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architexts ISSN 1809-6298


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português
Partindo de uma citação de Clarice Lispector, os autores nos trazem a uma reflexão peculiar: seria Brasília, ainda hoje, uma cidade nova? Para tanto, tentam aplicar os atributos reunidos por Trevisan em sua tese de doutorado que definiriam essa tipologia

english
Beggining with a Clarice Lispector's citation, the authors bring us a peculiar reflection: can Brasilia nowadays still be considered a new city? For that, they try to apply the predicates gathered by Trevisan in his doctorate thesis

español
Partiendo de una cita de Clarice Lispector, los autores establecen una reflexión peculiar: puede hoy Brasilia ser considerada una ciudad? Para eso, intentan aplicar los atributos reunidos por Trevisan en su tesis doctoral que definirían esa tipología


how to quote

FICHER, Sylvia; TREVISAN, Ricardo. Brasília Cidade nova. Arquitextos, São Paulo, ano 10, n. 119.04, Vitruvius, abr. 2010 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.119/3384>.

"Brasília é construída na linha do horizonte. Brasília é artificial. Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado. Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo... A criação não é uma compreensão, é um novo mistério... Olho Brasília como olho Roma: Brasília começou com uma simplificação final de ruínas. A hera ainda não cresceu." (Clarice Lispector, Os primeiros começos de Brasília, 1962)

As emoções de Clarice Lispector ao visitar Brasília em seus inícios – uma cidade constituída em tempo real, ainda uma maquete em tamanho natural – nos conduzem para uma reflexão peculiar: o nascimento de uma nova cidade. Mas seria Brasília ainda hoje uma cidade nova? Ou, caso aceitemos como parâmetro os atributos propostos por Ricardo Trevisan para caracterizar uma “cidade nova”, será que ela se enquadra nesta classificação? Diante das dúvidas, melhor apresentar logo tais atributos, tentar explicar suas conexões, ver como se articulam naquilo que se poderia chamar o “DNA das cidades novas”. Então, vejamos...

Em sua tese de doutorado, dedicada à discussão de uma base conceitual para abordar a questão, Trevisan estabelece seis atributos, ou genes, que qualificariam uma cidade como um espécime desta tipologia urbanística. Atributos que levam à criação de uma cidade em um dado contexto político, econômico, social e/ou cultural. Para ele, devem ser considerados “cidades novas” aqueles núcleos urbanos: 1) criados pela vontade do poder público ou da iniciativa privada, graças a ações específicas; 2) para atender, ao menos em intenção e de início, a uma ou mais funções essenciais; 3) implantados em sítio previamente escolhido; 4) a partir de um projeto urbanístico; 5) de autoria de agentes definidos, eventualmente profissionais especializados; e, por fim, 6) construídos em parcela significativa num limite temporal, implicando inclusive em um momento de fundação razoavelmente preciso (2).

Desejo, razão de ser, lugar, agentes, projeto e tempo, seis genes inseparáveis, por sua vez articulados, em cada episódio, à longa duração do tempo maior da urbanização. Um desses episódios, sujeito a circunstâncias e contingências próprias, talvez seja a cinqüentenária Brasília. Examinemos nosso espécime sob tal lupa.

Esquema do DNA de uma CN: seis genes (desejo, função, lugar, profissional, projeto e tempo) alinhavados pelo tempo histórico
[fonte: TREVISAN, Ricardo. Cidades Novas. Tese de doutorado: FAU-UnB, 2009]

O desejo

Muitos são os interessados possíveis na gênese de uma cidade nova, em um leque que vai da esfera pública aos negócios privados. Não há como negar que Brasília contou com a vontade, para além da impessoalidade do poder público, de uma personalidade em posição de autoridade empenhada em sua concretização. Embora sonhada desde há muito, embora muito trabalho anterior já executado com vistas à sua construção, foi Juscelino Kubitschek de Oliveira que, em sua campanha presidencial, em 1955, estabeleceu a transferência da capital federal para uma nova sede no interior do país como um compromisso central de seu programa de governo, o Plano de Metas. Empossado Presidente da República no ano seguinte, logo agiu no sentido de garantir instrumentos para cumprir o compromisso – no caso, a sua aprovação política e a criação do braço executivo do empreendimento, a Novacap. Pela maior parte de seu mandato nele esteve engajado; e pode, ainda, ter o privilégio de inaugurar Brasília e dela dirigir a nação no último ano do seu governo.

A razão de ser

Inúmeras motivações podem levar à criação de um núcleo urbano ex nihilo, as mais óbvias sendo necessidades administrativas, de defesa, de colonização, de exploração ou de relocação. Há ainda infindáveis porquês fortuitos, isolados ou em conjunto, como a adequação de uma barra para se tornar um porto ou de uma margem de rio para a implantação de uma indústria, as qualidades balneárias ou paisagísticas de um sítio, a extensão de uma rede ferroviária ou rodoviária, a previsão de crescimento de uma metrópole por meio de expansões satélites, e assim por diante.

Uma cidade criada com um único propósito geopolítico, a ocupação mais equilibrada do território do país. Assim foi com Brasília, pensada para abrigar a sede governamental da Nação, a ser transferida de sua antiga base litorânea, o Rio de Janeiro. Função dominante rebatida no plano urbanístico por espaços diferenciados, pensados sob medida para receber uma arquitetura representativa desse status de excepcionalidade. E aqui, ainda que nova, seus eixos e sua esplanada magna se valem de artifícios imemoriais, quase atemporais, para a expressão do poder.

O sítio previamente escolhido

No caso do nosso exemplar, a escolha de seu sítio tem história curiosa. Ainda nos tempos coloniais, o Marquês de Pombal já vislumbrava o Brasil como possível sede do império português, Portugal tão escasso em suas dimensões e recursos. A colônia se tornaria a metrópole, e a sua capital deveria ter a centralidade que as estratégias de defesa de então recomendavam. Daí em diante, por uns bons dois séculos, com maior ou menor ardor, o debate esteve focado sobre onde ficaria este propício local. Uma escolha mais ponderada começa a ser feita em 1892, quando uma equipe de cientistas e técnicos chefiados pelo astrônomo Luiz Cruls, daí seu nome – Missão Cruls, é encarregada de delimitar a área do futuro Distrito Federal no centro geográfico do território brasileiro, em pleno planalto central (3). Isso feito, um dos membros, o botânico Auguste François Marie Glaziou, em 1893 descreveu para seu chefe qual, no interior da extensa área, a seu ver seria o melhor sítio: “um vastíssimo vale banhado pelos rios Torto, Gama, Vicente Pires, Riacho Fundo, Bananal e outros...” (4)

Quadrilátero Cruls, com Retângulo Belcher e Distrito Federal definitivo
[fonte: Relatório Cruls]

Aos poucos, contudo, a sugestão foi sendo esquecida. Voltando à pauta a transferência da capital no segundo pós-guerra, na década de 1950 é retomada a questão premente e específica do sítio da futura capital. Estudos sofisticados de foto-interpretação, feitos a partir de igualmente sofisticado levantamento aerofotogramétrico da região – isto, evidentemente, considerando-se os recursos técnicos de então – vão levar à escolha definitiva em 1955: “o extenso chapadão, circundado, a nordeste, pelos vales do Rio Torto e do Córrego Bananal e, a sudeste, pelo Ribeirão do Gama e Riacho Fundo” (5). Mais de meio século depois, o mesmo sítio... O que, apesar de novelesco, não deixa de ser também garantia de uma boa escolha!

A sua posse seria simbolicamente marcada pela cruz riscada no chão pelo urbanista, a pouca distância do que viriam a ser as margens de um lago artificial, o Paranoá, formado pelo represamento dos rios da região. Mais um esquecido conselho poético e acertado de Glaziou  na mesma carta lá de 1893: “Além da utilidade de navegação, o cunho de aformoseamento que essas belas águas correntes haviam de dar à nova Capital, despertariam certamente a admiração de todas as nações.”

Planta de Planópolis

O projeto urbanístico e sua arquitetura

Razão de ser secularmente decidida, sítio duas vezes escolhido, vontade inquebrantável de um presidente, é chegada a hora da materialização. E entre aquelas circunstâncias muito particulares do nosso exemplar, mais uma curiosidade: Brasília teve arquiteto antes de ter urbanista, teve palácio antes de ter plano (6). A exitosa associação de Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer nos leva mesmo a imaginar que talvez o aspirante a presidente tenha se comprometido com a aventura pela confiança que depositava em seu parceiro de longa data. Diante da recusa do arquiteto de se responsabilizar pelo todo do empreendimento, em 1956 foi aberto concurso para a escolha do projeto urbano da cidade. No ano seguinte, insigne júri internacional selecionou a proposta de Lucio Costa.

A até então apenas vislumbrada Brasília passava a contar com um projeto urbanístico todo próprio, o seu “plano piloto”, do consagrado arquiteto e urbanista Lucio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa. Formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1923, quando lá estava no auge o tradicionalismo, movimento propugnador do estilo neocolonial, a ele se afiliou como mostram seus primeiros trabalhos. No entanto, poucos anos depois Costa seria protagonista na constituição de uma arquitetura moderna brasileira, tais reviravoltas de sua trajetória em muito auxiliando para um entendimento de seu projeto para Brasília.

E este pode ser entendido como fruto dos recursos da composição monumental e, simultaneamente, um campo de experimentação para as mais avançadas teorias urbanísticas então em voga. Tradicional e modernista, um plano invulgar que marcou época, que por sua vez influenciou outras “cidades novas”, precocemente reconhecido como de valor universal.

Mas não só de urbanismo se faz uma cidade. A sua arquitetura mais excelsa ficou a cargo de Oscar Niemeyer Soares Filho, cuja trajetória profissional também é elucidativa da sua produção brasiliense. Igualmente formado na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, todavia lá estudou em momento muito diferente, quando a adoção dos fundamentos do movimento moderno já ia avançando, mesmo que permanecesse muito dos valores acadêmicos. Não há oscilações em sua carreira: começou modernista em 1934, assim era em 1956. E no cerne do modernismo, sempre foi seduzido pela plástica das formas, inclinação nada contraproducente dada a tarefa de que havia sido encarregado: aquelas edificações expressivas do poder em uma sede de governo, os seus palácios e os seus mais importantes prédios administrativos. É a ele – tendo a seu lado o engenheiro calculista Joaquim Cardozo – que Brasília deve a maior parte de seus cartões postais: o Palácio da Alvorada; a Praça dos Três Poderes – e nela o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal; os edifícios ministeriais – com destaque para o Ministério das Relações Exteriores e o da Justiça; a Catedral Metropolitana. Trabalhador incansável, não se restringiu aos programas nobres; fez de tudo, casinhas e mansões, escolas, cinemas, superquadras, um sem fim de projetos em um mísero punhado de anos.

Muitos atores

Urbanismo e arquitetura em tal quantidade, com tal qualidade e em tão pouco tempo só foi possível graças a outros abnegados e indispensáveis agentes. Na urbanística, sob a coordenação de Augusto Guimarães, trabalham Jaime Zettel, Adeildo Viegas, Sérgio Porto, Maria Elisa Costa e Harry Cale. Na arquitetura, sob a supervisão de Nauro Esteves, vamos encontrar Ítalo Campofiorito, Sabino Barroso, Glauco Campello, Glauss Estelita, Sérgio Porto, José de Sousa Reis. E tantos mais, como Ana Maria de Niemeyer Soares, Stélio Seabra, Flávio d'Aquino, Paulo Magalhães, Gladson da Rocha, Cezar Barney, Helio Uchoa, Milton Ramos, Elvin Dubugras, Carlos Magalhães, José Zanine Caldas, João Filgueiras Lima, Eduardo Nigri, João Henrique Rocha, Ney Fontes Gonçalves e Carlos Vasconcelos Naves. No paisagismo, lembremos apenas Roberto Burle Marx. E quantos artistas! Mas sejamos breves, concentrando a memória em Athos Bulcão.

Para além desses, há muitos outros personagens igualmente importantes para o enredo. A crônica não esqueceu heróis desbravadores, como Bernardo Sayão, ou administradores de destaque, como Israel Pinheiro e Ernesto Silva. Ou empresas construtoras, como a Rabello, Civilsan, Coenge, Engemac, Empresa Brasileira de Engenharia, Pederneiras, e seus também incansáveis engenheiros. Por fim, há aqueles que deveriam ser lembrados em primeiro lugar, antes de todos: a multidão de trabalhadores – não meros figurantes, porém os verdadeiros construtores da cidade –, os quais ficaram, como de praxe, quase sempre anônimos.

Listas são incompletas e seguramente injustas; deixemos a responsabilidade para um emérito historiador de Brasília, Adirson de Vasconcelos, que se encarregou do assunto nas mais de mil páginas do seu Os pioneiros da construção de Brasília (7).

Um tempo exórdio

Se a cidade natural, espontânea, é fruto de uma formação lenta, ao sabor de eventos favoráveis ou adversos, à sorte de variadas conjunturas, a “cidade nova” surge como que repentinamente, em um momento relativamente preciso frente à extensão que poderá vir a ter a sua história. E mesmo que seu definitivo processo de sedimentação dure anos ou séculos, o preâmbulo de uma cidade nova é sempre a expressão de circunstâncias imperativas em uma situação crucial, não podendo deixar de marcá-la ao menos por um período expressivo de sua existência.

Em Brasília identificamos tal tempo mesurado – dependendo de como se faz a contabilidade, meros quatro anos, no máximo uma década: a gestação das primeiras infraestruturas e da escolha de seu plano até a sua razoável implantação e mínima ocupação; a inauguração oficial a 21 de abril de 1960, por mais precárias que fossem então as suas condições; e aqueles primeiros passos de vida, ainda incertos, quando começa a ser de fato Capital.

A longa duração

Se ficam assim revelados em Brasília aqueles atributos que entendemos qualificar as “cidades novas”, podemos argumentar que o nosso espécime é uma cidade duplamente nova – nova por seus genes e nova por ter apenas cinquenta anos de existência, o que é pouco em termos de urbanização. Contudo, enquanto anseio e imaginação, há um antes. Pelo avesso, Brasília é também uma velha cidade, pensada e repensada por mais de três séculos, algumas vezes até mesmo desenhada – com planos mais ou menos viáveis, planos marcados pela diversidade de formulações e interpretações antes de seu risco definitivo.

Cidade política por excelência, os seus primeiros anos foram instáveis, quase virou uma ruína de sua incompletude. Porque, se há um antes, há também um depois em uma “cidade nova”, um desenvolvimento que pode ou não ocorrer, uma maturidade com identidade própria que pode ou não ser alcançada. Um depois auspicioso, um futuro modesto ou mesmo um total fracasso.

Até aqui, em sua curtíssima longa duração, o que é certo, o que está aí para ser verificado, é a sua condição inquestionável de Capital do Brasil, é a sua contribuição para a integração do território nacional dada a sua centralidade, é a sua posição entre as principais metrópoles do país. E é o fato de que hoje é bem mais do que aquela “cidade nova” de 1960, aquele experimento urbanístico e arquitetônico planejado para a perfeição.

notas

1
Nossos agradecimentos para os estudiosos das coisas brasilienses de cujos labores nos valemos, entre eles Aldo Paviani, Frederico de Holanda, Conceição Freitas e os parceiros Geraldo Nogueira Batista, Dionísio França, Chico Leitão, Jeferson Cristiano Tavares, Ana Paula Barros de Ávila, Pedro Paulo Palazzo, Cristiana Garcia, Paulo Roberto Alves dos Santos, Andrey Schlee, Marília Pacheco Machado, Mara Souto Marquez, Jusselma Duarte de Brito e Jorge Guilherme Francisconi.

2
TREVISAN, Ricardo. Cidades novas. Brasília: Tese de doutoramento, FAU UnB, 2009.

3
Para maiores informações sobre a Missão Cruls ver: CRULS, Luiz. Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brazil. Rio de Janeiro: H. Lombaerts, 1894. (edição fac-símile, Brasília: Codeplan, 1987); COMISSÃO DE ESTUDOS DE ESTUDOS PARA A LOCALIZAÇÃO DA NOVA CAPITAL DO BRASIL. Relatório Técnico. Rio de Janeiro: sem ed., 1948. 4 v.; FICHER, Sylvia et alii. Brasilia: la historia de un planeamiento. In: Rodríguez i Villaescusa, Eduard, e Figueira, Cibele Vieira A (orgs.). Brasilia 1956 > 2006, de la fundación de una ciudad capita, al capital de la ciudad. Lleida: Milenio, 2006. p. 55-97.

4
GLAZIOU, Correspondência a Luiz Cruls, 1893. In: SILVA, Ernesto. História de Brasília: um sonho, uma esperança, uma realidade. Brasília: Linha Gráfica Editora, 1999. 4ª edição. pp. 295-96

5
ALBUQUERQUE, José Pessôa Cavalcanti de. Nova metrópole do Brasil: relatório geral de sua localização. Rio de Janeiro: Imprensa do Exército, 1958. p. 114.

6
O projeto do Palácio da Alvorada foi encomendado por Kubitschek diretamente a Niemeyer. O seu projeto definitivo é de dezembro de 1956; contudo, o edital do concurso, publicado em setembro daquele ano, já fazia menção à sua localização, às margens do Lago Paranoá. De fato, o edifício já estava em obras quando da divulgação do resultado do concurso, em março de 1957.

7
VASCONCELOS, Adirson. Os pioneiros da construção de Brasília. Brasília: Edição do Autor, 1992, 2 v.

sobre os autores

Sylvia Ficher, Profa. Dra. da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília

Ricardo Trevisan, Prof. Dr. do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Goiás

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