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Projeto de iniciação científica desenvolvida na Universidade Estácio de Sá, a modelagem tridimensional permite ensaios realistas de projetos não construídos, caso da Residência Rothschild, projeto de Oscar Niemeyer para Israel.

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MILAZZO, Marco. Residência Rothschild, de Oscar Niemeyer. Projetos, São Paulo, ano 16, n. 187.01, Vitruvius, jul. 2016 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/16.187/6117>.


A modelagem tridimensional de projetos não construídos de arquitetos modernos cariocas é um dos projetos de iniciação científica em andamento envolvendo alunos do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Estácio de Sá. O objetivo é documentar e divulgar importantes obras da arquitetura modernista brasileira, permitindo através de imagens realistas geradas por computador ter uma compreensão maior dos projetos.

Oscar Niemeyer possui uma quantidade significativa de projetos não construídos, muitos deles pouco conhecidos. Dentre eles, a Residência Rothschild foi projetada em 1965 para servir como casa de férias para o barão e banqueiro Edmond de Rothschild em uma região árida, porém próximo ao mar, em Cesaréia, Israel.

A modelagem do projeto foi possível utilizando os croquis do projeto de Oscar Niemeyer e as fotos da maquete desenvolvida pela Fundação Niemeyer, todos disponíveis no site da fundação (1).

Segundo Niemeyer, "A ideia foi evitar as janelas para o exterior, recuando-as com a utilização de placas protetoras e isso deu à residência maior simplicidade como protegida apenas por muros e placas protetoras. É uma casa simples e acolhedora, quase toda fechada para o exterior, mas internamente, cheia de surpresas e movimento. Nossa ideia foi acentuar esse contraste: o exterior sóbrio e vedado e, internamente, as salas, jardim e piscina se completando sob as curvas livres da cobertura. Isso explica a solução adotada; as diferenças de nível, o jardim interno, as fachadas cegas etc. O objetivo foi criar um lugar de sombra e tranquilidade no ardente agreste de Cesaréia”. “A ideia foi evitar as janelas para o exterior, recuando-as com a utilização de placas protetoras, e isso deu à residência maior simplicidade, como protegida apenas por muros e placas protetoras”. “Diferenças de alturas entre os níveis da sala e dos quartos dão à residência uma sombra agradável e constante que os muros externos, também em alturas diferentes, mais acentuam”. “Uma abertura no vigamento do teto marca o lugar da piscina – um retângulo de sol se destaca na doce sombra da casa de Cesaréia”.

A simplicidade externa se deve ao resultado formal de uma planta baixa quadrada e fachadas planas com placas protetoras, em contraponto com a cobertura sinuosa criada na área de lazer interna, permitindo a entrada do sol. A solução tem uma relação com o entorno, onde há a presença de um hotel e outras residências, garantindo a privacidade, com breves aberturas privilegiando a vista para a praia e permitindo a ventilação. Segundo Rafael Barcellos Santos (2), Niemeyer buscou uma reinterpretação do pátio interno árabe ao projetar a área de lazer.

Os croquis elaborados por Oscar Niemeyer não apresentam as partes externas da casa, nem acessos, entorno, dimensão de lote, áreas de estacionamento e edificações vizinhas. Por este motivo as imagens do modelo foram inseridas em fotos genéricas da região de Cesaréia, onde há a presença de vegetação de cerrado.

A sequência de croquis desenvolvidos por Oscar Niemeyer mostra a sua preocupação formal, através de diversas tentativas de encontrar uma solução para as fachadas, para a cobertura, e para o desenho da planta baixa interna da casa.

notas

1
Site da Fundação Oscar Niemeyer <www.oscarniemeyer.com.br/obra/pro119>. Acessado em 26 de janeiro de 2016

2
SANTOS, Rafael Barcellos. O projeto como patrimônio não construído. O teatro do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado em Metodologias de Intervenção no Património Arquitectónico apresentada à Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. 2009.

sobre o autor

Marco Milazzo é arquiteto e urbanista formado pelo instituto Metodista Bennett (2000), engenheiro civil formado pela UFRJ (1999), Mestre em arquitetura pelo Proarq UFRJ (2006). É sócio do escritório Obra Arquitetura e professor do curso de arquitetura da universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro.

Rômulo Almagro é aluno do curso de Graduação em arquitetura e urbanismo da universidade Estácio de Sá e colaborou com a pesquisa e o desenvolvimento do modelo tridimensional do projeto.

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