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projetos ISSN 2595-4245

Museu de Arte Mizuta, entrada principal, Josai International Sakado, Japão, 2008-2011, Studio Sumo
Imagem divulgação

sinopses

português
Studio Sumo, um dos jovens escritórios mais inovadores de Nova York, realizou três projetos para a universidade japonesa Josai – Museu de Arte Mizuta, Escola de Administração e Alojamento Estudantil –, arquitetura contemporânea de herança modernista.

english
Through three projects in Japan, this article discusses the work of Studio Sumo, considered one of the most innovative young firms in New York.

como citar

NEIVA, Simone; DEL RIO, Vicente. Um Sumo norte-americano no Japão. Três projetos de um jovem escritório de Nova York. Projetos, São Paulo, ano 16, n. 189.01, Vitruvius, set. 2016 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/16.189/6213>.


O trabalho do Studio Sumo exemplifica bem a evolução da arquitetura moderna na busca por uma adaptação ao contexto urbano e cultural, inovando não apenas nas soluções mas também nas tecnologias empregadas. São projetos simples e elegantes, que se inserem bem e somam a seus lugares. Internamente, os projetos, programaticamente perfeitos, vão se revelando aos poucos e surpreendem o usuário com as relações entre interior e exterior, das transparências, particularmente através do cuidado que revelam a luz natural. Externamente, os projetos exploram o uso do concreto e das volumetrias simples, e de soluções que fazem com que os edifícios pareçam “flutuar”.

Os projetos que vimos revelam a influência do modernismo clássico, da arquitetura japonesa tanto vernacular quanto contemporânea – particularmente de Tadao Ando e Nikken Sekkei – e também da arquitetura brasileira de Affonso Reidy e Paulo Mendes da Rocha. Comenta Sunil Bald: “através deste projeto (a escola de administração) começamos a nos dar conta da influência da arquitetura brasileira no nosso trabalho... no uso do concreto, um material que pode ser pesado e fluido ao mesmo tempo, na plasticidade nas formas dos edifícios de modo com que, tal como a fluidez tão presente em muitos projetos modernos no Brasil, conseguimos que a própria forma dos prédios criassem uma conexão entre interior e exterior”. O arquiteto também reconhece essa influência do projeto do dormitório onde reinterpretaram o brise-soleil através de padrões dos portões tradicionais japoneses. “Embora o Brasil e o Japão sejam muito diferentes climaticamente, existe uma semelhança na materialidade arquitetônica, no concreto, e na fluidez entre o interior e o exterior... estes elementos nos inspiram”. Sunil Bald manteve uma relação forte com o Brasil nestes últimos 25 anos, através de amigos e da academia. “O Brasil e o Japão são os lugares para os quais eu tenho mais viajado ultimamente, então a arquitetura de ambos permanecem como uma grande influencia para mim”.

Como vimos, o Studio Sumo possui uma assinatura clara que se relaciona tanto ao contexto social quanto cultural. Para Sunil Bald “o importante é uma arquitetura que possa compreender e expandir o seu contexto... e, para conseguir isto, precisamos desafiar nosso entendimento do que um desenho funcional possa ser. Em vez de repensar a arquitetura através do contexto, nos gostamos de repensar o contexto através da arquitetura”. Sunil entende a arquitetura como um veículo para se compreender o lugar, e o processo projetual como uma forma de explorar o mundo que nos rodeia. Fica aqui um excelente exemplo para os jovens arquitetos.

Escola de Administração

Museu de Arte Mizuta

Alojamento Estudantil

nota

NA – Os autores agradecem ao arquiteto Sunil Bald e o Studio Sumo por todo o apoio para a realização deste artigo.

sobre os autores

Simone Neiva é professora adjunta da Universidade Vila Velha. Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo (UFES/1994), especialização em História da Arte e da Arquitetura (PUCRio/2000), mestrado em Arquitetura (Tokyo University/2003), doutorado em Arquitetura (USP/2007) e pós-doutorado em Arquitetura (Mackenzie/2010). Fellow da Fundação Japão (2006). Pesquisadora do grupo ArqCidade nos seguintes temas: arquitetura contemporânea, processos de projeto, museus, patrimônio, arquitetura e urbanismo japonês.

Vicente del Rio é professor titular de City and Regional Planning, Cal Poly San Luis Obispo. Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo (UFRJ/1978), mestrado em Desenho Urbano (Oxford Polytechnic/1981) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo (USP/1991). Entre 1978 e 2001 lecionou na FAU/UFRJ onde foi professor titular. Possui diversas publicações entre elas os livros “Introdução ao Desenho Urbano no Processo de Planejamento” e, mais recentemente, “Desenho Urbano Contemporâneo no Brasil”.

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