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PORTAL VITRUVIUS. Intervenção no Edifício Gor / Pascal Arquitectos. Projetos, São Paulo, ano 06, n. 068.01, Vitruvius, ago. 2006 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/06.068/2696>.


A intervenção neste edifício construído há 25 anos surge da decadência dos materiais e da necessidade de satisfazer às novas solicitações termo-acústicas.

Para conseguir isto se implementou uma fachada que o fizesse de uma maneira passiva para assim também obter uma economia de energia e ao mesmo tempo a substituição de equipamentos de ar-condicionado por outros de menor capacidade.

O objetivo foi restituir ao edifício uma imagem atual na qual as tecnologias utilizadas fossem evidentes, dado que por não estar em dia com as necessidades requeridas pelo mercado atual tornava-se difícil de comercializá-lo.

A logística da obra foi complexa já que se levou a cabo sem desocupar os escritórios. Para isto foi preciso desenhar de acordo com os tempos de inclusão dos elementos na fachada, de tal forma que os encontros de ensamblagem dos elementos fosse de acordo com essa logística. Todo o edifício foi redesenhado com base em um módulo de quatro pés por sete pés, e não por seguir um sistema inglês de medidas, mas porque todos ou quase todos os materiais vêm nestes múltiplos. Desta maneira se obteve uma obra onde tudo coincide e o material é usado em sua expressão máxima sem desperdícios nem sobre-custos de fabricação especial. Isto permite utilizar materiais mais caros que não teria sido factível se houvesse cortes. Isto sucede com a madeira, o alumínio, o vidro, e nos interiores permitindo uma modulação ideal que tem a ver com a ergonomia, o uso de placas modulares para o forro, e as próprias partições e o mobiliário.

Os condicionantes físicos se resolveram fazendo uma fachada hermética, e colocando uma dupla fachada de alumínio, com brise de lâminas horizontais de madeira melaminizada (Prodema) que cortam a incidência dos raios solares, e vidro laminado (filtra-sol e natural) com uma película de polivinil-butiral para poder cumprir com estas funções termo-acústicas. Os vidros são de 6 e 4 milímetros, isto é para poder juntar no laminado duas massas diferentes que cortam o ciclo da onda acústica conseguindo assim uma maior eficiência quanto à absorção do som do exterior. O fato de utilizar vidros laminados e temperados também aumenta a segurança do edifício eliminando os riscos ao interior, já que estes vão do piso ao teto, e ao exterior no caso de uma ruptura.

Estas lâminas foram instaladas sobre perfis de alumínio ancorados à estrutura mediante vigas de aço, com uma separação de 1.22 m da fachada.

Nas uniões verticais se empregou um nó comum que favorecesse o deslocamento de cada uma das partes e que por sua vez absorvesse os movimentos que são gerados a partir de terremotos e dos movimentos de contração e dilatação desta fachada.

A função dos brises, ademais de lhe dar uma nova imagem ao edifício, é conseguir um condicionamento solar passivo, já que sua inclinação está definida pela máxima incidência solar. É tal a efetividade destes que, uma vez instalados e com o novo envidraçamento, se conseguiu (baseado em uma medição em obra) uma redução de 43 graus Celsius a 24 graus Celsius.

No térreo, em uma seção do terreno que praticamente estava cedida à via pública, se criou uma galeria conseguindo a integração deste nível e convertendo a área num espaço privado e rentável. Isto dá a possibilidade a que o espaço do piso inferior possa hospedar restaurantes ou usos diferentes dos escritórios, aumentando a vida urbana numa zona que vem se deteriorando. A inclusão destes espaços ajuda para que o ciclo de uso do edifício seja mais longo em uma zona onde à noite não há tanta segurança, atraindo novos habitantes, tudo isto em conjunto com o processo de gentrificação da zona dado o novo valor e potencial adquirido pelos bens de raiz que esta promovendo o resgate e criação de novas arquiteturas.

Ao mesmo tempo se está levando a cabo a integração de sistemas e controles para poder ter um edifício inteligente. Também depois de fazer certas demolições se integrou um monta-cargas para poder manejar os diferentes insumos.

O bloco baixo está em transformação; vão incluir dois elevadores de carros e vai mudar seu uso de escritórios a estacionamentos para poder cumprir com as condições que marcam os novos regulamentos de construção.

Carlos e Gerard Pascal
Pascal Arquitectos

ficha técnica

Projeto
Pascal Arquitectos
Carlos Pascal
Gerard Pascal

Construção
Pascal Arquitectos
M. Guindi

Data de realização
2003

Localização
Av. Ejercito Nacional, Cidade do México

Crédito das Fotos
Jaime Navarro

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