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Conheça o projeto de restauração da Villa Empain na Bélgica, realzado pelo escritório Ma² Project

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PORTAL VITRUVIUS. Villa Empain. Projetos, São Paulo, ano 11, n. 123.01, Vitruvius, mar. 2011 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/11.123/3785>.


Breve históricoA Villa Empain constitui, com o seu anexo e os seus jardins, um conjunto excepcional de estilo Art Déco, edificada pelo arquiteto Michel Polak entre 1931 (introdução da licença de urbanismo) e 1934 (inauguração).

É necessário imaginar-se que esta Villa particular foi comanditada, em 1931, por um jovem Barão de 23 anos, de regresso à seu país natal e preocupado de reintegrar de maneira visivel na alta burguseia bruxelense, à um arquiteto estrangeiro. Este arquiteto tinha o desejo de entrar na alta sociedade belga atravèz de uma realização privada repleta de prestígio. A Villa Empain é então o fruto deste encontro.

A Villa é construída ao redor da «lumière»: dois andares à quatro fachadas livres sob cobertura em «pavillon», isto é cobertura à quatro vertentes retas com ligeira inclinação. O tudo é concebido simetricamente de acordo com uma planta  quase quadrada ao redor de um poço de luz, um quadrado de ângulos externos amaciados de curvas. A originalidade da planta assim como a notável disposição dos espaços e volumes externos permetem uma grande lisibilidade do edifico.

A construção inscreve-se na corrente modernista, herdeira da arquitetura de Viena do início do XXe século. A utilização dos materias, tanto para as fachadas (granito polido e «laiton» bronzeado) como para os interiores (mármores de Escalette e mármore Bois Jourdan, carpintarias de madeiras preciosas, ferragens…) confere à Villa Empain uma marca notável do qual não existe nenhum outro exemplo à Bruxelas, se não for o Palácio Stoclet.

Louis Empain fará dom da sua propriedade ao Estado Belga dia 22 de setembro de 1937. O edificio dado é destinado ao Ministério da Instrução Pública para que possa, desta maneira, servir de Museu das Artes Decorativas Contemporâneas.

De 1937 à 1943, a Escola la Cambre dirige o Museu das Artes Decorativas Contemporâneas na Villa et organiza várias exposições. Infelizmente, a Villa será requisitada em 1943 pelo exército alemão.

De 1947 à 1963, por iniciativa de Paul-Henri Spaak, a embaixada da URSS instala-se na Villa.

Em 1947, Louis Empain se questiona quanto à sua doação pois o Estado Belga escolheu deliberadamente ignorar a condição pela qual era acompanhada a doação e alugou a construção aos Russos.

Finalmente, em 1964, Louis Empain recupera a sua propriedade.

De 1965 à 1973, por iniciativa de Louis Empain, a Villa torna-se um Centro Multicultural onde são organizadas exposições e manifestações artísticas.

O Barão Louis Empain vende em 1973 a sua propriedade à Tobesco sa (Belgo International Estate).  Ele morre em 1974.

A rede RTL (Radio-Télévision-Luxembourg) aluga a Villa e instala lá a sua sede belga de 1980 à 1993.

A Villa é inscrita, em 2001, como monumento, na lista de salvaguarda do património de Bruxelas.

Durante o período 2002-2005, a Villa é destruída parcialmente e sofre numerosos ato de vandalismo.

Em 2006, enquanto que o escritorio de arquitetura Metzger & Associados Arquitectura (Ma2) já está à carga da missão de arquitetura, a Villa é comprada pela Fundação Boghossian, sob os conselhos do arquitecto Philippe Debloos. Uma convenção de associação será assinada então entre os dois escritórios de arquitectura, e será Francis Metzger (Ma2) que guardará a responsabilidade do projeto.

A primeira etapa da fundação é de proteger definitivamente e integralmente a Villa Empain por um pedido de tombamento junto da CRMS (Commission Royale des Monuments et Sites).  O tombamento é obtido dia 29 de março de 2007, o que implica num compromisso da região de Bruxelas em apoiar financeiramente o projeto.

A segunda etapa é a obtenção de todas as licenças de urbanismo necessárias. O projeto tem a ambição de concretizar-se apenas sob reserva da obtenção destas licenças.

Tanto o edifício ele mesmo, obra essencial das artes decorativas, quanto à sua arquitetura de acompanhamento (piscina e pergola). A licença é introduzida dia 24 de janeiro de 2008 e obtida dia 21 de novembro de 2008.

Em dezembro de 2008, o governo da região de Bruxelas atribui uma subvenção de 1.400.000 € sobre os trabalhos de restauração da Villa. Em maio de 2009, um valor adicional de 780.000 € será concedido para a restauração da piscina e as suas abordagens. Dois pedidos complementares serão introduzidos igualmente em cursos da obra.

A obra começa em agosto de 2008 e o seu acompanhamento diário será assegurado por Florence Doneux (Ma2). Os trabalhos tomarão fim após 20 meses de trabalhos (abril 2010).

São as empresas Valens-Delens, sob a condução de Christian Jacob, que tiveram em carga a execução dos trabalhos de restauração da Villa.

A Fundação Boghossian instalou um «Centro de diálogo entre as culturas de Oriente e de Ocidente».

Para além da restauração desta obra de arte total, a missão dos arquitetos compreendia a adaptação deste lugar de excepção à sua nova afetação de museu.

O projeto de restauro da Villa devia interligar com o seu passado - fasto, rigoroso assim como o espírito do Barão Empain - mas igualmente iniciar uma nova vida de acordo com os critérios atuais (conforto, técnicas, segurança, etc.). Este renascimento foi possível graças a um enorme trabalho de investigações e estudos efetuados em colaboração com diversos  especialistas brilhantes e o constante diálogo entre o cliente, os construtores e os artesões.

Os arquitetos que organizaram este grande projeto, fizeram-o com modéstia e "knowhow".

Entreoutros, a fachada reencontrou os seus ouros de época, a sala intima as suas carpintarias de madeiras preciosas e, mesmo a piscina e sua pergola revivem!

ficha técnica

Projeto
Projeto completo para a restauração da Villa Empain, situado 67 Avenue Franklin Roosevelt, 1050 Bruxelas

Destinatário
Fundação Boghossian

Orçamento
4.500.000 Euros

Data
2005-2010

notas

1
A partir da entrada externa da Villa Empain, contrastando com as fachadas de granito Baveno lustrado, as ferragens do portal impõem a sua presença.

2
Constituída de ferro forjado ornado de bronze, envidraçada em toda a sua altura, forma um conjunto geométrico composto de losangos dourados, sobrepostos sobre outros motivos. As duas folhas da porta, igualmente envidraçadas sobre todas as suas alturas, são decoradas de grandes quadrados de ferro forjado nos quais arcos de círculo paralelos e dourados ornam os ângulos inferiores.

3
Ela é composta dos vários elementos, dos quais quatro portillons  móveis e articulados dois à dois, apoiados às suas extremidades por dois pilares simétricos em ferro forjado ornamentados de uma esfera. Os motivos desta longa grelha recordam os das duas primeiras portas de entrada da casa, mas os quatro portillon do centro apresentam elementos decorativos suplementares que não se encontram em lugar algum: folhas e flores estilizadas em chapa martelada, polida e dourada de acordo com o ritmo de branchas sinuosas de inspiração vegetal. A delicadeza destes motivos e a sua realização constitui certamente mais uma das grandes riquezas da decoração interna desta Villa.

4
Dentro da casa, um primeiro salão é separado do seguinte por uma porta dupla de ferro forjado e envidraçada, apresentando uma decoração que recorda a da porta de entrada principal.
O salão monumental (salão central) é dominado por um poço de luz. Ele é revestido de mármore e da acesso aos espaços de recepção situados na parte de trás da Villa, bem como ao piso superior.

5
Composta de 21 placas quadradas em vidro espesso e uniformemente matizado na massa de uma cor que evoca o ouro, esta cúpula apresenta um conjunto harmonioso de símbolos abstractos, figuras e formas geométricas completados por um jogo de estrelas estilizadas. Esta decoração gravada parece, à primeira vista, representar os sinais do Zodíaco. Mas observando-o cuidadosamente, constata-se que evoca antes, e de maneira muito livre, a via látea.
Esta cúpula é a obra do artista francês Max Ingrand.

6
Situada no piso superior do salão central. Esta galeria serve à distribuição da circulação neste piso, dando acesso às varias salas situadas neste piso, como quartos, sala de armas, etc…
Esta peça é coroada por uma cúpula central que ilumina os dois pisos.

7
Liga o salão central ao primeiro piso um bonito guarda-corpo de ferro forjado é ornada de motivos geométricos que são retomados em bronze nesta galeria superior.

8
Ela é composta de quatro bandas largas montadas à angulos, criando assim nos quatro cantos do teto formas quadradas. Estes quadrados são cintados interiormente de duas bandas planas que enquadram no seu centro um perfil de laiton niquelado que suporta um vidro opalino, luminario da peça. Entre estes cantos quadrados, retângulos compostos igualmente de duas bandas planas que continuam no revestimento das paredes

sobre o autor

Francis Metzge, arquiteto associado da Ma² Metzger and Partners Architecture. Também trabalha como professor e diretor na I.S.A Victor Horta.

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