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Nessa edição da Revista Indisciplinar buscamos recolher análises sobre utopias e distopias na história da modernidade e no presente

O livro Utopia, de Thomas More, transformou oc termo – que etimologicamente significa não-lugar – no ideal de uma sociedade harmônica e justa e passou também a significar o gênero textual que o apresenta. A partir desse momento, as utopias, sejam como textos literários-filosóficos ou como projetos políticos, passaram a designar uma sociedade ideal, organizada por uma economia comunal e precursora na ideia de planejamento urbano. Vale lembrar que da República de Platão aos falanstérios de Charles Fourier, a história do Ocidente pode ser narrada pelo desejo de construção dessa sociedade igualitária e ordenada. A história da colonização das Américas – ou do Novus Mundus – está atrelada ao imaginário utópico da Europa, e não é à toa que More buscou a referência de seu espaço idealizado em cartas e narrativas sobre os povos que aqui habitavam. A história da modernização do Brasil, porém, contrapõe a ingênua e falaciosa narrativa sobre o modo de vida dos povos originários a um sonho de industrialização. Contemporaneamente, a ideia de smart cities retoma a proposta de uma cidade ordenada e integrada e mostra como o espaço urbano ainda é idealizado como território de ordem e controle.

O contraponto a esses modelos está expresso na distopia, conceito que evidencia a possibilidade catastrófica de impulsos autoritários e de cerceamento da liberdade serem impostos como normas sociais na organização de um modelo ideal. Como forma de problematizar a polarização de utopias e distopias, diversos filósofoso propuseram (e  vêm propondo) termos como heterotopia (Michel Foucault), retrotopia (Zygmunt Bauman) ou atopia (Byung-Chul Han). Em todas essas reflexões, está presente a desilusão com as promessas não-cumpridas da modernidade e com o fim de grandes projetos (ou, para retomar Lyotard, das grandes narrativas) de coesão e integração social.

Em consonância com esses pensadores, o camaronês Achille Mbembe escreveu, em 2016, que “a era do humanismo está terminando”. Desde então a explosão de discursos violentos e autoritários, a crescente xenofobia e a iminência de guerras confirmam a tese do filósofo camaronês. A pandemia do coronavírus, a crise econômica derivante e o acirramento das desigualdades trazem elementos ainda mais catastróficos para o período em que vivemos. Muitas questões surgem para pensarmos estes tempos de Novo Normal pós-pandêmico. Vale interrogar: o que virá após a pandemia? Uma volta à normalidade, um acirramento dos modos de acumulação do capitalismo, uma outra revolução, o surgimento de novos mundos fora do eixo hegemônico ocidental EUA-UE? Arquitetos estariam envoltos na produção de novos espaços flexíveis, espaços híbridos, que possam ser readaptados a situações diversas de "normalidade"? Como a arte antecipou os questionamentos disparados pela pandemia? Como o mercado artístico está sendo transformado pelo isolamento social?

 Se parece-nos faltar um projeto de sociedade que alicerce uma transformação geopolítica ampla, não faltam motivos para acreditarmos que vivemos em um presente distópico, atravessado por discursos retrotópicos e segregacionistas. Por outro lado, estratégias comunitárias propõem modelos criativos de participação política ao mesmo tempo em que novas alianças transnacionais re-estabelecem a ordem global, permitindo-nos observar, mesmo na assepsia do “novo normal”, erupções heterotópicas e possíveis atopias eróticas. Considerando isso, a 11a edição da Revista Indisciplinar busca recolher análises sobre utopias e distopias na história da modernidade e no presente.

Prazo para envio: 30 de agosto de 2020. 

Instruções para publicação na Revista Indisciplinar

Todos os números da revista estarão disponíveis online.

A Revista Indisciplinar publica textos originais no formato de artigos, ensaios, resenhas, traduções e experimentações, em português, espanhol e inglês.

a) Os originais devem ser encaminhados em arquivo .doc, formatados em papel tamanho A4.

b) A primeira página deve apresentar o título, seguido de seu correspondente em inglês, o nome completo do(s) autor(es), sua vinculação institucional e endereço de e-mail, um mini-CV, um resumo (e correspondente em inglês) com 200 a 250 palavras e três a cinco palavras-chave (também acompanhadas de suas versões em inglês).

c) As citações no texto devem corresponder ao sistema autor-data — ex: (CARVALHO, 1972, p. 28) — e as referências completas (somente dos conteúdos externos citados no texto) devem vir ao final, listadas em ordem alfabética, segundo as normas da ABNT. Ex: TUAN, Yi-Fu. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. (Trad. Lívia de Oliveira) São Paulo: Difel, 1983. RELPH, Edward. As bases fenomenológicas da geografia. Geografia, Rio Claro, v. 4, n. 7, p. 1-25, 1979.
OBS.: Textos fora do sistema autor-data, como descrito acima, não serão aceitos. Pedimos especial atenção a esse padrão ABNT na referenciação de todo tipo de texto ou material.

d) As figuras devem ser enviadas em arquivos separados, em formato .jpg ou equivalente, em boa resolução. Cada figura deve ter uma chamada no corpo do texto (quando pertinente), bem como a indicação do local de sua inserção, juntamente com o respectivo título e fonte do material.
OBS.: Textos que não sigam essa recomendação não serão aceitos.

e) Os artigos, ensaios, traduções, resenhas, notas ou experimentações deverão ter até 40.000 toques.

f) Indicar, em nota à parte, caso o texto tenha sido apresentado em forma de palestra ou comunicação;

g) Caso seja tradução, trazer o nome e e-mail do autor original, e indicação de onde o texto foi publicado, caso não seja inédito.

As contribuições poderão ser enviadas para revistaindisciplinar@gmail.com. Mais informações, acesse o site.

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Está no ar a chamada para artigos da Revista Indisciplinar

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from 13/06/2020
to 30/08/2020

Escola de Arquitetura da UFMG
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30130-140 Belo Horizonte MG Brasil

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arq.ufmg.br
Belo Horizonte

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