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arquitextos ISSN 1809-6298


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A arquiteta carioca comenta a exposição Washington, Símbolo e Cidade, inaugurada em outubro de 2004 no National Building Museum da Capital norte-americana


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GUIMARAENS, Cêça. Exposição Washington, Cidade e Símbolo: o city beautiful no museu. Arquitextos, São Paulo, ano 05, n. 055.06, Vitruvius, dez. 2004 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/05.055/521>.

A exposição Washington, Símbolo e Cidade, inaugurada em outubro de 2004 no National Building Museum, amplia e atualiza os conteúdos da primeira versão que, visitada por mais de quatro milhões de pessoas, esteve exposta entre 1991 e 2001. À maneira das muitas diretas e indiretas leituras museológicas da cidade de Washington, a nova mostra, também classificada “de longa duração”, apresenta as conquistas e os desejos dos idealizadores e habitantes da cidade, capital dos Estados Unidos da América do Norte, face às condições internacionais, nacionais e locais.

O National Building Museum é a instituição privada que lidera a “exploração” museológica do ambiente construído nos Estados Unidos. O edifício onde o museu encontra-se instalado tem à sua frente a Judiciary Square, uma das mais modernas praças de Washington. Projetado em 1887 para servir de sede ao United States Pension (que amparava os sobreviventes da Guerra Civil), e restaurado na década de 1980, o edifício do National Building Museum integra, ingênua e artisticamente, o estilo naîve da arquitetura americana em imensa estrutura composta de 15.500.000 tijolos. A cobertura metálica exibe um frontão cujo ponto mais alto atinge a altura de um prédio de 15 pavimentos; o vazio do hall monumental – quase do tamanho de um campo de futebol americano – é configurado perifericamente por cento e quarenta e quatro colunas jônicas e dóricas, metade de terracota e metade de ferro, e oito enormes colunas coríntias centrais, marmorizadas em técnica de trompe d´oeil, que mereceram comentários divertidos, mas elogiosos, de Charles Jencks.

As exposições e programas complementares procuram informar e educar o público de todas as idades sobre as casas modestas, grandes arranha-céus e monumentais edifícios públicos, além dos parques, pontes e cidades. A história, arte e tecnologias contemporâneas da arquitetura do edifício, da cidade e da paisagem são enfocadas do ponto de vista do design, engenharia, planejamento urbano e construção. Recentemente, além da abordagem da história da arquitetura e do urbanismo em suas diversas facetas, as atividades apresentam exposições e discussões sobre os diversos aspectos do crescimento dos subúrbios, preservação de marcos paisagísticos e revitalização de centros urbanos, promovendo as variadas formas que contribuem para identificar a América e definir o caráter nacional do país (1).

A cidade de Washington é, sem dúvida, o emblema dos conflitos e das diferenças dos Estados Unidos da América do Norte. Hoje, a saga eleitoral americana, ainda em exibição nas melhores tevês do mundo, opõe liberais e republicanos-conservadores, despertando a curiosidade sobre o lugar onde vive o, novamente coroado, filho dileto da família, ou clã, Bush.

A cidade-federal foi nomeada por George Washington em 1791; e, originalmente projetada por L´Enfant – o francês de nome Pierre Charles que renominou-se Peter, porque não gostava de sua origem européia –, foi construída com a ajuda insuperável de Thomas Jefferson (2). Os projetos da sede do Congresso (Capitólio) e da Casa Branca – principais edifícios representativos do poder republicano e federativo foram escolhidos por concurso e destruídos pelos ingleses em 1812. A localização (extremamente favorecida pelo presidente Washington, que era proprietário de terras ao longo do rio Potomac) e a perene rivalidade com Baltimore e Nova York (que abrigaram por pouquíssimo tempo o governo independente) em assuntos políticos, além dos negócios e da indústria, podem ter justificado o bom-humor ou ironia de Charles Dickens que declarou, em 1842, ser Washington “uma cidade de intenções magníficas”.

O fato de a capital nacional ter sido criada pelo governo e para o governo, e estar “em desenvolvimento” desde 1790, provoca, desde sempre, tensões entre as esperanças “monumentais” da população do país, as demandas cotidianas dos funcionários e as necessidades dos moradores e visitantes, sejam estes “comuns” ou excepcionais (3). Indiferente a tudo isto, o centro do território hoje vulgarmente nomeado “América”, expõe-se de muitas maneiras em museus e espaços culturais. No extenso National Mall e adjacências, em suportes de naturezas e funções diversas, a capital americana é exaltada e, portanto, recebe, além de turistas, muitos (mas muitos, mesmo!) migrantes e imigrantes de todas as partes do mundo.

Em Washington, a luta entre o Modernismo e o estilo Beaux-Arts está representada até às últimas tendências do Pós-modernismo. Sem excluir o Minimalismo, nem a elegância do Neo-Modernismo, as recentes produções de arquitetura da cidade abrigam e orgulham-se de exibir fantásticas adaptações do Neoclássico, o verdadeiro estilo dos sonhos dos arquitetos dessa América mais que norte-americana. Portanto, orgulhosa de múltipla diversidade, que permanece a principal característica do, também nosso, Novo Mundo, Washington exibe a condição de cidade museológica tanto em espaços fechados quanto abertos. Generosa, a cidade oferece arte e urbanismo em quase todos os lugares, seja com finalidade cultural e educativa, de lazer ou entretenimento.

Inúmeros e variados objetos expõem o desenho e a forma simbólica da cidade, inspirando constantemente os visitantes e, em especial, os arquitetos. Dentre os incontáveis motivos museográficos que satisfazem (e impulsionam!) a exaltação nacional, pode-se destacar: os painéis de rua que cercam o terreno do Newseum – o mais novo museu em construção, vizinho da estupenda Embaixada do Canadá – e possibilitam aos habitantes e turistas a leitura diária da primeira página do Washington Post e de vários jornais do mundo inteiro, onde se incluem o Globo e o Estado de São Paulo; os módulos expositivos Presidency e First Ladies no National Museum of American History, que recuperam fatos e fotos dos principais moradores, sem esquecer de relacioná-los à cidade e seus lugares mais significativos; a maquete de Washington do Castelo da Smithsonian que informa e diverte porque ilumina a um simples toque de botão os principais edifícios e marcos paisagísticos; o multimídia visual da entrada do novíssimo National Museum of the American Indian que relembra os primeiros donos e as cidades em que se transformaram as suas terras; o mapa e as vitrines-painéis do City Museum que narram a memória social de grupos negros, judeus e chineses que ocuparam as fronteiras esquecidas da cidade; as maquetes eletrônicas no eclético Corcoran Gallery que exibem as recentíssimas idéias de Frank Gehry para integrar a sua escola de arte com a vizinhança pós-moderna e neoclássica; os totens que fazem parte do sistema de orientação e sinalização do circuito histórico de Downtown; e os panfletos que divulgam o roteiro da exibição Pandamania que começa (ou termina) no National Zôo.

Dois espaços conectados evocam, em Washington: Símbolo e Cidade, os ideais da mais grandiosa democracia republicana do século 21, ao mesmo tempo em que dispõem sobre a vida de quase 1 milhão de residentes que, ao espalhar-se por mais de 100 bairros, partilham ícones arquitetônicos, além de museus, memoriais e parques, entremeados por high-ways. No primeiro espaço, as informações predominantes são referentes à história e às principais modificações do plano urbanístico de L´Enfant. As maquetes imensas, textos narrativos e ilustrativos, reproduções de fotos e mapas, e alguns objetos revelam a importância da monumentalidade da forma arquitetônica para simbolizar a força da nação. Entretanto, para satisfazer desde o mais simples até o mais exigente conhecimento da cultura sócio-arquitetural da cidade, há muito mais que isto na superfície de pouco mais de 900 quadrados de painéis e vitrines, repletos de imagens e textos.

Os módulos da versão atual de Washington, Símbolo e Cidade contêm a seguinte estrutura temática: “Cidade do desejo”, “A promenade da nação”, “Cidade em desenvolvimento”, “A presença federal”, “Rua principal” e “Cultura e Representação”. Os temas, por sua vez, agrupam os assuntos decorrentes em sub-módulos e destacam os espaços mais reconhecidos internacionalmente da cidade. Dentre estes, a exposição contém as grandes maquetes do National Mall – a elaborada em 1901, quando o centro monumental recuperou o desenho de L’Enfant, e que apresenta a situação atual, ocupam grande área da primeira sala. Breves biografias apresentam dos personagens que formaram o passado e projetaram o futuro da cidade, ou seja, os pais e mães fundadores, nativos e estrangeiros brancos, e African-Americans que tiveram importância na história da educação superior, na música e na luta pela cidadania e igualdade de direitos políticos. E, claro, não podiam ser excluídas as imagens das famosas marchas de protesto das décadas de 1950, 60 e 70, realizadas entre o Capitólio e o Memorial Lincoln.

As fases antiga e atual da história da cidade ligam-se por meio do módulo que exibe a ânsia por modernidade e prioriza o desenvolvimento da habitação, da educação e o transporte. Dessa maneira, verifica-se que a substituição da arquitetura de estilo vitoriano pelos edifícios de mármore branco de origem romana, inspirados no classicismo e com a simetria regida por disciplina geométrica, reforçou o urbanismo dos grandes eixos, praças e círculos, transformando Washington na cidade dos museus.

Os registros históricos dessa parte da exposição demonstram que, em meados do século XIX, as ruas arruinadas, a desvalorização imobiliária, as inundações e o incêndio da Library of Congress (então localizada no Capitólio) aceleraram as obras de reservatórios e aquedutos, da mesma forma que canais e estradas, e contribuíram para a consolidação da idealizada capital do império americano. Assim, a ênfase da mostra para a construção da infra-estrutura transforma o suprimento de água, a proteção dos mananciais, o tratamento do esgoto e a drenagem nos principais temas do sub-módulo “Serviços Públicos”.

Nessa época, além dos limites do National Mall, a demanda por moradia impôs o avanço da ocupação e valorização imobiliária de bairros residenciais, que foram o principal fator de expansão da cidade. Os edifícios de apartamentos e as habitações apalacetadas e afastadas dos lotes foram construídas após a Guerra Civil, substituindo as casas alinhadas e conjugadas. O auge da construção habitacional ocorreu entre as guerras mundiais do século XX, sendo que, de 1940 até 1960, o modo de vida suburbano tornou-se, ao mesmo tempo, solução e problema.

Na perspectiva de integração (4) com os estados limítrofes do Distrito de Columbia (a designação completa da sigla DC que acompanha o nome de Washington), a construção das pontes, auto-estradas e o desenvolvimento do sistema de Metrô a partir de 1966 partilham, na exposição, o mesmo grau de importância com os edifícios governamentais, parques e museus (5). Mas, é a rua principal, isto é, a avenida Pennsylvania que preenche incisivamente o percurso do segundo espaço expositivo e estabelece uma linha de fronteira significativa. A Pennsylvania Avenue é o elo do Capitólio com a Casa Branca, justificando o epíteto de Main Street, por tudo que este adjetivo significa, tanto na prática da vida social e política, quanto na teoria urbanística. A exposição ressalta que, desde 1972, a Pennsylvania Avenue Development Corporation encarrega-se de implantar planos e projetos de revitalização da área da avenida, que foi designada “Sítio Histórico Nacional” em 1965. Assim, a rua principal de Washington mantém-se na condição de microcosmo e, cada vez mais, mescla as diferentes faces da cidade.

O patriotismo encarnado pela população é notável e, neste sentido, destaca-se a relação direta com os memoriais e museus que até hoje crescem em número e representatividade em Washington. Por outro lado, a segregação racial e religiosa, foi, desde o início, a causa de diferenciação na ocupação e expansão da cidade. Criando as concentrações “alternativas”, tanto em razão da moradia, quanto do comércio e do ensino superior, a população negra, judaica e chinesa desenvolveu espaços de viver em muitas áreas da cidade. A exposição também apresenta a presença dos latinos, destacando a luta pelos direitos civis dos imigrantes de várias nacionalidades em imagens e referências às marchas de ativistas políticos na década de 1950.

Esses moradores, apesar das constantes mudanças físicas decorrentes do jogo imobiliário e das perseguições ideológicas, integraram as atividades de negócios e habitação e, portanto, preservaram grandes trechos dos espaços significativos do urbanismo da cidade.

No sub-módulo “Downtown em Preto e Branco”, ou a “Cidade Segregada”, a cultura de “alto espírito” é representada por meio da arquitetura, música, artes visuais e performática. Os textos e imagens da exposição informam que, em museus e universidades, e também no setor de comércio e os negócios, quase todas as implicações da segregação e da desegregação racial (6), encontraram em Washington a tradução perfeita das lutas da democracia americana.

Em Washington, cidade e símbolo, os espaços públicos – praças e memoriais, parques e museus –, que servem para as atividades culturais e comemorativas, são exibidos na condição de tópicos centrais para o planejamento da cidade. Embora as pressões imobiliárias e políticas sejam até hoje formidáveis, as decisões para preservação e uso dessas áreas são decorrentes de debates com as comunidades. O governo, representado pela National Capital Planning Comission, manda na terra, foi durante muito tempo a única indústria empregadora da cidade e procura manter as bases do plano de L´Enfant para as gerações futuras.

O módulo “Cultura e Representação” desenvolve os sub-temas da preservação do ambiente construído e da criação de museus. Os estilos das casas e sedes das embaixadas, ao lado de memoriais e parques, rememoram a perene integração e atualização cultural da cidade e complementam as informações a respeito da formação de acervos artísticos (7).

Os recursos expositivos utilizados são de forma e natureza diversa: monitores exibem filmes de Hollywood e registros antigos e atuais de eventos políticos e de guerras; o som do ambiente reproduz discursos e canções de épocas e objetivos variados; fotografias e reproduções de mapas e desenhos antigos, e imagens digitalizadas de satélites espaciais são apostas em painéis, compostos de informações textuais e objetos referentes aos respectivos módulos e sub-módulos temáticos.

Os painéis criam pequenos “nichos” e possuem trechos vazados em locais inusitados que ampliam o campo visual, estabelecendo transparência e a integração com outros espaços da sala e o grande hall do museu. As cores azul, rosa, vinho verde e bege são usadas em faixas e formas de tamanhos diversos, destacando a estrutura e elementos do edifício com tons pastel nas paredes e tetos; no piso, foram utilizadas as mesmas cores em tonalidades mais escuras.

As vitrines de vidro são, em maioria, de tipo pequeno acoplado aos painéis; existe ainda um painel-vitrine que divide os ambientes. Este último compõe o módulo central que transforma a segunda sala em dois espaços expositivos e complementa os sub-temas “Preservação” e “Atualização”. Estruturado em dois diferentes tipos de vitrine e suportes de madeira e vidro, esse módulo central exibe a Pennsylvania Avenue de um lado, e, do outro, edifícios modernos, entre eles, os apartamentos vizinhos da Renwick Gallery e o painel “o Leste encontra o Oeste” com a nova ala da National Gallery construída na década de 1970 e os novos edifícios do FBI de M. Pei.

Os grandes temas de Washington, Símbolo e Cidade são a arquitetura e a engenharia que foram geradas em patriotismo e protesto. A mostra confirma a hipótese de que a eterna luta entre Academia e Vanguarda até hoje simboliza o sonho americano triunfal e ainda é utilizada pelos arquitetos das formas físicas e dos espaços sociais de Washington. Assim, as cópias de interiores dos palazzos e catedrais florentinas e as reinterpretações neoclássicas, da mesma forma que as modernistas e neomodernas fachadas, atualizam constantemente a identidade da cidade-capital. Portanto, até mesmo em tempos de war on terror, em busca da “pura” e sempre contemporânea paisagem urbana, esses construtores misturam arte, negócios e lazer, contribuindo para consolidar o poder político do império na condição de cultura e way of life global.

notas

1
No mês de novembro, as palestras, visitas guiadas e filmes apresentam e possibilitam discutir com os autores (arquitetos e firmas) a arquitetura de edifícios e o urbanismo das cidades sustentáveis que utilizam ecologicamente os recursos culturais e construídos. Atualmente, além da Washington, símbolo e cidade, estão em exibição fotos dos trabalhadores que montaram a estrutura metálica do Walt Disney Concert Hall, projetado por Frank Gehry; a exposição Pedra líquida: a Nova Arquitetura em Concreto, sobre a história e o desenvolvimento da técnica construtiva, com maquetes e projetos contemporâneos onde se encontra exemplo de tijolos de concreto translúcido (uma das inovações exibidas é o Bloco–Digital, usado para construir paredes transparentes capazes de transmitir e receber informações no Museu do 21º Século, de Nova York projetado por Gisue Hariri); e a mostra especial para crianças intitulada: Investigando onde vivemos.

2
L’Enfant, como Lucio Costa, desentendeu-se com os executores da cidade, sendo seu plano original retomado apenas em 1901. Segundo textos da exposição, George Washington era um cavalheiro, arquiteto e construtor; Thomas Jefferson omitiu o nome de L´Enfant na carta em que apresentava o plano da cidade para o Congresso; e L´Enfant graduou-se na Academia de Escultura e Pintura e, portanto, embora familiarizado com os princípios básicos da arquitetura, não seria considerado arquiteto na Europa.

3
O atentado de 11 de setembro de 2001 produziu uma sensacional mudança nos padrões das guaritas e nas barreiras físicas das entradas de pedestres e veículos em quase todos os edifícios de Washington. O presidente do AIA escreveu artigo no Washington Post referindo-se aos problemas que as formas e os tipos dessas barreiras estão causando para a fruição da arquitetura e urbanismo dos monumentos e principais marcos paisagísticos. Ao criar novos limites visuais para os edifícios, esses elementos “arquitetônicos” fazem parte do desenho urbano e do mobiliário da cidade. Assim, em tempos de alerta máximo contra o terrorismo, tornaram-se, sob todos os aspectos, assunto polêmico para jornalistas, designers, arquitetos e responsáveis pela segurança.

4
O plano McMillan, que recuperou os traços originais de Washington em 1901, indicou a relocalização da ferrovia e depósitos que existiam no National Mall. Assim, a recém-inaugurada Union Station foi considerada, em 1908, a maior estação de trem do mundo.

5
Exemplo dos fatos da formidável concorrência urbanística entre as grandes cidades, também existente no início do século XX, o Rock Creek Park foi criado entre 1913 e 1936 para rivalizar com o Central Park de Nova York, mas fica longe do National Mall e é ocupado por lotes residenciais, o que dificulta o total e livre acesso, além do uso “urbano” e, portanto, cultural.

6
No começo de 1800, somente os brancos podiam ter estandes de venda no interior do Mercado Central; os negros vendiam seus produtos em vagões e barracas do lado de fora. No final do século XIX, embora a população negra pudesse comprar em lojas de departamentos, não podia usar os banheiros nem as cabines para experimentar roupas. Em 1920, o auge do crescimento comercial e cultural de bairros e ruas habitados quase que exclusivamente por negros fez com que teatros e casas noturnas da área conhecida como Black Broadway em Washington, rivalizassem com o Harlem de Nova York. Apenas em 1950 os empresários negros puderam viver e negociar mais livremente.

7
O criticismo fachadístico, questionando a contextualização do estilo contemporâneo com os exemplares neoclássicos predominantes na arquitetura da cidade; a construção do Castelo, sede da Smithsonian Institution, depois da aquisição de objetos de muitos estados norte-americanos e de 34 países, expostos na Philadelphia Centennial Exposition, em 1876; e a consolidação da gestão de Andrew Mellon na National Gallery, que decorreu da doação de 21 obras de arte pictóricas, compradas do museu russo L´Hermitage em 1930; além da atuação de Jackeline Kennedy na preservação e modernização do Downtown washingtoniano, são alguns dos assuntos tratados no módulo “Cultura e Representação”.

sobre o autor

Cêça Guimaraens é arquiteta, doutora em Planejamento Urbano e Regional e professora adjunta da FAU/UFRJ. Atualmente, como Professora Visitante da New York University na área de Estudos de Museus e Estudos Americanos, realiza pesquisas de pós-doutorado em Washington, Estados Unidos

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