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O Pavilhão Atlântico, inaugurado no ano 2000, foi integrado no conjunto da Expo'98 em Lisboa e abriga eventos para o grande público

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PORTAL VITRUVIUS. Pavilhão Atlântico. Projetos, São Paulo, ano 11, n. 131.05, Vitruvius, dez. 2011 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/11.131/4139>.


Introdução

Parques Temáticos, edifícios onde se unem a cultura e o lazer, "Entertainment Centres" e Arenas ou Pavilhões Multiusos são realizações contemporânes em crescente sofisticação. Dentro da óptica da exploração, estes empreendimentos têm de resultar comercialmente rentáveis. Dentro da óptica da arte e da construção, na medida em que constituem edifícios de grande impacto, têm de ser dotados com uma elevada tecnologia, sustentada por uma arquitectura de design inovador.

Pavilhão Atlântico, Lisboa, maquete. Arquiteto Regino Cruz + SOM
Foto Andrew Putler

O Pavilhão Atlântico é um edifício dentro deste enquadramento. Destina-se a múltiplos eventos para o grande público, não se limitando a acontecimentos desportivos. Como é uma construção coberta, permite a execução de espectáculos independentemente das condições climatéricas. O público permanece em lugares confortáveis, num ambiente climatizado, em condições ideais para assistir aos acontecimentos mais diversificados.

Origem da ideia

O edifício foi integrado no espírito da Expo'98, que apresentou como tema "Os Oceanos, um Património para o Futuro", comemorando os Descobrimentos quinhentistas. Nesses tempos, os Portugueses, com a construção das caravelas, deram "novos mundos ao mundo"... Com este mote, as naves quinhentistas apareceram... Antes das naves, a sua construção... E antes, ainda, esteve o seu projecto... e, com ele, nasceu a Ideia.

Pavilhão Atlântico, Lisboa. Arquiteto Regino Cruz + SOM
Foto Rui Morais de Sousa

No início eram os oceanos. Há 200.000.000 de anos, em pleno Período Jurássico, surgiu o pequeno caranguejo ferradura (limulus polyphemus), que ainda hoje persiste na sua longa existência. O fóssil vivo, como é chamado. Para este projecto o caranguejo ferradura complementou a origem da ideia. A ideia de uma forma zoomórfica, como um ser marinho numa escultura; a ideia de uma estrutura, como se de uma barca do Tejo se tratasse; a ideia de uma matéria-prima, a madeira, como material de destaque na História de Portugal.

Como se se olhasse o interior de uma nave gigante, de quilha virada para o céu, aparece o espaço soberbo do Pavilhão Atlântico. A sucessão dos pórticos em madeira, cria reminiscências quinhentistas de todos aqueles vigamentos em costelas dos estaleiros do século XV. Por contraste, o aspecto exterior metálico detém formas tão simples como as de uma nave espacial, que tranquilamente paira e contempla o Tejo.

Pavilhão Atlântico, Lisboa, muro azul. Arquiteto Regino Cruz + SOM
Foto Rui Morais de Sousa

Uso

Todos os eventos podem ser montados e desmontados em períodos de tempo muito curtos, visando sempre a flexibilidade máxima na ocupação do Pavilhão. Na zona do palco, a cobertura tem uma capacidade de suporte para equipamentos até 100 toneladas (o quádruplo do habitual nas salas de espectáculos). Nos 5 andares que constituem o Pavilhão, organizam-se:

  • hall de exposições (1.000 m² situados no átrio principal de entrada);
  • vestiários (15 núcleos de vestiários para atletas e juizes),
  • camarins (12 núcleos),
  • auditório para a Comunicação Social (110 pessoas),
  • sala de imprensa,
  • posto médico (com acesso directo para ambulâncias, no interior do Pavilhão),
  • gabinetes de apoio desportivo,
  • sala para recepções VIP,
  • 30 camarotes VIP,
  • 12 concessionários,

para além dos inúmeros armazéns e das áreas técnicas de dimensões proporcionais à grandeza do complexo e dos escritórios administrativos que gerem os 42.000 m2 de construção.

Pavilhão Atlântico, Lisboa. Arquiteto Regino Cruz + SOM
Foto Rui Morais de Sousa

Características gerais

A arquitectura e as engenharias tomaram em consideração algumas premissas principais:

  • o conforto e segurança do público,
  • o melhor funcionamento do Pavilhão para a rápida montagem ou desmontagem de cada evento,
  • a originalidade da forma e dos materiais,
  • a gestão energética – a concepção inovadora da construção possibilita poupar e racionalizar a energia em 50% dos consumos despendidos nos edifícios tradicionais.

Paralelamente, o Pavilhão Atlântico apresenta como características mais marcantes:

  • a volumetria curva, estudada no sentido da melhor integração do seu perfil na envolvente, diminuindo o impacto da monumentalidade deste edifício,
  • o desenho arquitectónico-estrutural, precursor e ousado pela manifesta singeleza dos materiais e formas escolhidos( a estrutura do edifício, é formada por um conjunto de costelas em “lamelado colado” de madeira, com o impressionante vão transversal de 114 metros, sem pilares intermédios),
  • a entrada de público, efectuada por razões de segurança e conforto a meia altura das bancadas.

Pavilhão Atlântico, Lisboa, vista noturna. Arquiteto Regino Cruz + SOM
Foto Rui Morais de Sousa

ficha do empreendimento

área do lote: 35.850,0 m2

área bruta construída: 42.619,0 m2

área da cobertura: 25.150,0 m2

dimensões

Sala Atlântico
vão transversal máximo: 114,0 m
vão longitudinal máximo: 150,0 m
altura interior máxima (ref. nível arena): 36,2 m
altura exterior máxima (ref. nível arena): 41,5 m
área de arena: 108,5 m x 57,2 m = 6.206,0 m2

Sala Tejo
área de arena: 66,7 m x 33,5 m = 2.235,0 m2

lotação das salas

Sala Atlântico
cadeiras fixas nas bancadas: 8.000 lugares
cadeiras em bancada telescópica: 3.000 lugares
cadeiras na arena (bancada telescópica recolhida): 5.200 lugares
arena, de pé, (bancada telescópica recolhida): 10.500 lugares
camarotes VIP (30): 300 lugares
ocupação máxima: 20.000 lugares

sala Tejo
cadeiras fixas nas bancadas: 500 lugares
cadeiras na arena: 2.500 lugares
ocupação máxima: 3.000 lugares

ficha técnica

cliente
Atlântico Pavilhão Multiusos de Lisboa, S.A.

arquitectura
Regino Cruz – Arquitectos e Consultores, S.A.
SOM – Skidmore, Owings & Merrill, Inc.

estrutura
SOM – Skidmore, Owings & Merrill, Inc.
J. L. CÂNCIO MARTINS – Projectos de Estruturas, Lda.

instalações técnicas especiais
LM – Luís Malheiro da Silva
Projecto e Gestão de Instalações Especiais, Lda.
MEDA – Mechanical & Electrical Design Associates (Q-Group)

acústica
Pedro Martins da Silva e Associados
Engenharia de Acústica e Ambiente, Lda.

fundações
Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A.
Engil – Sociedade de ConstruçãoCivil, S.A.

construção civil
Alberto Martins de Mesquita & Filhos, Lda.
ECOP – Empresa de Construções e Obras Públicas
Arnaldo de Oliveira, S.A.

estrutura em madeira lamelada colada
Société des Établissements Robert Weisrock, S.A.

cobertura
UTB – Union Techique du Bâtiment

fiscalização
PROMAN – Centro de Estudos e Projectos, S.A.

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131.05 institucional
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original: português

source
Regino Cruz – Arquitectos e Consultores, S.A.
Lisboa Portugal

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131.03 Profissional

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Casa en el aire

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