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minha cidade ISSN 1982-9922

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Carta manifesto de autoria da família do arquiteto Jorge Wilheim defende a preservação do conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico do Parque do Anhembi, em risco após encaminhamento do processo de privatização pela prefeitura de São Paulo.

como citar

WILHEIM, Ana Maria; et. al. Carta manifesto pela preservação do Parque Anhembi. Minha Cidade, São Paulo, ano 18, n. 214.02, Vitruvius, maio 2018 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/18.214/6974>.



A atual administração municipal de São Paulo colocou à venda o terreno e as edificações do Palácio de Convenções, Pavilhão de Exposições e o Sambódromo.

O Complexo Anhembi (Convenções e Exposições) é projeto arquitetônico de Jorge Wilheim e de Miguel Juliano, com paisagismo de Burle Marx,  projeto de engenharia de Mario Franco (Convenções), cálculo da estrutura por Cedric Marsh, projeto de estruturas metálicas de Fichet Schwartz-Hautmont, e com a execução da obra coordenada por Eduardo Moraes Dantas.

Foram projetados na década de 1960 por solicitação do empresário Caio Alcântara Machado, precursor das feiras de negócios em São Paulo, como o Salão do Automóvel, Utilidades Domésticas – UD,  Feira Nacional da Industria Têxtil – Fenit, Salão da Criança e tantos outros.

Empresário visionário, entendia que São Paulo precisava de um espaço de grandes dimensões para acolher este tipo de negócio.

Contrata então o escritório Jorge Wilheim Arquitetos Associados para idealização e execução do projeto arquitetônico.

O projeto do Parque Anhembi foi um imenso desafio arquitetônico e de engenharia: uma estrutura metálica tubular de 70 mil metros quadrados (equivalente a cinco quarteirões) construída no chão e erguida simultaneamente por sistema de macaco e 25 guindastes, reunindo duzentos operários e técnicos, que em aproximadamente dez horas tiraram do chão e colocaram a estrutura de alumínio calculada pela engenharia canadense que na década de 1960 já se beneficiava da computação.

O Pavilhão de Exposições foi erguido em 13 de dezembro de 1969: inédito no Brasil e no mundo, revelando um sucesso e uma ousadia de todos os envolvidos!

Assim como os empresários da época entenderam sua importância e significado para a cidade como marco da evolução dos serviços terciários na São Paulo até então Industrial, a administração pública representada pelo prefeito Faria Lima apoiou e concedeu o terreno para sua execução.

Cinquenta anos depois, este reconhecido espaço de eventos corre o risco de desaparecer para fazer “caixa” aos cofres públicos. Nenhuma medida de proteção ao patrimônio arquitetônico foi tomada e todas as medidas de valorização do terreno estão sendo centradas para estimular sua comercialização, como produto de interesse, apenas de interesse imobiliário privado.

A administração municipal deve demonstrar, com transparência a compatibilidade dos aspectos econômicos, ambientais e histórico culturais para garantir o interesse público, ante as leis que estão sendo aprovadas a partir de Lei 16.766 em dezembro de 2017 e o Projeto de Lei 11/2018 já aprovado em primeira votação em 05/04/2018 pela Câmara Municipal.

E deve também tomar as medidas cabíveis para a preservação das edificações do Complexo Anhembi, que precisam ser preservadas como patrimônio cultural da cidade.

O valor desse patrimônio público está avaliado em cerca de 295 milhões de reais, sem contar o que poderá ser obtido pela liberação de cerca de 1.680.000 m2de potencial construtivo para a área do Complexo Anhembi, a partir dos parâmetros urbanísticos definido no projeto de lei 11/2018, que altera a lei de uso e ocupação do solo da cidade aprovada em 2016 e pode modificar premissas urbanísticas do Plano Diretor Estratégico aprovado em 2014.

Defendemos a modernização da cidade com a preservação de seu patrimônio arquitetônico, histórico e cultural.

Apelamos ao Prefeito de São Paulo, Secretários e aos Vereadores que protejam as edificações do Parque Anhembi, de acordo com projeto original, impedindo o seu desaparecimento.

Atenciosamente

sobre a autoria

A presente carta manifesto é de autoria da família – Joanna Wilheim, Carlos Wilheim, Ana Maria Wilheim, Og Doria, Icaro Wilheim Doria e Kim Wilheim Doria – do arquiteto Jorge Wilheim e subscrita por pessoas e instituições interessadas na preservação do legado de sua obra.

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