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architexts ISSN 1809-6298


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A habitação colonial santiagueira, conseguiu uma linguagem harmônica caracterizada por volumes que na fachada expressam ritmo e elegância, constituindo exemplos não apenas dignos de imitar, mas dignos de respeitar


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ARIAS, Elsi María López; ARRABAL, Maidelín Olazábal. Referentes sociais na arquitetura das habitações da etapa colonial em Santiago de Cuba. Arquitextos, São Paulo, ano 04, n. 048.04, Vitruvius, maio 2004 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.048/584/pt>.

Dentre as ciências, a arquitetura é a mais cotidiana, pois a encontramos, com mais ou menos colorido, em nossas ruas e casas, em nossas recordações, em nossa identidade, ou simplesmente nas fachadas de nossa cidade. A arquitetura faz parte de nossas vidas, de maneira direta ou indireta. É por esse motivo que o profissional desta ciência é sumamente comprometido e não pode se permitir posturas de onipotência ou de alienação; ao contrário, deve aproximar a arquitetura do seu tempo, mas preservando a identidade nacional.

A habitação colonial santiagueira, conseguiu uma linguagem harmônica caracterizada por volumes que na fachada expressam ritmo e elegância com o movimento de suas janelas salientes, corredores e balcões, que unidos à cobertura e o verdor de seus pátios interiores, constituem exemplos não apenas dignos de imitar, mas dignos de respeitar.

Com a chegada do século XX, estes códigos desaparecem ante a inevitável chegada da modernidade, mas ao longo da história é possível reconhecer momentos de retorno a estes códigos, o que implica em revisitar a arquitetura do passado colonial. Por estas razões e devido à necessidade de intervir com ações construtivas em tais edificações por causa da deterioração atual, a ênfase do trabalho se dirigiu à análise do valor social atual das construções domésticas coloniais santiagueiras, desenvolvida nos mais de cinco séculos de existência da cidade, tentando demonstrar sua grande importância e relevância até nossos dias.

Por outro lado, o centro tradicional santiagueiro é uma zona fundamentalmente residencial e sua existência tem um lado eminentemente social, pois são visíveis as manifestações de arquitetura espontânea devido à deterioração que apresentam tais edificações e a necessidade urgente de controlá-la, já que na maioria dos casos estas não se integram às soluções preexistentes ou são consideradas intervenções inadequadas.

Razões para uma confrontação

“A arquitetura nasce do povo e de suas necessidades, sejam elas materiais ou espirituais...” (1) – a partir destas declarações de Sir Norman Foster, encaminharemos a análise objetiva e consciente do caráter social da arquitetura.

Por outro lado, existe o critério científico que pressupõe que a arquitetura atua como “regulador social”, aonde “os objetos arquitetônicos têm uma função informativa e comunicativa (…) e contém determinadas mensagens implícitas em seus significados…” (2). Reconhecidos críticos e especialistas da arquitetura têm se referido ao legado que constitui a existência de determinadas construções na cidade de Santiago de Cuba.

No caso das construções domésticas coloniais, o pátio interior constitui o núcleo essencial na estrutura compositiva da casa; as habitações o envolvem e desta maneira se cria o micro-clima necessário,sendo que às vezes o pátio torna-se o meio principal para a circulação, iluminação e ventilação da casa, com a abundante vegetação dominando o espaço rodeado de galerias e pórticos.

A fachada tem um papel fundamental na expressão volumétrica das casas. Temos a fachada simples, quando está vinculada diretamente à rua; a fachada de corredor, quando a antecede um espaço coberto por telhado; e a fachada de balcões, quando a habitação tem dois pisos e aparecem na parte superior balcões isolados ou corridos. Os vãos, em todos os casos, são elementos salientes e que em seus primórdios eram pequenas aberturas que com o transcurso do tempo foram aumentando o tamanho, convertendo-se em grandes vãos, com predomínio da verticalidade. (Ver fotos 1, 2 e 3)

Surge uma variedade no tema da habitação que produz a diversidade de tipologias arquitetônicas, aonde se destaca toda a gama de reentrâncias e saliências dada por corredores, balcões e janelas salientes; surge todo um amplo repertório de códigos formais e volumétrico-compositivos a partir da utilização da carpintaria em tetos, portas e janelas, destacando-se a qualidade das uniões entre as peças e os trabalhos decorativos, bandeiras de portas e janelas; os balaústres de madeira no primeiro momento e logo depois a ferragem forjada nos vãos e corrimãos; os beirais de telhados, terminações de vigas e telhas nativas, que com suas respectivas saliências enriqueceram o remate superior das casas e outras variantes de beirais, com o uso de cornijas acompanhadas de parapeitos de pedra e de ferro estanhado que, em conjunto com as telhas, proliferaram nos arremates das fachadas; mísulas, guardacorpos pequenos telhados e esgrafitos (3), entre outros. A freqüência dos sismos condicionou o uso das técnicas construtivas como o cuje (4), capaz de assimilar os contínuos movimentos telúricos da região.

O relevo acidentado, o fator sísmico da região, o clima quente e úmido, e a escassez de água potável foram, entre outros, os fatores fundamentais que imprimiram um caráter à habitação santiagueira, através de um processo de assimilação e adaptação ao longo de todo o período colonial. Desta forma surgem construções domésticas escalonadas aonde as inclinações do terreno são abruptas, adaptando-se ao sistema de terraços que confere a forma original da cidade.

A primazia dos componentes da arquitetura colonial não acontece apenas por ser esta a primeira forma de construir, mas por sua propagação ao longo do tempo. Segundo Eliana Cárdenas, no século XX se produz uma recuperação de seus componentes devido à obsolescência dos códigos clássicos ou historicistas com a difusão do ecletismo, fazendo com que alguns setores da aristocracia retome os códigos coloniais como uma expressão de dignidade ancestral, surgindo assim as edificações neocoloniais. São setores intelectuais que buscam as próprias raízes na cultura americana. Nestes casos, são tomados elementos da arquitetura colonial e se buscam referências da arquitetura hispânica. A revalorização do hispânico ou do colonial também esteve acompanhada da alternativa indigenista. Vários pavilhões da Exposição de Sevilha de 1929 evidenciam estas tendências, como o pavilhão neocolonial de Cuba ou o pavilhão do México, em estilo neo-asteca. Por outro lado, os Estados Unidos promove uma “aproximação cultural” com os países latino-americanos, utilizando tais códigos nesta iniciativa, e, além disso, começam a conhecer as particularidades desta arquitetura graças a um grupo de pesquisadores que se dedicam a documentar e classificar estas obras.

Fica demonstrado que a arquitetura da etapa colonial configurou um “modo de fazer” (5) derivado de um processo de adaptação, aonde se assentaram as bases das respostas espaços-ambientais, técnico-construtivas e compositivas adequadas.

O problema reside na complexidade dos fatores sociais e nas suas inter-relações como elementos condicionadores das soluções arquitetônicas, que devem ser enfrentadas integralmente.

A atividade vital que desenvolve o homem e que caracteriza o seu modo de vida se dirige à satisfação do conjunto de suas necessidades, constituindo o meio urbano ou marco físico no qual se desenvolve o modo de vida.

Com a necessidade de atender os problemas atuais presentes no centro tradicional santiagueiro e especificamente nas casas coloniais, se realizou um estudo sociológico aonde foi importante definir as conexões entre os distintos fatores sociais e a resposta arquitetônica que se deve dar, ou seja, definir o tipo de usuário para o qual se projeta, seus interesses materiais e espirituais, seus costumes e valores, e o caráter de suas necessidades, que devem ser solucionadas. De igual forma, o fenômeno participativo encaminhado à intervenção dos habitantes em decisões de desenho se converte em uma forma de continuidade do poder para tomar decisões.

No caso específico deste trabalho, se avaliou a participação popular buscando o conhecimento do estado de opinião pública segundo um sistema de pesquisa elaborado com o auxílio de especialistas em sociologia, com o objetivo de estudar as propostas arquitetônicas de intervenção nas construções domésticas coloniais a partir do conhecimento do estado físico atual da residência e as expectativas que seus próprios habitantes têm com respeito a algum tipo de intervenção a ser efetuado na mesma; foram aplicadas técnicas sociológicas de coleta de informação para, entre outros aspectos, tratar de alguns pontos de interesse para o desenvolvimento deste trabalho:

  • Conhecer o grau de satisfação das pessoas que moram nas casas coloniais;
  • Analisar quais são os fatores fundamentais que influem no nível de satisfação das pessoas que habitam tais imóveis;
  • Determinar se existe alguma relação entre os fatores derivados do estado construtivo das casas e a necessidade de fazer alguma intervenção ou modificação por parte de seus habitantes;
  • Definir se existe algum tipo de ação construtiva predominante desejada por parte dos habitantes destas casas.

A partir da problemática anteriormente proposta, se orientou a pesquisa através de hipóteses apresentadas após um estudo prévio:

  • As pessoas que habitam em casas coloniais se encontram geralmente satisfeitas com sua habitação;
  • São os fatores de tipo funcional, ambiental e social, conjugados aos fatores construtivos, que influem no nível de satisfação das pessoas que habitam tais habitações;
  • Os fatores derivados do estado construtivo são, entre outros, os que incidem diretamente na necessidade dos habitantes de tais imóveis, levando-os às intervenções ou modificações nelas;
  • Existem tendências, dentre os habitantes, de predomínio de algumas ações construtivas sobre outras, produzidas principalmente por fatores sociais e construtivos.

A amostra escolhida para esta pesquisa foi, dentro do universo de habitações coloniais existentes no centro histórico, aquelas sobre as quais havia uma informação completa em relação às plantas, redes hídricas e sanitárias e características morfológicas que, em geral, caracterizaram este tipo de construções desde seus primórdios.

Do total de habitações que reuniam os requisitos anteriores, foram escolhidas aquelas que atenderam aos seguintes critérios de amostra:

  • Que não haviam passado por nenhum tipo de intervenção mais radical, que tenha resultado em algum tipo de modificação importante na planta ou no corpo principal da casa;
  • Que tenha mantido conservados quase todos os elementos de sua tipologia;
  • Que não funcione como habitação multifamiliar.

Resultados

Como resultados preliminares se concluiu que mais de 60% dos pesquisados se sente identificado com a casa que habita e seu entorno. Estes também possuem um conhecimento prático, fruto da vivência cotidiana, das características e da problemática de sua casa, o que favorece os resultados da pesquisa. Prova disso talvez seja o fato de que 87% dos entrevistados responderam que em geral “gosta” de sua casa, 11% disseram “gostar em parte” e apenas um admitiu que “não gosta”.

Junto ao nível de identificação destas pessoas com sua casa, produto do valor familiar ou sentimental que encerram, existem outros fatores que influem nesta satisfação, que vão desde a funcionalidade das mesmas (dimensões, distribuição e disposição dos espaços), suas características ambientais (iluminação, ventilação, existência de pátio), até a incidência de alguns fatores sociais (por exemplo, o bairro no qual está situada), que se inclinam a favor da suposição de um alto nível de satisfação dos pesquisados em relação a suas casas. Por outro lado, é significativo destacar que mais de 95% da população pesquisada aprecia o estilo construtivo de sua casa e reconhecem nelas todas as vantagens funcionais e ambientais intrínsecas a este tipo de arquitetura, o que vem a ser outro fator a mais a influir a favor deste nível de satisfação. Não acontece o mesmo em relação às variáveis referidas a fatores construtivos (estado construtivo das casas e instalações hídricas e sanitárias), aonde se constata diferenças menos elevadas entre as respostas, levando-nos a inferir que estas também incidem no nível de satisfação, mas com intensidade menor.

O resultado anterior é perfeitamente compatível com a realidade destas casas, considerando sua idade de construção e a quantidade de elementos físicos, meteorológicos e de desgaste natural que sobre elas tem incidido durante este longo período de vida, o qual, unido à falta de manutenção, explica o estado construtivo real das mesmas. Levando em conta o argumento anterior, 75.5% dos pesquisados desejam efetuar algum tipo de intervenção na sua casa, sendo que neste caso 85.3% das casas cujos moradores querem fazer algum tipo de intervenção se encontra em mal, regular ou crítico estado de manutenção.

Considerando o dado anterior, podemos considerar então o fator construtivo como uma variável que pesa na decisão dos habitantes de fazer alguma intervenção, o que conduz a que dentre os 73% dos habitantes que desejam fazer algum reparo na casa, 80% deles se predispõem a não interferir na estrutura principal da planta, nem em seus espaços ou dimensões. Os outros 20% do total, que opta pela reforma da casa, quer introduzir algumas modificações maiores (pisos, dimensões de alguns espaços, redistribuição de espaços), mas sem afetar a estrutura principal do imóvel.

Dentre os materiais que são utilizados com maior freqüência pelos habitantes na reparação das casas se encontram, na ordem de importância, a cerâmica vermelha e, dentre suas variações, o tijolo e a telha nativos.

Os elementos construtivos da casa que contam com maior prioridade na reforma são, em primeiro lugar, o teto, seguido pelos muros e pelo pátio.

É significativo assinalar que do total de pessoas que desejam fazer algum tipo de intervenção em sua casa, a totalidade disse que ao fazê-lo consultará algum especialista ou instituição. Ao mencionar as instituições, todos fazem referência em primeiro lugar ao Ateliê do Conservador da Cidade e, em segundo lugar, ao arquiteto da comunidade.

Por último, do ponto de vista sociológico, é curiosa, se observarmos os dados que caracterizam os pesquisados, a relação que guardam estes com a tendência geral de envelhecimento da população cubana: o maior grupo é o de pessoas aposentadas (40%), seguido pelo das donas de casa (33%) e pelo dos trabalhadores estatais (22%).

A realidade atual que vive a mulher cubana também fica patente ao se observar que 59% das mulheres pesquisadas são chefes de família.

Os resultados obtidos satisfazem em grande medida ao objetivo traçado, permitindo dar resposta a todas as perguntas propostas, demonstrando a importância de se levar em conta o critério da população e o da participação da mesma nas decisões sobre as intervenções nos imóveis. Podemos então falar de um estudo integral na arquitetura, com a introdução e colocação em prática dos estudos e análises sociológicos para a cidade de Santiago de Cuba. Além do exemplo desenvolvido neste trabalho, realizado pela Oficina do Conservador, temos em paralelo a participação de especialistas em sociologia nos projetos de intervenção do Edifício São Basílio 204, na Avenida Jesús Menéndez e outros trabalhos que acontecem atualmente.

Um papel fundamental dentro do sistema da atividade intelectual que coloca o homem em seu compromisso com o trabalho técnico-científico, situação que ultrapassa o próprio trabalho de pesquisa e seu desenvolvimento, o qual deve caracterizar-se pela honestidade e deve chegar até à aplicação dos conhecimentos e sua difusão. Então a responsabilidade social da intelectualidade converte a produção técnico-científico em um baluarte do desenvolvimento social.

O arquiteto, dentro de sua atividade intelectual, está convocado a assumir seu papel social para enfrentar as demandas de nossos dias e, portanto, suas propostas devem ser balizadas por uma adequada valorização da realidade contextual existente. Ele deve analisar seus valores, o que lhe possibilitará determinar as restrições e possibilidades que são impostas ao produto arquitetônico por essa realidade objetiva, mas sempre tendo em conta os aspectos subjetivos que lhe permitiram definir realmente os critérios determinantes da nova proposta segundo as necessidades presentes. De igual forma, o arquiteto deve ser capaz de determinar as características da necessidade que demanda de espaços construídos e apenas então estará capacitado para chegar a um primeiro nível de síntese dos resultados, chegando a definir os critérios determinantes que darão resposta à demanda. Assume, nestes momentos, um papel de mediador das contradições que se apresentam. Posteriormente se devem elaborar as propostas concretas de soluções para a necessidade verificada, aonde podem se converter em geradores de novas contradições, o que significa que para que o arquiteto tenha um papel crítico deve haver uma retro-alimentação através da avaliação dos resultados, aspecto que lhe permitirá abrir o espectro das possibilidades de respostas ante uma mesma necessidade, questão esta que influi nos resultados estético-formais dos projetos e no nível de satisfação dos mesmos.

O arquiteto é um “organizador” no campo do desenvolvimento planificado da sociedade, tendo em sua consciência sempre presente os dados da realidade objetiva, “elasticidade revolucionária e sentido científico da realidade...” (5), estes são seus fundamentos.

Portanto, o perfil profissional do arquiteto está destinado a reconhecer o princípio da universalidade, a não negar o que constitui os valores universais dentro da arquitetura.

Conclusões

1. As pessoas que habitam as casas coloniais do centro histórico escolhidas para realizar este trabalho se encontram geralmente satisfeitas com sua casa.

2. Os fatores que influem no nível de satisfação destas pessoas em relação às suas casas são de tipo funcional, ambiental, social e construtivo.

3. O estado construtivo das casas determina, principalmente entre outros fatores de tipo social, que existam tendências de ações construtivas entre os habitantes das mesmas.

4. A reforma é a ação construtiva que predomina entre os habitantes destas casas.

notas

1
LLÁTZER MOIX. Diez formas de ver una revolución. La Vanguardia Magazine. Barcelona, 1996, p. 0.

2
CÁRDENAS, Eliana. Problemas de teoría de la arquitectura. Universidad de Guanajuato. Facultad de Arquitectura. Editorial Universitaria, México, 1998, p. 130.

3
CÁRDENAS, Eliana. Op. cit., p. 110.

4
Cuje é termo que se usa para a técnica de levantar paredes através de uma malha entretecida formada por cujes – hastes de fibra vegetal – colocados no sentido vertical e horizontal, ou seja, a parede se faz entretecendo os cujes nos dois sentidos e depois se recobre esta malha com barro dos dois lados. Após isso, a parede é finalizada com um agregado a base de cal e areia. A espessura das paredes conseguida com esta técnica é variável devido ao enchimento da malha. Em muitos caso o primeiro tramo da parece era realizado a base de pedras ou agregados e na parte superior se colocava uma peça horizontal de madeira para logo entretecer o cuje. Em outras ocasiões se colocavam peças de madeira verticais para facilitar o tecimento do cuje.

5
MEYER, Hannes. Ver el Prólogo de El Arquitecto en la lucha de clases. Ed. Arte y Literatura, Ciudad de La Habana, 1981, p. VIII.

bibliografia complementar

Colectivo de autores. Ciudad y cambio social en los noventa”. . La Habana, [s.e], Universidad de La Habana, 2000.

Colectivo de autores. La Casa Colonial Santiaguera. Editorial Oriente, Santiago de Cuba, 1995.

Colectivo de autores. Problemas sociales de la ciencia y la tecnología. Ensayos. Editorial Félix Varela, La Habana, 1994.

Colectivo de autores. ¿Quiénes hacen ciudad?. Ambiente urbano y participación popular: Cuba, Puerto Rico, República Dominicana.Ediciones SIAP, Cuenca, Ecuador, 1997.

ESCOBAR LORET DE MOLA, Emilio. Sociedad y ciudad. Ediciones ENPES, La Habana, 1986.

OLAZÁBAL ARRABAL, Maidelín. Aproximaciones sociológicas. Propuestas de intervención arquitectónica a construcciones domésticas coloniales. Oficina del Conservador de la Ciudad, Santiago de Cuba, trabajo inédito, 1999.

WEISS, Joaquín. Arquitectura colonial cubana. Vol. 1. Editorial Letras Cubanas, La Habana, Cuba, 1979.

sobre o autor

Elsi María López Arias é arquiteta, professora assistente de Tecnologia da Construção da Faculdade de Construções da Universidade de Oriente

Maidelín Olazábal Arrabal é socióloga do Ateliê do Conservador da Cidade de Santiago de Cuba

Dentre as ciências, a arquitetura é a mais cotidiana, pois a encontramos, com mais ou menos colorido, em nossas ruas e casas, em nossas recordações, em nossa identidade, ou simplesmente nas fachadas de nossa cidade. A arquitetura faz parte de nossas vidas, de maneira direta ou indireta. É por esse motivo que o profissional desta ciência é sumamente comprometido e não pode se permitir posturas de onipotência ou de alienação; ao contrário, deve aproximar a arquitetura do seu tempo, mas preservando a identidade nacional.

A habitação colonial santiagueira, conseguiu uma linguagem harmônica caracterizada por volumes que na fachada expressam ritmo e elegância com o movimento de suas janelas salientes, corredores e balcões, que unidos à cobertura e o verdor de seus pátios interiores, constituem exemplos não apenas dignos de imitar, mas dignos de respeitar.

Com a chegada do século XX, estes códigos desaparecem ante a inevitável chegada da modernidade, mas ao longo da história é possível reconhecer momentos de retorno a estes códigos, o que implica em revisitar a arquitetura do passado colonial. Por estas razões e devido à necessidade de intervir com ações construtivas em tais edificações por causa da deterioração atual, a ênfase do trabalho se dirigiu à análise do valor social atual das construções domésticas coloniais santiagueiras, desenvolvida nos mais de cinco séculos de existência da cidade, tentando demonstrar sua grande importância e relevância até nossos dias.

Por outro lado, o centro tradicional santiagueiro é uma zona fundamentalmente residencial e sua existência tem um lado eminentemente social, pois são visíveis as manifestações de arquitetura espontânea devido à deterioração que apresentam tais edificações e a necessidade urgente de controlá-la, já que na maioria dos casos estas não se integram às soluções preexistentes ou são consideradas intervenções inadequadas.

Razões para uma confrontação

“A arquitetura nasce do povo e de suas necessidades, sejam elas materiais ou espirituais...” (1) – a partir destas declarações de Sir Norman Foster, encaminharemos a análise objetiva e consciente do caráter social da arquitetura.

Por outro lado, existe o critério científico que pressupõe que a arquitetura atua como “regulador social”, aonde “os objetos arquitetônicos têm uma função informativa e comunicativa (…) e contém determinadas mensagens implícitas em seus significados…” (2). Reconhecidos críticos e especialistas da arquitetura têm se referido ao legado que constitui a existência de determinadas construções na cidade de Santiago de Cuba.

No caso das construções domésticas coloniais, o pátio interior constitui o núcleo essencial na estrutura compositiva da casa; as habitações o envolvem e desta maneira se cria o micro-clima necessário,sendo que às vezes o pátio torna-se o meio principal para a circulação, iluminação e ventilação da casa, com a abundante vegetação dominando o espaço rodeado de galerias e pórticos.

A fachada tem um papel fundamental na expressão volumétrica das casas. Temos a fachada simples, quando está vinculada diretamente à rua; a fachada de corredor, quando a antecede um espaço coberto por telhado; e a fachada de balcões, quando a habitação tem dois pisos e aparecem na parte superior balcões isolados ou corridos. Os vãos, em todos os casos, são elementos salientes e que em seus primórdios eram pequenas aberturas que com o transcurso do tempo foram aumentando o tamanho, convertendo-se em grandes vãos, com predomínio da verticalidade. (Ver fotos 1, 2 e 3)

Surge uma variedade no tema da habitação que produz a diversidade de tipologias arquitetônicas, aonde se destaca toda a gama de reentrâncias e saliências dada por corredores, balcões e janelas salientes; surge todo um amplo repertório de códigos formais e volumétrico-compositivos a partir da utilização da carpintaria em tetos, portas e janelas, destacando-se a qualidade das uniões entre as peças e os trabalhos decorativos, bandeiras de portas e janelas; os balaústres de madeira no primeiro momento e logo depois a ferragem forjada nos vãos e corrimãos; os beirais de telhados, terminações de vigas e telhas nativas, que com suas respectivas saliências enriqueceram o remate superior das casas e outras variantes de beirais, com o uso de cornijas acompanhadas de parapeitos de pedra e de ferro estanhado que, em conjunto com as telhas, proliferaram nos arremates das fachadas; mísulas, guardacorpos pequenos telhados e esgrafitos (3), entre outros. A freqüência dos sismos condicionou o uso das técnicas construtivas como o cuje (4), capaz de assimilar os contínuos movimentos telúricos da região.

O relevo acidentado, o fator sísmico da região, o clima quente e úmido, e a escassez de água potável foram, entre outros, os fatores fundamentais que imprimiram um caráter à habitação santiagueira, através de um processo de assimilação e adaptação ao longo de todo o período colonial. Desta forma surgem construções domésticas escalonadas aonde as inclinações do terreno são abruptas, adaptando-se ao sistema de terraços que confere a forma original da cidade.

A primazia dos componentes da arquitetura colonial não acontece apenas por ser esta a primeira forma de construir, mas por sua propagação ao longo do tempo. Segundo Eliana Cárdenas, no século XX se produz uma recuperação de seus componentes devido à obsolescência dos códigos clássicos ou historicistas com a difusão do ecletismo, fazendo com que alguns setores da aristocracia retome os códigos coloniais como uma expressão de dignidade ancestral, surgindo assim as edificações neocoloniais. São setores intelectuais que buscam as próprias raízes na cultura americana. Nestes casos, são tomados elementos da arquitetura colonial e se buscam referências da arquitetura hispânica. A revalorização do hispânico ou do colonial também esteve acompanhada da alternativa indigenista. Vários pavilhões da Exposição de Sevilha de 1929 evidenciam estas tendências, como o pavilhão neocolonial de Cuba ou o pavilhão do México, em estilo neo-asteca. Por outro lado, os Estados Unidos promove uma “aproximação cultural” com os países latino-americanos, utilizando tais códigos nesta iniciativa, e, além disso, começam a conhecer as particularidades desta arquitetura graças a um grupo de pesquisadores que se dedicam a documentar e classificar estas obras.

Fica demonstrado que a arquitetura da etapa colonial configurou um “modo de fazer” (5) derivado de um processo de adaptação, aonde se assentaram as bases das respostas espaços-ambientais, técnico-construtivas e compositivas adequadas.

O problema reside na complexidade dos fatores sociais e nas suas inter-relações como elementos condicionadores das soluções arquitetônicas, que devem ser enfrentadas integralmente.

A atividade vital que desenvolve o homem e que caracteriza o seu modo de vida se dirige à satisfação do conjunto de suas necessidades, constituindo o meio urbano ou marco físico no qual se desenvolve o modo de vida.

Com a necessidade de atender os problemas atuais presentes no centro tradicional santiagueiro e especificamente nas casas coloniais, se realizou um estudo sociológico aonde foi importante definir as conexões entre os distintos fatores sociais e a resposta arquitetônica que se deve dar, ou seja, definir o tipo de usuário para o qual se projeta, seus interesses materiais e espirituais, seus costumes e valores, e o caráter de suas necessidades, que devem ser solucionadas. De igual forma, o fenômeno participativo encaminhado à intervenção dos habitantes em decisões de desenho se converte em uma forma de continuidade do poder para tomar decisões.

No caso específico deste trabalho, se avaliou a participação popular buscando o conhecimento do estado de opinião pública segundo um sistema de pesquisa elaborado com o auxílio de especialistas em sociologia, com o objetivo de estudar as propostas arquitetônicas de intervenção nas construções domésticas coloniais a partir do conhecimento do estado físico atual da residência e as expectativas que seus próprios habitantes têm com respeito a algum tipo de intervenção a ser efetuado na mesma; foram aplicadas técnicas sociológicas de coleta de informação para, entre outros aspectos, tratar de alguns pontos de interesse para o desenvolvimento deste trabalho:

  • Conhecer o grau de satisfação das pessoas que moram nas casas coloniais;
  • Analisar quais são os fatores fundamentais que influem no nível de satisfação das pessoas que habitam tais imóveis;
  • Determinar se existe alguma relação entre os fatores derivados do estado construtivo das casas e a necessidade de fazer alguma intervenção ou modificação por parte de seus habitantes;
  • Definir se existe algum tipo de ação construtiva predominante desejada por parte dos habitantes destas casas.

A partir da problemática anteriormente proposta, se orientou a pesquisa através de hipóteses apresentadas após um estudo prévio:

  • As pessoas que habitam em casas coloniais se encontram geralmente satisfeitas com sua habitação;
  • São os fatores de tipo funcional, ambiental e social, conjugados aos fatores construtivos, que influem no nível de satisfação das pessoas que habitam tais habitações;
  • Os fatores derivados do estado construtivo são, entre outros, os que incidem diretamente na necessidade dos habitantes de tais imóveis, levando-os às intervenções ou modificações nelas;
  • Existem tendências, dentre os habitantes, de predomínio de algumas ações construtivas sobre outras, produzidas principalmente por fatores sociais e construtivos.

A amostra escolhida para esta pesquisa foi, dentro do universo de habitações coloniais existentes no centro histórico, aquelas sobre as quais havia uma informação completa em relação às plantas, redes hídricas e sanitárias e características morfológicas que, em geral, caracterizaram este tipo de construções desde seus primórdios.

Do total de habitações que reuniam os requisitos anteriores, foram escolhidas aquelas que atenderam aos seguintes critérios de amostra:

  • Que não haviam passado por nenhum tipo de intervenção mais radical, que tenha resultado em algum tipo de modificação importante na planta ou no corpo principal da casa;
  • Que tenha mantido conservados quase todos os elementos de sua tipologia;
  • Que não funcione como habitação multifamiliar.

Resultados

Como resultados preliminares se concluiu que mais de 60% dos pesquisados se sente identificado com a casa que habita e seu entorno. Estes também possuem um conhecimento prático, fruto da vivência cotidiana, das características e da problemática de sua casa, o que favorece os resultados da pesquisa. Prova disso talvez seja o fato de que 87% dos entrevistados responderam que em geral “gosta” de sua casa, 11% disseram “gostar em parte” e apenas um admitiu que “não gosta”.

Junto ao nível de identificação destas pessoas com sua casa, produto do valor familiar ou sentimental que encerram, existem outros fatores que influem nesta satisfação, que vão desde a funcionalidade das mesmas (dimensões, distribuição e disposição dos espaços), suas características ambientais (iluminação, ventilação, existência de pátio), até a incidência de alguns fatores sociais (por exemplo, o bairro no qual está situada), que se inclinam a favor da suposição de um alto nível de satisfação dos pesquisados em relação a suas casas. Por outro lado, é significativo destacar que mais de 95% da população pesquisada aprecia o estilo construtivo de sua casa e reconhecem nelas todas as vantagens funcionais e ambientais intrínsecas a este tipo de arquitetura, o que vem a ser outro fator a mais a influir a favor deste nível de satisfação. Não acontece o mesmo em relação às variáveis referidas a fatores construtivos (estado construtivo das casas e instalações hídricas e sanitárias), aonde se constata diferenças menos elevadas entre as respostas, levando-nos a inferir que estas também incidem no nível de satisfação, mas com intensidade menor.

O resultado anterior é perfeitamente compatível com a realidade destas casas, considerando sua idade de construção e a quantidade de elementos físicos, meteorológicos e de desgaste natural que sobre elas tem incidido durante este longo período de vida, o qual, unido à falta de manutenção, explica o estado construtivo real das mesmas. Levando em conta o argumento anterior, 75.5% dos pesquisados desejam efetuar algum tipo de intervenção na sua casa, sendo que neste caso 85.3% das casas cujos moradores querem fazer algum tipo de intervenção se encontra em mal, regular ou crítico estado de manutenção.

Considerando o dado anterior, podemos considerar então o fator construtivo como uma variável que pesa na decisão dos habitantes de fazer alguma intervenção, o que conduz a que dentre os 73% dos habitantes que desejam fazer algum reparo na casa, 80% deles se predispõem a não interferir na estrutura principal da planta, nem em seus espaços ou dimensões. Os outros 20% do total, que opta pela reforma da casa, quer introduzir algumas modificações maiores (pisos, dimensões de alguns espaços, redistribuição de espaços), mas sem afetar a estrutura principal do imóvel.

Dentre os materiais que são utilizados com maior freqüência pelos habitantes na reparação das casas se encontram, na ordem de importância, a cerâmica vermelha e, dentre suas variações, o tijolo e a telha nativos.

Os elementos construtivos da casa que contam com maior prioridade na reforma são, em primeiro lugar, o teto, seguido pelos muros e pelo pátio.

É significativo assinalar que do total de pessoas que desejam fazer algum tipo de intervenção em sua casa, a totalidade disse que ao fazê-lo consultará algum especialista ou instituição. Ao mencionar as instituições, todos fazem referência em primeiro lugar ao Ateliê do Conservador da Cidade e, em segundo lugar, ao arquiteto da comunidade.

Por último, do ponto de vista sociológico, é curiosa, se observarmos os dados que caracterizam os pesquisados, a relação que guardam estes com a tendência geral de envelhecimento da população cubana: o maior grupo é o de pessoas aposentadas (40%), seguido pelo das donas de casa (33%) e pelo dos trabalhadores estatais (22%).

A realidade atual que vive a mulher cubana também fica patente ao se observar que 59% das mulheres pesquisadas são chefes de família.

Os resultados obtidos satisfazem em grande medida ao objetivo traçado, permitindo dar resposta a todas as perguntas propostas, demonstrando a importância de se levar em conta o critério da população e o da participação da mesma nas decisões sobre as intervenções nos imóveis. Podemos então falar de um estudo integral na arquitetura, com a introdução e colocação em prática dos estudos e análises sociológicos para a cidade de Santiago de Cuba. Além do exemplo desenvolvido neste trabalho, realizado pela Oficina do Conservador, temos em paralelo a participação de especialistas em sociologia nos projetos de intervenção do Edifício São Basílio 204, na Avenida Jesús Menéndez e outros trabalhos que acontecem atualmente.

Um papel fundamental dentro do sistema da atividade intelectual que coloca o homem em seu compromisso com o trabalho técnico-científico, situação que ultrapassa o próprio trabalho de pesquisa e seu desenvolvimento, o qual deve caracterizar-se pela honestidade e deve chegar até à aplicação dos conhecimentos e sua difusão. Então a responsabilidade social da intelectualidade converte a produção técnico-científico em um baluarte do desenvolvimento social.

O arquiteto, dentro de sua atividade intelectual, está convocado a assumir seu papel social para enfrentar as demandas de nossos dias e, portanto, suas propostas devem ser balizadas por uma adequada valorização da realidade contextual existente. Ele deve analisar seus valores, o que lhe possibilitará determinar as restrições e possibilidades que são impostas ao produto arquitetônico por essa realidade objetiva, mas sempre tendo em conta os aspectos subjetivos que lhe permitiram definir realmente os critérios determinantes da nova proposta segundo as necessidades presentes. De igual forma, o arquiteto deve ser capaz de determinar as características da necessidade que demanda de espaços construídos e apenas então estará capacitado para chegar a um primeiro nível de síntese dos resultados, chegando a definir os critérios determinantes que darão resposta à demanda. Assume, nestes momentos, um papel de mediador das contradições que se apresentam. Posteriormente se devem elaborar as propostas concretas de soluções para a necessidade verificada, aonde podem se converter em geradores de novas contradições, o que significa que para que o arquiteto tenha um papel crítico deve haver uma retro-alimentação através da avaliação dos resultados, aspecto que lhe permitirá abrir o espectro das possibilidades de respostas ante uma mesma necessidade, questão esta que influi nos resultados estético-formais dos projetos e no nível de satisfação dos mesmos.

O arquiteto é um “organizador” no campo do desenvolvimento planificado da sociedade, tendo em sua consciência sempre presente os dados da realidade objetiva, “elasticidade revolucionária e sentido científico da realidade...” (5), estes são seus fundamentos.

Portanto, o perfil profissional do arquiteto está destinado a reconhecer o princípio da universalidade, a não negar o que constitui os valores universais dentro da arquitetura.

Conclusões

1. As pessoas que habitam as casas coloniais do centro histórico escolhidas para realizar este trabalho se encontram geralmente satisfeitas com sua casa.

2. Os fatores que influem no nível de satisfação destas pessoas em relação às suas casas são de tipo funcional, ambiental, social e construtivo.

3. O estado construtivo das casas determina, principalmente entre outros fatores de tipo social, que existam tendências de ações construtivas entre os habitantes das mesmas.

4. A reforma é a ação construtiva que predomina entre os habitantes destas casas.

Notas

1
LLÁTZER MOIX. Diez formas de ver una revolución. La Vanguardia Magazine. Barcelona, 1996, p. 0.

2
CÁRDENAS, Eliana. Problemas de teoría de la arquitectura. Universidad de Guanajuato. Facultad de Arquitectura. Editorial Universitaria, México, 1998, p. 130.

3
CÁRDENAS, Eliana. Op. cit., p. 110.

4
Cuje é termo que se usa para a técnica de levantar paredes através de uma malha entretecida formada por cujes – hastes de fibra vegetal – colocados no sentido vertical e horizontal, ou seja, a parede se faz entretecendo os cujes nos dois sentidos e depois se recobre esta malha com barro dos dois lados. Após isso, a parede é finalizada com um agregado a base de cal e areia. A espessura das paredes conseguida com esta técnica é variável devido ao enchimento da malha. Em muitos caso o primeiro tramo da parece era realizado a base de pedras ou agregados e na parte superior se colocava uma peça horizontal de madeira para logo entretecer o cuje. Em outras ocasiões se colocavam peças de madeira verticais para facilitar o tecimento do cuje.

5
MEYER, Hannes. Ver el Prólogo de El Arquitecto en la lucha de clases. Ed. Arte y Literatura, Ciudad de La Habana, 1981, p. VIII.

Bibliografia complementar

Colectivo de autores. Ciudad y cambio social en los noventa”. . La Habana, [s.e], Universidad de La Habana, 2000.

Colectivo de autores. La Casa Colonial Santiaguera. Editorial Oriente, Santiago de Cuba, 1995.

Colectivo de autores. Problemas sociales de la ciencia y la tecnología. Ensayos. Editorial Félix Varela, La Habana, 1994.

Colectivo de autores. ¿Quiénes hacen ciudad?. Ambiente urbano y participación popular: Cuba, Puerto Rico, República Dominicana.Ediciones SIAP, Cuenca, Ecuador, 1997.

ESCOBAR LORET DE MOLA, Emilio. Sociedad y ciudad. Ediciones ENPES, La Habana, 1986.

OLAZÁBAL ARRABAL, Maidelín. Aproximaciones sociológicas. Propuestas de intervención arquitectónica a construcciones domésticas coloniales. Oficina del Conservador de la Ciudad, Santiago de Cuba, trabajo inédito, 1999.

WEISS, Joaquín. Arquitectura colonial cubana. Vol. 1. Editorial Letras Cubanas, La Habana, Cuba, 1979.

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