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projetos ISSN 2595-4245


sinopses

português
Studio Sumo, um dos jovens escritórios mais inovadores de Nova York, realizou três projetos para a universidade japonesa Josai – Museu de Arte Mizuta, Escola de Administração e Alojamento Estudantil –, arquitetura contemporânea de herança modernista.

english
Through three projects in Japan, this article discusses the work of Studio Sumo, considered one of the most innovative young firms in New York.

como citar

NEIVA, Simone; DEL RIO, Vicente. Um Sumo norte-americano no Japão. Três projetos de um jovem escritório de Nova York. Projetos, São Paulo, ano 16, n. 189.01, Vitruvius, set. 2016 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/16.189/6213>.


Este foi o primeiro projeto do Sumo no Japão e, de certa maneira, rompeu com a tradição de arquitetura institucional da Universidade Josai. Até então, os edifícios eram resultado de projetos corretos mas sem atrativos especiais, geralmente com longos corredores alimentados por salas dos dois lados. O terreno proposto para a Escola de Administração tinha um formato inusitado. Ao fundo, havia um morro com um bonito bosque que não podia ser acessado por estar ladeado por diversos edifícios de apoio e uma grande subestação de alta voltagem. O partido arquitetônico proposto pelo Sumo era de um edifício que garantisse o acesso ao bosque e ao morro. A ideia era tornar a Escola de Administração em um centro para os estudantes e incentivar uma cultura de uso do campus à noite, o que não é comum em universidades japonesas. O projeto foi iniciado em 2004 e o prédio foi inaugurado em 2006.

A forma arquitetônica mais óbvia para o terreno seria a quadrada, mas o Sumo queria desenvolver um partido com um corredor único para que todas as salas de aula usufruíssem de iluminação natural. Mas para responder o programa seria necessário um edifício muito longo, de 180 metros de comprimento, o que seria inviável. Assim, desenvolveu-se a ideia de um edifício como uma espécie de cobra que conecta a cabeça à cauda, gerando um pátio central. Por outro lado, buscava-se um edifício onde a maioria dos espaços pudessem ser públicos, com uma espécie de espaço urbano no nível térreo com o prédio “flutuando” acima.

A ideia de edifícios que flutuam foi importante nesse e em outros trabalhos do Sumo, tendo como inspiração as representações de mundos flutuantes nas ukyo-e, xilogravuras produzidas durante o período Edo no Japão (1615-1868). Edo, antigo nome de Tóquio, foi o período no qual a cidade tornou-se o centro do poder no Japão. O Edo evoca um universo de inteligência, elegância, extravagância e hedonismo em contraste com a monotonia e as pesadas obrigações da vida cotidiana. Esse mundo de contraste é amplamente retratado nos ukyo-e que, apesar de hoje serem consideradas uma arte de alto nível, na realidade era uma arte popular que retratavam artistas, viagens, gueixas, e lindas mulheres do período como fazem hoje tabloides e revistas tipo Vanity Fair ou Caras. Alias, a justaposição do sofisticado e do vulgar faz parte da cultura japonesa. Se de um lado existe a rigidez estrutural das instituições e relações sociais, pelo outro há a impressionante informalidade das ruas, espaços urbanos e casas de lámem tradicionais. Neste sentido, um dos objetivos do Sumo neste projeto foi de contrastar com o contexto rígido do resto do campo e seus edifícios de arquitetura institucional e linear.

O programa Escola de Administração é simples e o edifício tira proveito da forma do terreno e da topografia existente com espaços públicos que se sucedem naturalmente, conectando-se com uma nova praça ao fundo, voltada para o morro e o bosque. No nível inferior de acesso localizou-se uma sala de mídia para estudos e relaxamento dos estudantes, com ampla iluminação natural através de suas paredes envidraçadas e claraboias ovais desde a plaza do andar superior. Para este projeto o Sumo concebeu mobiliário especial em parceria com uma empresa japonesa de design para que todo o mobiliário fosse original e coerente, incluindo sofás que refletiam as formas das claraboias logo acima deles, desenhados de modo que os estudantes também pudessem usa-los para tirar um cochilo.

No primeiro andar, em torno do pátio, estão dois auditórios e um foyer, assim como, ao fundo do edifício, o café e seu terraço que conecta-se por uma passarela a uma praça na encosta do morro. A fachada voltada para o morro é utilizada para a projeção de filmes ao ar livre que podem ser assistidos confortavelmente desde a plaza pública. Nos outros três andares do edifício, as salas de aula distribuem-se em duas alas, entorno do vazio central com o corredor de distribuição ao longo das fachadas laterais, e as salas para professores e estudos junto da fachada principal. Uma passarela de vidro conecta as duas alas pelo corredor de distribuição, fechando o lado posterior do pátio voltado para o morro.

À noite, a luz artificial enfatiza o pátio, a escada principal, as claraboias pintadas de amarelo e a passarela de vidro que liga as duas alas do edifício. O partido adotado – em razão da orientação, do pátio central, e da continuidade de espaços de circulação – permite uma ótima circulação de ar e apenas as salas de aula possuem ar condicionado. Isso é comum no Japão onde nas casas tradicionais japonesa até mesmo as paredes de madeira e papel são removíveis para que o ar circule, eliminado o mofo e o forte calor do verão. Na Tóquio moderna, muitas vezes, apenas os apartamentos possuem ar-condicionado e aquecimento, enquanto os corredores não possuem paredes ou janelas, ficando sujeitos a temperatura ambiente; uma solução culturalmente aceita que garante uma considerável economia de energia em todo o país.

Escola de Administração

Museu de Arte Mizuta

Alojamento Estudantil

fonte
Studio Sumo
Nova York

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original: português

fonte
Sumo Studio
Nova York

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