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PORTAL VITRUVIUS. Concurso Centro Histórico de Sumaré. Projetos, São Paulo, ano 02, n. 023.02, Vitruvius, dez. 2002 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/02.023/2191>.


1º lugar: Arq. Héctor Ernesto Vigliecca Gani nº 17
Autores: Arq. Héctor Ernesto Vigliecca Gani e Arq. Luciene Quel
Equipe: Arquitetos Ruben Otero, Lilian Hun, Ana Carolina Penna, Ronald Fiedler, Mário Rodriguez Echigo
Estagiários: André Maia Luque, Maíra Carrilho, Indiana Marteli
São Paulo - SP

Conceituação geral

O centro histórico representa os maiores valores simbólicos de civilidade, nele a cidade se identifica e se mostra para os visitantes.

É por tanto uma área de patrimônio da cidade toda.

A desvalorização dos centros, na maioria das grandes cidades, é a prova da dificuldade em adequar a idéia de progresso às necessidades de preservação.

Estas são as três estratégias que propomos para o centro de Sumaré:

Fazer o centro acessível à população toda é uma das premissas de democratização do território.

Preservar e valorizar o patrimônio urbanístico, arquitetônico e histórico do centro é uma responsabilidade com as futuras gerações.

Assegurar as condições de desenvolvimento harmônico do centro deve ser uma estratégia prioritária para evitar o fracasso da maioria das políticas urbanas das cidades.

Problemática

1. Desconexão das partes

A presença do Rio Quilombo e o traçado da ferrovia constituíram, historicamente, uma barreira ao desenvolvimento da cidade na direção nordeste.

Hoje, esta área apresenta infra-estruturas obsoletas e desocupadas e numerosos terrenos públicos sem destino, configurando-se, portanto, em uma área de oportunidade.

2. Concentração das vias de comunicação

A dificuldade de atravessamento do rio e da ferrovia fez com que os únicos pontos de conexão entre o centro da cidade e a área noroeste fossem o viaduto Comendador Moranza e o túnel de pedestre.

Este ponto de estenose concentra o trânsito em uma área central da cidade, deteriorando a qualidade do espaço urbano.

3. Crescimento extensivo da cidade

O crescimento urbano de Sumaré se deu a partir de um modelo de consumo extensivo do território com conseqüências negativas tanto do ponto de vista ambiental (alto índice de impermeabilização do solo) quanto econômico (mau aproveitamento das infraestruturas já instaladas).

A existência de leis de zoneamento, de per si, não impedem o crescimento (formal ou informal) da “mancha urbana”.

Propostas gerais

1. Criação de um parque linear equipado que, juntamente com o centro histórico, além de seu valor histórico, se constituam em uma nova centralidade de Sumaré.

Trata-se de uma proposta urbana-paisagística complexa que contempla:

  • Controle da vazão do rio Quilombo;
  • Uso da ferrovia como nova conexão metropolitana;
  • Potencialização dos equipamentos existentes: Estação Sumaré e Rodoviária;
  • Criação de um passeio de borda ao parque linear;
  • Criação de um complexo cultural da cidade nos edifícios históricos perto da ferrovia;
  • Construção de um novo edifício da Prefeitura que afirme o caráter de centro do conjunto e assegure um importante fluxo de visitantes à área. (A atual sede da Prefeitura poderá se transformar numa escola técnica.).

2. Melhoria da acessibilidade ao centro, eliminando as interferências do tráfego de passagem.

Na primeira etapa: melhoramento do sistema de conexão central através da hierarquização viária no centro histórico e a descida da rua Rebouças até o viaduto Comendador Moranza. Esta operação melhora radicalmente a conexão do centro histórico com o novo parque linear.

Na segunda etapa: criação de um anel de conexão periférica que estabeleça uma alternativa ao sistema central e racionalize os fluxos de trânsito e as conexões.

3. Criação de áreas de incentivo ao crescimento vertical conectadas ao parque linear e próximas ao centro histórico.

Esta área utilizará parte dos terrenos públicos e privados vagos adjacentes a ferrovia.

Esta localização aproveitará as vantagens paisagísticas do parque e proverá uma densidade que permitirá controlar o desenvolvimento do centro histórico mantendo as suas características mais importantes como: gabaritos, taxas de ocupação, telhados e o diálogo amigável com as construções de valor simbólico.

Nas áreas de incentivo, as construções terão, em todos os casos, a altura máxima igual ao gabarito da torre da igreja. Ainda é necessário estabelecer uma normativa que seja o gatilho para um desenvolvimento desejado.

A comercialização dos terrenos para construção de prédios residenciais e de serviços gerará sem duvida uma receita que poderá ser reinvestida nas obras da nova prefeitura e do parque linear.

Uma vez esgotada a disponibilidade de terrenos no primeiro perímetro de atuação como definido no projeto, e avaliada a experiência, esta poderá ser ampliada a outros setores urbanos para se adaptar a novas demandas.

A respeito do gerenciamento da proposta, se criará uma sociedade mista: a Companhia de Desenvolvimento do Centro, que terá como objetivo a elaboração de um modelo de desenvolvimento e gerenciará a inversão e retorno da operação.

Proposta para consolidação física da unidade do município em contrapartida a fragmentação e dispersão da mancha urbana de Sumaré:

  • Fortalecer a centralidade administrativa, social e cívica;
  • Estabelecer estrutura viária legível, acessibilidade facilitada e não utilizar a rodovia Anhanguera (divisor territorial) como conexão;
  • Aproveitamento de 90% da estrutura existente com mínimas intervenções;
  • Reutilização da malha ferroviária como eixo de conexão pública de grande valor.

Propostas específicas para o perimetro do concurso

Qualificação do espaço público

A. Acessibilidade para os portadores de deficiência

A democratização do território inclui o uso total do espaço urbano por todos os cidadãos. Para melhorar as condições atuais se propõe a eliminação das barreiras arquitetônicas através de:

Vagas para veículos especiais:

  • Rampas para cadeiras de rodas nos cruzamentos;
  • Piso de alerta e orientação para deficientes visuais;
  • Semáforos com aviso sonoro para deficientes visuais.

B. Arborização adequada

A arborização não é apenas um elemento de conforto ambiental e sombreamento, é também um elemento de identificação urbana. Propomos a implantação de espécies vegetais específicas, nativas, de rápido crescimento e que necessitam de poucos cuidados fito-sanitários para caracterizar as diferentes situações urbanas:

  • Avenida Rebouças e Mancini;
  • Praça da República e Manoel de Vasconcelos;
  • Passeio de borda;
  • Praças, cruzamentos, monumentos etc.

C. Pavimentação simples e durável

Propõe-se um tipo de pavimento livre de obstáculos e plano, onde o pedestre pode caminhar sem tropeços. Nos espaços indicados no projeto, o pedestre convive amigavelmente com o automóvel. Os pisos devem ter detalhes bem construídos para que seja concebido como um suporte neutro, valorizando as arquiteturas e estabelecendo uma leitura unitária para todo o eixo da rua.

D. Iluminação apropriada

Propomos a substituição gradual das atuais luminárias dos passeios e praças públicos por luminárias que estabeleçam “ambientes”.

  • Árvores das áreas verdes através de luz indireta;
  • Edifícios de interesse histórico a partir de iluminação específica;
  • Configuração das diferentes áreas: pedestre e automóveis.

E. Melhoria das infra-estruturas

Propõe-se a eliminação progressiva das redes e postes existentes nas ruas e substituição por redes subterrâneas. Estas tubulações terão previsão para futura expansão, estabelecendo as caixas de distribuição próximas as fachadas evitando, assim, obras na pavimentação quando forem necessárias novas conexões.

F. Caixas de retenção

A progressiva impermeabilização do solo urbano gerou graves conseqüências ambientais, visíveis nas grandes cidades. É importante estabelecer condições para evitar que isto aconteça em Sumaré.

A solução que propomos, preliminarmente, é a construção de uma sucessão de caixas de brita para reter o volume de água e permitir, através da absorção do subsolo, uma retenção suficiente para evitar os acúmulos rápidos de água. Esta ação pressupõe um projeto específico que só poderá ser avaliado após um estudo mais aprimorado da rede existente e sua capacidade.

G. Mobiliário urbano

O mobiliário urbano compreende bancos, quiosques, lixeiras e outros elementos que complementam o uso adequado do espaço público.

Propomos para este projeto o desenvolvimento de mobiliário próprio ao uso urbano e específico à área de implantação.

H. Comunicação visual

Propomos a eliminação do sistema que utiliza uma placa por poste. As placas de trânsito já padronizadas terão apenas os seus suportes alterados para postes de múltiplo uso. Os postes de semáforos, além de sua função, servirão como suporte para todas as indicações de trânsito de veículos, pedestres, etc. Os suportes de placas de sinalização e orientação devem ser considerados parte da paisagem urbana, portanto propomos restrições, em consonância com o novo posteamento.

O controle da propaganda das lojas comerciais e out-doors será através de uma legislação especifica que defina os parâmetros visuais da comunicação privada no espaço público.

Normativa e uso do solo

Consideramos a atual caracterização de uso do centro histórico, como zona predominantemente comercial e de serviços (ZCS), adequada a idéia de desenvolvimento dessa área como Centro Regional.

No entanto a altura máxima das edificações permite até 15 pavimentos, (aprox. 45 m de altura).Consideramos este aspecto negativo por conspirar contra os valores ambientais e landscape atuais do centro onde a igreja matriz é a protagonista do conjunto sobre as edificações que não passam em geral de 2 níveis.

A nova legislação não pode engessar o desenvolvimento, mas deve promover a necessária evolução urbana respeitando as raras e positivas características históricas preexistentes no centro:

Propomos manter em geral, as atuais seções das ruas restringindo o gabarito máximo de altura a 12 metros, ou seja, o equivalente a 4 andares. O térreo e primeiro andar no alinhamento da rua e os dois restantes recuados 5 metros da frente. Deste modo temos sempre uma atitude solidária com as construções mais antigas além de preservar a atual escala da rua.

No caso da rua Sete de Setembro se propõe manter sempre o alinhamento histórico. Nos casos das Praças Vasconcelos e República e nas avenidas Reboucas e Mancini, será mantido o recuo frontal desde o térreo para marcar o caráter de avenidas parque.

Praça da República

Valorizar este espaço urbano como traçado histórico e simbólico eixo de valor paisagístico, através de nova vegetação, equipamentos urbanos, áreas de estar bem hierarquizadas, iluminação das arvores e espaços de estar, quiosques e etc. Valorizar suas extremidades, especialmente a praça das bandeiras e a praça cívica inferior com a nova conexão da área noroeste da cidade.

Rua 7 de Setembro

Incentivar e reafirmar a vocação existente, melhorando o suporte físico em todos seus aspectos: iluminação, vegetação apropriada que não interfira nas vitrines e cartazes, mobiliário urbano, estacionamentos, acessibilidade e legislação em geral e específica para controle da poluição visual.

Passeio

Propõe-se o “passeio da margem” como uma nova área de lazer para a cidade com o intuito de se transformar num elemento simbólico na identificação da nova centralidade e valorização do centro histórico na região. O desenho deste parque linear incorpora vários edifícios de interesse histórico vinculados a antiga rede ferroviária, para atividades culturais e de lazer.

Na intercessão com a Praça República é proposto uma nova passagem de pedestre equipada que irá conectar com clareza e especialidade os dois setores da cidade. Para isto projetamos a descida da rua Bandeirantes com a função de escoar o trânsito de passagem (fundamentalmente ônibus e caminhões), mantendo a Rua Julia Vasconcelos Bufarah para o trânsito local.

A idéia de utilizar a infra-estrutura férrea para implementar um sistema de metrô de superfície prevê a construção de uma nova estação - complementar à estação histórica que será localizada do outro lado dos trilhos e com acesso direto pela zona noroeste da cidade.

ficha técnica

Autores
Arq. Héctor Ernesto Vigliecca Gani e Arq. Luciene Quel
Equipe
Arquitetos Ruben Otero, Lilian Hun, Ana Carolina Penna, Ronald Fiedler, Mário Rodriguez Echigo
Estagiários
André Maia Luque, Maíra Carrilho, Indiana Marteli


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Escritório responsável
São Paulo SP Brasil

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023.02 Concurso
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023

023.01 Concurso

Concurso de Anteprojeto Arquitetônico da ESA

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