Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

bookshelf

Eduardo Souto Moura

Eduardo Souto Moura

Luiz Trigueiros (Org.)
 

Blau Monographs

Blau, Lisboa; 1ª edição, 1996

edition: português
paperback
216 p
29 x 29 x 1,6 cm
1500 g
illustrated
fullcolor
photos
drawings
ISBN 972-8311-05-2

(projeto de arquitetura, arquiteto e obra)

about the book

A afirmação da existência de uma relação do tipo Mestre / discípulo, em três gerações na chamada "Escola do Porto" tem sido uma constante de Fernando Távora, Álvaro Siza e Souto de Moura que no entanto sempre a negaram, com maior ou menor convicção, para antes valorizarem as suas diferenças e preferirem entender nessa sua capacidade de distanciamento o valor da sua contribuição.

Nessa perspectiva admite-se apenas a condição de alunos que partilharam, em momentos diferentes, a contínua transformação da mesma estrutura acadêmica ao longo de várias gerações e que, por via do seu trabalho, se tornaram agentes de evolução e de renovação do seu próprio ambiente cultural.

Contudo e de entre todas as influências possíveis de Eduardo Souto de Moura a figura de Siza, com quem trabalhou e com quem ainda hoje mantém relações de proximidade e de amizade, foi decisiva pela transmissão de dois sinais distintos de referência; uma direta a partir do rigor e do exercício criativo do próprio Siza e outra indireta a partir das influências e das reverências, do mesmo Siza, em relação a Fernando de Távora.

Redescobrir Távora, que de resto já o havia encantado enquanto aluno, seria para Souto de Moura acrescentar ao rigor técnico de Siza o rigor descomplexado e a naturalidade profissional de Távora e, também, recuperar para o "seu Movimento Moderno" valores tão antiquados como o sentido das raízes ancestrais.

No entanto Eduardo Souto de Moura aceita indiferentemente os sistemas tradicionais ou os Modernos acreditando que ambos perderam a razão fundadora, para se transformarem apenas em meros instrumentos de igual valor operativo na sua dupla capacidade de "ainda servirem" funcionalmente e de se revelarem aptos a evocarem memórias, que estabelecem uma imediata relação de familiaridade com os uso dos espaços e dos objetos arquitetônicos que propões.

Assim a sequência de trabalhos que compõem o seu percurso deve ser entendida não por uma qualquer redução a vontades construtivas - a pedra, o aço, etc., que são estes mas poderiam ser outros, e antes pela construção de um código de referências capaz de comunicar e de integrar "emocionalmente" as suas obras no universo cultural a que pertencem.

Esta atitude longe de ser minimalista insere-se naturalmente na evolução, continuidade e processo de ajustamento do Classicismo a que todos ainda pertencemos, incluindo obviamente Fernando Távora e Álvaro Siza.

about the author

Luiz Trigueiros
Arquitecto pela E.S.B.A.L desde 1980 e foi director da revista Architécti desde o seu início até o número 15/16 de 1992.

how to quote

TRIGUEIROS, Luiz (Org.). Eduardo Souto Moura. Blau Monographs, Lisboa, Blau, 1996.

comments

magazines

newspaper


© 2000–2020 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided