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architexts ISSN 1809-6298


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Com curadoria de Marta Bogéa e Abílio Guerra, Território de Contato expõe formas de inventar e habitar mundos, reveladas no encontro de obras de arquitetos e artistas. Neste texto se aborda o módulo 1, com obras de Cao Guimarães e Brasil Arquitetura.


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BOGÉA, Marta; GUERRA, Abilio. Algo muito humano além de belo. Exposição Território de Contato, módulo 1: Cao Guimarães e Brasil Arquitetura. Arquitextos, São Paulo, ano 12, n. 144.00, Vitruvius, maio 2012 <https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.144/4365>.

Quem é... quem não sofre por alguém
quem é... quem não chora por uma lágrima sentida
quem é... quem não tem um grande amor
quem é... quem não chora por a grande dor
Deus, meu Deus tenha piedade de mim
faça com que ela volta
viver sem ela será o meu fim

é o fim ou não é? (risada)

cantor
... (1)

A cidade é Jacinto é quem canta é Domício, velho desdentado, com cansados, embaçados e risonhos olhos azuis, um dos personagens de Acidente, de Cao Guimarães e Pablo Lobato. O filme revela vinte cidades escolhidas no mapa do Estado de Minas Gerais pela peculiaridade dos seus nomes, para a construção de um poema. Na esteira do poema, os diretores percorrem uma a uma cada cidade, indo ao encontro inesperado de sua paisagem e de seus personagens. Uma imersão, com tempo variado, em cada uma delas. Segundo Cao Guimarães,

“o filme se faz através de duas camadas narrativas – uma formada pela história do poema e outra pelos eventos ordinários que surgem acidentalmente diante da câmera em cada uma das cidades. Percepção aberta para deixar-se mesclar ao cotidiano de cada lugar e atenta para eleger um acontecimento qualquer, possível de se relacionar com o poema e capaz de revelar o quanto a vida é imprevisível e acidental” (2).

Personagens e cidades entrelaçados, embaraçados, inevitavelmente associados à compreensão proposta daquelas paisagens. Heliodora, por exemplo – filmada durante um apagão e iluminada pelos relâmpagos e faróis –, é revelada parcialmente fugidia mesmo nos planos abertos da cidade, tão fugidia quanto o solitário personagem, acompanhado à luz de velas, revelando segredos só passíveis de serem conversados quando a escuridão do mundo vela os sentidos e nos propicia certa introspecção. Escuro, sombrio, melancolicamente humano... Segue-se a Heliodora Virgem da Lapa, cidade ocupada pelo alarido das crianças preparando-se para uma procissão religiosa entre arranjos de cabelo, poses ingenuamente maliciosas para o fotógrafo, consertos concentrados na corrente da bicicleta... Lá adiante, a cidadezinha de Fervedouro se revela na figura de um caminhoneiro, que cede ao prazer da piscina natural, mundo submerso apresentado pelo filme lindo, inesperado, mágico, ocupado por um pesado corpo agora leve que “dança” na água entre peixinhos e bolhas de ar...

Cidade, homem, terra. Entidades para ele indissociáveis na leitura do mundo, tão próximo do pensamento engendrado também por Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, titulares do Brasil Arquitetura, nas suas andanças pelas paisagens que abrigam o lugar de seus projetos. Ao invés de uma viagem de reconhecimento do que já se conhece e se controla, uma viagem de conhecimento, aberta e disponível para encontrar o outro, a alteridade. Procedimento aberto ao improviso, atento à singularidade de um outro homem (que não eu) a partir do qual essas paisagens serão reveladas.

Cao Guimarães Acidente, 2006. 72’00”
Foto divulgação

Tal procedimento – comum a Guimarães, Ferraz e Fanucci – abriga um modus operandi que suprime a previsibilidade do objetivo antecipado, presente no roteiro e programa de uso, regulamentações prévias que cinema e arquitetura se munem para controlar as variáveis e antecipar a obra final. O roteiro para Cao Guimarães e o programa para os arquitetos do Brasil Arquitetura são remanejados para um momento posterior, como resultantes da interação entre o desejo de construção de mundo e o próprio mundo real a ser transformado. Vislumbra-se nesta operação uma curiosidade vital pelo ordinário da vida, naquilo que ela tem de extraordinário e único. Este procedimento, ou método, se abre para a surpresa, improviso e interação, situações que se traduzem em certa poética, onde cada obra/projeto se materializa como singular. E, no encontro com esses mundos ao mesmo tempo corriqueiros e excepcionais, os autores articulam paisagens inéditas que resultam da síntese entre a descoberta e o sofisticado domínio de suas linguagens poéticas específicas, seja cinematográfica, fotográfica ou arquitetônica.

É tentador aprisioná-los – obras e autores – na chave interpretativa do mundo rural, aquele universo idílico, apartado, para o qual nostalgicamente tendemos a endereçar nossa utopia de convívio comunitário. Contudo, algumas das obras inviabilizam esta associação, caso dos filmes Sin Peso e Brasília, de Cao Guimarães, e da Praça das Artes, do Brasil Arquitetura, por exemplo, que tratam de sujeitos inseridos em espaços urbanos ou metropolitanos densos, onde os excessos de improviso e planejamento se mesclam em uma paisagem inesperada ou surpreendente.

Sob o olhar de Cao, o Congresso Nacional é uma paisagem distante, suporte para os personagens anônimos em primeiro plano: gari varrendo criteriosamente uma rua, ambulantes açoitados pelo vento empurrando carrinhos naquela inóspita vastidão, uma costureira... Ritmo e movimento de personagens absolutamente aderidos àquele lugar, subversivamente deslocados para o primeiro plano em uma cidade habitualmente reconhecida pela fama de seus personagens e exuberância de seu traçado arquitetônico. Em Brasília (3) de Guimarães a cidade cartão postal cede lugar a uma cidade ocupada, revelada sem panfleto, sem guerrilha, com a leveza de quem suavemente observa e se deixa levar pelo movimento do outro.

Cao Guimarães, Brasília. 2011. 13’35”
Imagem Studio Cao Guimarães

Deslocamento similar, onde o foco do olhar desvia-se do que seria predominante para outro elemento, ocorre em Sin Peso. Similar, mas não idêntico, pois o elemento aqui suprimido é a figura humana. Como um Mondrian desarrumado, Guimarães enche nossos olhos com detalhes quase abstratos de tendas coloridas vistas do chão e nos satura os ouvidos com as vozes da feira de sebos na Cidade do México... Índices metonímicos de uma realidade humana cacofônica, excessivamente barulhenta, inquieta, movimentada...

Cao Guimarães, Sin Peso, 2002. 7’00”
Foto divulgação

Ruído fervilhante potencialmente presente na travessia proposta pelo Brasil Arquitetura para a Praça das Artes, conjunto de edifícios que abrigará os anexos do Teatro Municipal (Orquestra Sinfônica, Corais, Balé da Cidade entre outros). Segundo o projeto, os novos edifícios se ajustam aos antigos, deixando livre o “miolo de quadra”, um espaço público aberto que articula passagens das três ruas que cercam o complexo. O resultado é a sobreposição de dois usos coletivos no centro do conjunto, onde seus usuários poderão se olhar: no solo, o espaço público da travessia urbana; em piso superior, o restaurante da instituição, lugar de encontro, de comer, conversar, conviver, onde bailarinos, técnicos, administradores, músicos – as pessoas que trabalham no conjunto – se encontram.

Brasil Arquitetura, Praça das Artes, 2006 / em construção. São Paulo- Brasil
Foto Nelson Kon

A cozinha é espaço caro ao artista e aos arquitetos. Espaço de cocção, onde a mistura de ingredientes peculiares resulta em variedade imensa de quitutes, é também lugar de encontro descontraído, familiar, onde as mesuras da etiqueta são afrouxadas pelos sentidos aguçados pelo aroma e sabor. Basta uma olhadela no modo como habilmente os arquitetos faz conviver a cozinha de fogão a lenha e as cozinhas industriais em alguns projetos residenciais, como na casa Ubiracica, por exemplo. Ou ler em Guimarães seu apreço pelo “cinema de cozinha”:

“A cozinha é o lugar da casa de que mais gosto, é o lugar da casa onde todas as visitas se encontram, onde, apesar do farto espaço da sala todo mundo se aglomera. A cozinha é na casa o lugar do outro. E foi lá também onde, entre vidros de azeite, miolos de pão, geleias e farelos, liguei pela primeira vez um velho projetor Super-8 para mostrar para alguns amigos as primeiras bobagens que filmei” (4).

Brasil Arquitetura, Museu do Pão, Ilópolis RS, 2007
Foto Nelson Kon

Com temperos diversos, o Caminho dos Moinhos do Brasil Arquitetura nos permite reconhecer o encanto pela variedade do mundo. Mais que aplainar o projeto de recuperação dos moinhos no sul do país em puro restauro das construções e do restabelecimento de um modo de vida hoje soterrado, Ferraz e Fanucci decidem por reinseri-los no curso da vida, propondo programas distintos entre si e compatíveis com a vida contemporânea local: ora uma bodega, ora o memorial do meteorito, ora uma escola de confeiteiros, ora uma pequena pousada, ora vestiários que apóiam o banho de cachoeira... Dessa forma, tornam possível a efetivação concreta do desejo original em estabelecer a conexão entre os antigos moinhos. Usos e atividades contemporâneas dão o necessário pretexto para uma perambulação entre os destinos, viabilizando uma atividade turística pertinente à manutenção de sua paisagem natural e construída.

Trata-se de uma arquitetura que se mostra, ao mesmo tempo, interativa e propositiva, que se recusa à sujeição exclusiva às demandas externas. Um modo de olhar para o mundo e de desejá-lo e, ao desejá-lo, de construí-lo. E é da natureza de tal construção a possibilidade de existir de modos variados, de coexistir.

Moinho Vicenzi, Caminho dos Moinhos, Vale do Taquari RS. Brasil Arquitetura
Foto Nelson Kon

E neste tatear pelo território alheio, nesta tentativa de se aproximar da alteridade, a palavra ocupa lugar estratégico. Aqui nos deparamos com a sapiência de que no ato de nomear o mundo dorme latente a possibilidade de construí-lo. O domínio da linguagem, evidente no campo narrativo da literatura, nem sempre está evidente nas outras linguagens artísticas. Aqui, para os três autores, a palavra pede passagem. Em Cao Guimarães a relevância das palavras surge no jogo lúdico com os nomes de cidades ao construir o poema-roteiro de Acidente ou no mundo construído pela associação arbitrária de nomes “de gente, de ruas, de bairros, de nomes, de ônibus que conduzem gente pelas ruas de bairros de nomes de gente” (5), como se vê em Coletivo.

Cao Guimarães, Coletivo, 2002, 3’00”
Foto divulgação

De forma análoga, a palavra ganha relevância nos glossários recorrentemente presentes nos books de projetos do Brasil Arquitetura. Esta coletânea de palavras carregadas de significados para a realidade local, buscadas em textos literários e na fala da gente local, é usada por Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci como estratégia de aproximação das paisagens de seus projetos. Cada glossário vai revelar um certo mundo – universo particular no qual não necessariamente nos reconhecemos –, mas que é passível de ser reconhecido como um curioso mundo pertinente para outrem. Maturrango, substantivo que pertence à semântica do pampa gaúcha, ilustra bem esta questão. No dicionário Houaiss podemos verificar duas acepções distintas e complementares para o termo: maturrango pode ser o indivíduo que não sabe montar, um mal cavaleiro, ou então o indivíduo ignorante dos trabalhos relacionados ao campo. Palavra extremamente insultuosa para um homem rural, ela é incapaz de ofender um homem citadino, que não se aventura sobre um cavalo.

E é assim, pela palavra, que se entra no campo expositivo do primeiro módulo de Território de Contato, com a apresentação do glossário do Centro de Referência e Memória de Igatu, projeto que se revela na totalidade apenas na pequena arena/biblioteca, onde está disponível um caderno do projeto para quem decidir se levar um pouco mais por esse mundo particular. Este conjunto de palavras não fala de qualquer paisagem, mas de uma determinada paisagem natural e humana, pois confere sentido articulado à sua forma de produção, ao seu jeito de viver, aos seus valores. Em Igatu faz sentido o verbo bamburrar, pois expressa o desejo coletivo de ser beneficiado pela sorte, tão bem compreendido em outras regiões de mineração. Afinal – nos informa novamente o dicionário Houaiss – bamburrar é “encontrar por bambúrrio ('acaso') ouro, diamantes ou outras pedras preciosas, e enriquecer”.

Vocabulário regional da região de Igatu, subsídio para projeto do Centro de Referência e Memória de Igatu. Brasil Arquitetura
Imagem Brasil Arquitetura



Em outra ocasião, Cao Guimarães os autores nos alertam que há momentos em que o silêncio se sobrepõe à compreensão mediada pela linguagem. No reverso da palavra – seja por ausência, seja por apagamento –, o endereçamento aberto toma lugar do sentido semântico específico. Em Campo Cego, coleção de fotos, são registradas placas de sinalização de estradas cujas informações desapareceram corroídas pela ferrugem ou pela poeira acumulada. São novas inscrições, não mais humanas, que soterram as mensagens originais e convertem as placas em um acervo precocemente arqueológico. Sobre elas vislumbram-se notícias, recados, registros de uma fala mais subjetiva. Surpreendente coincidência, os arquitetos elegem para ser ilustração da capa do caderno de apresentação do projeto do Centro de Interpretação do Pampa uma seta sem texto, perdida no meio do nada. Ela aponta algo, mas não se sabe o quê!

Brasil Arquitetura, Centro de Interpretação do Pampa, 2009 / em construção. Jaguarão RS
Imagem Brasil Arquitetura

Cao Guimarães e Carolina Cordeiro, Campo cego # 08, 2008. fotografia digital colorida, 89 x 133,5 cm
Imagem Galeria Nara Roesler

Setas e placas inúteis, tão inúteis quanto os Espantalhos de Cao Guimarães. Anacrônicos, desnecessários em tempos de pesticida, os espantalhos são tão inúteis quanto fora de lugar. Tal condição nos devolve uma certa liberdade presente no puro jogo, não funcional, encantadoramente inútil a não ser por caracterizar certa paisagem, nos fazer lembrar dela, nos devolver pelo recurso da memória sua original temporalidade. Para nada, só pelo “gosto”... Em tempos utilitaristas e histriônicos, um prazer pelo gosto, pelo gozo do mundo de pequenas coisas sempre tão difícil de se abarcar.

Cao Guimarães, Espantalhos # 1. 2009. fotografia e audio 5.1, 110 x 70 cm. Trilha sonora O Grivo
Imagem Galeria Nara Roesler

E será na vastidão do sul do país, particularmente no seu encontro com a fronteira do Uruguai, que artista e arquiteto encontram factual solo comum. De um lado da fronteira, temos o Centro de Interpretação do Pampa; do outro, habita Elvira Loreley Alma de Dragón, personagem inédita do cineasta, uma cartomante contemporânea, que atende a clientela pelo celular, ouvindo suas demandas, viabilizando seus desejos, uma forma sugestiva de reconhecer (e estranhar) através de seus olhos e de suas passadas a paisagem singular do Uruguai.

Retornamos ao texto de Antônio Cândido, onde de certo modo a centelha dessa exposição se fez. Lá, nos comentários sobre as fotografias de Marcelo Ferraz registrando as casas rurais na serra da Mantiqueira – e tão pertinentes para a compreensão da obra arquitetônica do Brasil Arquitetura – é possível reconhecer a obra cinematográfica e fotográfica de Cao Guimarães:

“são formas do mundo, que despertam a adesão verdadeira do afeto, o encantamento dos olhos e o interesse da mente”. (...)
Elas impressionam pelo entrosamento dos diversos aspectos fixados, de maneira a estabelecer uma visão bastante completa, segundo a qual se articulam a paisagem, a habitação, a faina de todo-o-dia, os costumes, os folguedos – resultando algo muito humano além de belo” (6).

Esta sofisticada passagem de Antonio Cândido foi entendida aqui como uma síntese involuntária para duas poéticas, na qual é possível identificar os passos da vasta produção de Marcelo Ferraz, Francisco Fanucci e Cao Guimarães. Ela se tornou o critério fundamental para a eleição das obras presentes nesta exposição. Diante delas – esta é a aposta – poderemos nos lembrar desses homens humanos que ao fim e ao cabo são os que engendram a potência de certas paisagens.

Brasil Arquitetura, Casa Mantiqueira, São Francisco Xavier SP, 2001
Foto Nelson Kon

notas

NA
Este artigo é o texto curatorial do módulo 3 da exposição Território de Contato, com curadoria Marta Bogéa e Abilio Guerra, Sesc Pompéia, de 24 de maio a 05 de agosto de 2012. Módulo 1 – Brasil Arquitetura e Cao Guimarães (24 de maio a 10 de junho); Módulo 2 – Marcos Acayaba e Nicolás Robbio (21 de junho a 8 de julho); Módulo 3 – MMBB Arquitetos e Gisela Motta / Leandro Lima (19 de julho a 05 de agosto). Os textos curatoriais estão publicados assim:

BOGÉA, Marta; GUERRA, Abilio. Algo muito humano além de belo. Exposição Território de Contato, módulo 1: Cao Guimarães e Brasil Arquitetura. Arquitextos, São Paulo, ano 12, n. 144.00, Vitruvius, maio 2012 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.144/4365>.

BOGÉA, Marta; GUERRA, Abilio. O desenho e a construção. Território de Contato, módulo 02: Nicolas Robbio e Marcos Acayaba. Arquitextos, São Paulo, ano 14, n. 167.00, Vitruvius, abr. 2014 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/14.167/5184>.

BOGÉA, Marta; GUERRA, Abilio. Paisagens justapostas: colagens. Exposição Território de Contato, módulo 3: MMBB Arquitetos e Gisela Motta & Leandro Lima. Arquitextos, São Paulo, ano 15, n. 175.06, Vitruvius, dez. 2014 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/15.175/5382>.

1
Quem é? Que não sofre por alguém / Quem é? Que não chora uma lágrima sentida / Quem é? Que não tem um grande amor / Quem é? Que não chora uma grande dor / Quem é? Que não chora uma grande dor / Deus meu Deus! / Traga pra junto de mim / Esse alguém que me faz chorar / Que me faz sofrer tanto assim / Deus meu Deus! / Tenha piedade de mim / Faça com que ela volte / Viver sem ela / Será o meu fim. (Agnaldo Timóteo, Quem é?)

2
Acidente, 2006. Sinopse do filme presente no website do autor. Ver <www.caoguimaraes.com>.

3
Filme produzido para Shenzhen & Hong Kong Bi-City Biennale of Urbanism/Architecture “And then it became a city”, com curadoria de David van der Leer, 2011.

4
GUIMARÃES, Cao. Texto em folder da exposição, Galeria Xippas, 26 mar./14 maio 2011.

5
Coletivo, 2002. Sinopse do filme presente no website do autor. Ver <www.caoguimaraes.com>.

6
CÂNDIDO, Antônio. Apresentação. In FERRAZ, Marcelo Carvalho. Arquitetura rural na Serra da Mantiqueira. Apresentação de Lina Bo Bardi, Antonio Candido e Agostinho Silva. São Paulo, Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1996, p. 8-9.

sobre os autores

Marta Bogéa é arquiteta (UFES 1989), mestre (PUC/SP, 1993), Doutora (FAU/USP, 2006) com doutorado publicado pela editora Senac em 2009 sob titulo Cidade errante: arquitetura em movimento. Professora do Departamento de Arte da PUC SP. Autora da arquitetura para exposição de arte contemporânea dentre as quais Arte/Cidade III (1997), 27ª e 29ª Bienal de São Paulo (2006 e 2010), 30º e 32º Panorama da Arte Brasileira (2007 e 2011).

Abilio Guerra é arquiteto (PUC-Campinas), mestre e doutor em História pelo (IFCH Unicamp) e professor da FAU Mackenzie. Com Silvana Romano, é editor da Romano Guerra Editora e do Portal Vitruvius. É co-autor de Rino Levi arquitetura e cidade (com Renato Anelli e Nelson Kon), autor de O primitivismo em Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Raul Bopp e organizador dos Textos fundamentais sobre historia da arquitetura moderna brasileira (livros publicados pela Romano Guerra em 2001, 2010 e 2010).

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