elaboradas anteriormente, pelo orientador e pesquisadora, assim como algumas perguntas alternativas, que seriam feitas conforme a resposta anterior. Outras tantas foram elaboradas espontaneamente pela entrevistadora, no calor do momento. Quem tiver interesse no material bruto, poderá consultar os anexos da dissertação original.

Projeto paisagístico de Burle Marx para a Residência José Egreja, do arquiteto Ruy Ohtake [Acervo Burle Marx & Cia Ltda]

notas

1
GUERRA, Abilio. José Tabacow. Entrevista, São Paulo, ano 07, n. 028.02, Vitruvius, out. 2006 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/07.028/3299>.

2
GUIMARÃES, Marília Dorador. Roberto Burle Marx: a contribuição do pintor e do paisagista em São Paulo. Dissertação de mestrado. Orientador Abilio Guerra. São Paulo, FAU Mackenzie, 2011. Download: http://tede.mackenzie.com.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2475.

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