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abstracts

português
Richard Forman, em “Ecologia urbana”, explora áreas urbanas de uma variedade de cidades. Através de numerosas ilustrações, classifica espaços não apenas como ecologicamente bons ou ruins, mas como lugares de concentração e não dispersão de pessoas.

english
Richard Forman, in "Urban Ecology", explores urban areas of a variety of cities. Through numerous illustrations, it classifies spaces not only as ecologically good or bad, but as places of concentration and non-dispersion of people.

español
Richard Forman, en "Ecología urbana", explora áreas urbanas de una variedad de ciudades. A través de numerosas ilustraciones, clasifica espacios no sólo como ecológicamente buenos o malos, sino como lugares de concentración y no dispersión de personas.

how to quote

SOARES, Sonia Rohling; ROSSETTO, Adriana Marques. Ecologia urbana: ciência das cidades. Resenhas Online, São Paulo, ano 18, n. 208.04, Vitruvius, abr. 2019 <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/18.208/7318>.


Como funciona a natureza em nossa cidade, subúrbio, e periferia criados pelo homem? De fato, como a ecologia seus fundamentos urbanos de água, solo, ar, plantas e animais – estão espacialmente entrelaçados com esse grande empreendimento humano? Como melhorar as áreas urbanas tanto para a natureza como para as pessoas?

A Ecologia urbana, de Richard Forman, explora toda a área urbana de ruas, paredes, gramados, rios, sistemas de esgoto e áreas industriais. O livro apresenta modelos, padrões, dados e exemplos de uma variedade de cidades em todo o mundo cujas numerosas ilustrações enriquecem a apresentação. As cidades são analisadas, não como ecologicamente ruins ou boas, mas como lugares com pessoas concentradas e não dispersas. Padrões espaciais e fluxos ligam organismos, estruturas construídas e meio ambiente realçando um tesouro de princípios úteis.

Este livro interdisciplinar pioneiro abre as fronteiras da visualização, como uma valiosa fonte para alunos de graduação, graduados, pesquisadores, profissionais, e outros com sede de soluções para problemas urbanos crescentes (p. 3).

O livro está dividido em três partes: enquadramento/fundamento, características ecológicas e características urbanas. Na primeira parte, trata dos fundamentos, a utilização da ecologia urbana para a solução de problemas da sociedade, de modo específico em relação à urbanização (p. 26). Da parte II (p. 91-274) que trata das características ecológicas, destacamos o capítulo 8: “Habitat urbano, vegetação, plantas”. De modo específico, a importância da arvore urbana, seus principais papéis ecológicos para o solo, a água, o ar, os animais e as plantas. A terceira parte – características urbanas (275-377). O Apêndice A do livro apresenta uma tabela síntese dos atributos positivos e negativos de uma região urbana (p. 378-379), e o Apêndice B, por sua vez, apresenta Equações (p. 380), e por fim o Índice (p. 385).

Richard Forman apresenta os fundamentos e conceitos da ecologia da paisagem, sua historicidade, seus atributos urbanos e ensaios ecológicos a partir das pessoas e das atividades das mesmas, utilizando a ecologia urbana como soluções para a sociedade. Apresenta os padrões espaciais e mosaicos sendo as escalas humana: regiões urbanas, áreas metropolitanas e cidades; e da Natureza: mancha, matriz, corredor e seus modelos. Para o autor, os fluxos enquanto princípios de mudança no tempo que se estabelecem em torno de limites e mosaicos, movimentos e alterações da natureza.

Segundo Forman, as características ecológicas compreendem o solo urbano, o ar, os sistemas de água, as águas urbanas, o habitat urbano, vegetação e plantas e a vida selvagem urbana. Já as características urbanas compreendem as estruturas humanas, as áreas residenciais, os espaços comerciais e industriais, os espaços verdes, os corredores, os sistemas:

Síntese das características ecológicas e urbanas
Adaptado pelas autoras a partir de Richard T.T. Forman, “Urban ecology”

 

Fazem parte das características urbanas dos espaços verdes, corredores e sistemas o sistema integrado de espaços verdes urbanos, os corredores e redes verdes, as florestas, as áreas de habitat seminaturais e áreas urbanas.

Características urbanas dos espaços verdes, corredores e sistemas
Adaptado pelas autoras a partir de Richard T.T. Forman, “Urban ecology”, p. 342-365

 

Os atributos ecológicos são características da paisagem através dos quais as funções ecossistêmicas são mantidas (de reprodução, abrigo e alimento das espécies nativas a um determinado ecossistema), conceito advindo da Ecologia urbana.

Forman sintetiza os atributos ecologicamente positivos e negativos de uma região urbana como base em 38 regiões ao redor do mundo. Os grupos de atributos ecologicamente positivos de uma região urbana são: 1. Cidade, área metropolitana e região/regional; 2. Natureza, floresta e alimento; 3. Água; e 4. Transporte, desenvolvimento, indústria.

Os atributos ecologicamente positivos estão relacionados à: 1.1) área metropolitana compacta, que se refere basicamente à localização, bordas, limites, compacidade; características gerais dos espaços verdes existentes; 1.2) à natureza, floresta e alimento refere-se a áreas naturais protegidas, paisagens arborizadas, parques, e sua relação com as áreas agricultáveis e corredores verdes; 1.3) à agua que refere-se ao abastecimento de água; e, 1.4) ao transporte, desenvolvimento e indústria.

Já como atributos negativos está o grupo dos Perigos e se refere: 2.1) à área metropolitana compacta; 2.2) à natureza, floresta e alimento; 2.3) à água; 2.4) ao transporte, desenvolvimento e indústria; bem como aos 2.5) perigos aos quais uma determinada região está suscetível.

Estabelecemos também uma relação entre as classes de atributos e os critérios ambientais. Recapitulando, as classes em que os atributos ecologicamente positivos e negativos sao agrupados por Forman.

Classes dos atributos
Adaptado pelas autoras a partir de Richard T.T. Forman, “Urban ecology”, p. 378-379

 

Para esta classificação, resumidamente os critérios mais generalistas, de gestão (1), relativos à conservação (2), aos recursos hídricos (3), ao desenvolvimento (4), podem guardar ameaças (5).

Atributos ecologicamente positivos e negativos de uma região urbana
Adaptado e traduzido pelas autoras a partir de Richard T.T. Forman, “Urban ecology, p. 378

Sinteticamente, podem ser estabelecidas as seguintes relações entre os atributos ecologicamente positivos e as características da paisagem natural: dos dezenove atributos que se referem à Cidade, área metropolitana e região (regional), três se referem a solo, seis se referem diretamente a flora e apenas um à hidrografia. Dos onze atributos que se referem à Natureza, floresta e alimento, quatro se referem a flora e fauna, um se refere a flora e um a solo. Em relação à hidrologia, dois dos cinco atributos relacionam hidrografia e flora. Dos sete atributos ecologicamente positivos em relação a transporte, desenvolvimento, indústria apenas um se relaciona à fauna e os demais não se relacionam a qualquer característica da paisagem natural.

Para efeito comparativo, foi elaborada uma síntese dos atributos ecologicamente negativos em relação às características da paisagem natural. Dos sete atributos ecologicamente negativos que se referem à Cidade, área metropolitana e região (regional), três se referem à forma da terra, um a flora e um à paisagem natural de maneira genérica.

Dos cinco atributos ecologicamente negativos que se referem à Natureza, floresta e alimento, dois se referem a solo, um a flora e fauna, um a forma da terra e um à paisagem natural de maneira genérica. Dos seis atributos ecologicamente negativos que se referem à hidrografia, um se refere à forma da terra e dois a solo.

Disso, depreende-se que os atributos ecologicamente positivos estão mais diretamente relacionados à hidrologia, os solos, flora e fauna; e menos à geologia, a forma da terra, do ar e clima. Por sua vez, os atributos ecologicamente negativos estão mais diretamente relacionados à hidrologia, os solos; e menos à alimento, flora e fauna.

Alguns dos atributos ecologicamente positivos e negativos de uma região urbana, não se aplicar diretamente à realidade brasileira, por exemplo, os relacionados à rede ferroviária (item 1.4: transporte, desenvolvimento, indústria) ou os que se referem aos locais turísticos de um dia, ou os perigos existentes em locais por ocorrência de tsunamis (item 2.5: perigos).

No sentido de contribuir com o aprofundamento da discussão da conservação da biodiversidade como pressuposto ao planejamento urbano, a ecologia urbana propõe esta aproximação teórica e empírica. Diante desse conhecimento sistematizado e exposto por Forman é importante incorporar conceitos da ecologia da paisagem no planejamento urbano. No caso brasileiro, esta aproximação pode ser efetivada em nível local por meio dos planos diretores (1).

Tornam-se fundamentais as contribuições da ecologia da paisagem e da forma urbana para a discussão da relação entre o planejamento urbano e a paisagem com vistas à diminuição dos conflitos da ocupação com o meio.

A continuidade das funções vitais dos ecossistemas é condição fundamental para a proteção da paisagem. É preciso preservar as condições complexas do ecossistema como um todo, em que pese não somente a sua descaracterização visual; bem como e antes disso, a sua descaracterização funcional ecológica.

O aprofundamento dos conhecimentos dos atributos ecológicos da paisagem, diretamente relacionadas com a proteção dos ecossistemas em meio urbano, deveriam ser inseridos no planejamento dos assentamentos humanos. A ecologia urbana pode contribuir consideravelmente para a abordagem das questões ambientais e ecológicas em nível local.

notas

1
Sobre a temática dos atributos ecológicos no plano diretor, sugere-se consultar SOARES, Sônia Rohling. Paisagem urbana: a inserção de atributos ecológicos ao plano diretor. Tese de doutorado. Florianópolis, Pós ARQ UFSC, 2018.

sobre as autoras

Sonia Rohling Soares é arquiteta, mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade, doutora em Arquitetura e Urbanismo e revisora do periódico Urbe/PUC-PR.

Adriana Marques Rossetto é bolsista de produtividade em pesquisa 2 (CNPQ), doutora em Engenharia de Produção (UFSC, 2003), pós-doutora pela Université Grenoble-Alpes, no Instituto de Urbanismo de Grenoble-IUG (2016-2017) e professora adjunta na Universidade Federal de Santa Catarina.

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Urban ecology

Urban ecology

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Richard T.T. Forman

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