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Park Chan-Wook, cineasta coreano com filmes premiados em diversos dos principais festivais do mundo, é o autor selecionado para mostra de cinema no espaço Marieta, com seleção de Caio Guerra.

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GUERRA, Caio. Os melhores filmes que você nunca vai ver. Resenhas Online, São Paulo, ano 17, n. 183.05, Vitruvius, mar. 2017 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/17.183/6466>.


I'm a cyborg but that's ok, 2006, direção de Park Chan-Wook
Foto divulgação

Ok, vou mandar a real. Imagina um cineasta que faz roteiros potentes, que podem ser colocados com tranquilidade ao lado de qualquer grande escritor do mundo ocidental: tragédias de erros Shakespearianas, dramas psicológicos dignos de Dostoievsky.

Esteticamente, é primoroso e detalhista como Kubrick, cada plano de cada filme composto com rigor para garantir não apenas beleza, mas que o máximo de significado possível se revele pela imagem, cada movimento diretamente relacionado aos aspectos mais profundos da psique de seus personagens, cada passo meticulosamente coreografado.

Zona de Risco – JSA, 2000, direção de Park Chan-Wook
Foto divulgação

As narrativas são aceleradas, tensas, bizarras, únicas entre si e dentre os seus pares ao redor do mundo, mas ao mesmo tempo honestas para com suas referências, não a cópia, mas a transformação e elevação de arquétipos e conceitos de uma forma que apenas um cineasta extremamente estudioso e genuinamente apaixonado pelo cinema é capaz de fazer; violência e reviravoltas tarantinescas somadas com humor negro à altura dos irmãos Cohen, personagens perturbados, profundos, humanos e fortes, independentes de seus gêneros ou genitálias.

Lady Vingança, 2005, direção de Park Chan-Wook
Foto divulgação

O problema? Esse cara que eu estou descrevendo se chama Park Chan-Wook. Ele é coreano e não sei se vocês sabem, mas é difícil convencer as pessoas a assistir um filme coreano. Já são raros os que se animam para filmes japoneses ou chineses, mais mainstream. O fato é que, se eu tivesse começado esse texto com o nome dele, só as pessoas que já assistiram algum de seus filmes teriam se dignado a ler esse texto.

Oldboy, 2003, direção de Park Chan-Wook
Foto divulgação

Nos últimos dezesseis anos, esse louco dirigiu mais de dez longas metragens, todos de qualidade absurda, e recebeu com eles 24 (vinte e quatro!) dos prêmios de direção mais importantes do cinema mundial, mas apenas dois desses filmes chegaram às nossas salas nacionais –  mesmo assim por pouco tempo e em horários péssimos. Eu fiz uma coletânea com mais da metade de seus filmes, juntando os grandes sucessos a algumas pérolas mais escondidas, que vou projetar semanalmente em uma mostra caseira, aberta e gratuita pelos próximos meses, com projetor digital e som em qualidade de cinema (1).

Sede de Sangue, 2009, direção de Park Chan-Wook
Foto divulgação

Filmes do caralho, que você mal acredita estar vendo e, quando para pra pensar e analisar cena a cena, percebe que são ainda melhores do que você tinha originalmente pensado.

Filmes que você sai com vontade de comentar com alguém enquanto toma uma cerveja.

Filmes que você, a não ser que esteja disposto a vasculhar os cantos mais escrotos da internet arriscando um sem número de vírus, provavelmente nunca veria na vida; ainda mais com legendas em português.

Procurem, assistam, conheçam. Talvez algum dia possamos usar o nome de Park Chan-Wook como usamos o de um de seus grandes ídolos, Hitchcock. Talvez um dia seja um nome que, por si, chama leitores não especialistas. Até lá, aproveitem as poucas chances que aparecerão nas mostras, coletâneas e vendas de dvds usados da vida.

Sympathy for Mr Vengeance, 2002, direção de Park Chan-Wook
Foto divulgação

nota

1
Se você estiver lendo esse texto antes do dia 18 de abril de 2017, talvez ainda consiga participar; procure pelo projeto Marieta. A programação da mostra, que ocorre de 14 de março a 18 de abril de 2017, sempre às terças-feiras às 19h, pode ser acessada no website do projeto Marieta (rua Dona Maria Paula, 96, segundo andar), no link www.projetomarieta.com.br/agenda. Após as sessões ocorre um bate-papo descontraído entre os participantes da sessão.

sobre o autor

Caio Guerra, ao lado de sua irmã Helena, dirige a Irmãos Guerra Filmes, produtora independente brasileira que atua no mercado audiovisual. Os sócios se revezam na criação de roteiros e na fotografia e direção de seus projetos. Amantes do cinema, os irmãos trabalham juntos desde 2009, e abriram sua empresa em 2012.

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183.05 cinema
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