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Neste quarto artigo da série sobre projetos brasileiros selecionados para o Prêmio Rogelio Salmona 2014, Mauro Calliari visitou o Terminal Digital do Ensino, do arquiteto José Augusto Aly, em São Caetano do Sul.

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CALLIARI, Mauro. Terminal Digital do Ensino, São Caetano do Sul. Um prédio que conversa com a cidade. Projetos, São Paulo, ano 14, n. 165.01, Vitruvius, set. 2014 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/14.165/5303>.


[projeto]
[ficha técnica]

Uma escola de tecnologia

Poucos municípios brasileiros podem se dar ao luxo de construir e manter projetos educacionais que complementem a escola básica. Primeiro município no ranking nacional do IDH (1), um dos 10 melhores no ranking dos municípios no IDEB (2), São Caetano não só pôde criar um grande programa de treinamento em tecnologia, programação e informática, como resolveu abrigá-lo em um prédio impactante, o Terminal Digital, localizado em ponto central do município.

O projeto

O local abriga duas escolas diferentes. A primeira – a Escola Municipal de Informática ProfaNeusa Maria Nunes Branco, no térreo/subsolo, é aberta para quem quiser se inscrever nos cursos de informática, programação e até aulas de CAD. São mais de 850 alunos regulares.

A segunda é o Centro Digital de Ensino Fundamental que ocupa a área nobre do prédio – o térreo e os andares superiores e oferece complementação para os alunos da rede pública, naquele sistema conhecido como contra-turno (quem tem aula de manhã faz cursos à tarde e vice-versa). São 3500 alunos regulares e mais de 7 mil usuários eventuais por ano que freqüentam a biblioteca e os terminais.

Integração com a cidade

O projeto de José Augusto Aly criou um marco visual na Avenida Goiás, que cruza o município. Do outro lado, faz frente para a Praça Di Thiene, arborizada e agradável. Entre a avenida e a praça, a passagem livre pelo vão do prédio, sem as grades tão comuns nos prédios públicos (e privados) brasileiros. O espaço no térreo, envidraçado, é usado para exposições eventuais. No projeto original, seria um café, o que certamente traria mais movimento e uso para o espaço.

Espaços internos

No subsolo, as salas são fechadas. Em cima, totalmente abertas. Do lado da rua, brises protegem do sol. Do lado da praça, uma imensa área envidraçada inunda de luz a área dos computadores e de leitura. No andar superior, um terraço agradabilíssimo, oferece mesas ao ar livre, com vista para os dois lados.

Marco simbólico, questões concretas

O projeto, por sua escala, singularidade e clareza também é um marco simbólico da importância que a cidade dá à educação, em que chega a investir até 35% do seu orçamento (3).

Num projeto tão bem sucedido, talvez se possa destacar dois aspectos que poderiam melhorar ainda mais a experiência de uso. O primeiro é o isolamento térmico. O projeto inicial previa aberturas inferiores e superiores para circulação de ar, o que acabou não sendo executado. O segundo aspecto é o isolamento acústico. Se no subsolo as salas são fechadas por divisórias sem janelas, em cima, o belo vão longitudinal é aberto, o que exige alguma adaptação por parte dos professores quando há aulas simultâneas, o que não tinha sido previsto no briefing inicial.

Boa educação, boa arquitetura

Com a disposição de investir em educação complementar e recursos acima de outras prefeituras, São Caetano parece ter escolhido um caminho estratégico. Que tenha escolhido também investir em projetos arquitetônicos de peso para ancorar essas iniciativas só pode ser motivo de júbilo. O Terminal Digital de São Caetano é uma lembrança permanente dessas escolhas para seus habitantes.

Terminal Digital do Ensino, São Caetano do Sul, 2008. Arquiteto José Augusto Aly
Foto Mauro Calliari

notas

NA – Visita ao local em 26 de setembro de 2014, em companhia da arquiteta Cássia Nobre. Agradeço pela atenção dos diretores do Terminal Digital, entrevistados para esse artigo: Marco Antonio Felix, diretor da EMINF Prof.ª Neusa Maria Nunes Branco, e Flávio Roberto Spina, diretor do Centro Digital do Ensino Fundamental.

NE – Esse é o quarto de uma série de cinco artigos, publicados mensalmente, sobre os cinco projetos brasileiros selecionados para a primeira edição do Prêmio Rogelio Salmona, criado pela fundação leva o nome do arquiteto colombiano, morto em 2003, para reconhecer projetos latino-americanos que contemplam arquiteturas que geram espaços abertos /coletivos. Os projetos escolhidos do Brasil são os seguintes: Parque da Juventude, Terminal da Lapa, Praça Victor Civita, Escola Projeto Viver (vencedor geral), em São Paulo; e Terminal Digital do Ensino, em São Caetano. Além de focar seu interesse na criação, o prêmio prioriza projetos testados por pelo menos cinco anos, o que justifica o período temporal entre os anos 2000 e 2008 dos projetos selecionados. O júri do Prêmio Rogelio Salmona 2014 foi composto por Silvia Arango (Região Andina), Fernando Diez (Região Cone Sul), Ruth Verde Zein (Região Brasil), Louise Noelle Gras (Região México, América Central e Caribe) e Hiroshi Naito. Os artigos publicados são os seguintes:

CALLIARI, Mauro. O Parque da Juventude. O poder da ressignificação. Projetos, São Paulo, ano 14, n. 162.03, Vitruvius, jun. 2014 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/14.162/5213>.

CALLIARI, Mauro. Terminal de ônibus da Lapa. Arquiteturizando a infraestrutura. Projetos, São Paulo, ano 14, n. 163.03, Vitruvius, jul. 2014 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/14.163/5252>.

CALLIARI, Mauro. Espaço Viver Melhor – Projeto Viver. A criação de um espaço de uso coletivo a partir de uma escola. Projetos, São Paulo, ano 14, n. 164.01, Vitruvius, ago. 2014 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/14.164/5265>.

CALLIARI, Mauro. Terminal Digital do Ensino, São Caetano do Sul. Um prédio que conversa com a cidade. Projetos, São Paulo, ano 14, n. 164.01, Vitruvius, set. 2014 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/14.165/5303>.

CALLIARI, Mauro. Praça Victor Civita. Um espaço público de qualidade numa antiga área degradada. Projetos, São Paulo, ano 14, n. 163.02, Vitruvius, out. 2014 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/14.166/5354>.

1
O índice de desenvolvimento humano municipal brasileiro. Brasília, PNUD/IPEA/FJP, 2013, p. 44 <www.pnud.org.br/arquivos/idhm-brasileiro-atlas-2013.pdf>.

2
IDEB 2013 – Índice de Desenvolvimento de Educação Básica. INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira<http://ideb.inep.gov.br/>.

3
São Caetano investe cerca de 35% do orçamento em educação, segundo a revista Exame <http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/por-que-sao-caetano-do-sul-e-a-no1-do-brasil-em-idh>.

sobre o autor

Mauro Calliari é administrador de empresas, mestre em urbanismo e consultor de organizações.

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Foto Mauro Calliari

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