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my city ISSN 1982-9922

abstracts

português
Com base em uma pesquisa que fora desdobrada de uma atividade acadêmica extracurricular, os autores revisitaram as informações outrora produzidas e desenvolveram uma proposta de guia para a região central de São Paulo. Parte sobre a Avenida Paulista.

how to quote

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Sexto percurso: Avenida Paulista. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 200.06, Vitruvius, mar. 2017 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.200/6454>.



Com base em uma pesquisa que fora desdobrada de uma atividade acadêmica extracurricular, os autores revisitaram as informações outrora produzidas e desenvolveram uma proposta de guia para a região central da cidade de São Paulo, que o empenho da equipe julgou oportuno a extensão do guia para outras regiões importantes nessa cidade, sobre o aspecto aqui abordado.

O texto abaixo se propõe em ser uma introdução aos aspectos acima para ingressantes à academia de arquitetura e urbanismo, perseguindo o início do embasamento acadêmico e tônica nas informações arquitetônicas e urbanísticas de alguns edifícios selecionados e, nesse percurso, concentra-se nas obras arquitetônicas no decorrer e nas proximidades da emblemática Avenida Paulista.

Com base em uma atividade acadêmica da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo que visava apresentar regiões com significância histórica e arquitetônica para os estudantes ingressantes nesse curso – evento chamado de “Gincana dos Bixos” – um grupo de alunos responsáveis pela organização do mesmo em 2005 decidiu se organizar para transformar esse evento informal em uma pesquisa, com o intuito de publicá-la e servir como um manual introdutório da própria cidade ao acadêmico recém ingresso.

Esse texto produzido em conjunto teve êxito em uma publicação, patrocinada por um banco privado em 2005 e até hoje essa publicação orbita no Diretório Acadêmico da Faculdade de Arquitetura do Mackenzie como referência para a produção do evento.

Mais de uma década depois, dois de seus antigos organizadores desse evento decidiram se reencontrar para reescrever esse curto guia, mas não só para a região central da cidade, mas em outras regiões importantes nessa cidade e, ainda, com um comprometimento acadêmico mais rigoroso, uma pesquisa mais aprofundada e com ilustrações aquareladas dos edifícios desenvolvidas por um dos autores, a arquiteta Fernanda Grimberg Vaz de Campos.

O percurso sugerido aqui se inicia na estação Consolação de Metrô na Linha Verde, saída Rua Haddock Lobo ou pela estação Paulista de Metrô na Linha Amarela, saída Rua Haddock Lobo. O leitor seguirá pela direita na Av. Paulista até a Av. Angélica, retornará pela própria Av. Paulista até entrar à direita na Rua Haddock Lobo, à esquerda na Alameda Santos, à esquerda na Rua Augusta, à direita por dentro da Galeria do Conjunto Nacional e voltando para a Av. Paulista, seguindo à direita até a estação Brigadeiro de Metrô na Linha Verde.

Brevíssimo histórico da região

Inaugurada em 1891, a Avenida Paulista foi projetada por um grupo liderado pelo engenheiro Joaquim Eugenio de Lima sobre o espigão topográfico entre os rios Tietê e Pinheiros. Por volta de 1910 ainda era uma região pouco ocupada.

Até 1929, seus principais habitantes eram os fazendeiros de café que gostariam de se afastar do crescimento latente e da movimentação da região do Pátio do Colégio e da Praça da República, bem como aqueles que se deslocaram do interior do Estado em busca de ascensão social e do “novo endereço dos milionários”, como era chamada na época.

Após a crise mundial que afetou diretamente o comercio do café, outros comerciantes e imigrantes com recursos compraram as casas construídas até então e ocuparam os lotes remanescentes da região, consolidando uma área de valorização importante e somente de uso residencial, segundo Lei Municipal de 1937.

No decorrer da década de 1940, os proprietários dos casarões ou migraram para outras áreas de localização mais exclusivas ou faliram, abrindo espaço para, em 1952, a Prefeitura permitir por lei a ocupação da área por uso comercial e serviços, visando justamente que as empresas localizadas no centro migrassem para uma nova região com melhor infraestrutura e possibilidade de novas edificações que atendessem as novas demandas corporativas de tecnologia de informações, infraestrutura para equipamentos etc.

Até 1990 teve o seu território quase consolidado pelo setor imobiliário, recebendo a linha do Trem Metropolitano somente em 1991.

É considerada hoje o principal símbolo iconográfico da cidade de São Paulo.

Edifício Anchieta

Edifício Anchieta, Avenida Paulista, 2.584, esquina com a Avenida da Consolação e Avenida Angélica
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Marcelo, Mauricio e Milton Roberto (Irmãos Roberto, ou MMM Roberto) em 1941.

Exemplar autêntico da Arquitetura Modernista Brasileira, o projeto contempla unidades residenciais – duplex ou não – em um bloco em formato de “C” e possui uma vista privilegiada da Avenida Rebouças, apesar da dificuldade de acesso para automóveis após reformulação do sistema viário em 1968.

Seu pavimento térreo comercial, hoje desocupado, já foi sede do Bar Riviera, antigo ponto de encontro de intelectuais da cidade.

Edifício privado. Não há abertura para visitação turística.

Renaissance São Paulo Hotel Brasil

Renaissance São Paulo Hotel Brasil, Alameda Santos, 2.233, esquina com a Rua Hadocck Lobo
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Ruy Ohtake em 1993 e construído em 1996 pela Construtora Encol.

Com mais de 32.000m2 de área construída, trata-se de uma volumetria com êxito na integração da arquitetura com a cidade, pois sua alta torre que se destaca no skyline urbano é pouco percebida na escala do pedestre, devido ao paisagismo e ao desenho do embasamento do edifício.

O projeto possui 25 pavimentos com apartamento de hotéis (aproximadamente 18 por andar) e mais 4 pavimentos com comércio, salas de convenções, restaurantes, teatro e outros serviços.

A fachada proposta inicialmente compunha-se em módulos quadriculados em diversas tonalidades de vermelho, contudo a execução foi solucionada em faixas nas cores prata e grená, que também atraem atenção de olhares.

Edifício privado. Não há abertura para visitação turística.

Conjunto Nacional

Conjunto Nacional, Avenida Paulista, 2.073, esquina com a Rua Augusta e Rua Padre João Manuel
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por David Libeskind em 1955.

Após concurso promovido por Joseh Tjurs – empresário do ramo da hotelaria que visava empreender o primeiro shopping center do país no terreno que antes era um casarão projetado por Victor Dubugras – o projeto vencedor e executado contempla um embasamento comercial com galerias generosas que integram as quatro ruas que o circundam, mantendo a integridade da obra que não fere os percursos dos pedestres pelo tecido urbano e dois blocos justapostos que formam um único volume, mas com acessos independentes. Um de uso residencial e outro comercial.

Sobre a galeria há uma cúpula geodésica com projeto de Hans Eger e um jardim suspenso que resgata o uso do solo e afasta os blocos do alinhamento da avenida, permitindo melhor perspectiva ao pedestre. No entanto o jardim projetado não está aberto para visitação pelo atual locatário do espaço.

Na Galeria do Conjunto Nacional, entre as lojas comerciais, há espaços voltados a cultura como o “Caixa Cultural – Galeria Vitrine da Paulista”, espaço mantido pela Caixa Econômica Federal e que abriga exposições temporárias, além da Livraria Cultura.

Horário de visitação da galeria comercial
Segunda-feira a sábado, das 7h às 22h
Domingos e feriados, das 10h às 22h

Edifício Center 3

Edifício Center 3, Avenida Paulista, 2.064
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Ruy Ohtake e executado em 2010.

Nesse local havia um edifício ocupado pela Companhia Energética de São Paulo – Cesp projetado por Jorge Wilheim em 1969, e que sofreu um incêndio em 1987, ficando por anos abandonado.

A estrutura de concreto foi demolida por um grupo de Shopping Centers que encomendou o projeto do novo edifício comercial e de shopping.

Horário de funcionamento do shopping center
Segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 22h
Sábados, das 10h às 22h
Domingos e feriados, das11h às 22h

Banco Itaú

Banco Itaú, Avenida Paulista, 1.938, esquina com a Rua Frei Caneca
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Rino Levi, Roberto Cerqueira Cesar e Luiz Roberto Carvalho Franco, em 1962 e concluído em 1965.

É o primeiro edifício institucional da Avenida Paulista, encomendado pelo Banco Sul Americano.

Composto por dois blocos sobrepostos, chama atenção pela solução da calçada recuada, projetada por Burle Marx, e brises nas principais frentes avançando sobre a passagem, criando um conceito simples e inédito até então de transição projetada entre espaço público e privado, como uma releitura das arcadas.

Edifício privado, não há visitação turística.

Museu de Arte de São Paulo – Masp

Museu de Arte de São Paulo – Masp, Parque Trianon, Avenida Paulista, 1.578
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pela arquiteta de origem italiana Lina Bo Bardi em 1957 e inaugurado em 1969.

O resultado plástico marcante foi determinado como alternativa à problemática de manter a vista do Belvedere Trianon, existente ali desde 1928, e proposta de não intervenção nas fundações no Túnel Prestes Maia que dá continuidade à Avenida Nove de Julho.

As soluções para essas dificuldades geraram números que lideraram os recordes históricos de desempenho em estrutura de concreto durante décadas, como os 74 metros de vão livre em concreto protendido e 4 metros de balanço.

Em suma, trata-se de uma caixa de vidro suspensa por vigas e grandes colunas ocas de concreto propostas do calculista Figueiredo Ferraz.

Horário de visitação
Terça-feira a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até 17h30)
Quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria até 19h30)

Parque Tenente Siqueira Campos – Parque Trianon

Avenida Paulista, 1.509

Projetado por Paul Villon em 1892.

Também conhecido como Parque Trianon, foi inaugurado em 1892 na sequência da inauguração da Avenida Paulista.

Com 48.000 m2(4,8 hectares), sofreu inúmeras modificações para preservação das espécies raras da Mata Atlântica e acréscimos de novos exemplares com projetos assinados por Barry Parker e Burle Marx.

Dentre os caminhos do parque, atenção deve ser dada as esculturas “O Fauno” de Victor Brecheret, 1942, e “Anhanguera” de Luigi Brizzolara, da década de 1920.

Horário de visitação
De segunda-feira a domingo, das 6h às 18h

Edifício Luis Eulálio de Bueno Vidigal Filho – Fiesp/Ciesp/Sesi

Edifício Luis Eulálio de Bueno Vidigal Filho – Fiesp/Ciesp/Sesi, Avenida Paulista, 1.313
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Rino Levi, Roberto Cerqueira Cesar, Luiz Roberto Carvalho Franco e Paulo Bruna em 1969.

Projeto vencedor de um concurso nacional promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, demandou um ajuste ao Código de Edificações da cidade para ser possível o volume da fachada principal.

Esse volume, além de ressaltar o prédio em quase todos os pontos de vista da Avenida e demarcar a entrada do edifício, é composto de uma grelha em alumínio que regula a incidência de luz natural (face norte) melhorando a eficiência de suas instalações.

O acesso pela Alameda Santos possui mural e paisagismo de Roberto Burle Marx.

O generoso acesso projetado permitiu a instalação, em 1998, do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso em um mezanino de estrutura metálica com autoria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

Horário de visitação do Centro Cultural
Terça-feira a sábado, das 10h às 20h
Domingos, das 10h às 19h

Edifício Milan

Edifício Saint Honoré, Avenida Paulista, 1.195, à esquerda; Edifício Milan, Avenida Paulista, 1.207, esquina com a Rua Pamplona, à direita
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Jacques Pilon entre 1959 e 1961.

Com uso residencial e embasamento comercial, foi pioneiro na Avenida pela solução de fachada simples, tradicional e discreta.

Edifício privado, não há visitação turística

Edifício Saint Honoré

Projetado por João Artacho Jurado, construído por sua Construtora Monções e entregue em 1950.

Concebido para uso residencial de luxo conforme o projetista e sua construtora acima já tinham obtido êxito no bairro de Higienópolis, com o Edifício Cinderela (ref. Percurso 08, Edifício 07) e o Edifício Piauí (ref. Percurso 08, Edifício 09), mas em escala maior.

Esse empreendimento era o maior, até então, concebido pela Construtora Monções com 25 pavimentos e 6 apartamentos por andar com metragens generosas, grandes varandas corridas, previsão de vagas para carros e área comum completa (inédito na cidade, até então). Atenção para a grande taxa de ocupação que oferece à cidade, apesar da área permeável e verde importante na gleba, de 40 x 100 metros.

Apesar de ter sido um sucesso de vendas, inclusive com muitos clientes juntando mais de um apartamento devido seu grande poder de consumo, a falta de experiência com obras deste porte somada à inflação altíssima do país naquele momento econômico, quase fez a construtora não terminar o edifício. Contudo cortes orçamentários da obra e mudança no memorial descritivo fizeram os empreendedores entregarem-na com sucesso aos seus moradores.

Edifício privado, não há visitação turística

Edifício Citibank

Edifício Citibank, Avenida Paulista, 1.125
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelo escritório Croce, Aflalo e Gasperini em 1988.

Sua fachada é composta fundamentalmente por dois volumes de arquitetônicos: o volume de vidro azul e a grelha curva e delgada em granito rosa que, da maneira que toca o solo, transmite a solidez do edifício delgado e, de modo subliminar, a segurança da instituição que abriga.

Além disso, é considerado um dos primeiros edifícios “inteligentes” do Brasil, classificação dada comercialmente a edifícios que abrigavam harmoniosamente as demandas de infraestrutura das novas tecnologias de informação corporativa e layout de escritórios baseados no modelo Landscape Office.

Edifício privado, não há visitação turística

Torre João Salem

Agência do Banco Safra, Avenida Paulista, 1.063, esquina com Alameda Campinas, acima à esquerda;Torre João Salem, Avenida Paulista, 1.079, acima à direita
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelo arquiteto Jorge Munif Abussamra entre 2005 e 2008.

Possui volumetria bem sucedida surgida do desafio em dialogar com os prédios limítrofes: o Edifício Citibank e a Agência do Banco Safra.

Com acabamentos externos em vidro e granito, materiais que marcam cada um dos planos da fachada, é, em nossa opinião, o projeto mais importante da produção arquitetônica na Avenida Paulista na última década.

Edifício privado, não há visitação turística

Agência do Banco Safra

Foi projetado pelo arquiteto Sidônio Porto entre 1984 e 1986 e possuía projeto de paisagismo original de Burle Marx.

Sua antiga composição plástica em grelhas horizontais e placas verticais de concreto separadas por vidros criando jardineiras suspensas constituíam em implantação ousada por ter um baixo aproveitamento do lote, considerando a valorização pelo endereço, aparentava transmitir a solidez da instituição detentora do patrimônio.

Contudo o edifício foi demolido no segundo semestre de 2016 para o terreno abrigar mais um empreendimento imobiliário de grande porte.

Edifício Paulista Mil (antigo Banco Sudameris)

Edifício Paulista Mil, Avenida Paulista, 1.000, esquina com Alameda Campinas, acima à esquerda; Edifícios Paulicéia e São Carlos do Pinhal, Avenida Paulista, 960 / Rua São Carlos do Pinhal, 345, acima à direita
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelo escritório Croce, Aflalo e Gasperini entre 1986 e 1988.

Fachada composta por duas grelhas laterais em concreto aparente que funcionam como elemento principal da estrutura de concreto.

O térreo do edifício, que abriga uma agência bancária, é muito bem definido por tratamento paisagístico adequado e diversas esculturas, além de uma cúpula translúcida posterior ao volume do prédio.

Edifício privado, não há visitação turística.

Edifícios Paulicéia e São Carlos do Pinhal

Projetados pelos arquitetos Jacques Pilon e Giancarlo Gasperini em 1956.

Fachada modernista concebida com faixas horizontais coloridas e contínuas em textura rara. A veneziana das aberturas soluciona a composição do pavimento tipo que contempla três modelos de plantas para a chamada classe média, com um componente até então inédito: o quarto de serviços.

Importante ressaltar o recuo que o bloco principal tem do alinhamento da avenida, gerando um espaço verde e permeável, fruto da baixa taxa de ocupação que o zoneamento do local exigia na época (20%).

Edifício privado, não há visitação turística

Fundação Casper Libero

Fundação Casper Libero, Avenida Paulista, 900
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Obra executada entre 1950 e 1952 com o intuito original de ser o maior prédio em concreto armado do mundo (mas com cortes orçamentários que mudaram esse conceito), tem o projeto atribuído ao engenheiro Jose Carlos Figueiredo Ferraz responsável, na época, pela empresa ainda existente Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projeto, escritório autor de cálculos estruturais de projetos como o Masp e o Sesc Pompéia (ref. Percurso 07, Edifício 03), ambos da arquiteta Lina Bo Bardi, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU USP) na Cidade Universitária de Vilanova Artigas e do Pavilhão da Oca no Parque do Ibirapuera de Oscar Niemeyer.

O engenheiro projetista, autor desse edifício, além das muitas contribuições feitas para a construção da cidade de São Paulo como Secretário de Obras e de Transportes, também foi prefeito nomeado dessa cidade entre 1971 e 1973, que iniciou em sua gestão as obras da primeira linha de metrô e aprovou a lei de zoneamento municipal mais restritiva até então.

Após uma intervenção infeliz na fachada, na leitura de alguns críticos, há alguns anos, onde para instalação de salas de cinema em um espaço denominado como Reserva Cultural, os responsáveis pela reforma cortaram um painel da fachada de autoria de Fernando Lemos sem qualquer critério, o edifício ganhou novo espaço na imprensa em 2012, quando um novo projeto para reforma e readequação, desenvolvido pelo escritório Candusso Arquitetos, ganhou a 9ª Edição do Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, considerado o maior da América Latina.

Edifício privado, não há abertura para visitação, exceto o Espaço reserva Cultural, com horário de funcionamento
Domingo a Sexta-feira, das 12h às 22h
Sábado, das 12h às 24h

Edifício Torre Paulista

Edifício Torre Paulista, Avenida Paulista, 949
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelos arquitetos Jorge Zalszupin e Joseh Gugliotta em 1974.

O volume inusitado e curioso na escala do pedestre é uma resposta para à legislação na época da sua aprovação, segundo a qual os recuos dos prédios deveriam ser escalonados conforme a altura do bloco. Em contraposição a legislação e sem, entretanto, desrespeitá-la, os arquitetos propuseram uma inesperada volumetria a partir da restrição imposta.

Atualmente é ocupado pela sede do Banco HSBC no Brasil.

Edifício privado, não há visitação turística

Edifício CYK – Comendador Yerchanik Kissajikian

Edifício CYK – Comendador Yerchanik Kissajikian, Avenida Paulista, 901
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelo escritório Mauricio Kogan, Villar & Associados em 2003.

Fachadas em vidro inclinado que se contrapõe com as grelhas estruturais laterais e compõem uma fachada contemporânea surpreendente na perspectiva do pedestre.

Atualmente é ocupado pela sede da Petrobrás em São Paulo.

Edifício privado, não há visitação turística

Edifício Quinta Avenida

Edifício Quinta Avenida, Avenida Paulista, 726
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelos arquitetos Pedro Paulo Mello Saraiva e Miguel Juliano e Silva em 1959.

Fruto de um concurso privado, o projeto vencedor e executado tem como destaque o desenho da implantação.

Com dois blocos acabados em mármore e vidro, perpendiculares entre si em planta, resultam em uma solução de transição entre área pública e privada – solucionada por meio de dois níveis térreos de acesso ao passeio público – e relação entre comércio e escritórios muito significativa.

Edifício privado, não há visitação turística

Edifício Nações Unidas

Edifício Nações Unidas, Avenida Paulista, 620, esquina com a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelo arquiteto Abelardo Reidy de Souza em 1953.

Após a aceitação da Galeria Califórnia no centro da cidade, seus incorporadores decidiram empreender um projeto semelhante na região da Avenida Paulista.

Formado por bloco residencial de 1 e 2 dormitórios, e com embasamento de uma galeria comercial, foi um dos edifícios multifuncionais pioneiros da Avenida Paulista com a linguagem modernista.

Atenção para o painel frontal da Avenida Paulista de Clóvis Graciano, de 1959.

Edifício privado, não há visitação turística, exceto galeria comercial

Instituto Pasteur

Instituto Pasteur, Avenida Paulista, 393, esquina com a Rua Maria Figueiredo
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Carlos Milanese entre 1895 e 1903 e construído em 1918.

A construção atual foi uma reconstituição funcional do antigo casarão eclético.

O local é sede do Instituto Pasteur, referência internacional para estudo de hidrofobia (doença conhecida popularmente como “raiva”) e de outras pesquisas científicas e trabalhos humanitários. Também abriga a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Horário de funcionamento
Segunda-feira a domingo, das 8h às 20h

Escola Estadual Rodrigues Alves

Escola Estadual Rodrigues Alves, Avenida Paulista, 227, esquina com a Rua Teixeira da Silva
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelo escritório Ramos de Azevedo sob a coordenação de Alfredo Borioni, entre 1907 e 1919.

Foi uma das primeiras edificações ainda conservadas e a única escola pública da região da Avenida Paulista.

Em 2002, foi completamente restaurada com acabamentos internos e externos próximos dos originais e funciona até os dias de hoje como escola pública.

Edifício público, mas não possui abertura para visitação turística

Hospital Santa Catarina

Hospital Santa Catarina, Avenida Paulista, 200, esquina com a Rua Teixeira da Silva
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Idealizado pelo Engenheiro Maximiliano Hehl em 1906.

Seus diversos blocos construídos em momentos diferentes foram projetados por diversos arquitetos ao longo do funcionamento do Hospital, como Antônio Rapp, Jorge Przirembel, Adolpho R. Morales e Fábio Sá Moreira entre outros.

Trata-se do primeiro hospital particular da cidade no estilo europeu e fundado por religiosas advindas da Polônia, criadoras da escola que até os dias de hoje e forma as enfermeiras que trabalham e coordenam os atendimentos desse Hospital.

Edifício público, mas não possui abertura para visitação turística

Instituto Cultural Itaú

Instituto Cultural Itaú, Avenida Paulista, 149, esquina com a Rua Leôncio de Carvalho
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado por Ernest Mange entre 1992 e 1995.

Construído para ser sede do Instituto Itaú Cultural, pelo Banco Itaú, tinha o intuito de utilizar toda a rede de informações, processos de armazenamento de dados e equipamentos de ponta para criar um museu virtual brasileiro.

O edifício adota um partido de expor a estrutura metálica sobre as peles de vidro de fechamento das aberturas.

Em 2002, o arquiteto Roberto Loeb projetou a adaptação do edifício para um Centro Cultural da mesma instituição, com adaptações de layout segundo o uso e as novas tecnologias de mídia para exposição.

Horário de funcionamento
Terça a sexta-feira, das 09h às 20h
Sábados, domingo e feriados, das 11h às 19h

Casa das Rosas

Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelo Escritório Ramos de Azevedo em 1928 e construído em 1935.

Destinado inicialmente para ser a residência de sua filha Lúcia, foi o último projeto construído desse escritório sob a direção de Ramos de Azevedo.

Sob o estilo do classicismo francês, com vitrais originais da Casa Conrado e com o jardim principal ainda original e com roseiras, hoje abriga o Espaço de Poesia e Literatura Haroldo de Campos, do Estado de São Paulo.

O prédio compõe um complexo formado também por um painel artístico de Burle Marx e um edifício de escritórios de 1990 de autoria do Escritório Julio Neves que integra passagem entre a Avenida Paulista e a Alameda Santos.

Horário de funcionamento
Terça-feira à sábado, das 10h às 22h
Domingos e feriados, das 10h às 18h

Catedral Metropolitana Ortodoxa

Catedral Metropolitana Ortodoxa, Rua Vergueiro, 1515
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Arquitetura em estilo bizantino, foi inspirada na Basílica da Santa Sofia em Constantinopla (atual Istambul) e começou a ser construída no início da década de 1940 e teve a participação de grandes artistas plásticos russos, como Joseph Trabulsi, na década de 1950, com seus afrescos.

Horário de funcionamento
Segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 15h às 18h
Sábados, das 10h às 13h

Centro Cultural São Paulo – CCSP

Centro Cultural São Paulo - CCSP, Rua Vergueiro, 1.000
Desenho de Fernanda Grimberg Vaz de Campos

Projetado pelos arquitetos Eurico Prado Lopes e Luiz Benedito de Castro Telles, entre 1976 a 1978, e com obras iniciadas em 1979, no terreno de 22.000 m2cedidos pela Prefeitura em 1970 para o Departamento de Bibliotecas Públicas de São Paulo.

Após inúmeras modificações no projeto e no programa, solicitadas pelas gestões municipais que se sucederam, foi inaugurado em 13 de maio de 1982.

Inspirado no programa de funcionamento do Museu Georges Pompidou, fundado em 1977 na cidade de Paris (França), possui salas de cinema, grande coleção de obras de propriedade do Masp e extensão do acervo da Biblioteca Municipal Mario de Andrade, incluindo a maior biblioteca Braille do Estado de São Paulo, dentre outros arquivos multimídias.

O espaço cultural se desenvolve segundo o eixo longitudinal de uma rua interna que dá acesso a suas várias atividades e se caracteriza como transição nítida entre a cidade e o próprio edifício.

Horário de funcionamento
Segunda-feira a sábado, das 10h às 17h
Domingo, das 10 h às 15h30

agradecimentos

Agradecemos a todos os monitores e organizadores da Gincana dos Bixos, fomentada pelo Dafam, em toda a sua existência, há décadas. Em especial a todos que formam monitores e organizadores em tempo que os autores estiveram envolvidos nesse processo.

A Jefferson Doki, pela imensurável importância à existência através do tempo a essa Gincana.

A Luiz Benedito de Castro Telles, que revisou e criticou esse texto antes de ter nos deixado.

bibliografia

A Pinacoteca do Município de São Paulo. Coleção de Arte da Cidade. São Paulo, Banco Safra, 2005.

Arquitetura – Cronologia das Artes em Sao Paulo 1975-1995, Volume 2. São Paulo, Centro Cultural São Paulo, 1996.

ANDRADE, Cláudia. A história do ambiente de trabalho em edifícios de escritórios: um século de transformações. São Paulo, C4, 2007.

BRUAND, Yves. Arquitetura contemporânea no Brasil. 4ª edição. São Paulo, Perspectiva, 2002.

FRANCO, Ruy Eduardo Debs. A obra de Joao Artacho Jurado. Tese de Mestrado. Orientador Gilda Collet Bruna. São Paulo, FAU Mackenzie, 2004.

JUNIOR, Heitor Frugoli. Centralidade em São Paulo: trajetórias, conflitos e negociações na metrópole. São Paul, Cortez/Edusp, 2000.

LOURO E SILVA, Hugo; DOKI, Jefferson; CAMILO, Fernanda Yara; BUENO, Francisco Caparroz; TOSCANO, Marina; CRESPO, Amanda; TURU, André; Di PRIOLO, Bianca; PEREIRA, Carolina A.; DOS SANTOS, Carolina Pereira; BONAFÉ, Fabiano; SATO, Felipe; DE CAMPOS, Fernanda Vaz; SARNO, Fernanda; TEIXEIRA, Heberth; ESCAMILHA, Juliana; TIMONI, Laura Vaz de Arruda; LEAO, Leila; VIEIRA, Maria Isabel; FONSECA, Maria Rita; DIANESE, Priscila; CARVALHO, Ricardo; FREIRE, Rodrigo; MO, Vanessa Kavey. Centro Histórico de São Paulo. São Paulo, Publicação independente patrocinada pelo Banco Itaú, 2005.

SOUZA, Edison Eloy de. Arquitetura Avenida Paulista: 1891 – 120 anos. São Paulo, Amplitude, 2011.

XAVIER, Alberto; LEMOS, Carlos; CORONA, Eduardo. Arquitetura moderna paulistana. São Paulo, Pini, 1983.

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http://pt.wikipedia.org

www.brasilengenharia.com

www.centrocultural.sp.gov.br/ccsp_historico.asp

www.cidadedesaopaulo.com

www.fcl.com.br

www.figueiredoferraz.com.br

www.ilovesaopaulo.com.br/catedral-ortodoxa-de-sao-paulo

www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura

www.reservacultural.com.br

www.sampa.art.br

www.vitruvius.com.br/revistas

notas

NA – Com base em uma pesquisa que fora desdobrada de uma atividade acadêmica extracurricular, os autores revisitaram as informações outrora produzidas e desenvolveram uma proposta de guia para a região central da cidade de São Paulo. Agradecemos a todos os monitores e organizadores da Gincana dos Bixos, fomentada pelo Dafam, em toda a sua existência, há décadas. Em especial a todos que formam monitores e organizadores em tempo que os autores estiveram envolvidos nesse processo. A Jefferson Doki, pela imensurável importância à existência através do tempo à essa Gincana. A Luiz Benedito de Castro Telles, que revisou e criticou esse texto antes de ter nos deixado.

NE – Este é o quinto de uma série de nove roteiros para passeios arquitetônicos na cidade de São Paulo. Os artigos da série são os seguintes:

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Primeiro percurso: centro histórico. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 193.02, Vitruvius, ago. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.193/6133>.

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Segundo percurso: centro novo. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 195.03, Vitruvius, out. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.195/6246>.

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Terceiro percurso: Bairro da Luz. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 196.07, Vitruvius, dez. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.196/6309>.

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Quarto percurso: Bom Retiro. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 198.03, Vitruvius, jan. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.198/6366>.

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Quinto percurso: Barra Funda. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 199.02, Vitruvius, fev. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.199/6413>.

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Sexto percurso: Avenida Paulista. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 200.06, Vitruvius, mar. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.200/6454>.

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Sétimo percurso: Higienópolis. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 201.04, Vitruvius, abr. 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.201/6502>.

LOURO E SILVA, Hugo; BUENO, Francisco Caparroz; CAMPOS, Fernanda Grimberg Vaz de. Guia arquitetônico de São Paulo. Oitavo percurso: Parque da Juventude. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 202.06, Vitruvius, maio 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.202/6545>.

sobre os autores

Hugo Louro e Silva é arquiteto e mestre em arquitetura e urbanismo pelo Mackenzie, com especialização em Negócios Imobiliários pela FGV-SP. É sócio diretor da Park Capital Empreendimentos e Participações Ltda. e leciona como professor na pós-graduação lato sensu da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Francisco Caparroz Bueno possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2008). Atualmente é mestrando da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Fernanda Grimberg Vaz de Campos é arquiteta (FAU Mackenzie, 2007), cursa mestrado em Artes Visuais na Unicamp e é correspondente do blog regional Urban Sketchers Brasil.

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